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  • A internet que a gente quer é a que a gente trabalha pra construir: se a gente quer compartilhar idéias pra geral ler com tempo, pra que haja resposta consistente e troca significativa, então é justo (e natural!) que a gente dedique tempo e pensamento crítico à essa construção, a esse trabalho. Nosso compartilhamento de conteúdo não funciona no piloto automático, nem na superficialidade, nem “entre tarefas”, nem “quando sobra tempo” (quando sobra?).

    Aqui na ODE é comum a gente ouvir: “Nossa, como o conteúdo de vocês é legal, eu também adoraria produzir conteúdo assim — mas não tenho tempo”. A primeira parte é de sentir orgulho, a segunda parte é de sentir incômodo. Nossa agenda tem períodos de toda semana separados pra esse trabalho, com tarefas organizadas a partir de planejamento e propósito.

    Ó:

    Toda segunda-feira a gente tem uma reunião interna pra estruturar os conteúdos das próximas newsletters, rascunhar os temas dos próximos posts pro nosso blog, e então esmiuçar essas idéias em posts rápidos pensados pras nossas redes sociais — hoje o Instagram, o Twitter e o Pinterest. Tudo pensado a partir das experiências mais frescas vividas com clientes de consultoria, dos aprendizados mais recentes visitando lojas e conhecendo designers/projetos novos, das aulas que a gente dá e das trocas com nossas alunas, dos livros que a gente vem lendo, dos conteúdos com que tivemos contato.

    E toda quarta-feira tem gente aqui 100% dedicada a fazer essa estrutura/essa organização/esses esqueletos tomarem vida, e se materializarem em forma de conteúdo. Cada postagem é pensada do zero pra sua própria rede, cada texto redigido com atenção, cuidado e pesquisa, cada imagem produzida e tratada por nós mesmas — ajeitando as fotos das nossas clientes, feitas nas sessões de montagem de looks da consultoria, ou fotografando no nosso pequeno estúdio caseiro o que melhor representa os assuntos de que a gente quer falar.

    É trabalho, já que todo compartilhamento de conteúdo sai daqui conectado com o que a gente tem pra oferecer como serviço aqui na ODE. Os questionamentos e as práticas que movem o nosso fazer estão disponíveis também em forma de cursos presenciais e online, de consultoria e de livros pra quem quer se aprofundar, se apropriar, experimentar na própria vida, “personalizadamente”. E a gente procura responder comentários e e-mails sabendo que esses questionamentos se retroalimentam, e que a partir dessa troca o conteúdo é abastecido com novas idéias, novos insights, novas possibilidades de prática.

    Então a energia que a gente coloca nesse trabalho devolve pra gente resultados individuais e também coletivos. Quando a gente cuida com autenticidade da internet que produz, a gente entende que tá cuidando também do ambiente virtual em que quer estar inserida \o/ fazendo a nossa parte pra construir uma internet em que o ganha-ganha seja lei. Permanecemos aqui na ODE cheias de amor pela rede mundial <3 e comprometidas com essa nossa entrega, usufruindo nós mesmas de quaisquer resultados.

    ((Texto complementar e versão mais íntima desse outro post aqui, feito a convite da Dani Arrais e da Luiza Voll no blog da Contente))


  • ‘Como construir um guarda-roupa inteligente’ teve tantos nomes antes de ter esse \o/ a gente aqui é mundialmente conhecida por não conseguir fazer títulos pequenos e objetivos, tanto quando a Fiona Apple. Importante pra gente era que já na capa se tivesse clareza de intenção — a palavra construção não tá lá de graça: melhorar relacionamento com o vestir demanda atenção e trabalho e, quando a gente põe em prática, rende resultado tããão satisfatório! A gente sabe disso na vida real, essa prática é o OURO do nosso trabalho com clientes de consultoria de estilo — e é também o assunto central desse nosso ebook, pensado pra ser uma sequência menos teórica e mais mão-na-massa do nosso 1º livro Vista quem você é: descubra e aperfeiçoe seu estilo pessoal (#títulosdeálbumdefionaapple).

    O livro propõe questionamentos e exercícios que ajudam a fazer um detox certeiro — e que ajudam também a comprar menos e melhor, viu, valendo pra vida inteira. Vê aqui embaixo o 1º capítulo e a apresentação do ebook, anima e tenta experimentar na prática: a gente sente que esse livro pode ser um primeiro passo na direção de um vestir mais simples, mais fácil, mais humano e mais alegre. <3

    um ebook questionador e prático pra quem quer simplificar, facilitar e humanizar o vestir

    POR QUE ESTE EBOOK EXISTE
    #épossívelgostardoqueagentejátem

    Muito legal, muito bacana e engraçadinha toda a nossa conversa-de-sempre sobre estilo pessoal… mas né, o que permite exercitar (ou não) esse estilo é o guarda-roupa. Um espaço que deveria ser fonte de alegria e de satisfação, mas que acaba gerando ansiedade: nele a gente coleciona histórias de vida, mas também lembranças de pressa, aflição, contas malfeitas e arrependimentos.

    Perder tempo se sentindo oprimida e desamparada em frente ao espelho, entrar em pânico ao receber convites, deixar de colocar energia na vida pra desperdiçar energia pensando no que vestir pra viver a vida – nada disso é legal ou saudável.

    “Ai, meninas, eu sofro! Meu armário é o rascunho do mapa do inferno.”
    J.M., agosto de 2008

    Numa consultoria de estilo com a Oficina, nossas clientes cuidam dos próprios armários de mãos dadas com a gente, numa etapa chamada “revitalização de guarda-roupa”: nem sempre é super-gostoso desapegar, rever tudo, repensar escolhas e abrir mão de muito pra ter o suficiente. Mas elas confiam, seguem trabalhando em equipe com a gente e, olha, o resultado sempre vem. \o/

    Este livro foi pensado pra te trazer pra perto dessa etapa do nosso trabalho, do jeitinho como ele acontece na vida real. A gente quer, com este conteúdo, te ajudar a construir um guarda-roupa que funcione a seu serviço de verdade.

    Em forma de práticas a ser inseridas no dia a dia, nas próximas páginas a gente vai propor racionalizar escolhas e exercitar resistência a impulsos. E já nesse começo a gente acha importante ajustar expectativas: dá trabalho, é um processo mesmo, demanda atenção. Não tem expediente mágico, mas compensa demais!

    Pode acreditar na gente: é possível preparar o guarda-roupa pra ser feliz com ele todo dia de manhã, e não (só) sentir felicidade quando tem alguma coisa nova (vinda de lojas) lá dentro. Isso é substituir consumo por autoestima!

    COMO O CONTEÚDO TÁ ORGANIZADO

    Este é um livro pensado antes pra ser eletrônico (a gente ama novas experiências!), mas não por isso ele é pouco prático – é pra ser usado na vida real, como toda proposta da Oficina de Estilo: a gente trabalha no guarda-roupa pra que ele trabalhe pra gente.

    Nosso conteúdo tá organizado no ebook em três grandes partes:

    -na 1ª a gente conversa sobre os problemas mais comuns dos guarda-roupas das nossas clientes, sobre o que vicia o olhar e impede geral de enxergar os tesouros desses armários e sobre como se viabiliza um bom guarda-roupa (YAY!);

    -na 2ª a gente propõe pensar junto sobre o que é que faz (realmente) a diferença num guarda-roupa – e sugere pensar em eventuais compras futuras antes mesmo de sair às compras;

    -e a 3ª parte prepara o terreno pra exercitar tudo isso com fluidez, fazendo a versatilidade acontecer na prática, com tempo separadinho pra isso, com ambiente organizado e peças bem conservadas.

    Pra garantir que ninguém se sinta sozinha nessa empreitada, a gente resolveu compartilhar ao longo da leitura alguns comentários deixados no nosso site e nas nossas redes sociais nos últimos anos – #tamojunto! E a única garantia de que não vamos mais funcionar no modo “pânico e terror” em relação aos nossos armários é o propósito de estar atenta.

    Ao final de cada uma dessas três partes, vamos colocar a mão na massa: então esteja a postos, de frente pro seu guarda-roupa, com o ebook e também com um bloquinho de notas (de papel ou digital) à mão. Mas não só isso! É preciso se disponibilizar pra fazer os exercícios sem medo de experimentar e de fazer diferente do que se vinha fazendo – mesmo que de pouquinho em pouquinho. A gente dá todas as ferramentas, mas o resultado depende de quem faz acontecer.

    Por último, nenhuma das ideias compartilhadas aqui deve ser entendida como regra nem pode oprimir ninguém – mas podem, sim, incentivar questionamentos: esse é um convite a olhar pra dentro do seu armário com o mesmo carinho com que você pode olhar pra você mesma. Você merece. <3

    ========

    Tá aqui o índice completão com todos os temas e exercícios do livro, ó, junto com instruções pra baixar em todo tipo de telefone, tablet ou computador. E se você sente o chamado pra trabalhar relacionamento de guarda-roupa com outras mulheres, como profissão, anima e vem estudar a nossa metodologia no CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSULTORIA DE ESTILO!


  • Faz parte do treinamento das nossas clientes de consultoria de estilo pensar no custo-benefício do que a gente vai comprar, antes de comprar qualquer coisa — pra fazer valer o valor gasto e pra ter certeza de que a compra vai render tudo que tem pra render nos nossos armários! Então vale pensar em estilo de vida/rotina e em usos possíveis pra ‘calcular’ quanto é esperto gastar em cada tipo de roupa. Tipo:

    -se a gente trabalha 5 dias por semana,
    -faz baladinhas 2 vezes por semana (ó que muito! #véias),
    -tem um casamento ou uma festona 3 vezes por ano,
    -faz ginástica 3 vezes por semana (ahãm, rs),
    -e, por exemplo, tem 2 programinhas bacanas, de dia mesmo, a cada fim de semana,

    então a vida ficaria “dividida” assim:

    como fazer valer o valor gasto e pra ter certeza de que a compra vai render tudo que tem pra render nos nossos armários!

    Vê só: vale a pena gastar valores equivalentes às quantidades de uso de cada roupa! Que quanto mais a gente usa uma peça, mais ela vale o que a gente pagou por ela — e é assim que a gente aqui na Oficina ensina clientes de consultoria de estilo a calcular a relação custo x benefício do que se leva pro guarda-roupa.

    Essa conta é ótima pra lembrar que não vale tanto a pena gastar horrores naquele vestido longo pra ir à formatura da amiga: é bem mais inteligente gastar no que a gente usa todo dia, durante bem mais tempo, pra trabalhar! E procurar alternativas de uso no lugar de consumo: pegar emprestado, alugar, usufruir de um guarda-roupa coletivo, trocar, ser criativa!

    Ó um exemplo (simplão mas válido):

    -R$ 450,00 numa calça de alfaiataria em material natural pro trabalho, usada 30 vezes no período de um ano: R$ 15 por uso;
    -R$ 450,00 num vestido de couro lindo pra uma baladinha mais arrumada, usado 6 vezes no período de um ano: R$ 75 por uso.

    A calça sai mais barata do que o vestido, tão vendo?

    Raciocinar custo-benefício tem também um efeito afetivo: o que mais toca a gente na vida é a roupa que a gente veste — mais que namorado, mais que marido, mais que filho ou amigas… — então é um super carinho escolher o melhor que o nosso dinheiro puder pagar. Faz a sua conta e depois conta se não valeu! =)

    + como avaliar qualidade na roupa
    + cuidados pra fazer a roupa durar
    + ter menos, melhor e mais de perto

    QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE

    (esse post foi originalmente escrito em janeiro de 2009 — o tempo se diverte quando a gente voa, hein?)


  • A gente aprende na escola de personal stylists que em 5 minutos se causa uma 1ª impressão, que é nesse tempo que o cérebro humano faz todo um julgamento sobre quem a gente é — estritamente baseado em aparência, antes mesmo da gente dizer qualquer coisa. Se a gente pensar nesse 5 minutos como definitivos, então como a gente se veste, como usa o cabelo, como se movimenta… passa a ter muita muita importância, né?

    PÉRA!

    A gente, serzinhos humanos munidos de raciocínio, deixa passar o fato de que existe toda uma vida anterior e todo um futuro ainda pra acontecer além desses 5 minutos de 1ª impressão? Como assim pessoal?

    Esse julgamento depende só da pessoa julgada — ou especialmente de quem julga?

    Na teoria essa “decodificação” que o cérebro faz diante da aparência das pessoas dura 5 minutos exatamente por que seria involuntária, inconsciente. Sem nem perceber a gente já tá “lendo” as pessoas de acordo com os nossos alfabetos particulares, construídos com as nossas próprias referências e gostos pessoais (e também com símbolos que o mundo/o sistema associa a determinados valores).

    (E vamocombinar que leitura feita a paritr dos nossos universinhos pessoais são super ultra hiper mega restritas, diante de toooooodas as referências possíveis de existir no universo inteiro, não?)

    Então \o/ é possível trazer VOLUNTARIAMENTE pra consciência a disposição de transpassar esses 5 minutos insconscientes. Ir além dessa 1ª impressão só por saber que é possível (e razoabilíssimo!).

    Se a gente ouve nas nossas próprias mentes a leitura feita (alô julgamento inconsciente) e então se permite 5 minutinhos extra pra rever essa leitura, o que acontece é: expansão das nossas percepções sobre alguém (sobre o mundo e a vida) pr’além das aparências apenas.

    é possível desconstruir julgamentos e abrir possibilidades de todo mundo ser MAIS do que somente o que a gente lê nas aparências.

    Podemos sozinhas fazer o exercício de desconstruir o julgamento e abrir possibilidades de todo mundo ser MAIS do que somente o que a gente lê nas aparências. Isso fica mais fácil de acontecer quando a gente tem oportunidade de conversar, de conhecer melhor, de passar tempo juntas… mas não depende disso, depende só da gente querer.

    Pessoa loira de saltão, estereotipada como Barbie: pode ser o contrário ou o que quiser ser. Pessoa malhada de legging e tênis fluorescente, estereotipada como superficial: pode ser o contrário ou o que quiser. Pessoa engravatada engomadinha de pasta e óculos, estereotipada como materialista: pode ser o contrário ou o que quiser.

    Estereótipos aprisionam pessoas estereotipadas, mas aprisionam mais ainda quem julga, quem não se permite ir além. Quem é a gente pra achar que sabe ou que entendeu qualquer coisa sobre qualquer serzinho humano — especialmente se só baseadas em aparência?

    Seguimos firmes no exercício consciente de descolar julgamentos de aparência, por mais surpresas e espaços livres de conceitos rígidos. Certas de que é possível fazer disso um comportamento! \o/

    “Ninguém se torna bom tentando ser bom, e sim encontrando a bondade que já existe dentro de si mesmo e permitindo que ela sobressaia.” (Eckhart Tolle)


  • Todo o conteúdo que a gente compartilha sobre roupas e referências visuais diz respeito a mensagens entendidas coletivamente, o que elas representam dentro dos códigos “convencionados” de vestir, os efeitos que cada elemento visual pode ter em quaisquer silhuetas. Mas a gente acredita que autoconhecimento vem ANTES desse conhecimento técnico de consultoria de estilo — e trabalha junto com ele. Todo mundo pode saber tudo que a gente mesma sabe e aplica no nosso trabalho como consultoras de estilo, mas cada uma usa esse conhecimento do jeito que quiser: sem precisar de aval ou referências externas.

    Escolher o que fazer, o que usar ou não usar, é responsabilidade de cada uma de nós :) a partir do que é importante PRA CADA UMA, PRA GENTE MESMA.

    um programa online pra botar a mão na massa e facilitar o vestir na prática \o/

    Na nossa prática, então, antes de escolher o que vestir é preciso procurar saber o que se quer sentir, como se quer parecer. Nossas clientes fazem esse trabalho de auto-investigação guiadas pela própria consultoria, pra entregar pra gente um briefing claro. E só então partimos pra técnica: a gente ensina cada uma delas a identificar elementos visuais nas roupas e acessórios que representem quem elas são e que vidas tão vivendo. Depois é só escolher certeiro, experimentar, viver o aprendizado.

    Facilita a vida, rende escolhas mais objetivas, dá uma satisfação deliciosa, uma sensação de “ser a gente mesma”. Mas né, antes, dá trabalho!

    Assumir essa responsabilidade abre caminho pra gente encontrar (boas!) respostas dentro da gente mesma. Sem precisar de propaganda ou de quaisquer “sugestões” de revistas, sem esoterismo, sem papo-cabeça: informação de moda e de estilo tá sobraaando nessa nossa internet, né, mas é na prática, na vida real, que a gente usufrui dos resultados de olhar pra si com carinho antes, e então aprender a ler imagens, decodificar signos — a gente vê acontecer todo dia com mulheres tão especiais quanto todas nós!

    Essa é a nossa motivação pra tocar, pela 1ª vez, o programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA: 35 dias pra botar a mão na massa e facilitar o vestir. Se você se sente oprimida por qualquer razão que envolva o que você mesma escolhe vestir, pode ser que o exercício de rever o que é importante e o que você quer sentir te dê uma luz — pensamos pra esse programa em encontros online e exercícios semanais pra entregar técnica certeira e tirar todo mundo da inércia, da paralisia… e mais: num círculo feminino de encorajamento, colaboração, acolhimento.

    Energia que a gente coloca em autoconhecimento é uma energia que sobra pra gente aproveitar a vida. Informação eficaz e exercício prático são parte da intenção de escolher melhor —  e a gente se recusa a aceitar que qualquer serzinho humano exatamente igual à gente diga o que se deve ou não deve vestir. Vambora descobrir na gente mesma nossas próprias referências, criar nossas próprias fórmulas! Quem vamos?

    + programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA
    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Sabe essa história de que cada dia a gente acorda de um jeito? E que por isso se veste diferente todo dia? Coerência no vestir não quer dizer usar uniforme: tem jeito de ser diferente e ainda assim ser a mesma pessoa — é exatamente isso que a gente trabalha na consultoria de estilo. \o/

    Todo mundo tem preferências, vontades e demandas que guiam escolhas de vestir – direções que têm mais a ver com a vida do que com roupas, e que não acontecem separadamente. Por exemplo: tem cliente que é sempre elegante, até no fim de semana de chinelinho, a bichinha é elegante — tanto quanto em festas ou em reuniões. Mais: tem gente que sempre precisa estar confortável, e o que escolhe pra usar num jantar é tão soltinho e maleável quanto qualquer outro look de todo dia. Outras clientes são criativas/originais o tempo todo: seja em formas, em coordenações de cores, seja com acessórios, seja na combinação de opostos e na padaria, no trabalho, no casamento delas, na praia, em todo lugar e ocasião.

     

    identidade visual não é usar uniforme: tem como se vestir (se sentir!) diferente todos os dias e ainda assim não ter um guarda-roupa esquizofrênico!

    Quando uma das nossas clientes tem uma vibe clássica, é possível definir qual é o clássico DELA. Se uma outra tem uma pegada mais rock, tem um jeito de ser rock só dela. E se ela curte boho, tem um boho bom pra ela, com a carinha dela.

    Quando isso tudo tá direcionado pelas mesmas linhas (mais retas? mais arredondadas?), pelas mesmas proporções, pelas mesmas formas (mais durinhas, estruturadas? mais molengas?), pelo mesmo conjunto de cores, pelo mesmo tamanho e espaçamento de estampas, pelo mesmo tanto de contraste… então TUDO é coerente! Todas as escolhas que se faz tem um fundamento em comum: mil mulheres numa só, sem um guarda-roupa esquizofrênico!

    É possível se desprender de referências literais, aprender a “ler” e decodificar essas referências, treinar a identificação de elementos visuais e então procurar esses elementos no que se escolhe vestir. Vale também procurar ter clareza das sensações que se quer ter (na vida) e procurar essas sensações nas roupas que se veste — com todo esse aprendizado junto não tem escolha que dê errado!

    No nosso trabalho a gente monta esse quebra-cabeça na teoria, organiza referências e pensa “fórmulas” personalizadas pra cada uma dessas múltiplas-mulheres (não somos todas?), apresenta numa proposta de ID visual e então parte pra colocar isso em prática na revitalização do guarda-roupa de cada cliente, na experiência que faz juntas em lojas e na sessão de montagem de looks — etapas práticas de uma consultoria de estilo.

    E é assim que a gente constrói, junto com cada cliente, um guarda-roupa cheio de tudo, mas com a cara delas em todas as possíveis abordagens e aplicações. <3

    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Desde 2006 a gente compartilha nossa experiência como personal stylists, em posts recheados de conteúdo técnico/possível/personalizável de consultoria de estilo. Tem mais de 2.500 posts publicados \o/ e a gente não falou sobre t-u-d-o que existe no universo da moda e da consultoria mas olha, a gente já falou de muuuita coisa aqui. De tempos em tempos re-olhamos assuntos conversados antes e re-editamos posts, mas né, pode ter muita coisa de lá de trás nos arquivos — mas sempre valendo, sem data de validade pra expirar!

    Conteúdo aqui é artigo atemporal, pra vida. Vale um passeio pelo nosso campo de busca na hora da dúvida. Até a gente usa a ferramenta ali em cima pra achar assuntos/conversas de antes, sabia?

    Desde 2006 a gente compartilha conteúdo de consultoria de estilo no nosso blog , então já se falou sobre quaaaase tudo por lá! Saiba como encontrar o assunto do seu interesse no nosso campo de busca: http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/ta-tudo-nos-arquivos-do-blog/

    Essa ferramenta — ali em cima, na faixa cinza de menu do site, do ladinho do campo em que se assina a nossa newsletter — funciona assim: a gente digita palavras-chave no campo, dá enter no teclado e passeia pelos títulos de posts que aparecem em lista, com data de postagem e tudo. Dá pra digitar também pedacinhos de frases ou idéias, a busca vai atrás… e acha!

    Quando fica difícil ou quando a gente não se entende na busca, vale abrir o Google e digitar o pedaço de frase ou título ou assunto que se procura + oficina de estilo — super funciona! Tipo, experimenta digitar no Google:

    parecer mais magrinha oficina de estilo

    ou qualquer outra idéia/coisa/assunto/palavra junto com a gente (!!!) que o Google entrega resultado assim ó. E aí, se nem a nossa busca aqui no site e nem o Google acharem o que se procura, daí você manda email pra gente perguntando se isso (seu interesse!) já foi tratado aqui no blog. E se não foi, a gente anota na nossa lista de pautas e você colabora com o enriquecimento desse nosso acervo de conteúdo disponível pra todo mundo, ó que lindeza. ;-)


  • “O que eu ouço, eu esqueço.
    O que eu vejo, eu lembro.
    O que eu faço, eu entendo.”
    Confucio

    Quando a gente fez curso de consultoria de imagem, em 2002, o projeto final proposto tratava de elaborar “dossiê de estilo” pra um cliente imaginário: a gente tinha informação sobre o tipo físico dele, sobre gênero, profissão e algumas preferências de vestir. É claro que terminando esse curso a gente não tava se sentindo preparada pra atender clientes de verdade, na vida real — e a gente estudou em turmas diferentes, mas nas duas havia mais de 30 alunos e só 1 de cada turma segue até hoje como personal stylist.

    o que faz uma consultora de estilo, como funciona a consultoria de estilo

    A Oficina ministra curso de formação desde 2012 e a gente fundamentou toda a estrutura do programa querendo que as participantes se tornassem nossas colegas de profissão — e não apenas pagantes de mais um curso. Nossa proposta pra que a maior parte das nossas alunas se sinta realmente preparada pra atender clientes na vida real é: que a experiência seja vivida ainda no programa do curso, num atendimento de verdade, trabalhando com serzinhos humanos completos.

    Ou seja: seres humanos

    -com contradições de personalidade,
    -com vontades flutuantes e não-rígidas,
    -com dificuldades em relação às suas vidas profissionais e rotinas de trabalho,
    -com filhos pequenos que “atrapalham” os horários da consultoria,
    -com crianças que choram e demandam atenção,
    -com maridos e mães que tem opiniões super sólidas,
    -com silhuetas desafiadoras,
    -com traumas e experiências passadas ruins e marcantes,
    -com dias de muita vontade e outros dias de pouca vontade (com tudo),
    -com imprevistos.

    Quem se sente mais à vontade trabalhando com serzinhos humanos controlados, em ambientes controlados, pode ser bem feliz seguindo a profissão de stylist! Modelos contratadas pra fotos e filmes não reclamam (nem de salto nem da vida!), modelos não tem filhos chorando, modelos cumprem seu papel profissional estando 100% à disposição de quem contrata — nesse caso, modelo não tem nem opinião.

    ((E tudo bem quando se está consciente de que é isso que gera satisfação, é essa atividade que faz feliz: temos ex-alunas incríveis que foram honestas consigo mesmas e, ao passar pela experiência prática de atender clientes de consultoria, assumiram -pra si mesmas- que não é isso que curtem — e seguem felizonas em carreiras alternativas! Ninguém é obrigada a gostar de trabalhar com gente!))

    Mas quem sente a consultoria de estilo como vocação, como entrega profissional que satisfaz a alma, precisa exercitar o acolhimento de toda a complexidade do ser humano. É isso que acrescenta significado ao nosso trabalho, esse é o OURO dessa nossa profissão: clientes cheias de questões “contraditórias-atrapalhadoras” não são exceção, são regra! Todas nós temos todas essas questões!

    Cliente que tá sempre aberta a sugestões + tem o “corpo ideal” + tem roupas incríveis no armário, cheias de “bom gosto” + tem total disponibilidade de tempo + tem dinheiro sobrando pra fazer compras + topa tudo que a gente indica = não existe. É preciso exercitar flexibilidade o tempo todo pra atender cada uma das clientes que confiam na nossa entrega ao longo da nossa carreira. E a cada cliente atendida a gente cresce não só profissionalmente, mas pessoalmente também. <3

    Quem espera fazer curso de consultoria e receber moldes prontos de atendimento pra seguir replicando fórmulas prontas pode sentir mais satisfação em serviços que envolvam linha de produção. Na metodologia humanizadora da Oficina de Estilo a idéia é outra: a gente trabalha artesanalmente.

    + COMO FUNCIONA UMA CONSULTORIA DE ESTILO
    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • (Sobre análises e informação de moda)

    Todo mundo fica acordado até tarde em dia de Oscar, e no dia seguinte cedo a gente já acorda com listas e listas de “mais bem vestidas”, “mais elegantes”, “quem errou no tapete vermelho”. Durante a premiação, na TV, a apresentadora do canal local dizia “fulana sempre acerta” — sendo a fulana uma atriz alta, branquinha, loira, magérrima. Se ela sempre acerta, que é que erra? Erra quem não tem esse tipo físico? Erram todas as outras que não são ela?

    E quem pode julgar quem erra e quem acerta? Tem lei pra definir o que é erro ou acerto em moda?

    A gente entende que é preciso questionar esse sistema de “informação de moda” que não informa nada, mas que só dá opinião pessoal. “Linda” ou “errada” serve pra quê? A gente aprende alguma coisa com isso, além de aprender a apontar o dedo umas pras outras?

    idéias sobre 'listas de mais bem-vestidas' e julgamento de celebridades em tapete vermelho:  por mais filtro, mais questionamento! http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/menos-patrulha-mais-aprendizado/
    ((ela ganhou um Oscar pelo seu trabalho de figurino no filme mad max, por ser capaz tecnicamente, por ser excelente na entrega e alcançar êxito no propósito da sua atuação profissional, mas foi “julgada” pela aparência diferente do padrão esperado por quem ‘julga’. ela mesma se disse muito confortável, homenageando o próprio filme que a premiou. e no discurso de agradecimento lembrou geral de que a gente precisa exercitar gentileza uns com os outros pra que mad max não vire uma realidade. e aí, pessoal?))

    Esse tipo de “análise de look” poderia entregar informação útil, usável, aplicável e replicável pra todo mundo que tem interesse em aperfeiçoar as próprias escolhas. A partir de identificação de elementos visuais presentes nos looks das celebridades a gente poderia entender que efeitos eles tem nas silhuetas, que mensagens comunicam, que sensações podem fazer sentir — e então escolher certeiro o que a gente quer sentir quando se prepara pra uma festa, como a gente quer se parecer.

    Apresentadoras que descrevem o que todo mundo tá vendo na imagem (“fulana muito linda de amarelo”) ajudam em: nada. Mas né, a gente consome esse tipo de opinião pessoal das “experts” como regra, e segue a vida achando que “baixinha não pode isso ou aquilo”, etc etc etc.

    A gente precisa ser mais rebelde, a gente precisa perguntar POR QUE, precisa selecionar fontes de informação direito e seguir experimentando. Bom é que a gente aprenda a filtrar o que é opinião pessoal de outras pessoas, o que coloca a gente em posição julgadora e o que serve efetivamente como aprendizado pra ser usado, vivido no próprio armário.

    Celebridades ou outras pessoas quaisquer não podem servir como única referência: cada uma de nós é uma, singular. A gente pode escolher melhor compreendendo aspectos técnicos de caimento, acabamento, materiais e efeitos de linhas e formas na silhueta, cores e mensagens… e se usando como principal referência!

    + tapete vermelho é isso aí
    + competição x colaboração
    + quando uma jaqueta de couro fala mais alto que um oscar
    + anti-lavagem cerebral

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  • [ insira aqui o emoji das velhinhas ]

    A gente completa 10 anos de internet em 2016 \o/ e tem uma galera que se espanta quando se dá conta de que a Oficina já existia/funcionava 3 anos antes, desde 2003 na ativa da consultoria de estilo. Fizemos nosso 1º post em fevereiro de 2006 e desde então seguimos compartilhando insights e aprendizados que nossa carreira rende na prática, através do atendimento às nossas clientes, na vida real.

    + quer trabalhar como personal sylist com a nossa metodologia?

    E isso é um fundamento: antes de comunicar o nosso serviço, a gente presta esse serviço! Com a nossa entrega profissional (como personal stylists) temos vivenciado demais a independência de escolha e o consumo inteligente como potenciais geradores de empoderamento das nossas clientes. Nos consideramos boas comunicadoras-compartilhadoras de idéias libertadoras do pensar (e do vestir) — mas não queremos evangelizar ou assumir posto de porta-voz de coisa alguma. Compartilhar tem a ver com a nossa natureza e com o nosso propósito: assim acreditamos que estendemos os bons efeitos do questionamento e do autoconhecimento praticados na consultoria de estilo pra quem mais quiser se apropriar e usufruir.

    10 ANOS DE OFICINA DE ESTILO NA INTERNET

    Com essa consciência, nesse aniversário de 10 anos, nossa vontade na internet tá se voltando pras nossas origens. Em 2006 a gente conversava via blog e pronto: não existia rede social e se usava o espaço de auto-publicação pra conversar sobre idéias de uma forma um pouco mais aprofundada, em mais do que pequenas legendas ou 140 caracteres apenas — com menos likes e mais troca significativa.

    Tamos sentindo que a voracidade e a velocidade das redes sociais tem mais a ver com consumismo do que com consciência — a gente se propõe a exercitar nossa expertise na prática com nossas clientes, e então organizar idéias pra compartilhar de maneira inclusiva (todo mundo pode usufruir!), e isso demanda tempo, reflexão. Tem mais a ver com postagens semanais ou quinzenais no blog e também com mais proximidade com as idéias de quem lê o que a gente posta (alô campo dos comentários). Tamos sentindo saudade dessa dinâmica e vamos, nesse novo ano, abrir espaço pra re-experimentar isso daí.

    A gente ainda curte documentar os bastidores do nosso trabalho no Instagram (não sabemos por quanto tempo ainda, não é uma rede que tem despertado nossa simpatia…), ainda AMA distribuir indicações de links legais no Twitter e ainda usa muito o Pinterest pra fazer nossas pesquisas de trabalho. A gente mantém nossos “lotes” nesses territórios com a mesma animação, mas aqui nessa terra que é genuinamente NOSSA é que a nossa energia vai estar nesse 2016.

    Adiante!
    <3

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curtimos

ideias complementares às da Oficina