blog

  • A internet que a gente quer é a que a gente trabalha pra construir: se a gente quer compartilhar idéias pra geral ler com tempo, pra que haja resposta consistente e troca significativa, então é justo (e natural!) que a gente dedique tempo e pensamento crítico à essa construção, a esse trabalho. Nosso compartilhamento de conteúdo não funciona no piloto automático, nem na superficialidade, nem “entre tarefas”, nem “quando sobra tempo” (quando sobra?).

    Aqui na ODE é comum a gente ouvir: “Nossa, como o conteúdo de vocês é legal, eu também adoraria produzir conteúdo assim — mas não tenho tempo”. A primeira parte é de sentir orgulho, a segunda parte é de sentir incômodo. Nossa agenda tem períodos de toda semana separados pra esse trabalho, com tarefas organizadas a partir de planejamento e propósito.

    Ó:

    Toda segunda-feira a gente tem uma reunião interna pra estruturar os conteúdos das próximas newsletters, rascunhar os temas dos próximos posts pro nosso blog, e então esmiuçar essas idéias em posts rápidos pensados pras nossas redes sociais — hoje o Instagram, o Twitter e o Pinterest. Tudo pensado a partir das experiências mais frescas vividas com clientes de consultoria, dos aprendizados mais recentes visitando lojas e conhecendo designers/projetos novos, das aulas que a gente dá e das trocas com nossas alunas, dos livros que a gente vem lendo, dos conteúdos com que tivemos contato.

    E toda quarta-feira tem gente aqui 100% dedicada a fazer essa estrutura/essa organização/esses esqueletos tomarem vida, e se materializarem em forma de conteúdo. Cada postagem é pensada do zero pra sua própria rede, cada texto redigido com atenção, cuidado e pesquisa, cada imagem produzida e tratada por nós mesmas — ajeitando as fotos das nossas clientes, feitas nas sessões de montagem de looks da consultoria, ou fotografando no nosso pequeno estúdio caseiro o que melhor representa os assuntos de que a gente quer falar.

    É trabalho, já que todo compartilhamento de conteúdo sai daqui conectado com o que a gente tem pra oferecer como serviço aqui na ODE. Os questionamentos e as práticas que movem o nosso fazer estão disponíveis também em forma de cursos presenciais e online, de consultoria e de livros pra quem quer se aprofundar, se apropriar, experimentar na própria vida, “personalizadamente”. E a gente procura responder comentários e e-mails sabendo que esses questionamentos se retroalimentam, e que a partir dessa troca o conteúdo é abastecido com novas idéias, novos insights, novas possibilidades de prática.

    Então a energia que a gente coloca nesse trabalho devolve pra gente resultados individuais e também coletivos. Quando a gente cuida com autenticidade da internet que produz, a gente entende que tá cuidando também do ambiente virtual em que quer estar inserida \o/ fazendo a nossa parte pra construir uma internet em que o ganha-ganha seja lei. Permanecemos aqui na ODE cheias de amor pela rede mundial <3 e comprometidas com essa nossa entrega, usufruindo nós mesmas de quaisquer resultados.

    ((Texto complementar e versão mais íntima desse outro post aqui, feito a convite da Dani Arrais e da Luiza Voll no blog da Contente))


  • Esse post não é nosso, mas é (inteirinho) uma tradução muito solta e livre desse texto, sobre todo um movimento falando de amar os nossos corpos. Mas esse parece ser um grandessíssimo esforço, pular da insatisfação direto pro amor. Algumas pessoas vão naturalmente chegar em sentimentos neutros em relação ao corpo — um caminho no meio, entre se odiar e se amar. Como uma bandeira branca, um lugar de calma.

    Um problemão do “amor pelo corpo” (além de parecer inalcançável) é a demanda que cria pra que mulheres regulem suas emoções — e não só seus corpos. A pressão não parece diminuir, pelo contrário: supostamente a gente precisa ter, ainda por cima, uma autoestima à prova de bala. “Amar o próprio corpo” bota o foco no corpo, e os momentos mais felizes que a gente tem são exatamente os que a gente não tá nem pensando sobre o corpo.

    No lugar da imposição (“ame seu corpo” vem sempre com imperativo, né?), uma abordagem mais realista e propensa ao sucesso é pensar que: a gente tem o corpo que tem e pode aceitar isso que é nosso; esse corpo é uma parte essencial de quem a gente é.

    uma tradução que alinha uma quebra de paradigma (bonita e possível) com a nossa metodologia aqui na ODE.

    Se dispor a neutralizar as emoções em relação ao corpo pode liberar toda a energia e atenção que a gente tipicamente devota à aparência e, no lugar, ter energia sobrando pra cuidar do que importa de verdade. A gente vive a vida através desse corpo, junto com ele — se a gente não consegue amar o próprio corpo, a gente precisa ser capaz de aceitar (ou não viveremos a vida direitinho). Que importante essa idéia de que é possível estar em paz com o corpo que a gente tem, que liberade! E não é o caso de se negligenciar esse corpo, mas sim de estar conectada serenamente com ele e com as funções que ele desempenha.

    O texto ainda fala de como a gente pode se alimentar pra nutrir o corpo, e se exercitar pra celebrar o que ele é capaz de fazer — no lugar de se impor ginástica e dietas pra moldar, manipular as formas desse corpo. Uma virada da escassez pra abundância: deixar de olhar pro que não se tem e então cuidar com carinho do que a gente já tem. (E a gente tem tão mais do que pensa que tem). Num comparativo, esquece de você mesma por um segundo e pensa na sua melhor amiga: ela é perfeita? Provavelmente não. Você é malvada com ela por isso?

    Tá vendo?

    Ninguém é perfeito física ou emocionalmente e ainda assim todo mundo se apaixona por todo mundo o tempo todo. Neutralizar emoções em relação ao corpo não é algo estático, é processo que se desenvolve e continua — e tem a ver com como a gente quer alocar tempo e foco. É um trabalho que demanda disposição e que convida a honrar e respeitar nossos corpos, e que pode fazer com que a gente se sinta forte… sem que seja preciso amar da noite pro dia. No lugar de pensar nisso como um fracasso, vale pensar como parte do processo: neutralizar nossas emoções em relação ao corpo é uma experiência pra se sentir diferente, e pode acontecer um pouquinho de cada vez.

    + 1 PENSAMENTO EXTRA BEM INSPIRADOR
    + “MAGRA”NÃO É ELOGIO!
    +CONSULTORIA DE ESTILO PRA COLOCAR
    ESSAS IDÉIAS EM PRÁTICA


  • Ce sabe que a nossa metodologia junta técnicas de consultoria com o exercício da empatia, né? Essa fórmula permite que a gente consiga questionar, provocar debates (pr’além do eu apenas),  — que seguem sendo nossas maiores motivações em todas as nossas entregas profissionais: no compartilhamento de conteúdo, na nossa consultoria de estilo pessoal, nas aulas que a gente dá.

    Assim, ó:

    “Empatia é a compreensão respeitosa do que os outros estão vivendo”, na definição do filósofo Chuang-Tzu, e ele acredita que só a verdadeira empatia só rola quanto a gente “escuta com todo o ser”, quando a gente se descola das nossas referências pessoas e se abre pras referências do outro, e recebe, e acolhe — e então há possibilidade de crescimento pra todo mundo, de soma de idéias e de referências (no lugar da luta de sobreposição de opiniões que a gente vê acontecer nas caixas de comentários das redes sociais).

    pra entender o que é, o que não é, e como a empatia ajuda a gente a ficar mais forte e inteligente. ;-)

    Nos nossos trabalhos a gente também se mantém atentas ao que NÃO é empatia:

    -aconselhar: “acho que você deveria…”, “por que é que você não fez assim?”
    -competir pelo sofrimento: “isso não é nada, espere até ouvir o que aconteceu comigo”
    -educar: “isso pode acabar sendo uma experiência muito positiva para você, se você apenas…”
    -consolar: “não foi culpa sua, você fez o melhor que pôde”
    -contar uma história: “isso me lembra uma ocasião…”
    -encerrar o assunto: “anime-se, não se sinta tão mal…”
    -solidarizar-se: “ó coitadinho…”
    -interrogar: “quando foi que isso começou?”
    -explicar-se: “eu teria telefonado, mas…”
    -corrigir: “não foi assim que aconteceu…”

    Esse tipo de empatia não é natural pra gente (nesse mundo doido de hoje) e é especialmente difícil de exercitar. É preciso manter atenção com a gente mesma, estar alerta e QUERER se manter no exercício. A lista aqui em cima é bem ampla e, se a gente não insere esses comportamentos nas nossas conversas, o que sobra?

    Na nossa experiência tem sobrado espaço pra conexão real, pra cooperação, pra gente incrementar conversas significativas e livres de idéias pré-concebidas e de julgamentos, e tem sobrado um repertório mais abastecido e forte — pra que a gente cuide melhor das nossas próprias questões, sem precisar terceirizar esse cuidado pra quem quer que seja.

    Desse jeito a gente tem experimentado, com nossas clientes, alunas e leitoras \o/ um novo senso de autonomia, empoderamento, auto-responsabilidade e — melhor de tudo — satisfação, confiança, autoestima.

    Vale ler também o texto “Não quero mais mudar o mundo” do Daniel Larusso, que diz que “quando todo mundo está gritando, falar baixo e escutar o outro é um ato revolucionário”.

    + O QUE A GENTE ACHA É SOBRE A GENTE MESMA
    + GOSTO PESSOAL x CONSULTORIA DE ESTILO

    + LOOK DO DIA NÃO É PRA PERSONAL STYLISTS
    + POR QUE A GENTE SE COMPARA TANTO?

    (essas idéias de empatia — e também do que não é empatia — a gente aprendeu nesse livro aqui, ó)


  • Sophie Fontanel, jornalista e Instagrammer francesa, disse isso daqui sobre estilo pessoal — prestenção que é valioso DEMAIS:

    Pra ser ‘bem vestida’, a pessoa tem que ser bem estudada.
    Se você quer ser bem vestida, você tem que aprender assistindo filmes antigos, indo ao museu, navegando na internet. Passa rapidex na internet pra dar uma olhada na Marilyn Monroe. Ela era super bem vestida, mesmo com uma calça simples. É muito importante ver outras coisas, diferentes das coisas que estão nas revistas. Você tem que ler bons livros, ler poesia. E é só quando você abastece a sua alma com boas coisas que entende como se vestir bem.”

     

    uma receita francesa bem esperta. ;-)

    Uma tradução livre daqui, um tem-que-ter com que a gente concorda redondamente. Se vestir é parte (deliciosa) da vida, mas não é tudo que a gente vive. E mais importante que a roupa é essa vida vivida dentro da roupa. ;-)


  • Tempos atrás a gente compartilhou numa das nossas newsletters um texto do jornal Nexo que explica como opinião não é argumento, não rende debate benéfico. Essa idéia é o que sustenta a nossa decisão aqui na ODE de compartilhar conteúdo todos os dias na internet e incentivar conversas significativas, mas não abrir espaço pra comentários negativos ou mesmo neutros-não-positivos (decisão também explicadinha aqui!).

    No texto o autor ainda diz que “nós, brasileiros, temos péssima educação argumentativa; e que confundimos discussão com briga sem saber lidar bem com críticas”. Por conta desse compartilhamento na news, a nossa leitora Maria Rita mandou email perguntando pra gente:

    “Não soa contraditório? Quem quer dialogar não tem que estar aberto a críticas e comentários negativos — e não só a aplausos?”

    E a gente acha que não tem contradição aí não! Opinião não é argumento e também é algo bem diferente de crítica.

    opinião não é argumento e também é algo bem diferente de crítica.

    A gente mesma não produz conteúdo qualquer que diga somente “achamos verde e azul lindos juntos” ou “vejam que coordenação maravilhosa”. A gente estrutura toda legenda/todo post com os argumentos técnicos que conduziram pro resultado fotografado, sabendo que (isso sim) pode servir pra quem tá lendo. Nosso conteúdo quer propor idéias ilustradas em looks, pensadas pra entregar serviço de consultoria de estilo, questionamento, possíveis novas experiências a quem lê e se disponibiliza a exercitar, a raciocinar, se apropriar e personalizar.

    Sabe por quê? Porque o que a gente acha é sobre a gente mesma, e não sobre o objeto da conversa.

    Quando alguém responde ao nosso conteúdo com “eu não usaria isso” ou “acho isso feio”, a gente nem tem o que responder — é direito de todo serzinho humano usar ou não usar o que quiser, ou avaliar qualquer coisa como bonita ou feia de acordo com suas referências e gosto pessoal. E né, isso não rende conversa alguma, é fato e pronto-cabou.

    Bem diferente é quando a gente recebe comentários tipo “eu não usaria porque, diferente do que ces dizem nesse post, eu não acho que esse comprimento fotografado na cliente alonga as minhas pernas”. Aí sim a gente consegue seguir, argumentar tecnicamente de volta, sugerir outras possibilidades de se tentar/usar, mostrar maneiras da leitora fazer acontecer (se ela quiser).

    Entende? :)

    Opinião vem do EU e geralmente vem filtrada por hábitos/práticas pessoais, é povoadíssima de adjetivos, sem muita reflexão ou questionamento. Argumento tem mais a ver com idéias, com propostas, com perguntas, com expansão de horizonte intelectual. \o/

    Nessa forma de pensar, nem os comentários ultra-elogiativos tipo “achei isso maravilhoso, ficou lindo” rendem essa conversa que a gente AMA ter. E provocar esses debates (pr’além do eu) é a nossa maior motivação — não só no nosso trabalho de compartilhamento de conteúdo, mas em TODAS as nossas entregas profissionais. Na consultoria de estilo pessoal e nas aulas que a gente dá, nossa metodologia junta a técnica de consultoria de estilo com o exercício da empatia.

    Vale ler também o texto “Não quero mais mudar o mundo” do Daniel Larusso, que diz que “quando todo mundo está gritando, falar baixo e escutar o outro é um ato revolucionário”.

    + EMPATIA NA CONSULTORIA DE ESTILO
    + COMPETIÇÃO x COOPERAÇÃO
    + MENOS PATRULHA, MAIS APRENDIZADO
    + LOOK DO DIA NÃO É PRA PERSONAL STYLISTS


  • O Enjoei é uma boa alternativa pra vender o que não serve pra gente, mas que ainda dá um caldo (alô encaminhamento responsável de descartes/excessos). Funciona em forma de site e também em forma de app, com linguagem e aparência e ferramentas que facilitam organizar uma lojinha só sua e acompanhar as vendas. Daí as fotos do que vai ser vendido e como a gente comunica valor fazem o resto do serviço, ó!

    como trabalhar pra vender direitinho no Enjoei (e descartar com responsabilidade os excessos de guarda-roupa).

    FOTOS MANEIRAS

    Fotos maneiras = em luz natural, direto da janela \o/ com cores bem definidas, com nitidez, num cenário discreto mas fuefo. O próprio Enjoei tem um vídeo com dicas de como produzir essas fotos, ó. Aí é tentar pensar com a mente de quem vai comprar: a gente quer ver o produto de frente, de costas, quer ver os detalhes e né, quer ver como veste num corpinho real. A gente aqui, que ensina clientes a avaliar qualidade e custo-benefício, quer ver até por dentro da roupa: como é o acabamento, como são as costuras. ;-)

    Na vida real é bom juntar tudo que vai ser fotografado, separar por categorias e, já com o cenário arrumadinho, passar/vaporizar e ir fazendo as fotos — todas de uma vez só, pra agrupar trabalhos e otimizar o tempo. Vale fazer pelo menos 5 fotos diferentes pra cada peça, pra aproveitar do melhor jeito os espaços disponíveis na página de venda — e ó, a gente sente que as fotos funcionam melhor em formato vertical, já que muita gente vê na tela do celular.

    DESCRIÇÕES ESPERTAS

    Com as fotos feitas, é hora de contar que peça é essa em título e descrição: de que marca é, por que é legal, de que jeito pode ser usada, de que material é feita (alô etiqueta interna!), como deve ser cuidada (alô manutenção), que sensação ela rende quando vestida. :) É legal tentar inserir na descrição palavras-chave sobre o produto (quanto mais palavras, mais oportunidade de ser encontrada nas buscas dos usuários!). E muito muito importante é dizer quais as medidas da peça! Sabemos que P-M-G ou 38-40-42 não são medidas padrão, então vale verificar com fita métrica quais as circunferências e alturas de cada peça — atenção pra peito, cintura, quadril, mangas, barras, ganchos, decotes.

    COMBINADO NÃO SAI CARO

    O Enjoei tem toda uma política pra facilitar as vidas de quem vende e de quem compra, e pra isso trabalha com parceiros e… também ganha um dinheirinho, claro. No próprio site dá pra estudar que facilidades o site oferece, como funciona a política de frete, que comprometimentos demanda (como tratar perguntas/respostas, como cuidar de devoluções, como como receber reembolsos, etc), quais as taxas de intermédio cobradas e que parceiros vão fazer parte do trâmite do dindin que se ganha com as vendas. Clica aqui pra conhecer a área de ajuda do Enjoei que é bem completona, e então estudar antes mesmo de botar a lojinha pra jogo.

    + tutorial bem explicadinho de como vender no Enjoei
    + instruções dos Correiros pra embalar encomendas diferentes
    + um guia simpático de como tocar a lojinha
    + depoimento de uma moça que ganhou R$ 2.000 no primeiro mês de vendas no Enjoei

    01 EMPURRÃOZINHO

    É preciso ajudar o Enjoei a te ajudar a vender \o/ e contar pra amigas, parentes, colegas de trabalho que a lojinha tá no ar, funcionando, pronta pra vender. Dentro do próprio site/app é possível se fazer conhecida: tem como seguir outras lojinhas (como em rede social) e, através de notificações, as donas dessas lojinhas vão ver que você tá seguindo, e assim a energia já vai circulando, né?

    01 extra bem importante

    A consultoria de estilo funciona como uma revisão do nosso relacionamento com o próprio guarda-roupa desde sempre (pra se definir um novo relacionamento, mais eficaz, objetivo, afetivo, consciente), e por isso é até natural que haja um grande descarte num primeiro processo de reflexão e auto-conhecimento e definição de objetivos de vida. A idéia é olhar pro que foi comprado em excesso e não fez sentido e, então, fazer melhores escolhas a partir do aprendizado PRA NÃO COMPRAR MAIS EM EXCESSO E NEM PRECISAR RE-VENDEROU RE-DESCARTAR TUDO DE NOVO EM CICLOS INSANOS DE DESPERDÍCIO. Não somos a favor de se manter lojinhas sazonais pra desovar consumismo!

    Outro extra

    Esse conteúdo é o que a gente aqui na ODE tem pra compartilhar: nossa experiência (orientando clientes a vender no Enjoei) tem sido bem boa, serena, eficaz. A gente sente muito se você teve ou tem uma experiência diferente, mas né, permanecemos todas em good vibes. \o/

    + LIMPEZA ESTRATÉGICA DE GUARDA-ROUPA
    + ABRINDO ESPAÇO FÍSICO E MENTAL NO ARMÁRIO


  • A Garance Doré, ilustradora francesa que abastece um blog bem elegante sobre estilo de vida e consumo, publicou um artigo delicioso em que explica quais são seus “novos mandamentos de estilo”. A gente concorda BASTANTE e tem aplicado, tanto na própria vida quanto no trabalho de consultoria com nossas clientes, todas essas direções.

    No texto a Garance diz que está cansada de acumular tanta coisa/roupa e que os amigos dela também se sentem assim (podemos ouvir um AMÉM irmãs?) — diz que todo mundo quer comprar menos mas melhor, e que geral tá querendo vestir as mesmas roupas por muuuuuuitas e muitas temporadas. Ela completa assim:

    “talvez seja essa órgia’ de streetstyle e semanas de moda em que a gente esteja inserida nos últimos anos… em todo caso, mudei várias coisas e já sinto diferença: tenho viajado mais leve, só compro roupas que eu realmente vou usar e estou amando incrementar meu guarda-roupa a cada estação ao invés de refazê-lo por completo.”

    É possível, não precisa ser radical, é só querer e aproveitar. Ó!

    garance doré explica por que ela, a gente, todo mundo quer simplificar, comprar menos, usar as mesmas roupas por muito tempo.

    #1
    MENOS ESCOLHAS = MAIS CRIATIVIDADE

    Quanto menos a gente tem, mais a gente pode exercitar versatilidade e fazer tudo render (de jeitos diferentes, inusitados). Quando a gente resolve ter só o melhor-do-melhor, só o que a gente ama (como se o armário fosse uma mala de viagem!), a gente pode experimentar usar cada peça que tem com pelo menos outras três e multiplicar nosso universo visual. Assim nada fica estagnado, perdido, deixado pra trás, a gente usa de verdade tudo que tem. Isso vale também pra quem tem restrição em relação ao próprio tipo físico, sabia? Quem tem menos roupa usa mais roupas.

    #2
    PEÇA PERFEITA = DELICIOSIDADE ETERNA

    Conhecer o guarda-roupa tão precismente a ponto de sempre ter em mente o que realmente pode fazer a diferença é um privilégio — e uma delícia. Procurar por uma peça específica por um tempããããão não é ruim se a gente encara a busca como parte da diversão, como possibilidade de mais e mais aprendizado sobre a gente mesma. E é tão gostoso idealizar, procurar procurar procurar e então… encontrar!

    No texto original a Garancé diz que coisas boas são, agora, cada vez mais raras de se encontrar. A gente concorda. Então esperar e procurar pelo que realmente vale a pena faz sentido — e faz a sensação de leveza e objetividade ser uma delícia duradoura mesmo.

    #3
    QUALIDADE = LONGEVIDADE

    Gostoso ver uma peça “envelhecer bem” junto com a gente, na medida em que a gente vai usando. Camisas que vão ficando mais molinhas, sapatos que vão se moldando aos pés, casacos que acompanham a gente em fotos de muitas épocas diferentes, tipo isso. Mas né, só envelhece bem o que tem qualidade — e o que não tem qualidade não envelhece, acaba. Não precisa ser caro pra ter qualidade (a Garance diz que tem peças da Zara que tão durando anos — a gente aqui também tem, nos próprios armários!) — mas pra encontrar qualidade a gente precisa procurar, tocar as peças, olhar etiquetas, observar acabamentos. Quem quer ser interessante precisa estar interessada!

    #4
    GISELE ≠ A GENTE

    Tem roupas/looks/ideias que funcionam 100% bem nas moças da internet ou da revista ou da TV — e tem roupas que nunca vão funcionar pra gente exatamente como funcionam pra elas (ou pra quem quer que seja). Se conhecer, identificar o que é importante pra gente e buscar o que se quer sentir em frente ao espelho — usufruindo de inspiração, mas inspiração PERSONALIZADA, adaptada pro nosso universo particular — é o caminho pra ser feliz com moda.

    #5
    COMPRAR MENOS = COMPRAR MELHOR

    Quando a gente compra muito a gente perde essa DELÍCIA de sensação de satisfação que se sente com uma compra perfeita, desejada, batalhada. A emoção, sabe? A Garance explica em etapas essa gostosura (muito legal!):

    – a gente vê pela primeira vez o objeto de desejo
    – vai lá e compra — o que às vezes faz doer um pouquinho, mas a gente esquece rápido
    – daí a gente chega em casa e tira nosso pequeno tesouro da sacola, um primeiro momento a sós com o objeto de desejo (EMOÇÃO!)
    – a primeira noite que a peça dorme em casa HAHAHHAHAHHAHAHA engraçado mas verdade! isso conta né ter uma coisa muito legal em casa com a gente pela primeira vez!
    – a primeira vez que a gente sai “oficialmente juntas” (hahahahhhaahha)
    – e depois, claro, a primeira foto pro instagram!

    Sabe isso? Se a gente compra loucamente, isso daí se perde. Consumir com consciência não é não comprar — pelo contrário, comprar pode ser essa delícia, e pode ter função NA REAL. Quando a gente compra muito passa a tratar nossas compras como sacos de batata, compra e joga no armário sem excitação ou exercício extra de pensamento.

    E se a gente resolve comprar menos, com mais pensamento, com mais dedicação e auto-observação… essa emoção volta super. A gente pode preservar as histórias que vem com cada roupa/peça nova. Substituir consumo por autoestima é muito isso. Ó que delícia.

    <3


  • (post original de 22 de junho de 2012)

    A revista Moda da Joyce Pascowitch entrevistou o psicanalista Flávio Gikovate sobre comportamento, consumo, vaidade e claro, moda. Compartilhamos aqui os trechos que poderiam render reflexões ativas nas cabecinhas de todo mundo que curte roupas e internet. Ficou longo mas vale a pena ler até o fim: pode render identificação e pode dar vontade de viver de um jeito diferente em relação a compras e looks. Vê se não faz um super sentido (e que delícia seria conscientizar isso tudo pra viver melhor, hein?):

    moda: Quando a vaidade deixa de ser saudável?
    FG: Ela nunca é. Estamos diante de um mundo em que bem-estar, felicidade e saúde não significam nada. A modernidade líquida, conceito definido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é quando você se orgulha do que consome, mas não do que produz. A vaidade é essencialmente aristocrática. O indivíduo quer estar entre os poucos que têm bens quase inacessíveis como carro, roupa ou jóia. Apenas 0,1% da população tem beleza, magreza, fama e fortuna. Os outros 99,9% são infelizes.

    ((misericórdia. que vergonha. mas senta que lá vem história.))

    reflexões valiosas do psicanalista Flavio Gikovate sobre consumo, moda, vontades e o mundo em que a gente vive.

    moda: Pessoas mais maduras emocionalmente precisam de menos símbolos?
    FG: Sim, mas elas continuarão vaidosas porque não se trata de uma característica física apenas, pode ser intelectual. É cada vez mais difícil encontrar alguém em paz consigo mesmo, feliz com seus vínculos de amor e amizade. Essas pessoas têm menos necessidade de bens materiais. Infelizmente, a competição e o consumo afastam os indivíduos e aumentam a vaidade, enquanto o amor é cada vez mais raro. Isso faz com que as relações percam estabilidade, solidez e continuidade, e causa frustração. A sociedade não tem interesse em pessoas mais felizes porque elas consomem menos, ou seja, o capitalismo se alimenta da infelicidade humana. Os mais alegres gastam seu tempo com coisas que realmente gostam, em vez de comprar. E a vaidade continua existindo: vaidade de ser alguém decente, de ter vínculos afetivos de qualidade, bons amigos. Existem fontes de felicidade mais baratas e não excludentes como a dança. Tem música para todo mundo, assim como amor, mas o foco é, cada vez mais, em aspectos como beleza e riqueza.

    ((ó como a gente tem que ficar ESPERTA nessa vida! e cuidar da gente mesma, identificar o que importa de verdade, focar no que faz a gente viver melhor — e não no que põe a gente pra baixo.))

    moda: O desejo é ruim?
    FG: É impossível não desejar, mas vivemos numa cultura que valoriza muito esse sentimento. Isso leva ao sexo casual, por exemplo.Você não pode pensar em casais monogâmicos estáveis porque o interesse por outra pessoa pode surgir. Ora, o desejo não é uma ordem! O máximo que pode acontecer quando ele não é realizado é uma pequena frustração, mas ninguém suporta passar por isso. A mesma coisa acontece com o desejo de consumo. Queremos algo até obtê-lo e, assim que conseguimos, parte-se para o próximo objetivo. A vida fica infernal. A situação oposta seria focar no aspecto sentimental, o apego. Em vez de trocar de aparelho celular, posso perfeitamente começar a gostar dele. O consumismo vem de uma relação erótica com objetos no lugar de um elo romântico em que se tem o mesmo relógio para a vida inteira.

    ((quem quer parar AGORA de fazer sexo casual com as roupas mais baratinhas do mercado e começar a namorar com roupas de qualidade levanta a mão \o/ e quem quer se encher de coragem pra não ter medo de experimentar frustração em prol de amadurecimento emocional e economia levanta também \o/))

    moda: É possível definir uma pessoa pelos objetos que ela consome?
    FG: Se ela usar uma roupa que a defina, sim. Quem se veste só com grifes mostra apenas sua posição econômica: você pode até dizer que ela é esnobe, mas não saberá nada sobre sua personalidade. Para conhecer alguém, é preciso que a pessoa se vista sempre da mesma forma. Há uma enorme diferença entre a cultura européia e americana. Os europeus consomem boas coisas em quantidades pequenas. É o apego aos objetos. Uma roupa bacana é aquela que deixa você aparecer, que te caracteriza. O consumo não deixaria de existir, as peças precisariam ser trocadas eventualmente. Até porque a roupa que escolhemos é a primeira coisa que aparece aos olhos dos outros.

    ((isso que o psicanalista chama de “se vestir sempre da mesma forma” a gente chama de coerência — que vem de estilo pessoal definido e aperfeiçoado de tempos em tempos. quando a gente sabe quem a gente é e o que é importante pra gente, é possível (e até simples!) escolher o que vestir de acordo com isso, pra transparecer isso. mas né, tem que olhar pra dentro!))

    moda: Como lidar com essa troca frequente de desejos?
    FG: O desejo é induzido pela indústria. Você sobe ou desce a cintura da calça jeans pra vender mais. Para encarar isso de forma saudável é preciso se fortalecer internamente. Com o crescimento emocional, você ganha mais consciência e não se deixa seduzir tão facilmente. O problema é que a maioria das pessoas não tem controle nenhum sobre o tema e aceita sugestões da publicidade. Em uma época em que, teoricamente, a liberdade é máxima e todos poderiam ser superirreverentes, as pessoas nunca foram tão parecidas e obedientes às normas. Não existe nenhum impedimento para não consumir e a maioria o faz loucamente. Não é proibido andar fora da moda.

    Todo esse conteúdo causou impacto demais aqui na Oficina, por isso a gente não pensou duas vezes pra compartilhar — e quem descolar um print da revista ou um link com a entrevista toda pode colaborar nos comentários. O próprio Flávio Gikovate publicou o PDF da entrevista inteirinha, tem que ler!


  • A gente tá convencida de que autoestima bem exercitada é chave pra se conquistar mais na vida, pra se descomplicar o guarda-roupa, pra crescer e brilhar. E autoestima tá 100% relacionada com AUTO-ACEITAÇÃO: é essencial entender que a gente é incompleta e imperfeita, que nunca vamos estar “prontas”, que paralisar vida e escolhas pra que “um dia” o momento certo aconteça… é furada.

    Tamos nessa vida pra fazer o melhor que a gente pode com os recursos disponíveis NO AGORA. Somos todas humanas — e haja energia pra investir na idéia de ter tudo perfeito ao mesmo tempo agora. Querer alcançar o inalcançável é já perder a corrida desde a largada: expectativas inatingíveis nunca serão atingidas mesmo!

    querer alcançar o inalcançável é já perder a corrida desde a largada: expectativas inatingíveis nunca serão atingidas mesmo!
    (foto de adelaide ivánova)

    _corpo perfeito: é o que se alimenta bem, se exercita e descansa direitinho
    _família perfeita: é a que vive as dificuldades do dia-a-dia com resiliência (e com uma dose de bom-humor na medida do possível!)
    _trabalho satisfatório: é o que paga um dinheirinho suficiente e, se possível :) permite a gente servir a algo maior que a gente mesma, dá sensação de produzir/entregar algo de bom pro mundo

    E tudo tem dia bom e dia ruim, tudo tem um lado-luz e outro mais sombra… e compreender, desculpar e tolerar levam a gente pro (auto)amor. Quando a gente (se) desculpa, (se) compreende e (se) tolera, a gente tem mais facilidade pra entregar essas sensações também pra quem tá em volta da gente. E que ambiente bom se cria assim, com conexão, compreensão, empatia!

    Todo mundo sente frustração, raiva, tédio, inveja. Toda vida tem essas sensações ou partes não tão legais — tamos TODAS na jornada da tentativa, dando o nosso melhor: umas horas a gente erra e fica brava mas em tantas outras a gente acerta! Não existe humanidade em condição diferente dessa.

    A gente administra melhor tempo e recursos quando deixa de querer criar a ‘família da propaganda de margarina’ e quando se desprende de idéias vazias de status/riqueza ou corpo “perfeito”. E assim, aceitando quem a gente É e a vida que a gente tem (com parte boa e parte ruim, tudo lindo, tudo funcionando!), pode ser possível lidar melhor com quaisquer frustrações e raivas. E tudo passa, uma hora querendo ou não passa!

    Desse jeito pode ser possível também que a gente passe a lidar melhor com vontades, e não precise comprar tanto, e tenha mais força emocional interna pra sustentar os ‘nãos’  que precisa (ou quer) dizer pro sistema de consumo. E a gente assim passaria a descartar menos, e passaria mais tempo com as nossas coisas, e desenvolveria relação de amor com o que tem, e poderia ganhar serenidade na vida toda.

    E isso pode irradiar, ó: “Quem consegue se aproximar da condição de aceitar ser como é irradia uma emoção tão positiva que sua aparência física vai para segundo plano.” (Flavio Gikovate)

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?

  • Lista de tarefa é com a gente mesma, nénão? Umas listas infinitas, cheias de coisas encavaladas, acumuladas, sem hierarquia de prioridades, emboladas entre o que é importante e o que é urgente. A gente sente isso em comum com as nossas clientes de consultoria de estilo: tipicamente tá todo mundo fazendo mil coisas ao mesmo tempo, sem estar satisfeita com o desenvolver de cada uma delas, às vezes começando tudo sem conseguir terminar nada (direito).

    presenca-facilita-estilo-pessoal

    Quando a gente se propõe a fazer uma coisa de cada vez, quando classifica cada atividade como A MAIS IMPORTANTE a ser feita naquele minuto, quando põe atenção e exercita o foco… a chance daquela coisa dar certo é muuuuito maior. Satisfação vem do fazer concentrado, atento, com envolvimento real. A gente aqui não sabe se é a idade (#véias) ou se é uma defesa do nosso próprio corpo diante do cansaço que a vida multitarefas faz a gente sentir — mas temos sentido (as duas!) vontade de arrumar as agendas pra conseguir fazer uma coisa de cada vez.

    Mesmo que em tarefas “bobas”, do dia-a-dia.
    Tipo se vestir de manhã pra viver o dia, tipo fazer mala de viagem.

    Que né, essas são bem esse tipo de tarefa que a gente não escolhe fazer ou não fazer — elas precisam ser feitas e pronto. Quando a gente viaja, é preciso fazer mala, não tem pra onde correr. Quando a gente acorda de manhã é preciso se vestir, aqui no Brasil é contra a lei sair de casa pelada (sabia?).

    Se tem que ser feito, melhor então escolher fazer com alegria. A gente tem se policiado pra tentar fazer tudo nessa vibração da alegria — em especial as tarefas tipicamente enjoadas de se fazer (e guarda-roupa que não ajuda faz com que se vestir seja uma terfa dolorida, a gente sabe bem). O contrário disso seria reclamar e fazer emburrada mas né, trazendo essa idéia pra nossa atuação profissional, ó o que acontece: não é a energia da reclamação e da gente emburrada que a gente quer emapcotar numa mala. Nem é essa mesma energia baixa vibração que a gente quer envolver no look com que escolhe viver o dia.

    É fácil fazer uma coisa de cada vez? Não. É tranquilinho botar alegria no fazer das coisas menos deliciosas da vida? Nénão. Mas nenhuma das duas coisas é impossível.

    É possível, até, criar ambiente pra facilitar essas práticas. :)

    Se a gente quer fazer uma coisa de cada vez com atenção e alegria, pode ser uma boa diminuir a quantidade/possibilidade de distrações durante a tarefa em questão. Prepara a manhã pra se vestir: desliga a TV, fecha a porta do quarto nem que seja só nesses 20 minutinhos pós-banho, deixa as crianças do lado de fora, não abre espaço pra marido ou amiga ou funcionária dar palpite, bota o celular no mudo, se desconecta mentalmente do whats app, do facebook, dos emails do escritório.

    E se conecta com você e com o que você quer sentir.
    Pode ser que role toda uma equivalência entre sensações e as peças de roupa que se escolhe, sabia?
    A gente experimenta isso daí direto no nosso trabalho. É possível! :)

    Daí a gente entende por que não é legal deixar esse tipo de tarefa pro último minuto, pra fazer na correria e na pressão. Assim parece mesmo ser impossível se colocar nesse lugarzinho da disposição e da alegria. A gente aqui tem tentado demais entrar nessa onda: deixar pra última hora só o que é imprevisto mesmo — e cuidar com antecedência e calma e serenidade do que pode ser previsto!

    Tem esse exercício prático que ajuda a se desconectar do medo e do passado e do futuro — pra e que reconecta a gente com o aqui e com o agora, que recoloca no prumo (e que a gente faz demais com nossas alunas e com nossas clientes de consultoria) que é assim: bota os dois pés firmes no chão e respira fundo três vezes. Só.

    Não precisa ter nome em inglês, não precisa fazer curso pra desenvolver em forma de mil técnicas, não precisa ter nomenclaturas marqueteiras: isso é presença. É a gente querendo reconquistar o foco intencional, mesmo nas pequenezas da vida (que não são tão pequenas quando não rendem satisfação, né). Presença, então, facilita demais estilo pessoal — e também exercita coração e olhos mais e mais sensíveis.

    <3

    + METODOLOGIA DE CONSULTORIA DE ESTILO
    FUNDAMENTADA EM ESCUTA E PRESENÇA
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA
    QUE RENDE SATISFAÇÃO


curtimos

ideias complementares às da Oficina