• Um blog de tudo tudo tudo do Louis Vuitton: tem todas as bolsas, tem curiosidades, tem história, tem celebridades que usam, tem como pronunciar os nomes das bolsas e mais. A dica veio do Cajon DeSastre e o passeio é bem legal. Mesmo!
• Tem filminho no ShowStudio com mil vestidos de franja! O filme foi feito durante as fotos de um editorial, feitas pelo Nick Knight, e a modela mexe taaaanto as franjas que dá vontade de ter um vestidinho desses a-go-ra, pra dançar o fim de semana inteiro!
O stylist Nicola Formichetti, nesse vídeo aqui embaixo, explica que nem olha pros currículos que recebe (não deve ter pouca gente querendo trabalhar com ele, néam?). Diz que quando alguém se interessa, ele diz pra mandar os endereços de MySpace, de Facebook, de blogs e tals – e aí vai conhecer esse material, que ele diz ser muito mais informativo sobre alguém e suas habilidades/capacidades do que a folhinha com referências de onde se estudou. Ainda nessa mesma palestra, di-ver-sas vezes o stylist mencionou a internê como fonte de pesquisa, de referência, de direção e mais. Então, gente, qual é a dúvida em relação à morte ou não morte de formas de se expressar/comunicar na internet? Formato? Número de caracteres? Qual???
A gente aqui acha que tudo no universo evolui – não é à toa que a Alexandra Farah, nossa antena-vanguarda de tudo que é tecnologia (à serviço da moda) reformulou há pouco seu endereço online pra agregar ferramentas novas ao formato blog: no Filme Fashion tem blog mas também tem Flickr, Youtube Twitter, MySpace e mais coisas que a gente ainda nem sabe pra que servem. Se os blogs vão acabar ou não, pouco importa. O que a gente tá vendo é que não tem mais como não se comunicar, e como ignorar o jeito de fazer essa comunicação acontecer na internet. TODO MUNDO TEM ALGUMA COISA PRA DIZER, de um jeito ou de outro. E é de co-mu-ni-ca-ção que a gente tá falando, de ida e de volta, de réplicas e tréplicas – e não da fala de mão única. Não tem volta, gente. Discutir o que vai acabar, quando vai acabar, o que é blog e o que não é (e tals) é enjoado mas é discussão – e toda discussão é válida se não pra informar, pra fazer pensar. Especialmente quando a discussão é realizada lindamente em blogs e entre blogs – espaços em que não se tem editores, amarras, melidres (muito sérios – rá!) ou qualquer impedimento pra se conversar sobre moda à vontade. Sem precisar se levar tão à sério, só por discutir e pela vontade se aperfeiçoar, de crescer. =)
A palestra do stylist Nicola Formichetti chamava “como ser um consultor de imagem e um top stylist”, mas foi bem mais inspirativa que isso. Inspirou não só profissionalmente, mas pra vida – o que ele falou no Pense Moda serve pra tudo. Nicola trabalha (muito) numa revista que faz sonhar: a Dazed & Confused não é fácil como a Vogue América, traz imagens difíceis de se ler, muitas referências misturadas de um jeito complicado. Mas o olhar atento vai decifrando tudo, vai entendendo que a força criativa, a aura visionária do cara tá ali, visível nas imagens que cria. É tão honesto que a palestra não tinha mesmo como ser “educativa”, ou um compilado de dicas – o processo de criação de Nicola é super orgânico exatamente por ser tão autêntico! Foi um privilégio ouvir tudo aquilo (quer ver tudo? Tem no Filme Fashion!), especialmente com a seleção de imagens ilustrativas do trabalho dele passando no telão logo atrás, enfeitando a conversa. Top palestra boa do evento todo.
we heart nicola formichetti =) we heart nicola formichetti =)
Histórias só são histórias porque são contadas. E a mesma história pode ser narrada com diferentes entonações. Na moda não é diferente, exceto por um detalhe – em vez de palavras, existem imagens.
Nicola Formichetti é um desses contadores de história por meio de imagens. Com mãe japonesa, pai italiano e residência londrina, seu universo imagético diversificado e autoral lhe abriu as portas da revista Dazed & Confused e de outros títulos e marcas por todo o mundo. Após aprender – errando – que seu trabalho não deve refletir somente o seu universo, entendeu que ser stylist é ser um facilitador, ou seja, um realizador dos desejos e intenções de um conjunto de pessoas. Ao trabalhar para revistas, tem mais liberdade para ousar e experimentar; já quando trabalha como consultor para marcas, deve se reportar a um outro mundo, não tão permissivo e mais direcionado (e, principalmente, infinitamente vinculado a resultados financeiros).
Nicola adora trabalhar, incentivar jovens talentos (seus assistentes – incríveis, por sinal – têm 19 anos e foram descobertos ‘na noite’) e tem constante preocupação em estar aberto à colaboração destas mentes criativas (diz que faz lembrá-lo de quando começou). Os assistentes, inclusive, ajudam Nicola a montar seus ‘mood boards’ – ambiências de referências com as imagens, demonstrando com o que ele deseja trabalhar. Estas pesquisas são feitas, principalmente, pela internet – google, sites e blogs (eeeee) – e sempre têm a atenção de mixar diversas realidades, para que seus editoriais não fiquem muito conceituais e desconectados com os movimentos que fazem o mundo girar (tem que saber fazer sonhar sem tirar os dois pés do chão).
Por fim, a coisa mais legal de tudo o que ele contou: (parafraseanado) “Ainda não considero nada disso um trabalho. Pra mim funciona como um hobby que faço sem esforço.” Pra gente bem acreditar que fazer o que ama pode, sim, nos levar (bem) longe!