Quando tem possibilidade de ouvir a Regina Guerreiro falar de um desfile a gente não quer que seja em uma frase só, né? Taí o que ela achou da Neon e o que a gente achou na sequência – só do desfile da Neon e do Lino Villaventura, que o dia foi super low profiel pra gente na Oficina! ;-)
NEON
Fê: As coordenações de cores quentes tomaram o lugar das estampas.
Jana: Out of Africa versão Neon.
Caren: Isso que é se divertir com moda!
LINO VILLAVENTURA
Fê: Sacada de gênio coordenar comprimentos de saia e meião pra ter look sensual!
Cáren: Luxo rustico por conta dos materiais.
Jessica: Detalhes que fazem toda a diferença.
**UPDATE!! Gente o chat com o povo foi O MÁXIMO, eu adorei ver tanta gente conhecida (daqui do blog) e conhecer gente nova via guerreiros de regina. Tomara que eles me convidem de novo, eu vou toda vez!!! Obrigada queridos Jorge Jana e Livia! ;-)
A Jana Rosa e o Jorge Wakabara tem um programa de internet, é semanal. A Katylene participa toda semana, então o programa acaba sendo dela também (né?). Chama Guerreiros de Regina e acontece sempre depois da novela da noite – horário maravilhoso, não?!?? Os “guerreiros” aparecem em vídeo e conversam com todo mundo via chat – tudo avisado e marcado pelo twitter. Read more
Nossa preferida é a Regina Guerreiro, que hoje escreve na Caras e que duas vezes por ano edita o especial Caras Moda (que a gente coleciona aqui, juro!). Porque conta como ninguém, em cinco linhas, o que a gente precisa saber de uma coleção – e ainda faz a gente rir. Ela passa a idéia mais importante, localiza a gente na história e no trabalho do estilista e edita fotos que completam a informação. Oliveros escreveu que “ela é precursora do texto ágil, bem humorado e ácido dentro da moda” e ainda contou que ela ensinou pra ele a importância de ir ao backstage de um desfile pra conhecer de perto, na vida real, a roupa apresentada pelo estilista. Oliveros deu uma aula sobre ela e o Vitor Ângelo completou, tudo aqui.
A Lílian Pacce é a que a gente considera a mais didática e o jeito como o GNT Fashion é feito é super mega acessível, todo mundo aprende (e se encanta, que ela faz caaaada matéria!). Ela é um poço de informação fashion e de bom senso em relação à moda e ao meio. O Sylvain trabalha com ela e conta: “ela apura a informação minuciosamente, estuda e lê constantemente de tudo; já viveu experiências incríveis, aqui e lá fora, o que muitas vezes é até mais importante do que a parte técnica da coisa”. Vitor Ângelo, que trabalhou mointo com ela tempos atrás, acrescenta que o livro ‘Pelo mundo da moda’ é imperdível. Tem aqui tudo mais que eles disseram sobre a Lílian Pacce – que logo logo vai ter endereço na internet, sabia? Tamos ansiosas.
E a Erika Palomino tem papel importante no jornalismo de moda brasileiro por ter sido pioneira em textos de moda na internet no BR e a primeira responsável pela coluna de moda da Folha de SP. Mas Alcino Leite Neto, que hoje responde por essa coluna, tá mais no nosso top favoritos que ela (mil vezes mais!). Vitor Ângelo, que colabora com ele na revista Moda (trimestral e imperdível, do mesmo jornal, que tem Camila Yahn também de editora), tem a palavra: “intelectual, culto, bem humorado, zeloso e respeitoso em relação ao passado de moda do país, Alcino é sem dúvida leitura obrigatória todas as sextas na Ilustrada, caderno da Folha de São Paulo”. Tem mais do Alcino aqui.
A gente também ama a Alexandra Farah: ela é rápida, jovem, tecnológica e divertida. Consegue contextualizar tudo da moda com o mundo pop que ela ama, tem uma visão incrível de consumidora e o Luigi conta mais aqui. Desde a semana passada ela não faz mais a coluna semanal no Glamurama (a gente era viciada!) e diz que passa a escrever bem mais no Filme Fashion (ainda bem!).
Outra top preferida da Oficina, e mais ou menos da mesma geração que a Alexandra, é a Maria Prata. A gente ama a visão otimista e pra frente da Maria. As matérias dela na Vogue, onde ela é editora, são super inteligentes e completinhas, de referências e de contexto, e o blog dela tá na lista dos primeiros que a gente lê toda manhã. O Sylvain completa: “sem afetações exageradas, ela não tem vergonha de admitir fraquezas e ansiedades de uma pessoa da idade dela em tão importante cargo, ao mesmo tempo que demonstra cada dia mais conhecimento da causa e uma análise crítica que pouca gente tem.
Na internet ninguém é mais rápida e completa e atenta que a Carol Vazone, um amoooor de menina (a gente é fã declarada) que comanda a página de moda do UOL. Oliveros conta que ela resolveu sozinha ir pra Paris pra cobrir a semana de moda, várias vezes e por conta própria, e que pelo esforço e pelo trabalho hoje tem acesso a vários desfiles. E o Vitor continua: “texto independente, explicativo, cheio de idéias, com rapidez e concisão, fazem dela uma das principais jornalistas online do país”.
O Vitor escreveu super bem sobre o contexto em que esses jornalistas trabalham – e os considera “desbravadores”: “o pensamento crítico de moda no Brasil é muito recente e a formação de uma corrente crítica de moda passa por diversos problemas: o papel de periferia de idéias em que o país ainda se reconhece, o colonialismo cultural, a produção muito recente de semanas de moda etc etc etc”. E os profissionais de que a gente falou no post, junto com o Lula Rodrigues, a Denise Dahdah, a Renata Piza, a Iesa Rodrigues, a Costanza (que não é jornalista mas escreve na Vogue os textos mais incríveis do mundo), são referência pra toda uma geração que a gente também lê: o Luigi, o Glauco, o Jorge e a Laura estão num caminho super bom (a gente acha).
Pra completar, tem cursos de jornalismo de moda com Alexandra Farah e com Maria Prata, os dois na Escola SP. A Maria tá fazendo promoção no blog dela (ganha 50% de desconto, tá bom?) e dá aqui, de graça, uma dica valiosa pra gente aprender ainda mais com esses textos: “eu gosto muito, também, de ler a crítica de um jornalista, depois a de outro, sobre um mesmo desfile, e ficar comparando o olhar de cada um. Outra aula para aprender que não existe, mesmo, “certo e errado” na moda. É tudo uma questão de pontos de vista. Ainda bem.”
A temporada internacional de moda acabou e confirmou o que já era fato (Regina Guerreiro E Ricardo Oliveros falam disso há tempos): não tem mesmo mais tendências. Os desfiles que vimos agora podem mostrar micro e mini tendências, mas não dá pra identificar grandes temas – diz que bastante por causa das mudanças de clima no planeta, que fizeram as maisons “trocar” os especialestas em tendências por especialistas em temperatura. E o advento das megalojas de fast fashion tipo Zara e H&M e afins despertou o mercado pra urgência em vender, não? Junto com a enxurrada de coleções feitas em parcerias de celebrities e marcas (que não chegam aqui pra gente, mas que mexem com o mercado inteiro), que geram vontades e vendas relâmpago. Ok, ok.
O que importa é que a gente tá no meio do tempo mais “tem pra todo mundo” que já se viu. É a melhor hora pra se escolher como se quer ser, como se quer parecer, todo dia, a cada ocasião. Todo mundo pode tudo (conhecendo seus limites e vontades autênticas e tals). Nunca se falou tanto em serviços de personal stylists e autoconhecimento e fazer valer sua essência e mais. Tá fácil ter estilo, amigos. Tem pra todo mundo, é só escolher com coerência e algum carinho por si mesmo, daí já se tem meio caminho andado. Ivete Sangalo (ahãm, adoro por causa da “roupa do amor”!) falou essa semana que “se ela bota uma roupa masculina, vira um homem; com uma roupa mais poderosa, vira Sophia Loren; com um boné, fica esportiva; e com uma mini-saia vira pantera”. E ela completou: “das duas, uma – ou eu não tenho personalidade ou eu sou uma mulher multifacetada”.
A gente aqui acha que não existe pessoa sem personalidade. Existe quem não comunique sua personalidade através do que veste (isso existe!), mas não existe ninguém vazio, ninguém sem opinião, sem desejo, sem objetivo, sem grupo de amigos, sem atividades e coisas pra fazer no dia a dia. E todo mundo é, de um jeito, “multifacetado”: dá pra ter uma vontade diferente todo dia, com coerência. Ivete Sangalo deve se vestir desses jeitos todos sempre com cara de Ivete Sangalo, não? Esse é o segredo: se aproveitar da multiplicidade de “minin e micro tendências” que a moda nos oferece agora pra moldar nosso rótulo, nossa identidade visual. Com consistência, com coerência, com algum élãn, sem chatice, sem regrinha. Ninguém depende de direção de ninguém pra se vestir como realmente é – e pra voltar pra casa com alguns elogios na bolsa, não?!??
Tem que estudar, o tempo todo, sempre. A gente queria estudar bem mais, acaba que falta tempo (e assunto, tudo muito repetido, né?). Mas tem duas programações incríveis pra acontecer e a gente vai estar em tudo porque não dá mesmo pra perder. Quer vir também?!??
A Escola de Comunicação e Artes da USP vai promover workshops sobre temas variados relacionados à moda, que começam já no próximo sábado – quando o assunto vai ser “câmbios estéticos na perspectiva da moda”. Depois vai ter “moda, arte e literatura” em outubro, “comunicação e cultura da moda” e “moda, marca e mercado”, esses dois últimos em novembro. Tem mais informações aqui e dá pra fazer a inscrição nesse link (a gente já fez pra tudo!). Sabe a melhor parte? Não precisa pagar! =)
E a Escola São Paulo está recebendo inscrições pro “forum de criação e tendências na moda”, eventão incrível que vai ter palestras com Alexandre Herchcovitch, Paulo Borges, Regina Guerreiro (melhor de tooodas!) e mais. Diz que eles vão debater inovações tecnológicas, futuro da moda e tendências, e a gente também vai (não dá pra não ir, né?). Tem a agenda do evento todo aqui, e tem o contato da Escola SP pra fazer inscrição – que custa $$$, mas vale. Let’s?!??
Eu e a Cris temos TODAS as edições da revista Caras Moda, editada pela Regina Guerreiro. Porque nenhuma editora é tão louca e tão lúcida ao mesmo tempo, porque ninguém tem tanto (bom-esperto) humor, porque ninguém tem tanta bagagem e experiência e porque ela é nossa top-ídola-fashion. E na quinta chega na banca a última edição, contando do SPFW que a gente viu mais de perto até hoje: vai ser incrível saber o que a dona da opinião achou de tudo que a gente viu lá. Os desfiles vêm agrupados por temas (adorei!): cinemateca fashion, ilha da fantasia, turismo, alquimia, remembers e reality show (quero TANTO que chegue logo a quinta-feira!). É pra ter na coleção e pra ler se deliciando até o próximo SPFW.
“Um desfile tem que emocionar, não pode ser sacado. Ultimamente tenho detestado a moda. Acho muito chato. É um olhar às décadas de 60, 70, 80, entre outras, o tempo todo.”