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  • Roupa comprada pronta não é feita pra gente: ninguém (ou quase ninguém) tem tamanho padrão homogêneo e equilibrado no corpo inteiro — tem gente que é 38 na parte de cima e 40 na parte de baixo, ou mesmo -super comum!- tem bumbum 42 e cintura 40. Quem faz compras com a gente aprende isso demais porque quase nunca a gente sai de uma loja com a sacola: 99% das peças que a gente experimenta/compra com clientes de consultoria de estilo vai pra costureira ajustar/personalizar caimento antes da cliente levar pra casa.

    Fazer ajustes e reformas pra que uma peça funcione no seu melhor PARA OS NOSSOS CORPOS é se apropriar do processo de fazer roupas. <3

    Pode ser esperto entender o que é ajuste e o que é reforma — pra não sobrecarregar as costureiras das lojas ultrapassando o limite das pequenas intervenções, mas também pra não se inibir em levar mirabolâncias maravilhosas pras nossas costureiras ‘particulares’ mais afiadas, capazes de reformular peças com a gente. Indicativo certeiro de que uma peça vale os ajustes/a reforma que a gente tem vontade de fazer é a qualidade dela: quanto mais qualidade, mais vale o trabalho. E simplificando, se considera ajuste:

    -o que adapta a peça à anatomia específica de quem usa,
    -o que melhora a performance da roupa no corpo de quem vai usar;

    e se considera reforma:

    -o que influi no design da peça
    -o que modifica o trabalho intelectual da/o estilista.

    Então conta como ajuste, por exemplo: diminuir a cintura, criar pences a partir do cós da parte de baixo pra fazer caber o quadril, subir alcinhas, arrumar alturas de punhos e barras, tirar excesso de tecido na costura debaixo dos braços — tudo sem mudar as características originais da peça. E conta como reforma acrescentar pences pra acinturar uma peça que é mais soltinha, mudar a costura do ombro de lugar, inserir botões extra no decote, tirar detalhes como pregas ou fendas, tirar zíper e mais. Até fechar bolsos pode influir no trabalho intelectual da estilista, então conta como reforma, veja só!

    Isso é autonomia: fazer ajustes e reformas pra que uma peça funcione no seu melhor PARA OS NOSSOS CORPOS é se apropriar do processo de fazer roupas. <3 Se a blusa calça vestido jaqueta é pensada em moldes e medidas “padrão”, com alfinetes e disposição é possível fazer tudo (ou quase tudo) funcionar em 3D nessas formas únicas que todas nós somos.

    Não é empoderador? A gente acha que sim, e que também é aperfeiçoador de paciência, um lembrete de humanidade quase. Faz sentido a roupa não estar perfeita pros nossos corpos no primeiro minuto que a gente veste — se ela não foi feita a partir do nosso molde. Então escolher a roupa, experimentar, fazer ajustes pra melhorar a performance dela nos nossos corpos (nas nossas vidas) dá esse respiro, esse tempo da gente se desconectar do instantâneo, de valorizar o manual, o artesanal.

    + as costureiras e a personalização
    + ordem de preocupação na costureira
    + vale a pena consertar nossas roupas
    + costureira em casa todo mês


  • Esse post não é nosso, mas é (inteirinho) uma tradução muito solta e livre desse texto, sobre todo um movimento falando de amar os nossos corpos. Mas esse parece ser um grandessíssimo esforço, pular da insatisfação direto pro amor. Algumas pessoas vão naturalmente chegar em sentimentos neutros em relação ao corpo — um caminho no meio, entre se odiar e se amar. Como uma bandeira branca, um lugar de calma.

    Um problemão do “amor pelo corpo” (além de parecer inalcançável) é a demanda que cria pra que mulheres regulem suas emoções — e não só seus corpos. A pressão não parece diminuir, pelo contrário: supostamente a gente precisa ter, ainda por cima, uma autoestima à prova de bala. “Amar o próprio corpo” bota o foco no corpo, e os momentos mais felizes que a gente tem são exatamente os que a gente não tá nem pensando sobre o corpo.

    No lugar da imposição (“ame seu corpo” vem sempre com imperativo, né?), uma abordagem mais realista e propensa ao sucesso é pensar que: a gente tem o corpo que tem e pode aceitar isso que é nosso; esse corpo é uma parte essencial de quem a gente é.

    uma tradução que alinha uma quebra de paradigma (bonita e possível) com a nossa metodologia aqui na ODE.

    Se dispor a neutralizar as emoções em relação ao corpo pode liberar toda a energia e atenção que a gente tipicamente devota à aparência e, no lugar, ter energia sobrando pra cuidar do que importa de verdade. A gente vive a vida através desse corpo, junto com ele — se a gente não consegue amar o próprio corpo, a gente precisa ser capaz de aceitar (ou não viveremos a vida direitinho). Que importante essa idéia de que é possível estar em paz com o corpo que a gente tem, que liberade! E não é o caso de se negligenciar esse corpo, mas sim de estar conectada serenamente com ele e com as funções que ele desempenha.

    O texto ainda fala de como a gente pode se alimentar pra nutrir o corpo, e se exercitar pra celebrar o que ele é capaz de fazer — no lugar de se impor ginástica e dietas pra moldar, manipular as formas desse corpo. Uma virada da escassez pra abundância: deixar de olhar pro que não se tem e então cuidar com carinho do que a gente já tem. (E a gente tem tão mais do que pensa que tem). Num comparativo, esquece de você mesma por um segundo e pensa na sua melhor amiga: ela é perfeita? Provavelmente não. Você é malvada com ela por isso?

    Tá vendo?

    Ninguém é perfeito física ou emocionalmente e ainda assim todo mundo se apaixona por todo mundo o tempo todo. Neutralizar emoções em relação ao corpo não é algo estático, é processo que se desenvolve e continua — e tem a ver com como a gente quer alocar tempo e foco. É um trabalho que demanda disposição e que convida a honrar e respeitar nossos corpos, e que pode fazer com que a gente se sinta forte… sem que seja preciso amar da noite pro dia. No lugar de pensar nisso como um fracasso, vale pensar como parte do processo: neutralizar nossas emoções em relação ao corpo é uma experiência pra se sentir diferente, e pode acontecer um pouquinho de cada vez.

    + 1 PENSAMENTO EXTRA BEM INSPIRADOR
    + “MAGRA”NÃO É ELOGIO!
    +CONSULTORIA DE ESTILO PRA COLOCAR
    ESSAS IDÉIAS EM PRÁTICA


  • O Enjoei é uma boa alternativa pra vender o que não serve pra gente, mas que ainda dá um caldo (alô encaminhamento responsável de descartes/excessos). Funciona em forma de site e também em forma de app, com linguagem e aparência e ferramentas que facilitam organizar uma lojinha só sua e acompanhar as vendas. Daí as fotos do que vai ser vendido e como a gente comunica valor fazem o resto do serviço, ó!

    como trabalhar pra vender direitinho no Enjoei (e descartar com responsabilidade os excessos de guarda-roupa).

    FOTOS MANEIRAS

    Fotos maneiras = em luz natural, direto da janela \o/ com cores bem definidas, com nitidez, num cenário discreto mas fuefo. O próprio Enjoei tem um vídeo com dicas de como produzir essas fotos, ó. Aí é tentar pensar com a mente de quem vai comprar: a gente quer ver o produto de frente, de costas, quer ver os detalhes e né, quer ver como veste num corpinho real. A gente aqui, que ensina clientes a avaliar qualidade e custo-benefício, quer ver até por dentro da roupa: como é o acabamento, como são as costuras. ;-)

    Na vida real é bom juntar tudo que vai ser fotografado, separar por categorias e, já com o cenário arrumadinho, passar/vaporizar e ir fazendo as fotos — todas de uma vez só, pra agrupar trabalhos e otimizar o tempo. Vale fazer pelo menos 5 fotos diferentes pra cada peça, pra aproveitar do melhor jeito os espaços disponíveis na página de venda — e ó, a gente sente que as fotos funcionam melhor em formato vertical, já que muita gente vê na tela do celular.

    DESCRIÇÕES ESPERTAS

    Com as fotos feitas, é hora de contar que peça é essa em título e descrição: de que marca é, por que é legal, de que jeito pode ser usada, de que material é feita (alô etiqueta interna!), como deve ser cuidada (alô manutenção), que sensação ela rende quando vestida. :) É legal tentar inserir na descrição palavras-chave sobre o produto (quanto mais palavras, mais oportunidade de ser encontrada nas buscas dos usuários!). E muito muito importante é dizer quais as medidas da peça! Sabemos que P-M-G ou 38-40-42 não são medidas padrão, então vale verificar com fita métrica quais as circunferências e alturas de cada peça — atenção pra peito, cintura, quadril, mangas, barras, ganchos, decotes.

    COMBINADO NÃO SAI CARO

    O Enjoei tem toda uma política pra facilitar as vidas de quem vende e de quem compra, e pra isso trabalha com parceiros e… também ganha um dinheirinho, claro. No próprio site dá pra estudar que facilidades o site oferece, como funciona a política de frete, que comprometimentos demanda (como tratar perguntas/respostas, como cuidar de devoluções, como como receber reembolsos, etc), quais as taxas de intermédio cobradas e que parceiros vão fazer parte do trâmite do dindin que se ganha com as vendas. Clica aqui pra conhecer a área de ajuda do Enjoei que é bem completona, e então estudar antes mesmo de botar a lojinha pra jogo.

    + tutorial bem explicadinho de como vender no Enjoei
    + instruções dos Correiros pra embalar encomendas diferentes
    + um guia simpático de como tocar a lojinha
    + depoimento de uma moça que ganhou R$ 2.000 no primeiro mês de vendas no Enjoei

    01 EMPURRÃOZINHO

    É preciso ajudar o Enjoei a te ajudar a vender \o/ e contar pra amigas, parentes, colegas de trabalho que a lojinha tá no ar, funcionando, pronta pra vender. Dentro do próprio site/app é possível se fazer conhecida: tem como seguir outras lojinhas (como em rede social) e, através de notificações, as donas dessas lojinhas vão ver que você tá seguindo, e assim a energia já vai circulando, né?

    01 extra bem importante

    A consultoria de estilo funciona como uma revisão do nosso relacionamento com o próprio guarda-roupa desde sempre (pra se definir um novo relacionamento, mais eficaz, objetivo, afetivo, consciente), e por isso é até natural que haja um grande descarte num primeiro processo de reflexão e auto-conhecimento e definição de objetivos de vida. A idéia é olhar pro que foi comprado em excesso e não fez sentido e, então, fazer melhores escolhas a partir do aprendizado PRA NÃO COMPRAR MAIS EM EXCESSO E NEM PRECISAR RE-VENDEROU RE-DESCARTAR TUDO DE NOVO EM CICLOS INSANOS DE DESPERDÍCIO. Não somos a favor de se manter lojinhas sazonais pra desovar consumismo!

    Outro extra

    Esse conteúdo é o que a gente aqui na ODE tem pra compartilhar: nossa experiência (orientando clientes a vender no Enjoei) tem sido bem boa, serena, eficaz. A gente sente muito se você teve ou tem uma experiência diferente, mas né, permanecemos todas em good vibes. \o/

    + LIMPEZA ESTRATÉGICA DE GUARDA-ROUPA
    + ABRINDO ESPAÇO FÍSICO E MENTAL NO ARMÁRIO


  • (com colaboração preciosa da Luciana Diniz e da Chris Tarricone, consultoras de estilo da LEVE DE VESTIR)

    Na consultoria de estilo pessoal a gente trabalha o não-consumismo pra facilitar o vestir na prática, pra evitar guarda-roupa entulhado, pra exercitar raciocínio não-voraz, respirado, sem pressa. Isso tem a ver primeiro com roupas, mas né, se estende pra tantas outras áreas da vida! Então se esse nosso trabalho esbarra em questões éticas e de sustentabilidade… que bom, que ótimo.

    É esse o caso aqui: quando a gente se propõe a visitar brechós pra incrementar nossos armários, a gente tem vantagens reais no nosso universo pessoal-particular — que impactam pro bem também pro mundo todo. Ó!

    E se as araras (tipicamente) lotadas dos brechós desencorajam o garimpo, esse nosso MANUAL DE BOAS ESCOLHAS DE SEGUNDA MÃO pode render surpresas úteis pra quem se animar a experimentar na prática. \o/ Se liga, tem que ter intenção: é menos sobre passeio e mais sobre caça ao tesouro!

    um guia completo pra escolher qualidade, economizar dinheiro e exercitar criatividade - consumindo consciente!

    POR QUE COMPRAR EM BRECHÓ

    ROUPAS DE QUALIDADE
    A gente se impressiona demais com a quantidade de roupa boa descartada pelas pessoas: não tem mais essa idéia de que brechó só tem coisa antigona, velha, puída, maltrapilha. As araras tão sendo abastecidas, no geral, com peças das marcas que a gente costuma desejar — e que usam bons materiais, tem acabamentos preciosos, caimentos legais. Tem clientes de consultoria que já levaram seus descartes pra vender, por isso sabemos que as peças são selecionadas com critérios que levam em consideração a conservação/manutenção, a boa aparência, o pouco uso.

    USO ESPERTO DO DINHEIRO
    Mesmo quando pouquíssimo usadas, as peças de marcas boas -com ótima qualidade- são vendidas em lojas de segunda mão por uma fração do preço que se pratica nas lojas convencionais. O dinheiro vale mais por que a gente gasta melhor!

    TREINA O OLHAR E APERFEIÇOA ESCOLHAS
    Tem espaço pra ooooutras idéias surgirem quando a gente tá fora do contexto de uma coleção inteira da mesma marca, pensada pra facilitar coordenações. Em toda ocasião em que a gente voluntariamente se propõe a fazer algo funcionar (mesmo que não seja a coisa mais fácil/fluida do mundo), isso acontece: a gente expande possibilidades, exercita ultrapassar o limite da zona de conforto. Então estar disponível pra ver ver ver ver experimentar pensar ver ver pensar mais sobre muita coisa, procurando o que faz sentido e o que faz a diferença… é um treino e tanto pro olhar (de moda, das coisas, da vida).

    PLANEJAMENTO GARANTE EFICÁCIA

    Antes mesmo de sair de casa, vale:

    -Telefonar antes de ir pra pesquisar se tem dia da semana específico em que as araras são abastecidas: alguns brechós fazem isso somente uma vez por semana, depois de fazer triagem e limpeza de grandes quantidades de peças. E então programar a visita pra sequência desse abastecimento!

    -Dar uma geral no próprio armário e mapear o que tá fazendo falta, tipo: calça pra trabalhar, saia pro fim de semana, camisas leves.

    Especificar tanto quanto possível essa lista de possibilidades — imagina algo como ‘calça escura pra trabalhar’, ou ‘saia jeans com lavagem mais clara’, ou ainda ‘camisa de seda colorida pra combinar com minhas partes de baixo mais neutras’.

    +tem aqui uma fórmula pra saber que cores fazem diferença no armário
    +e aqui (no fim da 1ª parte do nosso ebook!) um esquema pra fazer diário de looks que dá resultado certeiro pra saber o que pode estar faltando

    -Quem sai de casa com um bom ‘uniforme de prova’ não se deixa abalar por provadores precários (que não são regra, mas né, podem rolar): vale ir vestindo legging e top e sapato fácil de tirar/calçar pra experimentar tudo com conforto.

    O QUE PROCURAR

    BOA CONSERVAÇÃO
    Tem que fiscalizar: o tecido tá áspero, tem bolinhas? Tem manchas? Tem fio puxado, botão soltando? O sovaquinho da peça tá amarelado? O cavalo (na ppk) da peça tá puído pelo atrito entre as pernas? Tem rasgos?

    BONS TECIDOS
    Sabemos que materiais de origem natural valem mais do que outros materiais — e as etiquetas internas das peças precisam ser inspecionadas pra gente averiguar se o preço tá justo mesmo. Tem aqui 2 boas aulas sobre tecidos, pra entender melhor efeitos que eles criam na silhueta e também mensagens de estilo que comunicam, ó:

    +tecidos naturais e tecidos não-naturais
    +como escolher: malhas x tecidos planos

    POTENCIAL x MÍNIMA NECESSIDADE DE AJUSTES
    Vale ficar atenta ao potencial das peças: às vezes, com pequeninas intervenções das nossas costureiras, a roupa ganha toda uma vida versátil no nosso armário. Mas tem que levar em consideração o gasto total se tiver que intervir demais: vale a pena arcar com o custo da peça + custo do ajuste?

    VERSATILIDADE
    Devia ser lei: só pode comprar o que vai render looks com pelo menos 3 outras peças que a gente já tem no guarda-roupa. Essa lei tá explicadinha aqui, ó!

    CAIMENTOS CONFORTÁVEIS (E NÃO SÓ NUMERAÇÃO)
    Tem que estar disposta a experimentar TUDO, de todos os tamanhos: especialmente em lojas de segunda mão, os números da etiqueta não servem como guia definitivo pro que veste bemNumeração varia demais de marca pra marca, e né, roupa usada pode ter sido ajustada, pode ter encolhido na lavagem, pode ter partes folgadas pelo uso…. sabe como?

    INSTRUÇÕES DE CUIDADOS
    Vale mais pras roupas mais delicadas: tem que verificar antes de levar pro caixa se a roupa tem a etiqueta interna bem nítida, com todas as instruções de lavagem/cuidados legíveis. Se não dá dúvida, tudo bem; mas se dá, não vale a pena levar –mesmo com preço bom– se depois vai custar dinheiro extra pra levar na lavanderia (ou se vai ficar encostada, sem uso, por conta disso!).

    AMOR ETERNO AMOR VERDADEIRO
    Não pode (não pode mesmo!) comprar nada que fique mais ou menos, que fique apenas ok, que não desperte entusiasmo e que não dê vontade de vestir játem que AMAR MUITO, MUITO MESMO pra levar pro caixa.

    DICAS EXTRA

    -Roupas com bordados e aplicações demandam uma fiscalização ainda mais cuidadosa: a chance de um monte de penduricalhos já ter despencado com o uso ou de ter um lugarzinho ou outra mais desfalcado é maior, né?

    A gente sugere evitar: roupa que tem cheiro forte. Os brechós costumam higienizar as peças antes de expor nas araras, e se o cheiro não saiu… pode ser que não saia mesmo, nem com reza.

    -Se a vibe vintage não tem a ver com o estilo pessoal, é legal botar atenção na atemporalidade da peça: quanto menos cara de datada a roupa tiver, mais chances ela tem de render looks bons (misturada às coisas que a gente já tem no armário). Fica de olho em ombreiras, lapelas muito largas, botões e brasões muito chamativos, estampas que lembram as coisas da vovó.

    -A gente recomenda: lavar/vaporizar a compra feita no brechó mais uma vez chegando em casa, antes de usar. Assumindo que muita gente tocou/vestiu/passou pelas roupas do brechó, esse cuidado pode render frescor extra (e renovo de energia!).

    UM SINCERÃO PRA TERMINAR

    As araras dos brechós são tipicamente lotadas por conta do funcionamento desse esquema aqui:

    -velocidade insana de produção da indústria
    -preços baixíssimos às custas de precariedade de materais e falta de dignidade com trabalhadores
    -pressão da propaganda pra todo mundo comprar muito com frequência
    -falta de conhecimento generalizado em relação à responsabilidade pelo próprio descarte (de tudo, não só de roupas).

    A gente deixa de contribuir com esse esquema-malígno quando se compromete a não consumir o que é extra, o que não faz diferença — a não produzir desperdício. E ó: roupa encostada = desperdício.

    Então a visita a qualquer brechó (a qualquer ocasião de consumo) pode terminar com uma etapa de re-avaliação do que foi selecionado pra se comprar. As peças que a gente escolheu são parecidas entre si? (Se sim, tem que definir qual a mais confortável e optar somente por essa!)

    Ou: as peças são parecidas com o que a gente tem no armário? Vão fazer diferença mesmo? Levar mais do mesmo é ruim pro mundo e pro guarda-roupa também: variedade é a CHAVE pra um guarda-roupa versátil, com menos peças mas com muitas possibilidades de coordenação. ;-)

    +como consumir melhor
    +guarda-roupa que combina com a vida que a gente leva
    +guia consciente de compras online
    +pra comprar menos e melhor

    +QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    +COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Esse post faz parte de uma série de questionamentos, tem mais dessas idéias aqui, ó: COMO CONSUMIR MELHOR

    A quantidade de propaganda que a gente vê tá super conectada com a qualidade das escolhas que a gente faz. Especialmente em guarda-roupa: quanto menos propaganda, mais certeiras são as nossas escolhas. Em vez de olhar pra fora, pro que é sugestionado, a gente pode abrir espaço pra olhar pra dentro e escolher a partir da própria identidade!

    Então ó: quer escolher melhor, pára de ver TV. Pára de seguir a blogueira na rede social, pára de ler revista de moda e de celebridades (mesmo quando se lê só no salão de beleza). E passa se engajar em atividades que te façam passar tempo com você mesma, com seu corpo e com seus pensamentos: vai ser legal, a gente garante!

    “O consumismo é um ciclo vicioso em que tanto indústria quanto consumidores tem parcela de responsabilidade.” É isso: só de estar vivo a gente já impacta. Tem que escolher impactar pro mal ou pro menos-mal. E isso daí é escolha diária e individual!

    propaganda atrapalha estilo pessoal, e se desconectar do que "influencia" compra faz com que a gente preste atenção na gente mesma (e consuma melhor!).

    + por que a gente prefere comprar em lojas pequenas (em especial nas não-estrangeiras)
    + ter menos, melhor e mais de perto

    Ajuda DEMAIS se expor menos a gatilhos que induzem ao consumo (menos propaganda, menos blogueiras, menos e-commerces, menos celebridades) e se propor a usar mais e melhor as nossas coisas, enxergar valor, dar tempo pra gostar (se permitir!). Toda a mídia trabalha pra alienar, pra instaurar rapidez e voracidade, as lojas tocam música alta demais, tudo induz ao não-raciocinio, ao nao questionamento.

    ((Aqui vale um parêntese: o que a “digital influencer” ganha pra expor venda é só uma fração do dinheiro que rola, tem gente ganhando demais com a pobreza alheia. E no fim tudo é v-e-n-d-a: “influenciadores” são pessoas com grandes audiências transformados em canais de venda — e quanto mais gente exposta à essa propaganda, mais chance de vender qualquer coisa.

    Por isso blogueiras não ligam pra grandessíssimo número de comentários negativos que suas redes recebem: o que importa é o numero de pessoas pra quem elas expõem produtos e influenciam compras, é assim que essa neo-indústria ganha seu dinheirinho(ão). Tanto faz se as pessoas que tão nas redes odeiam tudo das blogueiras, o que importa é ter um número exorbitante de gente por lá. Entende como essa conta fecha?))

    A indústria (a vida) é tão maluca que até idéias ligadas à sustentabilidade viram produto, e ‘consumo consciente’ passa a ser entendido como uma tendência… de consumo: “lowsumerism”, colunas de “eco-consumo” em revistas de moda, “eco-stylists” — tudo ao contrário! :\

    A idéia tem que ser exercitar atenção, e não compras. Valorizar o NÃO CONSUMO, numa lógica de cuidado no lugar da lógica da compra. Recusar o excesso, não tirar da loja, escolher o não-acúmulo e a não-exploração.

    Toda/qualquer mudança não depende do sistema nem da indústria. Mudança é escolha pessoal. E quando a gente não liga pra propaganda e pro que “sugerem”, sobra atenção pra gente escolher melhores materiais, acabamentos, caimentos — e uma atenção que a gente põe na gente mesma é energia pra viver melhor a vida. #dicona

    NOSSA NEWSLETTER SEMANAL chega aí no seu email com mais questionamentos, facilitadores de vida e idéias práticas sobre estilo pessoal e consumo consciente. ASSINA PRA RECEBER!


  • Esse post faz parte de uma série de questionamentos, tem mais dessas idéias aqui, ó: COMO CONSUMIR MELHOR

    Consumir melhor pra gente e pro mundo começa quando a gente procura entender que, como consumidoras, temos deveres e obrigações. Não adianta colocar a culpa no mundo, no mercado, em quem produz via trabalho escravo: a gente tem a maior responsabilidade desse sistema.

    questionamentos pra comprar menos, mas melhor: no blog da Oficina http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/tag/como-consumir-melhor/

    Comprar é uma ação individual, de consciência pessoal — mas né, impacta no coletivo. Pensando assim fica claro: se questionar ajuda a melhorar a qualidade do consumo. Comprar com consciência não é só querer saber de onde o produto vem ou como foi produzido, mas também cuidar da manutenção e do descarte. Perguntas importantes podem ser:

    – Vou cuidar dessa peça pra que possa usá-la por pelo menos 30 vezes?
    – De onde o produto vem?
    – É daqui de perto ou vem viajando de longe?
    – Quem fez? Vem de pequenas empreitadas humanas ou de grandes varejistas/acionistas/banqueiros?
    – Qual o tamanho da produção: pequena, média ou gigantesca?
    – Do que é feito? De materiais duráveis, que não demandam manutenção delicada, impossível?
    – Vai render looks diferentes com o que já está no guarda-roupa? Pra ocasiões diferentes? (E não só pra trabalho, ou só pra lazer, ou só pra balada?)
    – Consigo estender a vida útil desse produto ao máximo?
    – Pra onde essa peça vai quando eu não for mais usá-la? (Vale até pensar que algodão é material natural e um dia se desfaz, e que poliéster é petróleo e nunca vai deixar de existir, mesmo que não mais em forma de roupa!)
    – E quando essa vida útil chegar no limite, tenho meios de descartar com responsabilidade?

    E se a gente começa a achar difícil saber de onde o produto-matéria-prima vem ou como foi produzido, e se não consegue viabilizar descarte adequado… MELHOR NÃO COMPRAR! A gente é muito mimada e acha que morre por que deixa de comprar qualquer produto, que “precisa” daquilo… mas ó: não precisa e nem morre quando não compra. Muitíssimas vezes o que há de mais sustentável a fazer é NÃO COMPRAR. Tirou da loja, tem que se responsabilizar pelo descarte. Por isso vale pensar bem ANTES de tirar qualquer coisa da loja.

    + Lucid Bag: aluguel de peças num guarda-roupa compartilhado
    + Roupa Livre: movimento que incentiva um novo olhar no lugar de mais coisas
    + A costureirinha: aulas práticas de costura (em SP e em vídeo)
    + Dress and Go: aluguel de looks de festa

    Por isso também as iniciativas de troca de roupas e de aluguel temporário de peças/acessórios são tão legais. Essas práticas estendem de verdade a vida útil de tudo que a gente pode usar, rendem versatilidade e incrementam nossos armários sem que a gente faça compras, minimizam nossas preocupações com descarte adequado.

    Aceitação e criatividade são super antídotos contra o consumismo (e ainda proporcionam uma vida com mais satisfação). E consumo consciente/inteligente demanda raciocínio claro e calmo (com tempo!).

    Por fim, ó, julgar e apontar o dedo pro outro não ajuda, ninguém é 100% sustentável em tudo todo dia. É preciso botar energia em fazer O MELHOR QUE SE PODE COM OS RECURSOS QUE SE TEM no agora, e de novo a cada oportunidade. Vamos pensar nisso, conversar sobre isso, tentar vigiar nossas intenções pra conseguir colocar em prática pelo menos um pouquinho a cada dia.

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Esse post faz parte de uma série de questionamentos, tem mais dessas idéias aqui, ó: COMO CONSUMIR MELHOR

    Antes da gente começar a conversar sobre o que se compra, é preciso pensar em como se compra — sem essa reflexão a gente aqui na Oficina não acredita que possa acontecer mudança efetiva em hábito de consumo.

    Como a gente se relaciona com a atividade COMPRAS faz com que seja possível comprar tudo ou quase tudo, em qualquer lugar com qualquer preço. A consciência e a disponibilidade pra intencionalmente agir diferente em relação à compra é que muda a coisa toda. É possível praticar consumo consciente até no fast-fashion: tem mais a ver com comportamento do que com produto ou marca/loja.

    é possível praticar consumo consciente até no fast-fashion: tem mais a ver com comportamento do que com produto ou marca/loja :: http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/nao-e-sobre-o-que-mas-sim-sobre-como/

    Pensa só em 2 tipos imaginários* de pessoa:
    *qualquer semelhança com a vida real nem é tão mera coincidência!

    -pessoa que toda semana compra sacolas e sacolas de roupa 100% ética e sustentável, com garantia de procedência e mão-de-obra digna e bem remunerada;

    -pessoa que vai até a Forever 21 uma vez a cada 3 meses e compra 1 ou 2 peças.

    Qual desses consumos é mais responsável, consciente, sustentável?

    Quem compra muita roupa demais acaba não conseguindo usar tudo que tem: ou porque não enxerga no guarda-roupa abarrotado, ou por não ter ocasiões suficientes durante a existência humana pra vestir tanta coisa. Por outro lado, se todo mundo que faz compras na Forever 21 só comprasse 1 ou 2 peças a cada 3 meses, a rede de fast-fashion nem seria tão gigantesca como é, nem precisaria usar métodos desumanos pra produzir mais e mais pra abastecer loucamente as lojas.

    E mais: a consumidora não precisaria experimentar o sistema de não-presença e rapidez/voracidade que é estrategicamente instalado nas lojas (alô música altíssima, alô araras confusas, alô provadores disputados). Percebam com a gente que isso rola em todo tipo de grande rede de fast-fashion: um esquemão orquestrado em loja pra que a gente não consiga raciocinar, pra que a gente esteja alienada e conte com a facilidade do self-service pra “resolver” logo as nossas compras.

    Se os nossos maus hábitos de consumo persistem, tanto faz o que se compra… a gente permanece sendo consumista. E esse é o problema. Consumo e consumismo são coisas bem diferentes, ó:

    CONSUMO: ato ou efeito de consumir; extração de mercadoria; aplicação das riquezas na satisfação das necessidades econômicas do homem.

    CONSUMISMO: excesso de consumo; ato de comprar produtos/serviços sem necessidade ou consciência; compulsivo, descontrolado, que se deixa influenciar pelo marketing das empresas que comercializam produtos/serviços, sistema caracterizado pelo excesso.

    O que faz mal pro planeta Terra (e pra gente, que né, só tem aqui pra morar) não é o consumo, mas o consumismo. Nós aqui na Oficina não somos contra o consumo, somos contra o consumismo!

    E mais: se o comportamento voraz e inconsciente rola no consumo de produtos éticos e sustentáveis, ainda temos um problemão, pessoal. Ó: colunas de “eco-consumo” em revistas de moda, por exemplo, ainda são colunas sobre consumo! Não tem a ver com produtos, tem a ver com COMO se faz compras, com intenção de melhorar nossa relação com o consumo.

    consultoria de estilo pra por essas idéias em prática com a gente, em teoria aprofundada e prática certeira \o/


  • UM CHECKLIST PRÁTICO E EFICAZ (DE VERDADE) PRA LIQUIDAÇÕES E BAZARES \o/

    Tem esse ditado sueco que diz que “quem compra coisas de que não precisa ou que não usa está roubando de si mesmo”. E consumir aleatoriamente, sem ter por quê definido, além de pouco inteligente é também bastante démodé (haha!). Com essas duas idéias em mente a gente compartilha aqui uma sequência de comportamentos que podem render compras eficazes, em especial quando é tempo de se usufruir de valores reduzidos em mudanças de estação. Ó!

    PREPARO
    Liquidação bem aproveitada começa antes mesmo de se passear pelas vitrines: é no próprio guarda-roupa que a gente pode ter idéia do que vale a pena comprar pra incrementar o acervo ali acomodado. Vale pensar no que pode estar fazendo falta (roupa de calor? roupa de frio? roupa de trabalho, de lazer? pra alguma ocasião específica, pra alguma mudança específica de corpo ou de vida?) e também no que se tem demais: se tem muita cor-colorida, pode ser que peças neutras sejam especialmente complementares; se tem muita malha, pode ser que tecidos planos dêem uma sofisticada geral… sabe como?

    E revistas, Pinterest e conversas com amigas podem também render idéias do que pode fazer a diferença nos nossos acervos, viu!

    PLANEJAMENTO
    (LIMITAÇÃO ESTIMULA CRIATIVIDADE!)

    A gente propõe com segurança e sabe que pode ser legal: experimenta, no lugar de rodar aleatoriamente toooodos os andares do shopping, fazer um roteiro de possíveis lojas legais pra conhecer — mais legais ainda se essas lojas tão na rua (fora do shopping!), num bairro legal, com possibilidades de se encontrar gente diferente/interessante em volta em outras atividades: cafés, restaurantes, espaços abertos, etc.

    Experimenta também rascunhar uma lista de possibilidades, a partir desse nosso 1º tópico, o do preparo: que peças ce quer encontrar? em que cores, com que tipo de modelagem? é sapato, é acessório, é roupa? com que tipo de decote, com que amplitude de perna, com que altura de barra, com que detalhes?

    Por fim, quanto $$$ é possível gastar sem complicar o resto do seu orçamento de moça adulta, responsável, disciplinada e comprometida com tantas outras importâncias além de (só) roupa?

    OPORTUNIDADE DE EXPERIMENTAR
    Uma coisa é perceber o que mais se usa, o que sempre dá certo nos looks de todo dia; outra coisa é comprar um monte do mesmo! Todo mundo, quando tem alguma coisinha que funciona, naturalmente procura mais dessa coisinha: por isso a gente tem essa mania de comprar 3 cores da mesma saia, ou as versões manga-curta e manga-longa da mesma camiseta… Mas né, roupa repetida faz sempre os mesmos looks – pequenas variações não fazem diferença. O que faz diferença MESMO é o que é novo e complementar, o que ainda não existe no nosso acervo.

    E aí que preço reduzido dá mais coragem pra experimentar! Liquidação é tempo bom pra ir pro provador de coração aberto porque né, moda não é ciência exata: o que parece maluco pode ficar ótimo quando vestido no corpo (a gente aqui na Oficina tem tanta surpresa com as nossas clientes, ces nem imaginam!). Vale perder o medo e vestir modelagens novas, peças nunca usadas antes, cores diferentonas, materiais inusitados. E se não der certo, tudo bem tudo ótimo: ninguém é obrigada a comprar somente por que levou pro provador. É “muito obrigada e até uma próxima oportunidade”, aquele axé e TCHAU!

    TEM QUE PROVAR TUDO
    Especialmente porque liquidação não tem política de troca super bem definida aqui no BR, né? Tem que ir pra qualquer liquida/bazar usando lingerie boa – que seja versátil e que não marque! -, tem que ir vestindo 2 peças (vai que não tem provador decente e você tem que tirar o vestido/o macacão inteiro pra provar só uma blusinha?), tem que provar cada peça e então sentar, simular dirigir, andar, se olhar de costas e até dançar, se for o caso. E se for o caso de comprar um vestido ou look de festa é bom levar junto os sapatos da ocasião pra provar junto.

    EXERCITAR QUESTIONAMENTO
    (E FAZER TUDO DURAR, E VALORIZAR O PRÓPRIO DINDIN)

    Mas né, quem passa or tudo isso daqui de cima, chega no provador, experimenta e se vê linda :) ainda pode pensar na vida útil, no valor real de cada possível compra. A gente hoje começa esse questionamento pelo por quê de cada peça nas nossas próprias vidas, na esfera individual:

    -A cor e a modelagem valorizam atributos, deixam linda, são confortáveis?
    Dá certo com pelo menos outras 3 peças que já existem no armário? Vai ser MUITO usada?
    -Tem material gostoso de vestir, durável, possível de se manter bonito por muito tempo? (É possível cuidar em casa? Demanda cuidados custosos?)

    E então, se as nossas demandas pessoais/individuais tão supridas, pode ser uma experiência e tanto se questionar pra além da esfera pequenina-particular e pensar num espaço maior de atuação política através do que a gente consome (óóóóóó!!!). A gente tem procurado avaliar:

    A confecção do produto é própria da marca ou terceirizada (e quão terceirizada é)?
    Tem chance do dinheiro gasto ser bem distribuído entre um grupo razoável de funcionários que mantém contato pessoal com quem comanda a marca de perto? Ou vai ajudar grandes empresários a comprar mais um iate ou o 25º apartamento?
    O produto demandou processos ultraquímicos detonadores de meio-ambiente pra existir? Tem valor baratíssimo justificado pela falta de dignidade nas condições de quem produziu, vem do sofrimento de alguém?

    Por fim, a gente tem pensado no descarte: quando a vida útil desse produto acabar, o que eu vou fazer com ele? Já tenho planos de doação, revenda, encaminhamento pra reciclagem têxtil, customização ou re-uso?

    PODE PENSAR!
    No nosso trabalho de consultoria aqui na Oficina ninguém compra nada que gera dúvida: se a cliente não tem certeza, então a gente pede à vendedora pra reservar durante um tempo e olha mais lojas, toma um café, conversa, pensa e aí sim, volta pra buscar a peça ou pra des-reservar. Se depois de uma ou duas horas (e outras vitrines!) a compra ainda tá rendendo vontade, então tá valendo.

    MODA É PRA SER FELIZ
    Compra boa é a que faz a gente feliz – e achar uma “peça dos sonhos” com valor pela metade (ou com descontão) é sempre mais gostoso. Se rolou AMOR pela peça, se ficou per-fe-i-ta no corpo e tem uso certo na vida real, vale ir pro caixa. E muitas vezes pra peça ficar ‘perfeita’ ela precisa de ajustes e tals — mas quando é amor, amor de verdade, a gente sabe, né? Tem que partir da gente: corpo ou vida não tem que se adaptar à roupa, é a roupa que tem que servir na gente!

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  • A gente aprendeu há algum tempo que nossas roupas duram mais (e melhor) se a gente lava menos. Trucão maravilhoso pra estender vida útil, então, é esse “desodorante de roupas”: uma misturinha natureba que ajuda a refrescar o cheiro de uso das peças, possibilitando mais usos antes de lavar.

    borrifador_blog

    A sacada é essa, ó: a gente usa a peça, chega em casa e –no lugar de despejar a roupa usada uma vez só na máquina de lavar– pendura do lado avesso num cabide. Legal é estar num lugar arejado pra dar umas borrifadas dessa receitinha aqui:

    _100ml de água
    _200ml de álcool 70
    _200ml de vinagre de vinho branco

    Então é deixar que a mistura evapore durante a noite (ou por um periodão) e usar de novo. A receita é da Ingrid Lisboa da Home Organizer, a gente ainda acrescentou umas gotinhas de essência refrescante (por nossa conta e risco), testou e funcionou demais, viu!

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    + como se tornar uma personal stylist
    + como construir um guarda-roupa inteligente


  • “You cannot get through a single day without having an impact on the world around you.
    What you do makes a difference, and you have to decide what kind of difference you want to make.” (Jane Goodall)

    Aqui na Oficina a gente tem preferido comprar de marcas independentes, menores, de perto da gente (brasileiríssimas) e com donos que cuidam de tudo ou quase tudo da marca: da criação, da origem dos materiais, do transporte, dos funcionários, etc. A gente tem exercitado essa preferência tanto no nosso trabalho como consultoras de estilo quanto na hora de abastecer os nossos próprios guarda-roupas.

    A gente entende que quando uma marca pertence a um grande grupo de investidores, fica quase impossível rastrear todos os processos comuns a uma operação comercial. E aí 2, 3 ou 4 pessoas (os investidores) ganham muuuito dinheiro contratando centenas/milhares de outras pessoas pra cuidar da operação toda, e toda essa gente ganha bem menos. Assim a gente acaba entregando nosso dindin pra quem já tem dinheiro demais da conta, e não pra quem trabalha diretamente com o que produz.

    A idéia, pra gente, tem sido considerar várias hipóteses para chegar em uma opção melhor no final. Isso quer dizer, distribuir melhor o dinheiro que a gente entrega nas compras, tentar impactar menos no ambiente (escolhendo materiais naturais e orgânicos/menos tratados com produtos químicos, que sejam mais duráveis, que não demandem transporte de longe, que venham com menos embalagem). Junto com isso a gente tem procurado fazer escolhas éticas — procurando conhecer produções próprias, feitas por gente trabalhando com assistência e dignidade, usando fornecedores/produtores que sejam remunerados direitinho, comunidades que sejam beneficiadas pela venda, etc.

    Essa prática depende de informação e a gente tem colocado mais e mais energia na busca desse conhecimento: a gente faz perguntas nas lojas, manda e-mail pras marcas, conversa com quem sabe mais que a gente, troca demais com quem tá exercitando isso há mais tempo. Até nisso empresas/lojas/marcas pequenas funcionam melhor: quanto menos gente envolvida, quanto menos grandiosidade de operação, mais acesso a respostas a gente tem.

    Mas isso é escolha pessoal nossa — e na medida em que a gente aprende (e procura aprender mais), a gente vai também aperfeiçoando nossas escolhas. Ninguém é 100% correto e “não impactante”. Mas a trajetória tem sido legal demais: já que essa é a nossa área (de atuação profissional) a gente acaba tendo mais chances de impactar um tanto mais pro bem do que pro mal. A gente sente que essas pequenas mudanças são possíveis – e que muitas vezes não envolvem tirar mais dinheiro do bolso, e sim repensar nossas necessidades e desejos.

    Mais desse nosso aprendizado aqui:

    + um filme para entender os impactos da cadeia da moda como a gente conhece hoje
    + sobre ter menos, melhor e mais de perto
    + por que essa moça não vai mais comprar fast-fashion
    + 5 atitudes sustentáveis em moda
    + 5 déias pra construir um guarda-roupa mais ético
    + como consumir melhor: uma massa série de posts

    ((colaborou com a gente nesse texto a Fê Canna))


curtimos

ideias complementares às da Oficina