Nos anos de 1960, 70 e até 80, as pessoas se reconheciam pelos livros e discos que gostavam, pela posição política (direita ou esquerda) que tinham e pelo comportamento e roupas que usavam. Desde que ‘muros ideológicos’ caíram, a lógica de mercado parece o espaço ideal para definir o ser. Diga-me de que marcas gostas e eu te direi quem és!

Essa é a idéia do projeto 5brands. A gente manda (por e-mail) pro site as cinco marcas que mais “representam” e traduzem quem a gente é. Vale marca de carros, capa de disco, marca de moda e até churrascaria. O resultado tá num tumblr com as galerias, nomes, nacionalidades e profissões dos “submetidos” em exposição. É surpreendente como dá pra imaginar personalidades, gostos, idéias, pessoas – só pelas marcas escolhidas por cada um! (Também é de ficar passada a quantidade de brasileiros por lá!)
Imagina se a gente tentasse se definir por cinco marcas… de moda? Ia ser uma tentação pensar em marcas que representam quem a gente é e também imaginar marcas que representam quem a gente queria ser – não? Um super exercício de auto-conhecimento e de identidade de marcas (de moda!).
(Com colaboração do Vitor Ângelo!)
Todo mundo já passou ou ainda vai passar por essa – e se é parte da vida, pode ser mais legal se a gente se prepara. Não porque o que a gente veste é a parte mais importante de se “conhecer os pais” de quem a gente curte e tals, mas porque o que a gente veste influi diretamente na segurança/confiança que a gente sente. Conhecer a família do namorado precisa ser uma delícia, super natural, mas pode ser quase-quase como uma entrevista de trabalho – sendo que você vai ser “avaliada” por um ‘emprego’ que já é seu (haha!). Tem expectativa em mão dupla: o que vão achar da gente e o que a gente quer que achem. São aqueles primeiros (e cruciais) cinco minutos, né, em que a gente vai deixar claro como a gente é NA VIDA – daquele momento em diante!

Pensa que não é ocasião pra usar roupa de trabalhar, mas também não é balada ’sozinha com o namorado’ (tu-do menos usar roupa escandalosa nessa hora, hein gente) – nem ‘fim de semana desarrumada’. É alguma coisa entre todas essas outras que não tem dresscode definido, mas tem um elemento que comunica além da roupa: o conforto. Na hora de conhecer a família o conforto que a roupa proporciona pode querer dizer, também, que Read more
Já teve post aqui com as dicas da Jana Rosa pra todo mundo sair bonita na foto. Ela falou pra gente prestar atenção na postura, pra procurar uma pose confortável, pra projetar o queixo um pouquito pra frente e pra achar um jeito de transparecer personalidade na hora do clique. A gente aprendeu tudo isso daí e pensou que dá pra pensar em mais coisas (além da gente mesma!) pra garantir uma foto bacana – seja pra uma entrevista, pra um trabalho qualquer ou só pra lembrar de um momento bom!

Vale pensar no ambiente em que a foto vai ser feita: é mais escuro, é mais claro, tem luz natural, tem lâmpadas brancas ou amarelas? Sabe que é bom se maquiar na luz equivalente pra não ter surpresa, né? E aí, se é uma foto posada, pensa no fundo: é mais claro ou mais escuro? Mais colorido ou mais neutro? Porque né, quanto mais contraste melhor – mais destaque pra personagem da foto e não pro ambiente! Tipo se o fundo da foto é claro e colorido, vale usar uma roupa escura e mais neutra, sabe como? E se a foto tem mais gente – tipo eu e Cris, sempre juntas! – vale combinar antes o que todo mundo vai usar: pra não repetir cores, mas pelo contrário, pra escolher cores complementares e criar uma sensação boa pra todo mundo que vir a foto depois, pronta! Read more
O Scott Schuman disse no seu livro algo mais ou menos assim: “a gente costuma achar que pra se ter um super estilo pessoal a gente tem que saber muito bem quem a gente é e no que a gente acredita. Eu discordo. Acredito que ter um certo conflito sobre a própria personalidade acaba levando pra expressões ainda mais interessantes. É por isso que os jovens, mesmo os jovens de alma, são aqueles que mais inspiram e mais ousam na moda. Eles ainda estão buscando sua identidade: “eu sou roqueira?”, “eu sou esportiva?”, “ou um pouco de cada?”. Essas contadições acabam gerando os looks mais interessantes”.

E eu discordo do Scott, sabia!?! Acho importantíssimo pra se vestir com personalidade a gente saber quem a gente é, saber do que a gente gosta, saber quais são as nossas escolhas. Isso dá segurança e quem é seguro se permite experimentar mais. Mas acredito também que o único jeito da gente descobrir quem a gente é e do que a gente gosta é tentando e errando e acertando. E é nessas tentativas que a gente se permite ousar e brincar e daí pode render, sim, ótimos looks. Read more
Tem uns quatro invernos que a gente torce o nariz pro combo bota-por-fora-da-calça. Pra você ver como essa estória é antiga e se repete e se repete e se repete… sem o povo enjoar de sair igualzinho na rua. Não é errado usar bota de cano longo sobre o jeans (ou sobre qualquer calça) – e nem existe “errado” em moda, né? Também não tem efeito drástico na silhueta de quem usa: pode sim fazer bumbum e quadril parecerem maiores, mas a culpa não é só da bota e pode ser da calça também. Pra gente aqui na Oficina o que mais importa nessa questão é a aparência padronizada que as calçadas ganham assim que o primeiro vento frio sopra no inverno. Todo mundo sai de casa igual, todo mundo esquece das tantas outras maneiras legais de se cobrir e de se aquecer no inverno, todo mundo escolhe a-mes-ma-fór-mu-la! Não é surreal?

A gente é contra a bota por fora da calça porque é mais a favor de todo mundo criar looks com personalidade, usando a criatividade. Tem mil jeitos legais de usar botas: com bermuda e meia-calça, com vestido, com shortinho e legging, com outras calças (caindo sobre as botas) e mais. Read more
É hoje o nosso Encontrinho com o Sartorialist! O Scott Schumann tá lá nos corredores do Shopping Cidade Jardãn desde cedo pra fotografar as bonitas que passearem por lá, ontem a gente viu fotos dele sendo entrevistado pela Lilian Pacce pra um GNT Fashion futuro (aqui e aqui) e já deu um friozinho na barriga! Ontem também o fotógrafo em si respondeu um comentário no seu blog explicando seu jeito de fotografar, olha que demais (numa tradução beeem livre):
“Leva um tempo pra eu “sentir” uma cidade, e quando eu fico pouco tempo num lugar eu não quero fotografar apenas pra registrar o que eu vi – quero fotografar pra capturar o que eu vi mas do jeito romântico como eu vi. E isso não é tão fácil.”
A gente ama o Sartorialist desde sempre porque é um site que fotografa mais gente do que roupa. Repara só, o povo aparece nas fotos mais calmo, sem fazer tanto carão, sem mil montações extraordinárias… mas se curtindo. Aqui na Oficina a gente entende que essa é a maior característica das pessoas fotografadas pelo Scott Schumann: segurança e satisfação com o look! Então, pra hoje à noite, a gente vai exercitar esses valores em frente ao espelho – junto com nossos melhores looks! – e vai seguir as dicas da Jana Rosa, do AQSR, dadas com a autoridade de quem sempre sai linda nas fotos. Essas são as top 5 coisas que a Jana acha que a gente tem que saber, vê só:

esses são os exemplos que a jana mandou junto com o textinho – tudo óóótemo!
“Postura!
Costas retas, por favor! Você fica mais fina, elegante e parece que acabou de sair da aula de Pilates (= a rica grega)! Não precisa forçar a barra ou segurar a barriga, é uma questão de prestar atenção porque a gente realmente anda curvada por aí. E além de sair poderosa na foto, ela te deixa mais ALTA! Não é isso que a gente quer?
Pose!
Encontre a sua. Isso é muito treino de espelho e você só chega em uma boa depois de tirar muitas fotos e comparar os resultados. Mas vale a pena encontrar o ângulo que deixa seu rosto mais bonito, que te deixa mais magra (nem de frente e nem de perfil, sabe quando você está virada pra diagonal mas olhando pra frente? Essa emagrece qualquer uma!) e a que tem mais a ver com você, né? Não adianta posar por aí de senhora séria se você é modernéte e vice-e-versa.
Projetando o queixo!
Não é pra colocar a cara pra frente e ficar desconfortável. É uma projeção de queixo bem de leve, só tomando cuidado pra não ficar com o papinho… aquele vilão que deixa qualquer uma com cara de fofinha na foto. E olha que eu conheço meninas super magras que não sabem projetar o queixo e engordam 20 ks na foto por isso.
Mentalize que a foto vai ficar linda!
Tem que acreditar, né. Quando estiver posando relaxe e deixe o fotógrafo fazer o trabalho dele. O seu é estar linda, pra depois não ter que pedir pra ver o resultado e reclamar que saiu feia.
Personalidade!
A mais importante, né? Mostre quem você é pela foto. Quer fazer carão? Então não ache que saiu ridícula e séria depois. Quer sorrir? Não reclame que o dente é feio. Quer jogar o cabelo pro lado? Assuma a Malu Mader. Foto não tem que ser só séria e aliás ela fica mais legal ainda quando todo mundo brinca com o que é ou gostaria ser e arrasa para a câmera.”
Pra terminar a Jana ainda deu uma ‘dica-bônus’: “Já percebi que as pessoas mais espertas (leia-se as que sempre aparecem lindas em todos os sites e revistas) pedem sempre pra tirar uma segunda ou terceira versão da foto, assim depois se a chance de escolher a melhor. Tô falando de gente belíssima tipo Dudu Bertholini e Cassia Ávilla, tá? Agora vão já treinar a pose na frente do espelho e não se esqueçam de fazer isso com o look que vocês vão desfilar hoje, assim já dá pra ver como as proporções e cores ficarão na foto.” Tá bom, Janinha, a gente vai. E já já a gente conta aqui no blog como foi! ;-)
Maio é o mês em que a gente tem dois Encontrinhos, não é demais? Um deles já é na próxima quarta e tem ninguém mais ninguém menos que SCOTT SCHUMANN QUE FAZ THE SARTORIALIST como convidado! Clica no blog do Encontro pra saber de tudo, tá tudo explicadinho lá! ;-)

É tipo o fotógrafo de moda de rua mais querido requisitado fashionista badalado do mundo! Imagina se a gente não tá ansiosa?!??
Diz que, em tempos de crise, estão em alta o “luxo discreto”, tecidos/materiais sensuais, investimentos com prazo de validade bem longo (clássicos!), qualidade no lugar de quantidade e peças antiguinhas, vintage mesmo. Eu li isso daí num texto ótemo da Bazzar da Sarah Jessica Parker na capa. E mais: a repórter que escreveu o texto diz que, mais importante de tudo, é ter “itens que façam a gente se sentir bem” (que ela chama de ‘feel good items’). Faz super sentido, e pode fazer a gente pensar – e escolher melhor!

reflexo de gente autêntica é mais bonito – e mais confortável! ;-)
Luxo discreto é lei porque ostentar é uó mesmo. Materiais sensuais são essenciais porque namorar é de graça (bom pra crise, rá!) – não é coincidência que todas as últimas imagens projetadas em semanas de moda são muito MUITO femininas, mesmo quando fortes. Investimentos bons e a escolha da qualidade a gente aqui acha que é uma coisa natural, o nosso tempo é o da abundância da informação de moda e todo mundo tá comprando melhor mesmo, de maneira geral (não éam?). E tem mesmo esse “revival” de vintage, todo mundo curioso em relação a brechós e a camisetas antigas e mais: meio uma idéia de reutilização, de reciclagem, de economia (mesmo que furada).
Agora, esses “ítens de fazer sentir bem” são a sacada do milênio! Em tempo de dificuldade – em qualquer tempo, né, gente – o maior benefício que se pode ter na moda é… segurança! Difícil se sentir segura em frente ao espelho tentando ser outra pessoa, ou querendo ter outras coisas, ou fechando os olhos pro que a gente é e pro que a gente vive. SE CONHECER É O CAMINHO PRA SER FELIZ COM MODA. Tudo bem ter referências, super tudo bem admirar e se inspirar e tals, mas ser a gente mesma não é pra qualquer uma – e quem consegue tá mais feliz, pode ter certeza.
Coisas que podem fazer a gente se sentir bem (com moda, claro!):
*modelagens boas pra nossa silhueta
*decotes que deixem a gente se achando AS sedutoras
*sapatos de salto super confortáveis (milagre da vida)
*cores que fazem a gente parecer maquiada
*colar com pingentes que têm estorinhas pessoais
Vamos continuar a lista nos comentários? Que a gente sempre tem uns “ítens de sentir bem” como coringas no armário – quem quer contar qual é o seu?!?? ;-)
Ou “adoro do dia”. ;-)
Ontem teve Encontrinho em parceria com o Boticário, que recebeu nossas trinta convidadas pra uma conversinha com o Fernando Torquatto – top maquiador de gente muito muito famosa. Foi o máximo porque a gente conheceu a nova coleção de maquiagens do inverno antes de todo mundo (junto com a imprensa especializada!), e porque a gente conheceu pelas mãos de quem ajudou a criar aquilo tudo. Teve gente que ganhou maquiagem feita na hora até!

E todas as dicas de maquiagem foram o máximo, e as estórias de composições e estudos de cores dos produtos foram o máximo (gente a gente vai super comprar os pincéis novos do Boticário, to falando sério), mas o mais legal de tudo foi conhecer a filosofia de trabalho-pensamento-vida do Fernando (a íntima). Ele dizia coisas tipo que maquiagem é só complemento, que só enfeita o amor que a gente tem pela gente mesmo. Tipo que tem que vir de dentro – e que se tiver difícil, pincéis e cores ajudam (e é assim mesmo, não é?). E aí completou que se a gente se dedica a procurar o que a gente mais ama, mais curte no nosso rosto, e se enfeita direitinho esse amor… o que é imperfeito ou não-tão-legal passa a (quase) não existir! Não é de-mais?
Que isso vale muito (muito!) pra nossa relação com roupas também, e mais: Fernando (íntima II) comentou, modestamente, que é bom maquiador porque VIVE aquilo. Ele vivencia a maquiagem, pratica, faz o tempo inteiro toda hora de vários jeitos. E que isso vale pra todo mundo: quem mais experimenta, mais se dispõe a tentar (e errar, porque não?), quem vive essa experiência acaba sabendo mais, tendo mais repertório – de novo, a sabedoria do maquiador super se extende estende ao nosso guarda-roupa! Pra completar, ele contou uma estorinha pra ilustrar: a gente pode dar mil passos (no nosso caminho de vida, tipo isso), passos infinitos, e tem gente que dá dois ou três passos e fica satisfeito – tipo “ai já tá bom pra mim”. Quem se atreve/se arrisca a dar mais passos (porque todo mundo pode!), anda pra frente! E fica melhor – não só em maquiagem mas, de novo!, em moda na vida real!!!
Foi um Encontrinho deglícia (como toooodos são!), e a gente tá mega agradecida ao Boticário – que a gente foi lá pra ouvir conversa de maquiagem, mas a conversa rendeu insights pra moda e pra vida também. Já já tem um relato super completinho no blog do Encontro, com link pras fotos no Flickr e com videozito. Já já mesmo!
A estilista Sonia Rykiel tá na moda desde a década de 60 – e há pouco ganhou homenagem de outros estilistas super importantes, de tão importante que ela é (rá!). Ela é super respeitada por fazer tricôs incríveis e por provar que esse material também pode “seguir tendências” – antes dela todos os tricôs do mundo eram iguais. Ela também é conhecida por trabalhar muitas listras em suas coleções – e tem mais dela nesse post do About Fashion (com mais links) e nessa biografia aqui, em inglês. E tem na revista Elle inglesa desse mês uma pagininha com as dez lições de estilo da Sonia Rykiel – e ela sendo essa super pessoa respeitada na moda que é, vale a leitura. Néam?!??

clica se quiser ver no grande, e se quiser ler tudo em inglês!
1. Se conheça: diz que é pra gente achar o que tem de mais legal pra mostrar e o que pode ser escondido, tipo gastando tempo em frente ao espelho (a estilista ainda diz que pouca gente presta atenção nisso, a gente concorda).
2. Use a cabeça (!!!): ter estilo também é prestar atenção na rua, na política, no mundo – “roupas também são alguma coisa que acontece na sua cabeça”. Filosófica, não?
3. Lembre-se do poder do preto: Sonia Rykiel ama preto e acha que a cor “delineia” a pessoa. A gente aqui na Oficina ama todas as cores.
4. Acrescente um brilho: esse tópico quer lembrar da importância dos acessórios no vestir – e no nosso inverno-que-vem, brilhos tão especialmente em alta. Daí que os acessórios são fundamentais pra gente brilhar mesmo. Deglícia!
5. Tenha um look super-seguro: “é importante ter uma roupa que sempre dá certo pra você, que te dê certeza de estar bonita – pra quando tiver uma pressa e tals”. Ai, a gente nem sempre tem um look desse, né? Ou tem?!?? De qualquer jeito é uma super boa dica – boa e renovável tipo a cada estação, pra gente não ter o mesmo look-seguro por anos e anos. ;-)
6. Aprenda a arte de fazer malas: Sonia Rykiel sempre viaja com jaquetas e calças em cores coordenáveis, pra durante a viagem só misturar umas com outras. A gente também é super a favor de fazer mala coordenando cores, pra tudo dar certo com tudo. Tem receita de mala da Oficina de Estilo aqui (em vídeo!), aqui e aqui.
7. Deixe seus pés falarem: sapatos incríveis fazem um look – e são super definidores de estilo. A gente concorda horrores.
8. Se vista pra você mesma: “claro que moda é importante, mas a maneira como você vive conta muito mais. Uma mulher deve ser ela mesma e deve se vestir de acordo com quem ela é”. Arrasa, Sonia.
9. Seduza no seu estilo: olha isso, que maravilhoso! Sonia Rykiel acha que é muito natural ser sexy e ser sedutora, e que prestando atenção em comprimentos e cores boas, a gente seduz sem deixar de ser autêntica. A gente aprendeu (com uma clienta!) que todo mundo tem o seu sex-appeal, seja mais “padrão” ou não.
10. Ignore conselhos de outras pessoas: rá! Pra terminar, é pra gente não pedir conselhor pra ninguém, muito menos pros namorados e maridos – diz que a gente tem que se conhecer e pronto. Trabalho de uma vida inteira, néam?!??