23.
abr.
09.

(quase) todas as saias do mundo!

publicado por: Fernanda

Numa época em que a gente trabalha mointo e tem bastante responsabilidade, um top jeito fácil e rápido de ficar feminina é usando saias – que têm tudo a ver com nosso lado mulherzinha, já que para os meninos usar saias  ainda não é assim… super ok (clica que é muito legal!). Saia é tipo ‘feminilidade instantânea’. Existem bilhões de modelos, e aqui tem uma listainha com os que a gente mais vê/experimenta na vida real nos últimos tempos. Vamos achar as nossas preferidas?

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retinha, tulipa, godê, lápis, enviesada e em A: todas essas sainhas foram desenhadas pro livro do xico gonçalves, abc da moda ;-)

Saia tulipa: o Pierre Cardin criou em 1957 um modelo de saia em que as preguinhas ficam perto do cós e somem na parte de baixo da saia -  o volume, então, fica na parte de cima do look, e na parte de baixo a saia fica mais sequinha. Bem boa pra moças bem magrinhas, já que cria volumes – tipo no bumbum e nas coxas!

Saia godê: é o modelo que mais precisa de tecido pra ser feito! A saia super rodada, com mointo volume, ficou famosa na década de 50 por conta do New Look do Dior – e rodopiou muito nos corpinhos das moças que dançavam o rock n’ roll daquela época. É cortada como um grande círculo, com um espaço no meio pra envolver a cintura de quem usa!

Saia evasê: também é conhecida como a saia em A, ou seja, mais ampla na parte de baixo do corpo. Na teoria é a saia que mais disfarça quadril grandinho – na prática todo mundo tem que experimentar tudo, e com a mente aberta!

Saia enviesada: super romântica, super fluida! Sabe quando o tecido é cortado na diagonal e não na direção da trama dos fios? Se a saia é costurada dessa forma, enviesada, ela cria a sensação de silhueta violão – por isso é um modelo ótimo pra meninas com formas retinhas.

Saia envelope: a saia tem três partes (quase iguais), uma fica atrás e as duas outras se sobrepõem na frente da peça. Dependendo do fecho pode acrecentar volume bem na barriguinha – a parte boa é que quase sempre esas saias são bem sequinhas e acabam afinando o quadril. Mointo boas pra usar com camisetas (ou outras partes de cima quaisquer!) por dentro.

Saia reta: a mais clássica de todas e a que combina com quase todos os tipos de corpo! A saia reta é bem boa pra ser coadjuvante dos tops mais bafo que a gente tem no guarda-roupa – e Carine Roitfeld apareceu linda com uma versão jeans, tempos atrás (lembra?).

Saia lápis: é a saia que afunila desde a cintura até o quadril e as coxas – mas é diferente do modelo “tulipa” porque não cria volumes na cintura. Como ela é mais justa do que os outros modelos, fica mais legal em quem tá com tudo em cima, sabe como?

E tem mais modelos, tem mais jeitos de usar, tem mais opinião e dicas pra dividir. Vamos continuar esse post nos comentários?!? Juntos?!?? ;-)

27.
nov.
08.

pés nos chãos

publicado por: Cristina

Já deu pra perceber que a gente é muito fã de sapatilhas – não só a gente usa muuuuuito como acaba dando de sugestão pra usar com quase tudo, né!?! É que pra quem anda pra lá e pra cá o dia todo e ainda quer ficar com uma cara arrumadinha elas acabam sendo a solução ideal!!! E tem o modelo certo pra todo mundo (que quiser usar, é claro), pra todas as ocasiões e o melhor jeito de usar pra cada modelo.

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Elas também são fãs: pezinhos de Cecília Prado, Carina Duek e Andrea Marques no “palco” do Pense Moda – a foto é da Ivi ; – )

* quando a frente é alongada (pode ser pontudinha, mesmo, ou mais ovalada) acaba que alonga a perna e é a melhor opção pra coordenar com saias, bermudas ou vestidos que tenham comprimento próximo ao joelho.  As sapatilhas com a frente bem redonda (que parece de boneca) ou mais quadrada já não têm essa vantagem, então ficam melhores com calças.

* gáspea é a frente do sapato, a parte que cobre nossos dedinhos, e quanto mais baixa (ou seja quanto mais pé ficar de fora) ela for, mais alongada parece a nossa pernoca. Quando a gáspea for mais alta o ideal é usar com vestidos mais curtos, saias ou bermudas mídi – acima do joelho – pra não ficar “baixinha”.

* modelos com tiras que prendem em volta do tornozelo ou que ficam no meio peito do pé (tipo mary jane’s) também encurtam, principalmente se forem em cores que contrastam muito com o tom da nossa pele!!!

* tem sapatilhas que são totalmente abertas nas laterais dos pés – são chamadas de “gáspea e talão” – que deixam o pezinho super sexy.

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Looks mais-que-elegantes com sapatilhas em editorial na Vogue America, tá!?!

* sapatilhas boas pra usar no fim de semana (ou em looks beeeeem informais) podem ter solinha de borracha, que ficam ainda mais confortáveis e combinam super com bermudas de plush, vestidos de malha, calças de jeans bem molinho… E sempre tem as sapatilhas de plástico da Melissa, né!?!

* já os modelos bons pra usar em ambiente profissional são os feitos em materiais de qualidade, tipo couro (que pode ser liso, prensado, texturizado, metalizado, tressê), verniz ou camurça. A sola pode ser de couro e mais fininha e a frente mais alongada pra deixar a sapatilha com uma cara bem chique!!!

* e o sapatinho vai até na balada ou eventos mais elegantes, sabia!?! Sapatilhas metalizadas, feitas de tecido (cetim ou veludo), bordadas ou com aplicações de pedras ficam lindas com vestidos de festa mais curtinhos ou com jeans mais sequinho e tops sofisticados.

Não dá pra não usar, dá!?!

14.
jul.
08.

macacão, salopete, jardineira e macaquinho

publicado por: Fernanda

A gente vai falar e vai ouvir falar mointo dessas peças aí, de agora até o verão. Há tempos a gente tem visto macacões nos – desfiles nacionais e inter – mas nessa última temporada vimos mais, em modelagens mais variadas e em materiais diferentes. Como na teoria o macacão e as suas variações são “peça única”, eles podem parecer peças limitadoras… mas não! Sabendo que variações são essas, a gente sabe qual delas é a mais legal pra gente e que coordenações cada uma rende. Quer ver?!??

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O macacão é a peça fechada até a parte de cima, que não precisa ser usada com blusa por baixo – pode ter mangas (curtas ou compridas) ou pode ter alças, mas sempre tem pernas compridas. E macacão pode ser usado com lenços, com casacos e cardigans, com broches, com botas ou sapatilhas ou sandálias. Dependendo do modelo – mais ou menos fechado, mais ou menos pesado, etc etc etc – o macacão alcança temperaturas diferentes, de acordo com os complementos que a gente escolhe usar. E se ele foi o mais fácil de ilustrar aqui (soooobram referências!), então é porque ele é o queridão da estação, mais que as suas variações!

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A versão ‘pernas curtas’ do macacão é o macaquinho. Tudo igual ao macacão – pra ser chamado ão ou inho é preciso ser peça fechada em cima, sem necessidade de sobreposição! – só que com pernas curtinhas. Pode ser em forma de bermuda ou de short, e também pode ser usado com complementos – camisetas de manga longa por baixo (se quiser!), jaquetinhas jeans, xales enroladinhos no pescoço e faixinhas. E se o macaquinho é feito em tecido arrumadinho, sedinhas (como no verde da foto!) e tals, o macaquinho fica mais elegante e até refinado – junto com acessórios finos-delicados fica perfeito pra festinhas de verão, né?!??

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Aí, quando o macacão tem cavas baixas e alças mais finas (na frente ou nas costas), de um jeito que não daria pra gente usar sem uma blusa por baixo (que peitinho de fora ainda não pode, gente!) a gente chama de jardineira. E jardineira pode ter pernas longas ou pernas curtas – equivalentes ao macacão ou ao macaquinho – mas sempre têm perninhas separadas. E aí tem variações de formalidade, de acordo com os tecidos com que cada jardineira é confeccionada: o modelo pode ser mais informal, em jeans, ou super bacanudo, em lãs finas e mesmo sedinhas. E a gente pode, com coordenações diferentes, mexer nesses “graus de formalidade”: fica ótemo combinar jardineira jeans com blusas em seda fina – lustrosa ou transparente, ou jardineiras arrumadex em tecidos de alfaiataria com camisetas e regatinhas.

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A salopete é a versão-saia da jardineira. Tudo igual às jardineiras do texto daqui de cima, mas com parte de baixo em forma de saia. Imprescindível pra ser salopete (assim como pra jardineira!) é a necessidade de se usar alguma coisa por baixo. Então, muitas vezes um vestidinho pode servir como salopete, porque a gente usa com camistas e tricôs por baixo. Mas pra caracterizar a peça a cava (a abertura por onde o braço passa) precisa ser aberta de um jeito que não daria pra gente usar puro, sem nada. E o comprimento da saia da salopete pode variar: pode ser mini-saia, pode ser no joelho, pode até ser longa. Os materiais também variam, tanto quanto as coordenaçãoes. “Sacou”?!?? =)

23.
jan.
08.

vocabulário deglícia (néam?!??)

publicado por: Fernanda

A gente escreve muito “a gente” porque somos duas, felizes da vida de trabalhar (e mega se divertir) em dupla. E “a gente” virou meio uma gíria nossa, néam? Tipo esse néam, que a gente tomou emprestado do Pedro Beck e já vê um monte de gente em volta repetindo também (adoooooro!). Pois a Paty deixou um comentário há tempos perguntando de uma “gíria” que a gente usa aqui no blog e a gente resolveu explicar to-das as bobagens que a gente fala não só aqui, mas nas nossas conversinhas de vida real também!

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Modelas: a gente tem essa cliente mega engraçada, a Rita Lobo, que antes de ser chefona do site Panelinha era modela. E foi ela quem inventou isso de falar modela – a gente ri mointo toda vez que ela fala, tanto que agora a gente só fala assim também.

Mointo: é afetação pura, não tem explicação. É meio tentantiva de escrever com a ênfase com que a gente falaria, sabe como? (”Sabe como” é da Regina Guerreiro, de quem a gente copia mil outras coisas, tipo ‘paéte’! A gente tem personalidade suuuper forte! Hahahahaha!)

Deglícia: é a gíria mais querida desse blog, homenagem à mãe queridíssima de um amigo queridíssimo, chamada Glícia – diz que ela falava isso em casa, como se nada fosse, tipo “vem provar isso que está uma deglííícia”! A gente adora. =)

Não é mesmo?/Veja só!: invenção de outra cliente! A gente tem essa outra cliente querida e bem engraçada que termina 8 de cada 10 frases com “não é mesmo?”, e que pontua as conversas com “veja só!”. Toda vez que a gente encontra com ela a gente sai repetindo essas coisas loucamente – e como o blog escrito é igaulzinho ao jeito que a gente fala, não tinha como não reproduzir aqui. Essa cliente é também quem inventou a expressão “shostinho”, que o Vitor Ângelo tá mega popularizando (!!!!!!!).

Amazing: veio do Fabio Ishimoto, nosso amigo power stylist da Vogue, e a gente usa quando alguma coisa é incrível e a gente aaaama. Tipo “amei-zing”, sabe? (Mointo afetada meishmo!)

Meishmo: às vezes eu queria ser carioca. Essa eu uso mointo, a Cris tá usando também (adoooouro). =)

Masculine: foi um erro de digitação que fez tanto sucesso quando chegou na nossa caixa de email que virou o termo-oficial aqui na Oficina. Sério, a gente nunca fala o certo, a gente SÓ fala masculine. No mesmo email veio outro errinho, o “quedridas”, que a gente também adotou MEGA e ainda obriga todo mundo em volta a usar. E a gente sabe que foi um lapso de digitação, que não foi de propósito… mas fez a gente rir mointo e ficou pra sempre assim. (Muito bobas!)

Em si: essa é da Erika Palomino e a gente ADORA. E repete insanamente, porque a gente é fã.

Tomare: também veio do vocabulário-nonsense do Fabio Ishimoto, e tem derivações – a gente usa muito “tomare” e logo em seguida “Deus te ouce”. =)

Fiesta: é uma gíria das férias que promete durar pro ano todo. Tomare. E o ‘exótico’ da Thaís Losso é outra promessa, a gente super quer incorporar!

A gente ainda fala mais umas coisas na vida real que aparecem menos por aqui, tipo ‘maquilagem’, ‘óbi’ e ‘no caso’ (essa a gente fala mointo!). Tem mais e a gente esqueceu? Deixa comentário que a gente se explica! =)

3.
out.
07.

um grande pequeno dicionário de moda

publicado por: Cristina

Quem não adora passear por uma gift shop? Porque passear por um bom museu é maravilhoso, mas não tem nada mais gostoso do que depois de ter se suprido de cultura, se entregar ao prazer das comprinhas!!!! Eu costumo ficar horas nessas lojinhas cheias de coisas úteis-fúteis, remexendo em tudo e procurando presentinhos originais e posso fazer uma lista de gifts shops incríveis… mas tem uma que é a minha preferida disparado – a do Victoria & Albert Museum em South Kensington!!!!!!!!!!!

O V&A é um museu de arte decorativa e design com um dos maiores e mais importantes acervos do mundo e tem uma ala inteira só sobre moda que dá pra ficar horas e horas sem piscar (onde está acontecendo a mega exposição The Golden Age of Couture e deve ser inacreditável!!!!!!!!).

E foi passeando pela lojinha que eu achei The Little Dictionary of Fashion escrito por Christian Dior!!!! Foi amor à primeira vista… ele é rosa, tem capa dura, pequenininho e gordinho, super 50’s. E na definição do autor é um livro sobre moda “nem tão longo, pois se tornaria entediante, nem tão curto, pois seria insuficiente”.

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Recheado de “dicas” de moda e elegância, achei coisas incríveis como “algumas vezes apenas um botão bem situado tem um efeito muito melhor do que uma erupção de botões” ou “elegância é a combinação exata de distinção, naturalidade, cuidado e simplicidade – fora isso, eu posso garantir, não existe elegância, apenas pretensão”!!!!!!

E mesmo tendo sido escrito pra mulheres da década de 50, Christian Dior dá lições valiosas pra qualquer pessoa em qualquer época… e aí vai a que eu mais gosto (na íntegra e sem tradução que fica bem mais legal):

“ZEST
This is a happy word with which to end my dictionary of fashion. Anything you do, work or pleasure, you have to do it with zest. You have to live with zest… and that is the secret of beauty and fashion, too. There is no beauty that is attractive without zest. There is no fashion which is good without care, enthusiasm, and zest behind it. Zest in designing… zest in making… and zest in wearing your clothes”.

Com esse Z nem precisava das outras letras!!!!!!!

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.