A gente tá adorando a imagem de mulherzinhas maduras que a moda tá apresentando nessa temporada. E a gente adora figurinos que inspiram looks pra vida real – quem não? Junta essas duas coisas e a gente tem Cashmere Mafia, essa série mais ou menos nova da TV americana que já já deve chegar aqui no BR – tem mil pedaços no YouTuba. A série conta do dia-a-dia de quatro amigas da faculdade de admininstração (business school – tipo isso, né?) que são super parecidas com as quatro amigas de Sex and the City, mas ao mesmo tempo super diferentes. A gente ama todas. =)
As quatro amigas retratadas em Cashmere Mafia se chamam Mia, Caitlin, Juliet (minha favorita) e Zoe. Mia trabalha numa editora poderosa de revistas, Caitlin trabalha numa empresa de maquiagem super poderosa, Juliet trabalha numa rede poderosa de hotéis e Zoe também tem um trabalho poderoso, mas que a gente ainda não identificou qual é (negócios poderosos, gente). Todas são beeem poderosas e ganham salários que justificam todo o luxo que vestem – que não dava pra acreditar que a Carrie comprava aquela infinidade de sapatos do Manolo Blahnik com salário de colunista de jornal, né? Essa é uma super diferença entre as duas séries: em SATC a gente via as moças bem mais que suas vidas profissionais, e em CM a vida profissional das protagonistas é tão importante quanto elas mesmas – e não é assim na vida real também?
Cashmere Mafia e Sex and the City ainda compartilham a mesma figurinista: a Patricia Field, gênia, é a responsável pelo que todas essas moças vestem. E dá pra ver personalidades diferentes através dos figurinos, mas com uma imagem comum de feminilidade e segurança – as personagens usam mais formas e cores do que estampas ou detalhes pequenos, e o efeito só com esses elementos é super forte e impressionante! Mais: todo mundo usa muito cinto, o tempo todo – se é pra ser feminina, marcar a cintura é o que há de mais eficiente! Presta atenção em como a moda é mesmo figurino da história, tudo acontecendo ao mesmo tempo! A gente vendo imagens de mulherzinhas maduras em desfiles, em figurinos, no comportamento de todo mundo em volta e nas nossas próprias vontades!
A próxima capa da Vogue inglesa tem Victoria Beckham super vestida de princesa, e não é por acaso. Diz que a nossa Spice Girls favorita tá usando um vestidão de tule pintado à mão, feito por Dolce & Gabbana, e que a imagem é inspirada por fotografias de Cecil Beaton – fotógrafo-figurinista super glamouroso que amava a alta sociedade (da época dele, tipo décadas de 40, 50, 60), o teatro, o cinema e tudo relacionado à beleza. Mas e daí?
Daí que a moda de agora tá super mostrando pra gente um jeito ‘princesa’ de ser, mas bem com a cara da gente no nosso tempo. A imagem não é datada, nem retrô, nem delicada demais – não é tipo princesa que precisa do resgate do príncipe, sabe? O que a gente tá vendo (over and over) é uma imagem adulta, forte e segura, mas ainda mointo elegante e quase clássica, com elementos sempre sob controle, limpos, lisos e simples. Mas muinto finos. Tem que pensar menos em Gossip Girl (mesmo sendo um super caminho bom!) e mais em Bonequinha de Luxo. Menos em Sex and the City (apesar da nossa de-vo-ção!) e mais em Cashmere Mafia (mais aqui). Tá entendendo?!??
Ser feminina é chave pro look: a gente quer ser mulherzinha, mas quer parecer poderosa mesmo sem exageros. A maquiagem é super limpa e elegante (elegante elegante elegante): tipo pele incrível, cílios marcantes e quem sabe um delineador bem Audrey, boca neutra, bochechinhas saudáveis. O cabelo também é controlado, com fios no lugar e domados durante o dia todo (ãhn?) – super vale rabo de cavalo, coque, tiara e fivelas pra deixar tudo-tudo no lugar.
A cintura é o ponto forte da silhueta (não tem coisa mais feminina do que cintura, não, amigos?) e nessa imagem princesa-mulherzinha ela tá sempre marcada, seja por calças retas ou por saias sem volumes demaaais. Vale usar tops e camisas por dentro e marcar com cintos elegantes e vale coordenar cores femininas mas bem fortes, tipo vermelho e roxo, lilás e marinho, vinho e verdão, rosa e laranja. Pra arrematar o look, os acessórios têm que ser precisos (poucos e ricos!) e os sapatos e bolsas têm que ser/estar impecáveis (sempre têm), que sapato e bolsa é o que deixa a gente rica (!!!). Tudo super confortável e sem afetação, que princesa que é princesa administra um look incrível sem sofrer, néam?!??
Mais de fashionismos na tv: quinta é dia de assistir Gossip Girl pra quem tem o canal Warner! A coisa toda funciona na região mega power poderosa de Manhattan, entre adolescentes bem nascidos e cheios de bafos pra resolver entre si. As melhores amigas Serena e Blair são também bem inimigas (ahãm) e envolvem o povo todo nos barracos delas – tipo a Serena é do bem e a Blair é do mal. Tudo que acontece é postado no blog de uma misteriosa “gossip girl” e todo mundo fica sbendo de tudo. No fim, todas as personagens são tããão estilosas que as confusões são o de menos.
Que pelos figurinos já dá pra saber muita coisa de cada uma das protagonistas. Começa com a Blair-morena e a Serena-loira, e os cabelos ainda vão dizendo mais: o da Blair é sempre impecável, contido, mantido sem nenhum fio fora de lugar por tiaras in-crí-veis; o da Serena é ondulado, às vezes com cachos até, esvoaçante, livre – e sempre que tá preso tem mechas soltas, caídas, bem ‘não to nem aí’. Tá entendendo? E o figurino anda pelo mesmo caminho. A Blair usa mais cores escuras e neutras: tem muito marinho e preto e branco e coordenações clássicas desses três tons; os tecidos são mais estruturados e os cortes mais retos e duros. A Serena usa muitos metalizados e cores quentes e neutras tipo marrom, caramelo, beges, creme, vermelho; as peças são mais soltas e molinhas e tudo é mais assimétrico, menos retinho – até as bolsas de uma são super duras e da outra são super molengas!
E se os figurinistas mais badalados do showbiz usam esses elementos pra construir personalidades de personagens – e super funciona! – imagina se a gente se esforçar um poquinho pra pensar nisso na hora de se vestir?!?? Não é uma delícia saber direitinho o que usar pra comunicar de verdade quem a gente é?!?? Que na vida real a coordenação desses elementos (todos!) pode transmitir na medida exata a nossa personalidade mais expansiva ou mais discreta, mais flexível ou mais assertiva, mais conversadeira ou mais quietinha… mesmo em momentos em que a gente esteja se sentindo de um jeito ou de outro, né? Tipo mais amiguinha ou não querendo conversa, ou querendo brincar ou querendo parecer mais séria… sabe?
A série ainda dá um monte de outras dicas de ’styling pessoal’ quando mostra as intervenções das moças no uniforme da escola: elas acrescentam lenços, bolsas amazing, casacos em proporções inusutadas e meias cheias de textura às peças básicas que têm que usar na escola e assim conseguem looks inacreditáveis. Tudo sempre mointo chique e elegante que as meninas são finas, tá bom?!?? Presta atenção que as meninas-protagonistas já estão aparecendo bem na vida real também: a Serena é a Blake Lively e a Blair é a Leighton Meester. Hoje à noite tem (toda quinta tem) e no YouTube também tem, quer ver?
Tá todo mundo acompanhando Ugly Betty também? Que mesmo sendo ‘ugly’, a Betty não se intimida e ousa super nas combinações de cores e escolhas de estampas – quase sempre coordenadas com outras estampas! O que super faz parte da composição da personagem: cores claras, cores coloridas (e muitas cores ao mesmo tempo), estampas e texturas sempre transmitem imagem mais acessível, mais “amigável” – o contrário também vale, tipo cores escuras, neutras, opacas e superfícies lisas transmitem imagem mais austera, mais formal, mais distante. E dá pra gente manipular isso tudo na vida real pra transmitir a imagem que a gente quer, do jeito que a gente quer!
Looks monocromáticos são os mais emagrecedores, e não precisam ser chatos por isso. Dá pra fazer looks monocromáticos mais sérios, com cores mais neutras e escuras, ou mais divertidos, com cores claras e coloridas. A gente consegue o look coordenando cores iguais em tons diferentes – tipo roxo e lilás – ou coordenando cores diferentes nos mesmos tons – tipo verde escuro e azul escuro. O truque é montar o look e se olhar no espelho com olho de japonês, quase fechando (bem embaçando a visão): se o look se dividir em dois blocos, a silhueta vai ficar achatada e mais larga; se a imagem for uma só, sem corte entre as cores do look, daí a silhueta ganhou o efeito alongado. Eeeee!
Look com duas ou mais cores também pode ter efeito mais ou menos formal (e também mais ou menos efeito emagrecedor/alongador). Duas cores neutras (ou mais) usadas juntas têm mensagem elegante e discreta, e se em tons próximos ajudam a alongar – tipo cinza e bege ou marinho e marrom. Uma neutra e uma colorida também dá certo, e o efeito e a mensagem ficam equilibrados (fácil fácil de fazer: neutra de base, pontuando com a cor!). Juntar duas ou mais cores vivas/coloridas é o mérito da Ugly Betty: tem que lembrar que uma das cores tem que ser claramente dominante pro look funcionar, e lembrar que a mensagem é mais descontraída, mais informal. Tipo rosa e laranja, roxo e vermelho, verde e azul. E tem que prestar atenção em tonalidades: fica mais legal quando tudo é intense e vivo ou quando tudo é opaco. Sabe como?!??
Harmonia, amigos. Harmonia é palavra chave pra coordenar estampas. É bem fácil coordenar estampa com cor lisa: se a peça lisa repete alguma cor contida na estampa, já deu certo. Pra coordenar estampa com estampa tem várias formulinhas, e todas funcionam meio juntas. Estampas que têm cores em comum ficam legais usadas juntas (e essa é a melhor regrinha de todas: uma cor em comum!), tipo um floral vermelho e rosa e um listrado rosa e bege. Estampas iguais em cores diferentes também funcionam, tipo xadrez preto e branco e xadrez cinza e marinho (eita) – e estampas diferentes com as mesmíssimas cores (todas iguais) também podem dar certo. É melhor coordenar estampas em tamanhos diferentes, tipo uma bem maior que a outra (sem exagero que também não fica bom estampa gigante com estampa micro – tem que equilibrar!). E uma estampa tem que ser claramente dominante!
A cada episódio de Ugly Betty a gente tem mais amor por ela, e como consequência mais carinho pelo que ela escolhe usar (!!!). Que no meio do povo da moda, mesmo em época de feios e esquisitos, todo mundo “lê” as aparências mesmo, todo mundo tá de olho no que se veste e no que se usa. A parte mais legal da série é mostrar que talento faz diferença em qualquer lugar (até em moda, pode acreditar!) e reforçar que trabalho em grupo e afetividade fashion são essenciais pra qualquer sucesso. E a Betty, com o seu look não-fashion, arrasa na confiança e prova que o bem sempre vence no final! =)
Hoje à noite tem mais BRNTM, amigos, mais diversão – e Ugly Betty que vai estrar semana que vem no mesmo dia, logo antes, às 19h? Quarta vai virar dia de passar um tempãp na frente da tv, pra ver UB, BRNTM e GNT Fashion, tudo um atras do outro! A gente assistiu o episódio passado em casa com o grupo de amigos mais legal do mundo, dividindo os comentários mais engraçados e morrendo de rir. Todo mundo sentiu falta do Alexandre Herchcovitch, todo mundo chochou o Paulo Borges entediado, quase dormindo – a reaparição do PB valeu pelo comentário de que Ana Paula Bertola fotografou como se estivesse numa festchinha em casa, a gente adorou!
helloooooooooo!
E Erika Palomino dizendo pra Isabella que se aquela era a melhor foto dela ela ficava apavorada de pensar nas outras! Hahahahaha! E a quantidade de vezes que Fernanda Motta disse “estou te dando uma segunda chance” ou “essa é a sua última chance” ou “agarre essa chance que eu estou te dando” ou alguma coisa qualquer com ‘chance’? Surreal! Ela ainda não empolga a gente, a não ser quando dá aquela batida de cabelo pro lado no meio de uma frase, bem pra dar ênfase ao que tá dizendo (ou não). A essa altura a gente já sabe mais ou menos os nomes das meninas, e já identifica quem é mais colocada, quem é mais pra frentex, quem não vai empolgar a gente nunca.
E se no episódio passado a Mariana Bin Lana (thanx, “brntm“!) ficou feliz porque “conseguiu movimentar os menbros inferiores e superiores ao mesmo tempo”, no episódio de hoje à noite todas elas vão ter que se mexer também, que diz que elas vão fazer dança do ventre. E deu pra ver nas “cenas dos próximos capítulos” que elas vão fotografar com uma cobra (e sem top, ô povo que curte mostrar o peitinho!), com o Pedro Molinos. Sério, a gente continua se divertindo. E eu continuo adorando Lívia Maria, que eu acho a mais louca de to-das. =)
Que as donas de casa originais contam com uma direção de arte que acrescentam infinitas lições de identidade à diversão: “os cenários têm cores bem marcadas – a casa da Mary Alice, onde seu filho e seu marido ainda vivem, é a mais cinza de todas! – e as personagens tem estilos bem definidos pelo que vestem: a Gabrielle é a glamourosa do grupo, a Lynette é a natural/esportiva, a Susan é a feminina (e menos ‘estereotipada’) e a Bree é a elegante. Todas usam tecidos e modelagens bem características de cada um desses estilos e é uma delícia ver como em cada situação elas variam seus temas, sempre de um jeito coerente! Gabrielle vai à corte depor a favor de seu marido com o tailleur mais justo e curto do mundo, Susan se prepara para um encontro com um vestido vermelho ajustado, Lynette vai do parque com as crianças à jantares na casa da Bree sempre com peças confortáveis e soltas… e Bree Van de Kamp, quando recebe a notícia da morte de seu marido, volta a lustrar a prataria com cuidado pra não sujar seu suéter cor-de-rosa, sem um fio de cabelo fora do lugar!”
A versão brasileira, por sua vez, se esmerou em copiar milimetricamente todos os detalhes da produção americana e conseguiu, além de pasteurizar toda essa graça, descontextualizar as donas de casa da realidade que elas querem influenciar: não parece Brasil, essas casinhas não funcionam aqui, essas ruas são muito de mentira. As atrizes foram escolhidas querendo sugerir alguma equivalência às atrizes americanas, o que não deixa a gente com outra opção a não ser comparar e preferir as americanas. Ninguém fala natural, as falas não são naturais e soam quase como dubladas (às vezes são dubladas meeesmo!). No fim, dá uma impressão horrorosa de pobreza e falta de sensibilidade. E os figurinos não têm graça. Nenhuma. (E podiam ter, né?!??) =\
Pra completar, o Mike Delfino (a real graça da série!), na versão brasileira é super gay. A gente se divertiu com a performance do ator, mas no geral não curtiu (assisti com amigos queridos – e ‘chics’!). Quer ver você também? No vídeo tá a primeira parte do primeiro episódio, e as outras estão aqui, aqui, aqui e aqui. Try to have some fun.
O youtube fez prêmio há pouco, lembram? E na categoria ’séries’ tinha esse concorrente chamado William Sledd, que produz os vídeos da série “Ask a Gay Man” (quem me mostrou foi o Wagner – dica valiosíssima!). O moço é vendedor da Gap mas tem uma lucidez-fashion incrível, e dá conselhos que matam de rir mas que são super valiosos – de verdade! Ele fala, como se fosse nosso melhor amigo e sem nenhum constrangimento, de tudo que a gente deve e não deve usar, com exemplos em fotinhos e muita, mas MUITA segurança (é bem engraçado!). Quase sempre ele tem a companhia de Stephanie, melhor-amiga-e-fã, e todo mundo tá assistindo, não sou só eu: uma editora da Glamour postou no blog dela e tudo. Eu tô mega viciada, e vou assistir os que ainda não vi durante o feriado. Postei pra ver se vocês se divertem também: todos os vídeos (feitos até hoje!) estão aqui. Bom feriado, “bitches”!!!
Já não é de hoje que ouvimos sobre a qualidade de produção e roteiro dos seriados americanos e como eles tomaram conta de um pedação de tempo que dispomos pra lazer, não é mesmo!?! No caderno Folhateen da Folha de São Paulo de hoje tem uma matéria bem bacana (o link é só pra assinantes Uol ou da Folha) sobre os seriados mais queridos do público e da crítica e entre eles estão Grey’s Anatomy (meu favorito), House e Lost. Hoje em dia programas de TV desse tipo são mais bem acabados e criativos que muitos filmes que estão no circuito. Existem mil motivos pra isso acontecer como o fato das pessoas quererem passar mais tempo em casa, mas acho que a razão mais forte pra esse fenômeno é o fato de que pra produtores e criadores é menos arriscado financeiramente ser inventivo na TV do que no cinema… uma produção-fiasco na TV sai menos cara, certo!?!
E o negócio pegou… É super comum sair pra jantar com amigos e se pegar discutindo a verdadeira natureza da ilha de Lost, cada vez mais videolocadoras disponibilizam temporadas de seriados novos e antigos para venda e locação, diretores de cinema consagrados dirigem episódios especiais (como o Tarantino pra CSI ou Darren Aronofsky pra Lost)… No meu curso de cinema (já muitofaladopor aqui) o professor Jorge Coli passou pra gente o primeiro episódio de Desperate Housewives e chamou a nossa atenção pra qualidade dos diálogos, a criatividade do roteiro e da utilização das câmeras, além da abertura que é o máximo e cheia de referências a conhecidas obras de arte!!!
Na televisão brasileira dá pra sentir um movimento começando também e está super relacionado à O2 e Fernando Meirelles. Com o sucesso de Cidade de Deus, veio o Cidade dos Homens, certo!?! E parece que vai continuar assim… Semana passada fui a um aniversário e tive o privilégio de sentar ao lado de Roberto Moreira (diretor do fantástico Contra Todos) e ele me contou que estava envolvido no seriado Antônia da Globo (sobre mulheres da periferia de São Paulo que se juntam pra montar uma banda de hip-hop). Ele disse que Antônia a princípio era um filme da Tata Amaral que ia ser lançado em janeiro e que eles mostraram pro Fernando Meirelles (que amou) que levou pra Globo (que também AMOU) e acabou que virou seriado!!! O comentário geral é que absolutamente tudo que Fernando Meirelles propõe pra Globo ela topa… E o mais legal é que a história da série acontece depois da história do filme, mas a gente vai assistir trocado. Alguns segredos do programa da TV a gente só vai ficar sabendo quando assistir o filme! O episódio que o Roberto Moreira dirigiu foi ao ar na sexta-feira passada… agora só em DVD. Aliás Roberto Moreira també dirigiu um episódio de Cidade dos Homens e contou que a maior liberdade de ação relamente existe, inclusive na televisão brasileira.
Outro filme nacional que vai virar série da Globo é o “Ó, Paí, Ó” de Monique Gardenberg com a dupla Lázaro Ramos e Wagner Moura e música de Caetano Veloso… Dessa vez foi Guel Arraes (diretor de núcleo da TV Globo) que levou o projeto pra emissora. O seriado deve ir ao ar no segundo semestre de 2007.
Tá certo que o conforto do nosso sofá não substitui a magia da salinha escura do cinema… mas será que não tá na hora dos produtores de filme se arriscarem um pouquinho mais? A quantidade de filmes “de tirar o fôlego” tem diminuido de ano pra ano, ao contrário dos seriado que são cada vez mais incríveis, não é!?! Fora as produções de baixo orçamento que surpreendem (como Little Miss Sunshine esse ano e Sideways ano passado) o que mais teve de fantástico ultimamente?
Hoje começa a segunda temporada de DESPERATE HOUSEWIVES, série que supre a saudade que a gente tem de ‘Sex and the City’ e que trata do mesmo tema, mas de um jeito diferente. Ainda assistimos as dores e delícias da “mulher contemporânea”, compartilhadas por personagens com identidades bem diferentes e figurinos que reforçam cada personalidade (não é ótimo??!!); ainda ficamos pensando com qual delas a gente mais parece (tem um QUIZ pra descobrir!) e ainda queremos saber o que elas vão usar na vida real, em festas e premiações: só mudamos de Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda para Susan, Gabrielle, Bree – pra nós a melhor de todas – e Lynette.
‘Desperate’ é considerada uma série rica e interessante não só pelos figurinos, mas também plasticamente. Quem chamou a nossa atenção pra esses aspectos foi o Jorge Coli, colunista do caderno ‘Mais!’ da Folha de SP e professor de história da arte na Unicamp: ele falou das referências à obras de arte contidas na abertura (Andy Warhol + sopas campbell com a Bree / Dürer + adão, eva e a maçã…) e das tomadas incríveis do alto para baixo. Quem narra a série é Mary Alice, amiga das ‘desperates’ que se matou no primeiro capítulo do seriado – portanto, ela narra tudo de algum lugar que não é exatamente Wisteria Lane. Será que ela está no céu? Será que está no “além”? Será que a câmera acompanha a visão dela do alto e vai descendo até o nível das suas amigas que ainda estão na Terra???
Os cenários têm cores bem marcadas – a casa da Mary Alice, onde seu filho e seu marido ainda vivem, é a mais cinza de todas! – e as personagens tem estilos bem definidos pelo que vestem: a Gabrielle é a glamourosa do grupo, a Lynette é a natural/esportiva, a Susan é a feminina (e menos ‘estereotipada’) e a Bree é a elegante. Todas usam tecidos e modelagens bem características de cada um desses estilos e é uma delícia ver como em cada situação elas variam seus temas, sempre de um jeito coerente! Gabrielle vai à corte depor a favor de seu marido com o tailleur mais justo e curto do mundo, Susan se prepara para um encontro com um vestido vermelho ajustado, Lynette vai do parque com as crianças à jantares na casa da Bree sempre com peças confortáveis e soltas… e Bree Van de Kamp, quando recebe a notícia da morte de seu marido, volta a lustrar a prataria com cuidado pra não sujar seu suéter cor-de-rosa, sem um fio de cabelo fora do lugar!
Na entrega dos Golden Globes as quatro atrizes foram indicadas e perderam para Mary-Louise Parker, de Weeds (que passa no Multishow e também é legal!). Todas estavam incríveis e a gente está na expectativa do que elas vão usar na ocasião do Oscar: Felicity Huffman, que interpreta a Lynette, é indicada por Transamérica (que ainda não tá nos cinemas aqui) e vai passear pelo red carpet. Suas amigas Eva Longoria e Marcia Cross vão provavelmente aparecer nas ‘after-parties’. Quem também vai às festas é a Teri Hatcher, que apresentou um prêmio no Grammy com um vestido (e um corpão) de tirar o fôlego. Vamos continuar na contagem regressiva pro dia 05 de março e hoje à noite a gente fica sabendo que rumos as (muitas) tramas de Desperate Housewives vão tomar nessa nova temporada!
• Desperate Housewives: toda quinta no Sony às 20h (reprises quinta 0h, domingo 21h e 01h e segunda 14h)
• no site do canal SONY tem toda informação e em português!
• no site oficial da rede ABC tem vídeos dos episódios e loja com camisetas com as frases “I am a Bree”, “I am a Lynette”…..
• o Jorge Coli é professor da Cris no curso de cinema da livraria Augôsto Augusta (na Augusta, 2161, 3082 1830)