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  • E a gente parte desse princípio aqui, ó: um guarda-roupa ajudador é o que facilita a nossa vida, rende sensação de adequação em todas as ocasiões que a gente vive e que possibilita coordenar rapidinho looks que fazem a gente se sentir LINDA — conciso, versátil, atualizado. Essas 5 idéias, então, vem diretamente do nosso repertório prático no atendimento como personal stylists, testadas na vida real com resultados eficazes: servem tanto pra comprar melhor como pra manter em mente na hora de descartar o que há de excesso no armário.

    Não é solução a curto prazo nem arruma a vida estilística de um dia pro outro — mas serve pra vida toda e pode (deve!) ter aplicação personalizada, singular. Um spoiler: o segredo (da vida adulta em geral) tá no planejamento. ;-)

    personal stylist, consultoria de moda, guarda-roupa, estilo pessoal, consumo consciente

    QUANTIDADE x QUALIDADE
    É mais inteligente ter uma quantidade razoável de peças bem boas –feitas em material de qualidade, com acabamento durável– do que ter montes de peças que logo nas primeiras lavagens desbotam, descosturam, soltam botões, criam bolinhas no tecido, etc etc etc. Poucas e boas mesmo: de que adianta ter um guarda-roupa lotado e correr na área de serviço toda manhã pra buscar no varal aquilo que foi usado ontem, anteontem? Esperto é ter o essencial, o que realmente faz a diferença (e o que a gente AMA) e tirar da frente e da vida o que é excesso e só ocupa espaço — físico e mental.

    CUSTO x BENEFÍCIO
    Uma conta simples de se fazer — e muito elucidativa essa da relação custo x benefício das nossas roupas: vale mais destinar a maior parte do orçamento estilístico pro que se usa mais, e procurar minimizar ao máximo o gasto com o que se usa menos (a gente aqui pensa rápido em roupa de trabalho x roupa de festona, por exemplo). Construir um guarda-roupa usando essa direção ajuda a fazer valer o preço do que a gente veste (bem!) e a ter menos peso na consciência ao descartar o que já foi usado milhões de vezes.

    PROPORÇÕES DE PEÇAS + VERSATILIDADE
    Um guarda-roupa conciso funciona zilhões de vezes melhor que quaisquer outros superlotados quando

    -tem mais partes de cima do que partes de baixo,
    -tem peças muito variadas entre si.

    Nossas clientes aprendem a variar ao máximo os looks pensando em partes de cima completamente diferentes pras mesmas partes de baixo, criando looks novos com as mesmas peças. Tipo, com a mesma calça, criar um look pra trabalho e um outro pro lazer, apenas variando as partes de cima. Ou com uma mesma saia montar um look pro frio e um outro pra calor, na mesma idéia de variar a coordenação.

    Essa idéia funciona super quando o guarda-roupa tem peças muito diferentes entre si: um monte de camisas sempre fazem looks-com-camisa, mesmo que as camisas tenham cores variadas. Ou um armário cheio de camiseta branca sempre rende looks-com-camiseta-branca, mesmo que elas tenham mangas diferentes, decotes diferentes…. saca?

    ACESSÓRIOS COMO CEREJA DO BOLO
    Um bom conjunto de acessórios é o de peças funcionais e práticas, mas também bonitas e comunicadoras de estilo pessoal. Sapato e bolsa são os mais especiais no guarda-roupa feminino, e são bons exemplos dessa atenção à “forma e função”: podem se confortáveis e muito funcionais, e, ao mesmo tempo, podem incrementar com cores, com design esperto, com texturas, com materiais originais, com recortes, brilho, proporções. Uma coisa não precisa estar separada da outra: ser bonito/interessante é uma função do acessório! E nem precisa ser árvore-de-natal: um bom começo pra exercitar o uso de acessórios como cereja do bolo dos looks :) pode ser esse: pensar em uma peça principal pra, se for o caso, acrescentar outras menores-periféricas como coadjuvantes.

    ATUALIZAÇÃO CONSTANTE
    Se a gente elimina o excesso (inútil e eficaz) do guarda-roupa e passa a ter só o que ama, e se a gente usa muito (e de muitos jeitos) tudo que tem… é natural que a roupa acabe! Quanto mais qualidade tem, mais tempo a peça leva pra acabar, mas uma hora acaba mesmo. Vale então avaliar o que era o ativo principal da peça a ser substituída, pra procurar numa nova peça esse mesmo ativo — e assim suprir a função da finada peça e manter o guarda-roupa sempre com uma novidade, um estímulo novo pra criar looks com as peças antigas. Entra uma nova, sai outra velhinha: equivalente mas com um frescor :) sem precisar superlotar o acervo de novo.

    ((Por fim, ó: feitas com planejamento, tanto compras quanto limpezas podem acontecer em intervalos cada vez maiores, com resultados cada vez mais certeiros — com o “plus a mais” de economizarem mais e mais o nosso dinheirinho a cada novo exercício.))

    + como construir um guarda-roupa inteligente

    (Esse post foi publicado originalmente em julho de 2008 — o tempo se diverte quando e a gente voa, né?)


  • Pensa só: parte mais importante de qualquer silhueta, em todos os looks que a gente faz, é o rosto — é com ele que a gente olha no olho, procura entender o mundo (e os outros), com ele que a gente fala e pra ele que a gente olha o tempo inteiro quando se relaciona com a vida. Faz sentido, então, ter em mente que o que a gente usa perto do rosto é o que acaba sendo mais notado, mais percebido, mais gravado na mente das pessoas.

    Imagina que se a gente repete a mesma calça nos 5 dias de uma mesma semana e coordena essa peça com 5 partes de cima diferentes: parece que a gente usou todo dia um look novo. Mas ao contrário, se a gente usa nos 5 dias da semana uma mesmíssima parte de cima e partes de baixo 100% diferentes… ainda assim parece que a gente usou a semana toda o mesmo look.

    Choque, né?

    Por conta dessa percepção, a gente se propõe a fazer conta nos guarda-roupas das nossas clientes e a matemática boa da versatilidade fica assim: 5 partes de cima pra cada parte de baixo que se tem. E a gente põe na conta tudo que vai em cima — vale blusa, cardigan, colete, camisa, regata, jaqueta, etc. E mais: macacão, macaquinho e vestido contam como parte de baixo por que né, é muito possível acrescetar partes de cima (por cima ou por baixo) e assim versatilizar.

    uma conta prática pra ter um guarda-roupa enxuto mas muito coordenável, versátil em tudo! no blog da Oficina :: http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/matematica-de-guarda-roupa/

    A conta então, pra fazer render o que a gente tem e botar em prática nossos superpoderes versatilizadores de roupas (!!!), é manter o guarda-roupa funcionando com mais partes de cima do que de baixo — num mundo ideal, idealíssimo, nessa proporção de 5 pra 1. E essa é uma boa direção pra quem vai aproveitar liquidações: do que a gente precisa mais (nesse momento), partes de cima ou de baixo? ;-)

    + série de posts GUARDA-ROUPA DOS SONHOS
    + ebook COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE

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  • Estar elegante é diferente de ser elegante.

    Todo mundo pode usar um look um dia e ouvir das pessoas em volta: “nossa, como você está elegante!” — tipo “como você está chique/arrumada/softiticada”. Já a pessoa que é elegante (visualmente mesmo, sem ter a ver com postura e comportamento — que também são coisas diferentes!), pode estar vestida com calça jeans e camiseta… mas carrega como se fosse um tailleur finíssimo, sabe como? Tem a ver com impecabilidade, com “cara de coisa boa”, com uma espécie de superioridade — como se a mulher elegante-por-natureza não fosse como o resto dos humanos.

    Essa ‘elegância natural’ de algumas mulheres não é algo que se fabrica, mas é possível tirar algumas lições delas pra conseguir transmitir uma aparência mais “elevada” quando a gente estiver com vontade/necessidade. E as principais lições são essas:

    coordenações monocromáticas
    Tudo que é entendido como elegante (no nosso subconsciente) tem a figura esguia, longilínea; então tudo que alonga visualmente a silhueta pode também transmitir essa aparência de elegância. Daí que entra a coordenação de cores monocromáticas, ou seja, a coordenação de cores entre partes de cima e partes de baixo do look que não tenham uma quebra no meio da silhueta. Funciona com coordenação de uma mesma cor em tons diferentes (tom sobre tom) ou com cores diferentes num mesmo tom (tudo escuro ou tudo claro) — a gente particularmente curte mais a segunda opção, que deixa o visual um pouco menos careta!

    materiais de qualidade
    O segredo pra ter “cara de coisa boa” é: que a coisa seja boa. Isso não quer dizer comprar coisas caríssimas — mas sim prestar atenção no material, no caimento e no acabamento com que essas coisas são construídas. A gente por aqui bate insistentemente na tecla do tecido natural porque faz muita diferença no resultado do look, minha gente! Vale prestar atenção no toque dos tecidos, nos detalhes dos acessórios… pra comprar o melhor que o nosso dinheirinho permite comprar — essa é a mentalidade da mulher elegante.

    amor pelos clássicos
    A mulher elegante é um pouquinho tradicional, sem ser totalmente careta: por isso ela ama os “clássicos da moda”. A gente pode se apropriar de alguns deles pra adquirir um pouquinho desse refinamento no nosso dia-a-dia: pérolas, trench-coat, escarpins, lenços de seda, bolsas de mão, camisa branca, cardigans, cores neutras… Uma boa sacada é: usar esses itens clássicos com moderação, um de cada vez e coordenados com peças mais informais — pra não correr o risco de ficar um pouco com cara de velha. ;-)


  • Mamãe já dizia que qualidade é mais importante que quantidade, certo!?! E isso faz um super sentido na hora de planejar nosso guarda-roupa. A gente sempre acreditou nisso, mas depois que Tim Gunn falou que vale mais a pena gastar mais dinheiros e menos peças, a gente tem refletido um pouquinho mais sobre o assunto.

    qualidade

    Então a gente resolveu dividir por aqui tudo o que a gente procura em uma peça quando vai fazer compras com nossas clientas. Confere só! (mais…)


curtimos

ideias complementares às da Oficina