Post explicando uma possível “feminização” no guarda-roupa dos meninos, tipo como aconteceu da gente querer usar colete e jeans-do-namorado: no Entre Livros e Alfinetes.
Não é coincidência esse momento textura que a gente teve no último SPFW e vai ter no próximo inverno: diz que as maiores inovações em moda só tem mesmo como vir da tecnologia têxtil (!!!): no Bainha de Fita Crepe.

Estudo rápido e eficaz das referências étnicas que os acessórios de Alexandre Herchcovitch e Isabela Capeto carregam em si! Pra aperfeiçoar o olhar e a inteligência-fashion Read more
Novinhos pra gente, que não conhecia ainda! Essa semana no Twitter a gente teve um momento “mandem seus links pra gente conhecer” e esses três blogs aqui valem super a visita diária – a gente tá visitando e curtindo. Olha só:

TUDO TRABALHADO NO BLACK
A descrição de quem faz o blog é sensacional. Cheio de looks pretos pra inspirar o povo a usar a cor-não-cor de jeitos interessantes, com texturas e volumes e acessórios de imapcto e tals.
TRAJE PARA
Quer sugerir trajes pra todo tipo de situação e vontade que a gente possa ter nessa vida. Super cheio de humor e referências ótemas, pra ninguém “passar horas com o armário escancarado, sem saber o que fazer”. ;-)
MODA PARA HOMENS
Blog feito por um grupo de gente interessada em moda legal – e de verdade! – só pra meninos. Com um monte de novidades e ‘jeitos de usar’ essas coisas novas. Muito muito legal.
Extra!
Essa semana tem evento de conversa sobre blogs e internê aqui em SP, de graça e imperdível! A gente vai participar de uma mesa de discussão com Glauco Sabino, Denise Dahdah e Camila Yahn sobre as razões pelas quais esses blogs aqui em cima, por exemplo, fazem o nosso olho brilhar e mais. O tema é COMO FAZER PESQUISA DE MODA NA INTERNÊ mas é certo que a conversa vai rolar solta! Tem que ir!!!
• Como a atriz Leighton Meester tem escolhido looks ousados pra se diferenciar da aparência da Blair Waldorf, post incrível do Uga Uga Guga. Porque né, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa!
• Sacolas de compras em alta: em forma de coleção no Fashionismo e em forma de roupas de editorial no Glamour Paraguaio (ilustrando o post aqui embaixo!).
• Mais do Fashionismo: os looks mais legais do prêmio Multishow tão lá, com comentários ótemos e bem pertinentes. E tem votação pra escolher o mais legal de todos!

• Já viu que o Katylene tem todo um layout novo? Uma viagem de luxo e bom gosto, com muito poder e modernidade (como diria a Gigi). Riqueza feelings! Read more
• O Independent Fashion Bloggers tá provando ser um canal eficiente de aprendizado e aperfeiçoamento pra blogs de moda, disponível num clique e na medida do interesse do povo. Essa semana teve post contando o que fazer e o que não fazer nas entrevistas feitas pra blogs, muito muito legal.
• O blog Santa Rendeira refletiu sobre novidades e cópias na moda, questionando se tudo já foi feito mesmo – vale refletir junto e lembrar que o João Braga falou que a novidade é ter idéias diferentes pra usar o que já foi feito! Também do Santa Rendeira é a lista de músicas que tratam de moda nas letras, muuuito legal!

• Vai ter curso de cinema e moda com ninguém mais ninguém menos que Alexandra Farah em agosto, e já dá pra fazer programação e inscrição desde agora. Lá no FilmeFashion tem mais info desse que é um curso bem imperdível. Read more
• O MyPreview toda semana aparece aqui nesse post de links e isso é um sinal, não? Essa semana a gente amou o post que conta a estoria do quase-fechamento da maison Lacroix (com imagens lindas de viver, como diria a Hebe) e o post que explica, com olhar super fashionista/super esclarecido, o estilão da Jennier Lopez – a gente AMA.
• No Moda pra ler tem post de leitura obrigatória sobre a moda praia brasileira da atualidade e sua falta de “brejeirice” – é tudo verdade, tudo super coerente. Hein, e porque será ainda não existe blog-especializado em moda praia, né? Especialidade da indústria aqui no BR e ninguém ainda se interessou (ou será que a gente é que não conhece tal blog? Alguém conhece?!??). “Fica a dica” (rá!).

• Sobre moda masculina, por quem mais entende do assunto: o Lula Rodrigues agora avisa que seu blog virou plataforma experimental de linguagens e experiências novas – tudo pra ampliar e enriquecer a conversa sobre a moda dos meninos. O próprio editor explica essa idéia e suas novas empreitadas, junto com um texto-estudo sobre essa moda para o verão 2010. TEM QUE CLICAR E LER, é aula valiosa de moda (e vale pra meninas também!).
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Não é de agora que a gente vai buscar inspiração no guarda-roupa masculino. A alfaiataria, a camisaria, as padronagens, a malharia (cardigans, suéteres) voltam a ser alvo de posts da Oficina sempre que se fala em tendências pro inverno. E pra não perder o costume…
O que a gente tem mais curtido da onda masculino x feminino é misturar pecinhas beeeeem masculinas em looks muito femininos ou ao contrário. Desde o inverno passado que os sapatinhos tipo oxford têm calçado pezinhos modernosos. Várias marcas fofas desfilaram (tipo Maria Garcia ou Maria Bonita Extra), Alexandre Herchcovitch fez pra Melissa (que na minha opinião é o modelo de Melissa mais lindo ever) e já teve comentário pedindo pra gente dar ideias de como usar. Outro acessório bem masculino que pode ficar super delicado, dependendo do resto da coordenação, são as gravatinhas – borboleta ou não. Quem apareceu primeiro arrasando com elas nos seus pescocinhos chiques foram as meninas de Gossip Girl, que também fizeram com que os uniformes do high school virassem referências de moda. (E quem eu vi vi usando primeiro na vida real – e tava uma graça – foi a Flavia Lhacer, parecia uma boneca!!!).
Meninas com roupas de menino pelas lentes do Sartorialist, Blair Waldorf glamurizando o uniforme escolar e Denise Dahdah de gravatinha borboleta no SPFW (foto que a gente surrupiou no C’est Sissi Bon)
O segredinho pra usar essas referências muuuuuito masculinas (quase literais) é coordenar com elementos muuuuuuuito femininos: babadinhos e rendinhas, batom cor de rosa, transparências, saias e vestidos, cores claras, enfeites de cabelo, laços, sapatilhas, unhas coloridas. Tem que ficar com cara de menina que roubou uma pecinha no guarda-roupa do pai, sabe!?!
É o mesmo raciocínio das “boyfriend pants” que viraram febre depois que Katie Holmes saiu (bastante) por aí com a dela: so que a mesagem e um pouco menos menininha e um pouco mais sexy!!!
Lógico que a alfaiataria e camisaria continua valendo como inspiração, é o jeito mais elegante de se apropriar das referências masculinas e serviram de inspiração pros desfiles da Cori e da Maria Bonita, de jeitos super diferentes. A gente já falou bastante sobre essa influência no guarda-roupa feminino e teve post só falando de camisas!!!
A Cori desfilou a alfaiataria mais sofisticada!!!
E sabe sobre o que faltou falar? Sobre os looks mais andróginos, tipo do último desfile da Maria Garcia… mas isso vai ficar pra um próximo post, OK!?!
Qual é a real colocação da moda masculina brasileira?
Bem, difícil dizer. Mesmo depois desta terceira palestra do segundo dia de Pense Moda. Ivan Aguilar, Li Camargo, Vitor Santos, Thiago Ferraz, Sylvain Justum, Cacá Ribeiro e Renato De Cara discutiram e se posicionaram enquanto consumidores, mas nenhuma conclusão foi realmente arrematada. A velha questão de como inovar este segmento de mercado sem recair na questão da sexualidade – ou homossexualidade – foi abordada, bem como se o comportamento feminino influencia a maneira dos homens se vestirem. A adequação às exigências e expectativas do público consumidor também foi lançada como pauta – até onde ela deve interferir na criação do estilista?
Sim, todas estas questões são pertinentes e exigem discussão. Entretanto o debate de hoje não resolveu nenhuma delas, somente as direcionou. Ok, o grande disseminador da moda masculina pode ser o público homossexual, mas a sexualidade não é condição e pressuposto de inovação. Pode ser uma fronteira, mas jamais a causa. Sobre a influência feminina no vestir-se masculino, elas exercem, obviamente, significativa interferência, mas assim como a sexualidade, não são motor. E as expectativas do público enquanto direcionamento na criação dos estilistas só são válidas a partir do momento em que se fazem presentes juntamente com o repertório e os desejos do próprio criador (pois só assim a roupa terá autenticidade).
Por fim, Oliveros, editor de moda da revista Playboy, da platéia se colocou: 70% dos anunciantes da Playboy são de moda masculina. O homem se aceita, sim, vaidoso, mas não aceita que esta vaidade incite questionamentos sobre sua sexualidade. Colocação vinda de editor de revista feminina voltada ao público masculino a gente escuta e acredita. Ele sabe do que está falando.
Por Tati Rodrigues, do Avesso do Espelho. =)
O blog Dus Infernus tem essa semana uma série de posts que, juntos, são uma aulona de moda masculine: como entender a evolução e o desenvolvimento, como observar possíveis caminhos futuros, como enxergar detalhes que apontam pra mudanças maiores e como compreender esse universo, tão diferente do universo da moda feminina. Vitor Ângelo (genial como sempre!) entrevistou Lula Rodrigues – super jornalista de moda masculina, editor do blog HomemPontoCom e mestre! – com vontade, com interesse real, tendo estudado sobre o assunto, tendo pensado e refletido sobre ele, pra então nas perguntas expor sua opinião e trocar idéias com quem sabe tudo de moda meninos. (O que faz da “semana Lula Rodrigues no blog Dus infernus” uma power-aula de moda, mas também uma aula de entrevista – viu, repórteres?!??)

“eu vejo um novo começo de era” (pra ler ouvindo)
E a mesma coisa que eu tenho falado na vida real, eu vou falar aqui pra vocês também, meus amigos de blog: tem que ler tudo, tem que estudar, pra na próxima temporada ( e na vida real!) colocar todo esse pensamento-novo em prática. Pra assistir à desfiles de meninos com outros olhos e alcançar o que há de positivo na nossa produção e na nossa reflexão em relação ao universo dos meninos. Vai ser um exercício deglícia e eu, empolgadíssima, mal posso esperar pra chegar a hora!
Tudo sobre moda masculine no Dus Infernus:
História, ritmo e identidade sexual
Moda masculina, os gêneros e a relação gays-mulheres (meu favorito)
Como analisar e como perceber a contribuição das ruas e dos negros
O streetwear e a alfaiataria
E mais o que vier!
Tem coisas que a gente não pode deixar de fazer nunca, tipo comer, ir ao banheiro e se vestir. Tem coisas que podem ser adiadas – se a gente tem mil coisas pra fazer, acaba ficando sem almoçar; pode ser que a gente segure a vontade um dia inteiro e só vá ao banheiro em casa, de noite. Mas não tem como sair de casa de manhã sem se vestir, não meishmo. Então, se a gente conscientiza essa “atividade”, se a gente (se) estuda e dedica um tempinho que seja à escolha do que vestir, não tem como o look não render alegria em frente ao espelho e elogios durante o dia. E vale, viu?!??

A Jussara Romão comandou a moda da revista Elle durante mointo tempo – sabe das coisas. Ela é artista plástica a agora aplica sua formação no design de jóias, Diz no site que ela “explora texturas, volumes e formas encontradas na natureza e no grafismo da cidade para criar suas jóias de prata e pedras in natura“. Ontem a gente se encontrou e o look da Jussara tinha referências não só de texturas e cores bem boas, mas também de sobrepoisções. Tudo super inteligente. Diz ainda no site da designer que “experimentar é palavra-chave para ela”. Pois ela contou de onde veio o look e, experimentando, a inspiração super funcionou – e ainda rendeu post aqui (super thanx!).

Jussara disse que têm prestado mega atenção à moda masculine, que oferece montes de idéias que a gente pode adaptar pro nosso guarda-roupa. Um dos desfiles (de moda masculine) que mais chamaram sua atenção nessa última temporada foi o da Burberry, com sobreposições e cores neutras combinadas de jeito bem eshpertinho. A modela do post, depois de se interessar, estudou, se estudou, abriu o armário e reproduziu do seu jeito os elementos que mais curtiu na imagem apresentada no desfile: fez um look colete, cardigan por cima, paletó por cima, calça alfaiataria e arrematou tudo com uma echarpe fina em tricô (era tricô?), que ontem tava friozinho.

Sobreposições eram o principal (ela tá com uma peça sobre outra peça sobre outra peça!), e a partir daí a Jussara acrescentou cores neutras – vinho, marinho, preto, creme – e texturas diferentes – lã de alfaiataria, tafetá, tricô – pra deixar tudo com a cara dela. O decotón deixou o look super super feminino, mesmo inspirado no masculine. Não é o máximo? Anota então a receita:
tem que se interessar
tem que estudar (e se estudar)
tem que observar que elementos a gente gostaria de reproduzir
tem que não ter preguiça e se dedicar
tem que experimentar (mointo)
e tem que carregar, que com um sorrisão junto o look funciona melhor!
Na semana passada a gente assisitiu uma palestra da Marie Rucki, diretora do Studio Berçot em Paris – escola mega legal e conceituada que já formou gente tipo o Alaia e o Ocimar Versoalto (oi?). O tema da palestra era “A moda hoje: suas mídias, suas regras, seus ídolos” e a MR falou um monte sobre blogs e sobre o registro que eles fazem do streetstyle. Disse que a gente vive um ‘desfile permanente’ porque pessoas também são mídia e que os looks de gente comum podem comunicar informação de moda. Disse mais: que a diferença entre gente fotografada pra blogs de streetstyle e modelas em revistas é que as primeiras se divertiram ao se montar, que cada elemento escolhido quer provocar uma “reação de moda” e uma “relação com a moda”. Legal, não?

Embaladas por esse pensamento a gente se viu admirando o look do povo que lá estava junto com a gente, e vendo as fotos no Vogue RG no dia seguinte a gente AMOU todo mundo de colete, super na onda feminino-masculino desse inverno. Colete já vem do armário dos meninos, então se a gente usar com peças mais femininas (ou super casuais) o resultado é melhor – como as moças das fotos usaram! Fica mais legal com camisetas ou com tops bem de mulherzinha do que com camisa, que vem do masculino também. E fica mais legal ainda com saia ou com bermudas fofas ou com jeans – com calça alfaiataria também tem que cuidar pra não ficar masculino de-mais. E fica ótemo com vestidinhos – e se o colete for usado fechadinho ainda dá uma acinturada no modelo!

O colete pode funcionar como acessório, pra levantar o look muito básico de jeans e camiseta – e levanta mesmo! Pode também ser um jeito de acrescentar cor no look neutro, e de coordenar cores de um jeito legal. No inverno dá pra ficar quentinha usando por cima de tricôs finos e blusas de manga comprida. E porque tem a linha vertical dos botões, o colete funciona como emagrecedor visual – e emagrece mais ainda se usado aberto, com um “vão” vertical no centro do corpo. É fácil fácil de achar em brechós e dá pra se divertir mointo – que a gente também é mídia de moda e pode passar informação adiante! =)