18.
out.
09.

SOBRE REFERÊNCIAS E REPRODUÇÕES

publicado por: Fernanda

Quando a gente conversa sobre se inspirar em referências a gente tá falando também sobre personalização. A gente tem que se apropriar de elementos de cada referência que ama, pra então fazer esses elementos aparecerem nos nossos looks com a nossa cara, com as nossas peças, com o nosso jeito. A referência não vale de nada se copiada igualzinha, sem tirar nem por: NÃO IMPORTA DE ONDE VEIO A IDÉIA, IMPORTA PRA ONDE A GENTE LEVA ESSA IDÉIA! O que a gente adora numa imagem tem que ser adaptado pro nosso estilo de vida, pra agenda do nosso dia, pro nosso corpo e pras nossas vontades. Autenticidade é isso aí, na prática.

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Também não tem graça ter um muralzão (ou uma pastona no computador) com mil referências legais – de looks, de arte, de coordenações de cores etc etc etc – se a gente não reproduz essas referências do nosso jeitinho-autêntico-de-ser. Uma idéia ruim colocada em prática é ainda melhor do que uma idéia maravilhosa que não sai do papel, que não ganha vida própria (em frente ao nosso espelho!). Read more

26.
ago.
09.

FOTOGRAFIA “INSPIRATIVA” DO DIA

publicado por: Fernanda

Essa é a Sofia Coppola no trabalho, gente. Nessa hora ela tá nos bastidores da filmagem do comercial que fez pro perfume Miss Dior Cherie. Sofia tá no topo do mundo (profissional dela) e ainda assim tá bem firme no chão. Em volta de vestidos de sonhos, cores coloridas, litros de tecidos ricos e volumes e extravagâncias – mas de jeans, camisa confortável, teninhos. Sem afetação, sem nada que não precisa ter. Imagem de quem já tem tudo. Boa pra gente pensar no que realmente importa na hora de se vestir. E de viver a vida, né? ;-)

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3.
ago.
09.

INTELIGÊNCIA EM CORES

publicado por: Fernanda

Um monte de gente é assim – e quem não é conhece alguém que é: sabe a pessoa que ama uma blusa, daí compra todas as cores em que a blusa foi feita? Achando que tá variando e diversificando o guarda-roupa, né? Que nada. Sempre acontece de uma dessas cores ser mais usada que outras. E essas outras, as que não rolam, são as representantes do dinheiro mal gasto. Viram símbolo da não-inteligência em cores. Não adianta comprar tudo que foi feito/disponibilizado pela loja. Adianta comprar tudo que tem a ver com a gente.

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Então vale sair de casa (pra comprar) com três “auto-perguntas pra si mesma” em mente! Na hora de escolher que cores levar a gente pode se perguntar: Read more

3.
ago.
09.

PREGUIÇA FASHION = MENOS POSSIBILIDADES

publicado por: Fernanda

As peças novas que a gente compra nunca deveriam ir direto pro cabide quando a gente chega em casa. Um exercício super eficiente pra versatilizar peças (gente essa palavra existe?) é experimentar o que a gente compra logo, tipo na hora. Comprar uma peça incrível e deixar pra imaginar/provar looks com ela em cima da hora de sair faz com que a gente tenha menos chance de sucesso: na pressa nem a mente e nem as coordenações funcionam direito. Melhor coisa é chegar em casa, abrir as sacolas e tirar um tempinho pra experimentar, com o que a gente já tem no guarda-roupa, possibilidades de uso com o que acabou de comprar. Pra na hora de sair já ter em mente o que rola e o que não rola!

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Exercício de coordenação sem a pressão de “ter que dar certo pra já sair pronta” têm mais chance de render – e nenhum look se faz sozinho, a gente TEM QUE experimentar, tem que exercitar – bom que a gente faça isso com antecedência, num tempo livre qualquer. Pra depois não reclamar que comprou e que a peça ficou estagnada no armário. Né? Nada de preguiça fashion então, bora todo mundo provar assim que a compra chega em casa!

*Esse post veio direto desse daqui, quase que inteiro traduzido!

29.
jul.
09.

TOMARA QUE (NÃO!) CAIA

publicado por: Fernanda

Tudo funciona melhor pra quem tem confiança. Especialmente à noite – quando o sexy tenta imperar, mas quem sobressai mesmo é “quem segura”. A gente acha que tomara-que-caia é peça-chave nessa história: inspira mais confiança do que sensualidade, é mais pra quem carrega do que pra quem quer causar. A falta de alças não só deixa mais pele à mostra, mas também libera movimentos. Tipo quem é “livre” de verdade, quem tá super à vontade é quem mais aproveita o ‘colo pelado’. E não só colo, né? Liberdade liberdade… mas tomara que caia revela, de uma vez só, colo ombros costas pescoço nuca e braços. Tem que segurar ou não tem?

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Pensando com mente de personal stylists a gente prefere vestidos tomara que caia do que tops e blusinhas assim. O formato vestido alonga e o formato blusa – curtinha, quadradinha, reta demais – acaba encurtando o tronco e, por consequência, alargando a parte mais magrinha de quase toda silhueta. Read more

21.
jul.
09.

PRA EVITAR QUALQUER INÉRCIA-FASHION

publicado por: Fernanda

Ainda da visita à expo do Vik Muniz: pregaram na parede do Masp uma citação do artista que pode super ter relação com o nosso jeito de exercitar estilo pessoal e de aperfeiçoar nossa aparência. Diz se não vale imprimir e pregar na porta do armário ou no alto do espelho, pra evitar a inércia e colocar esse pensamento na prática todo o dia?!?? Mantra-fashion pronto pra usar. (E assim ser mais feliz com moda!)

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Abre aspas: o cérebro não colhe idéias no canteiro do ócio. É sobretudo pela interação com o material (estampas, texturas, tecidos, acessórios, complementos), pelo trabalho (exercício diário de criatividade), pelo esforço (tem que ousar de vez em quando pra evoluir, lembra?) e, em última instância, pelo fracasso que nós nutrimos nosso banco de idéias (mesmo quando o look não funciona a gente aperfeiçoa nosso olhar pra moda).

Essa relação fica completinha pra quem lê “ninguém tem que ter medo de errar” e “momentinho auto-estima higher” (clica!). E vamos todas evitar o ócio-fashion (que toma forma na nossa preguiça, na não-vontade de experimentar e de se permitir e tals) porque não é assim que o cérebro colhe idéias de estilo. Combinado?!??

20.
mai.
09.

como sair linda na foto, por jana rosa!

publicado por: Fernanda

É hoje o nosso Encontrinho com o Sartorialist! O Scott Schumann tá lá nos corredores do Shopping Cidade Jardãn desde cedo pra fotografar as bonitas que passearem por lá, ontem a gente viu fotos dele sendo entrevistado pela Lilian Pacce pra um GNT Fashion futuro (aqui e aqui) e já deu um friozinho na barriga! Ontem também o fotógrafo em si respondeu um comentário no seu blog explicando seu jeito de fotografar, olha que demais (numa tradução beeem livre):

“Leva um tempo pra eu “sentir” uma cidade, e quando eu fico pouco tempo num lugar eu não quero fotografar apenas pra registrar o que eu vi – quero fotografar pra capturar o que eu vi mas do jeito romântico como eu vi. E isso não é tão fácil.”

A gente ama o Sartorialist desde sempre porque é um site que fotografa mais gente do que roupa. Repara só, o povo aparece nas fotos mais calmo, sem fazer tanto carão, sem mil montações extraordinárias… mas se curtindo. Aqui na Oficina a gente entende que essa é a maior característica das pessoas fotografadas pelo Scott Schumann: segurança e satisfação com o look! Então, pra hoje à noite, a gente vai exercitar esses valores em frente ao espelho – junto com nossos melhores looks! – e vai seguir as dicas da Jana Rosa, do AQSR, dadas com a autoridade de quem sempre sai linda nas fotos. Essas são as top 5 coisas que a Jana acha que a gente tem que saber, vê só:

Erin Wasson
esses são os exemplos que a jana mandou junto com o textinho – tudo óóótemo!

“Postura!
Costas retas, por favor! Você fica mais fina, elegante e parece que acabou de sair da aula de Pilates (= a rica grega)! Não precisa forçar a barra ou segurar a barriga, é uma questão de prestar atenção porque a gente realmente anda curvada por aí. E além de sair poderosa na foto, ela te deixa mais ALTA! Não é isso que a gente quer?

Pose!
Encontre a sua. Isso é muito treino de espelho e você só chega em uma boa depois de tirar muitas fotos e comparar os resultados. Mas vale a pena encontrar o ângulo que deixa seu rosto mais bonito, que te deixa mais magra (nem de frente e nem de perfil, sabe quando você está virada pra diagonal mas olhando pra frente? Essa emagrece qualquer uma!) e a que tem mais a ver com você, né? Não adianta posar por aí de senhora séria se você é modernéte e vice-e-versa.

Projetando o queixo!
Não é pra colocar a cara pra frente e ficar desconfortável. É uma projeção de queixo bem de leve, só tomando cuidado pra não ficar com o papinho… aquele vilão que deixa qualquer uma com cara de fofinha na foto. E olha que eu conheço meninas super magras que não sabem projetar o queixo e engordam 20 ks na foto por isso.

Mentalize que a foto vai ficar linda!
Tem que acreditar, né. Quando estiver posando relaxe e deixe o fotógrafo fazer o trabalho dele. O seu é estar linda, pra depois não ter que pedir pra ver o resultado e reclamar que saiu feia.

Personalidade!
A mais importante, né? Mostre quem você é pela foto. Quer fazer carão? Então não ache que saiu ridícula e séria depois. Quer sorrir? Não reclame que o dente é feio. Quer jogar o cabelo pro lado? Assuma a Malu Mader. Foto não tem que ser só séria e aliás ela fica mais legal ainda quando todo mundo brinca com o que é ou gostaria ser e arrasa para a câmera.”

Pra terminar a Jana ainda deu uma ‘dica-bônus’: “Já percebi que as pessoas mais espertas (leia-se as que sempre aparecem lindas em todos os sites e revistas) pedem sempre pra tirar uma segunda ou terceira versão da foto, assim depois se a chance de escolher a melhor. Tô falando de gente belíssima tipo Dudu Bertholini e Cassia Ávilla, tá? Agora vão já treinar a pose na frente do espelho e não se esqueçam de fazer isso com o look que vocês vão desfilar hoje, assim já dá pra ver como as proporções e cores ficarão na foto.” Tá bom, Janinha, a gente vai. E já já a gente conta aqui no blog como foi! ;-)

13.
mai.
09.

é só número, não é tamanho real!

publicado por: Fernanda

Toda etiqueta de roupa traz um número. Esse número até muda de marca pra marca – só na semana passada eu fui 44 no Alexandre Herchcovitch e 40 na Isabela Capeto. O número da etiqueta faz referência a um tamanho… mas tamanho de quem? Do manequim de plásico? Ninguém mediu essas peças na gente pra definir quem veste cada numeração, né? Então não tem motivo pra gente continuar achando que o número das etiquetas das roupas define a nossa magreza ou “gorduchice”. Muito mais importante (de verdade verdadeira) é a peça vestir direitinho, é o tecido cair suave sobre a silhueta (qualquer silhueta!), é a roupa não grudar nem criar aparência ruim pra gente. Bom é se desprender desses números e escolher o que veste mais confortável, mais confiante. Melhor ainda é se desprender ao ponto de começar a experimentar números maiores, mais soltinhos, que podem ficar perfeitos com alguns ajustes – especialmente se o tamanho “certo” só vai ficar certo mesmo depois de um regime, sabe como?!?? O que vem na etiqueta é só um número. Só. E se a gente cortar as etiquetas das peças, aquele número passa a não valer nada – já pensou nisso? A gente tem é que deixar de ser boba e ser mais feliz com roupas – de qualquer tamanho que seja o nosso. ;-)

show-us-your-pants

Mais disso daí (movimento “desencana”!):
Vanity sizing – texto antiguinho daqui do blog!
Por mais sobrinhas de tecido no bumbum
Tudo no tamanho certinho

4.
mai.
09.

auto-estima higher pra começar a semana!

publicado por: Fernanda

Então a Mischa Barton resolveu entrar na campanha com a gente e dizer que “o único jeito de ser feliz e de ser uma pessoa mais legal de se estar em volta é aceitar o que a gente tem – todo mundo tem questões relacionadas à silhueta, mas tem que se sentir confiante. E saudável e feliz”. E a gente sabe que é mais fácil falar quando se é magrela tipo ela, mas sabendo que o corpo é a base de qualquer moda – tudo tem que funcionar por cima dele! – não custa a gente reavaliar nossa relação com esse “ponto de partida” tão importante, tão precioso, não? E seguir o conselho da Mischa e ser saudável e feliz.

mischa-barton

Que ela continua o discurso dizendo que não entende porque as pessoas procuram o feio, apontam pro que é ruim e tals, ao invés de achar o que têm de melhor e valorizar isso daí. Olha, gente, issso sim é material bom de imprimir, colar no armário e ler todo-dia de manhã antes de se arrumar. Não é? ;-)

22.
abr.
09.

momentinho auto-estima higher

publicado por: Fernanda

No sábado passado eu fui fotografar mais uma coluna de moda de rua pra Época SP com Dani Toviansky. A Dani é fotógrafa oficial da Oficina de Estilo desde mointo tempo atrás, foi ela quem fez essa nossa “fotinho oficial” aqui do lado (e mais essas!) e é com ela que a gente fotografa o povo na rua pra revista, todo mês. No sábado ela contou que fotografou o dr. Robert Ray pra um trabalho durante a semana – sabe o dr. 90210, do programa do canal E! de cirurgias plásticas? Pois é, ele. A Dani foi fazer as fotos enquanto ele dava uma entrevista. E ele soltou uma pérola valiosa pra deixar a gente bem pensando em como a gente é boba.

dr_ray
ele tá super se curtindo, tá vendo? ó que sorrisão – quem diz o que é certo e o que é errado?!??

Diz que teve uma hora em que ele perguntou pro povo se alguém sabia porque o número de mulheres que fazem cirurgia plástica é infinitamente maior do que o de homens – alguém sabe? Ele mesmo respondeu: as cirurgias plásticas são mais motivadas por questões ligadas à auto-estima do que à beleza em si. E os caras mais esquisitos, mais doidos e cheios de “imperfeições” (estéticas) quase sempre são confiantes, super se curtem e fazem todo mundo em volta morrer de rir com tiradas e mais. Não é? A gente não, a gente é habituada desde cedo a procurar defeito, a valorizar o que é não é legal, a não deixar passar nada sem reclamar. As bobonas aqui focam no ruim – que nem sempre é ruim assim. VAMOS PARAR NÉ GENTE? Todas nós, tipo agora.

A gente é incrível, todo mundo é incrível, todas nós somsos umas graças e o tempo que a gente vive é o tempo que mais permite a gente pirar com a moda. Todas as vitrines dão chance da gente ser quem a gente quiser, do jeito que a gente quiser. não tem regra, não tem tendência, não tem obrigação nem certo-e-errado. E pode tudo, ninguém cobra nada da gente, não tem punição nem prenda pra quando o look não funciona. A gente só tem que se amar e querer brincar de boneca consigo mesma, em frente ao espelho. Obrigada Dani por dividir esse insight do cirurgião plástico, rendeu um momento aqui. Né? ;-)

1.2.»

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.