E a desobediência modal que a gente percebeu em relação a sapatos, tempos atrás, agora a gente percebeu também nas cinturas de vestidóns. No SPFW André Lima e Samuel Cirnansck desfilaram vestidos poderosos de festa com cintinhos – de couro! – arrematando e marcando as cinturas das modelos. Na teoria, observando regrinhas de dresscode, os cintinhos são tão informais quanto sandálias/sapatos superpesados e não deveriam ser usados em situações formais-elegantes. Tipo ‘leve e refinado’ deveria ser coordenado com… ‘leve e refinado’. A gente acha que essa onda de misturas de dresscodes é resultado de toda uma “informalização da moda” (clica pra lembrar!) e que é pro bem, que dá mais liberdade e que deixa a gente brincar com looks mais criativos.

E se a gente pensar bem, um cintinho num look de festa é um acessório a mais – uma possibilidade extra de imprimir personalidade ao visú (rá!). Especialmente porque é um acessório não-comum aos looks de festona, dá sensação de ousadia. Read more

Sabe quando você tá pra viver alguma coisa que pode ser super boa? Sabe quando o momento é tão legal, tão cheio de suspense, que só a expectativa já vale um investimento numa roupa nova? Como se o que a gente tivesse no armário fosse legal e desse segurança, mas não fosse suficiente (quem explica?). Como se o momento-a-ser-vivido tivesse tanto potencial que merecesse um look novo, com gostinho de estréia, com o sentimento de conquista que uma ida bem sucedida ao provador gera na gente. Porque né, gente, a saída em busca de um look novo – especialmente quando o look vai ilustrar um momento bom, um momento específico – nem sempre é super fácil. Há que se planejar a ação, o roteiro, os custos e administrar vontades e intenções. Tipo “o que eu quero sentir quando vestir esse look pra viver esse momento?”. Ou “como eu quero ser percebido pelos outros (outro!) quando chegar a hora de vestir a roupa nova?”. Então a conquista de muitos desses quesitos numa roupa só ajuda a aumentar o frio na barriga na hora de usar! Sabe quando a roupa nova acaba sendo mais do que só roupa pra viver um momento que pode também ser novo (e promissor!)? Sabe quando a gente quer comprar o look novo já se preparando pra que aquele look carregue uma lembrança boa por muito tempo? Sabe como?
Então.
A essa altura todo mundo já viu todos os looks desfilados por celebridades-fashion no baile de gala do Metropolitan Museum of Art, ontem em NY. Todo ano a Vogue América apóia uma exposição importante de moda no Costume Institute (pedaço-fashion do museu) e patrocina essa super festa pra “inaugurar” as visitas à expo. Esse ano o tema da mostra é “Modelo como musa” e aí, a Vogue faz curadoria de looks de estilistas que têm modelos como musas inspiradoras, ou looks que foram usados por modelos e “entraram pra história”, coisas assim. Funciona tipo como o Oscar da moda, apesar de não ser uma premiação. Nessa ocasião os estilistas mais bacanas aproveitam pra vestir mil celebridades com suas criações porque o tapete vermelho do baile do MET rende muito falatório pra eles, de graça – olha a gente aqui de longe, po exemplo, fazendo o assunto render.

as tradicionais, comportadas no dresscode…
Vendo as fotos hoje a gente percebeu como o dresscode de festas, hoje em dia, é “elástico”. Antes a regra era clara e ninguém podia se rebelar. Agora, com bom senso e informação de moda, todo mundo manipula elementos dos dresscodes formal e informal como quer – e consegue montar looks equilibrados e moderninhos, sem deixar de estar adequada. A gente prestou atenção especial aos sapatos que o povo usou. Antes, sapato de festona assim, de gala, tnha obrigatoriamente que ter salto fino, tiras fininhas, tinha que ser feito em tecido, tinha que ter o solado bem baixinho na parte da frente e não podia cobrir muito os pés. Hoje pode tudo – olha nas fotos!, desde botinhas, saltos super grossos, tiras espessas até plataformas e tachas.

…e as rebeldes, que “burlaram” a lei e continuaram bem elegantes!
O segredo pra gente também se rebelar contra o dresscode rígido das festas elegantes é a coordenação do sapato com o resto todo. Se o sapato tem esses elementos considerados mais informais, então vestido, jóias, cabelo e make podem estar mais “dentro das regras”. Vejam nas fotos, amigas, que as moças que mais piraram nos sapatos carregam jóias que têm cara de finas/refinadas, fizeram cabelos de festa (mesmo que esquisitos em alguns casos), usaram vestidos feitos com tecidos sofisticados e mais. E uma coisa compensa a outra!
E, de brinde, tem comentários dos makes e cabelos do povo no bailinho-fashion no Dia de Beauté. Com fotos gigantescas pra ver tudo de pertinho. ;-)
Na revista Bazaar desse mês tem matéria dizendo da “nova roupa de festa”, tipo uma nova ordem para dresscodes formais: diz que agora, em vez de pensar em vestidinhos de chiffon e meia-calça, quando a gente recebe convites pra festas a gente precisa pensar em como surpreender. Não é ótemo isso, gente?!?? Parecer original, hoje, pode mesmo ser mais importante que parecer correta – nesse nosso tempo de todo mundo meio igaul, fazendo força pra parecer diferente. A revista dá a receita (a gente super curtiu aqui, e já tá pondo em prática).

tem texturas, tem materiais diferentes, tem cores elegantes, tem brilhinhos nos brincos, pulseiras, bolsinas e sapatos – tudo com cara de qualidade, de bem cuidado!
A idéia é versatilizar o que se tem no armário, e adequar com acessórios corretos e de impacto. Tipo coordenar o look com peças de todo dia, mas arrumar um “acabamento” luxo, com jóias (e bijus bem finas), sapatos finos e de qualidade, bolsinhas sofisticadas com brilhos e afins. No finzinho do ano passado a gente tinha falado dessa mesma idéia, mais focada em saias – e agora a onda é desfilar calças de todo dia com cara de festchinha. E mais interessante que estar impecável, corretinha, é combinar texturas, misturar materiais, ousar em cores e modelagens, construir visuais interessantes, com informação pensada, sabe como? Na semana passada a gente arrumou uma clienta pra festona de aniversário do pai dela assim (fes-to-na!): calça alfaiataria de linho cinza-claro, regata de algodão finíssimo branco (bem transparentinha!), lenço (usado como golona) de seda verde-água com brilhinhos prateados, sandália metalizada, power-brincos com pedras translúcidas, power-bracelete e micro bolsinha. Todas as peças podem ser usadas até pra buscar as crianças na escola, mas coordenadas desse jeito ficaram super mega elegantes. E o look ficou bem original: a clienta tava LHINDA, jovial, moderna e nada nada previsível. ;-)

a revista sugere também que a gente acrescente ao look uma peça em seda ou tecido lustroso, e a partir dessa peça coordene o resto todo. também dá suepr certo, néam?!??
Vale misturar calças retas, em alfaiataria e tecidos finos tipo lã, seda, linho e até algodões arrumadinhos, com regatas lisas, tricôs finos, camisetas e mais. Vale saia e bermuda também (porque não?). Os acessórios dão o tom mais formal e deixam o look mais adequado, sem cara de dia-a-dia: broches, colares, brincos, sandálias, braceletes, anéis e bolsas super colaboram com brilhos e superfícies elegantes. A matéria da Bazaar termina dizendo que “com os acessórios certos, praticamente não existe look que possa frequentar festas chiques” e completa a lei firmando a idéia (ótema) de versatilidade: “com os toques certos, o mesmo look pode ir de um café da manhã, ao almoço com amigas e depois pra uma balada – não importa o que você veste, mas sim COMO veste”. Que, especialmente em final de ano com crise, versatilidade é o “santo graal” da moda. ;-)
Mais idéias pra comemorar bem linda:
Preparando o look pra festonas (e pra todo dia)
Idéias pra festonas de fim de ano
Looks bacanas com camisetas brancas
Dicionário de dresscodes da Oficina de Estilo
Idéias de looks-bafo pra quem tá grávida!
Todo mundo sabe do poder de um look bom na hora de conquistar, né? Homens são criaturas visuais e, antes de serem arrebatados por charme inteligência graça personalidade e bom humor, eles precisam se render ao nosso visual. E tá muito enganada quem pensa que com roupa justa, roupa curta, perna de fora e decotes a batalha tá ganha – especialmente se todos esses elementos aparecem juntos, no mesmo look. Porque excesso transmite mensagem de ‘desespero’ e não de segurança e auto-estima em alta. Sacou?!?? ;-)

Insinuar é muito mais eficiente do que mostrar de vez. É como se um atraísse uma paquerinha e ou outro atraísse casamento! Então, lingerie que seduz é a lingerie que aperfeiçoa as formas, deixa sem marquinhas ou pneuzinhos, valoriza o que a gente tem de melhor – e não a que aparece por baixo de alças ou sob transparências exageradas. Outro mito da paquera (quando a gente trata de guarda-roupa!) é usar tudo justo, colado no corpo. Roupa que gruda na pele deixa qualquer relevo (gorduriiiiiiiinhas) à vista e mostram a barriga estufadinha de quem tá sentada. O tecido tem que acompanhar a silhueta, mas sem marcar: tem que parecer confortável e mais – tecido solto no corpo dá impressão de “sobra de espaço” e faz a gente parecer mais magrinha!
Na hora da conquista (rááá!) nada é mais válido do que ser bem feminina, tanto quanto possível. Tudo que existe no guarda-roupa das meninas, e que não pode ser usado por meninos, conta como vantagem: cintura marcada, vestidos, saias com pernocas de fora, meias-calças, decotes assimétricos… Tudo com parcimônia, e um de cada vez: se tem decote, melhor usar saia com comprimento perto dos joelhos; se a parte de cima tá mais fechada, mini-saias são uma ótima escolha. Pezinhos descobertos também são privilégio feminino, então sandálias delicadas são top-opção pra um encontro bom desses!
Toque de mestre: decotes em V apontam pra onde os peitinhos se encontram no decote – especialmente se o pingente do colar também aponta pra esse caminho. Fileiras de botões (de camisas ajustadas ou vestidos chemise, por exemplo) podem fazer parecer que a qualquer momento um pedacinho de pele pode ficar à mostra, entre um botão e outro. Materiais sedosos, tipo jérsei, veludo e seda, despertam vontade de tocar, de sentir a superfície. Sério, insinuar é muuuuuito mais eficiente do que mostrar de vez. Não é?!??
Por outro lado, é bom evitar jeans e materiais super duros, peças masculinas (ou com cara de masculinas), botas e sapatos pesados, looks infantis ou lúdicos demais, peças super extravagantes ou acessórios que dêem medo no gathinho. Cabelo e make em dia, bem cuidados e preparados com carinho, são cereja do bolo. E “bom amor” pra todo mundo. ;-)
Então 2008 vai começar de verdade, né, amigos?!?? Junto com a preparação pra vida a gente quer fazer campanha pela preparação do look. Que a Rachel Zoe no livro dela faz toda uma lista de coisas pra serem preparadas antes de um look pra um tapete vermelho, e a gente super concorda: festonas e mega ocasiões merecem atenção meeesmo e como consultoras a gente sempre obriga nossas clientes e cumprirem essa listinha de coisas antes de qualquer evento, pra garantir que tudo dê certíssimo. Mas dá pra estender esse cuidado pros looks de todo dia e arrasar continuamente, não? Tipo glamour non stop. =)

a susie bubble se prepara e dá certo, tá bom? e ela sabe das coisas, a costanza lê e tudo.
Que não custa antes de dormir pensar no que a gente vai fazer no dia seguinte, em como vai estar o tempo, e se programar, não é mesmo? Vale dar uma olhada na agenda – vai ter deslocamento? vai ter diferença de formalidade, tipo escritório-informal e reuniã0-formal? vai ter happy hour seguido do trabalho? – e super vale dar uma olhada no climatempo, pra se preparar pra friozinhos inesperados e chuvas chatas (a gente odeia ter que trabalhar na chuva, sabia?). Daí se antes de dormir a gente tem em mente o que vai fazer no dia seguinte e como vai ser esse dia, fica mais fácil pensar em como a gente vai querer parecer e no que a gente vai querer vestir pra alcançar a imagem. Que antecipando (minimamente!) o look, fica mais difícil ter stress em cima da hora!
Então se você pensa no look (e numa possível sobreposição com um cardigan/capinha de chuva, se for o caso – ou naquele top com brilhos pra festchinha de depois), não custa experimentar: pra ter certeza de que a lingeire não marca e não aparece através do tecido, pra confirmar que o sapato mais legal pra acompanhar é esse mesmo, pra escolher com calma os acessórios mais “acompanhativos” e pra trocar de bolsa (se for o caaaso!). Porque é muito ruim perder a hora e ter que vestir a primeira coisa que se vê no armário, ném? Com tempo a gente pode escolher o que mais ama, não enlouquecer com furinhos fios puxados e mini-reparos que precisam ser feitos e que a gente não percebeu antes – e pode dormir sorrindo com a certeza de que no dia seguinte (no ano inteiro!) só vai dar a gente, beeem lindas.