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  • Tem coisas na vida que não são as ideais, que existem — e a gente lida da melhor forma que puder, né. Não é incomum a gente ter, na consultoria de estilo pessoal, clientes que mantém guarda-roupas triplicados, com peças iguais em tamanhos diferentes, por conta de oscilação de peso e mudança de silhueta. Isso atrapalha DEMAIS a vida de quem se veste, e tipicamente rende um guarda-roupa muito cheio mas pouco eficaz.

    Se isso existe, e se a gente pode lidar com o que existe da melhor forma que pode, <3 vale pensar estratégias pra não sobrecarregar o acervo, o orçamento ou o raciocínio. As estratégias que a nossa consultoria de estilo acessa são essas:

    COMPARTIMENTAR PEÇAS
    Ajuda demais a visualização e a coordenação: juntar todas as peças, mesmo que em tamanhos variados: todas as calças juntas (do 38 ao 42, se for o caso), todas as blusas juntas, todas as saias juntas, todos os vestidos juntos, etc.

    MINI GUARDA-ROUPA CÁPSULA
    Em vez de ter muito de tudo, com muitas peças semelhantes e em tamanhos variados, pode ser mais esperto ter menos peças – mas mais variadas. No lugar de 3 calças pretas, uma em cada tamanho, dá pra ter uma calça marinho, uma calça cinza-chumbo e uma outra marrom, por exemplo… com circunferências diferentes de cintura e quadril pra se ter calças escuras em quaisquer medidas.

    MAIS PARTES DE CIMA QUE PARTES DE BAIXO
    Vale ter 2 ou 3 partes de baixo que funcionem como ‘peça-chave’ (e cada guarda-roupa tem peças-chave diferentes!) nos tamanhos um pouquinho maior e um pouquinho menor pra garantir conforto… e então ter mais partes de cima pra versatilizar os looks e variar as coordenações.

    PARTES DE BAIXO VERSÁTEIS
    Essa é especial pra quem aumenta circunferência na barriga \o/ e fica com mais ou menos cintura de tempos em tempos: é bom experimentar, coordenar, ter à mão peças de amarar no cós, calças transpassadas que fecham com laços, saias tipo pareô, cinturas com elástico, modelagens soltas e adaptáveis. Nénão?

    PARTES DE CIMA VARIADAS
    E em modelagens soltinhas, longe da silhueta, sem grudar na pele: vale pensar em malhas fluidas mas encorpadas, com caimento gostoso e pesado, que permitem movimento e circulação de ar sem apertar ou moldar demais as formas de quem usa. E né uns decotes bem interessantes assimétricos incrementados verticais pra dar aquele destaque pro rosto — que é o que mais importa em todo look. \o/

    TERCEIRAS-PEÇAS SOLTINHAS
    Pensa em complementos leves (pra não pesar nas sobreposições, mas ao mesmo tempo pra servir bem à meia-estação, se for o caso de bater um ventinho mais frio), soltos no caimento ao longo do tronco mas também nas mangas e costas. Só de usar terceiras-peças leves assim, abertas na frente da silhueta, a gente já tem sensação de leveza (oposta à sensação de peso que os dias de inchaço dão, né).

    ACESSÓRIOS INTERESSANTES
    Ainda na idéia de chamar atenção pro rosto (ponto central e mais importante de qualquer look), pode ser bem esperto construir ao longo da vida um acervinho de acessórios coloridos, com formas inusitadas, feitos em materiais criativos, e né, sem cintura ou quadril pra apertar ou folgar. :) E nos dias de silhueta mais pesada, o look mais basicão, mais neutro, mais “o que deu pra fazer” pode ser iluminado e totalmente versatilizado por esses acessórios!

    TRUQUES DE ESTILO
    A gente ama esse truque de grávidas que não serve só pra grávidas: fechar o cós da calça com elástico \o/ pra ganhar uns centímetros de folga na circunferência — tem um vídeo jurássico mostrando como aqui #éramosjovens). No lugar da casa do botão a gente prende o elástico (com uma volta nele mesmo) e então envolve o botão com esse mesmo elástico. E mais: lindo lindo é usar lenço no lugar do cinto, mas em vez de fazer a volta completa pelo cós, ó, vale amarrar só no centro do corpo, passando pelos passadores da frente e pronto! ;-)

    VIU!

    Na prática, exercitar atenção às próprias formas e desenvolver consciência corporal rende intimidade com a gente mesma <3 e pode também ajudar a construir um guarda-roupa preparado pra proporcionar conforto, mesmo em períodos de silhueta mais pesada. <3

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  • Ou: “abandonando essa visão-açougueira da silhueta feminina”.

    Quando a gente se olha no espelho, vê um conjunto de coisas, todas parte de uma mesma aparência. Ninguém é só quadril, ou só peitinho, ou só barriga (seja ela positiva ou negativa), ou só coxa grossa. A idéia de conjunto pode ser libertadora, porque dá possibilidade da gente encontrar pontos fortes pra valorizar na aparência — de mais de um jeito, sob mais perspectivas.

    consultoria de estilo personal stylist substitua consumo por autoestima

    Ao mesmo tempo, esse conjunto de lindezas dá chance de harmonização, de compensação: se fosse tudo uma coisa só e se a gente não curtisse essa coisa, tava tudo perdido… mas não! Não tá tudo perdido — pelo contrário: se a gente não curte uma coisinha que seja, essa coisinha pode ser “neutralizada com amor”quando a gente valoriza outras coisas, e então desvia a atenção de um ‘desgosto’ para um ‘gosto’. Bom, né?

    Corpo faz parte da aparência que a gente tem, mas todo mundo é muito mais que só aparência. Diz um ditado indiano que “não somos corpos que têm uma alma, mas almas que têm corpos” — ó que lindeza de pensamento pra vida!


  • Simples mas essencial: calça tem que servir no quadril ANTES de fechar na cintura!

    Assim ó: quando a gente veste calça, short ou bermuda, faz um esforção pra peça passar pelo quadril, prende a respiração, põe a barriga pra dentro e UFA!, fecha na cintura. —> É ou não é assim?

    como escolher calças já pensando em ajustes de cintura pra sentir conforto no quadril+bumbum http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/tem-que-servir-primeiro-no-quadril/ no blog da Oficina!

    Acontece que se a calça fecha numa cintura 40 mesmo com todo o esforço feito pra caber num quadril 42 ou 44… rola todo um desconforto (físico e visual), menos elegância, prováveis problemas de circulação no futuro e sensação de tamanho maior do que o real. De verdade: tudo que é justo demais dá impressão de que o que está por dentro é tão grande que cria essa aparência de ‘tecido esticado ao máximo’ pra caber. O contrário vale também, pensa só: se o que a gente veste cai sem grudar na pele, soltinho, então o que tá lá dentro parece ser menor, não?

    Então, brasileiras que somos — orgulhosas das nossas cinturinhas e dos nossos quadrilzões, violões-lindeza — let’s experimentar calças que vistam bem o quadril e pedir ajustes na cintura, ó:

    _ geralmente as costuras laterais da peça dão chance de se tirar tecido somente até a altura em que o quadril começa de verdade, só na cinturinha;

    _ às vezes também é possível “entrar” um pouquinho pela costura central da parte de trás da peça (atenção pra não juntar demais os bolsos, que se aproximam quando a gente pede esse ajuste!);

    _ em algumas raras ocasiões as costureiras criam pences na parte da frente da roupa pra conseguir cinturinha afunilada e caimento certinho.

    Independente do número escritinho na etiqueta, vale ir provando tamanhos que garantam que a peça caia retinha sem enrrugar na lateral do quadril, que a voltinha do bumbum esteja livre de tecido super agarrado — alô sobrinha da elegância e do conforto — e então, pedir à costureira da loja pra tirar esse pouquinho de tecido que sobra na cintura.

    Pode até rolar uma necessidade de ajustar também as pernas da calça — dá pra afunilar ou diminuir amplitude de tecido (que naturalmente acompanha a numeração maior) sem intereferir no design da peça, sem fazer com que o ajuste se transforme numa reforma! ((Alô colegas de profissão, tem que estudar perguntar observar pra saber orientar clientes e profissionais da costura em todo tipo de ajuste, hein!))

    Tamanho bom de roupa não é número, é o que acompanha a sihueta sem grudar, o que envolve as nossas formas pra que a gente se enxergue com mais amor em frente ao espelho — e viva a melhor vida que a gente pode viver. Garantir esse ‘colchãozinho de ar’ entre a pele do quadril/bumbum e o tecido tem retorno, pode acreditar. Em conforto e em estilo!

    Diferença entre ajuste e reforma
    Como ajustar a cintura dos jeans
    É só número, não é tamanho real!
    Tudo no tamanho “certinho”
    Ninguém precisa ter medo de experimentar nada!

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  • A gente vê acontecer direto com as nossas clientes: quem tem pernão não necessariamente se sente pesada, com silhueta grandalhona — mas quem tem os braços mais cheios, quem ganhou essa herança da mamãe e da vovó (!!!), geralmente tem sensação de mais peso visual na silhueta toda. Isso pode rolar por que a gente interage com o mundo através do rosto, pela expressão facial, pelo olhar e pela fala… braços cheinhos tão bem mais perto do rosto que as pernas, e a gente acaba vendo com mais frequência o espaço que eles ocupam na parte de cima do corpo. Sacou?

    É possível conviver com alguém por meeeses antes de perceber que ela tem pernas grossas — por isso quem tem parte de cima da silhueta mais pesada visualmente pode sentir dificuldade de parecer mais leve, mais longilínea… mesmo se for bem magrinha (alô singularidades!). Assim: braços parrudos :) acrescentam volume na direção horizontal, de um lado pro outro, fazendo a gente parecer mais larga. Mas ó, tem jeito da gente escolher o que veste com o propósito de suavizar essa característica — e uma primeira direção pode ser a de coordenar looks que chamem atenção pro centro do corpo. E mais:

    como disfarçar braços gordinhos

    TERCEIRA PEÇA
    Óbvio e muito eficiente é cobrir a parte mais cheia do braço, né. Acontece que essa solução pode inviabilizar outras demandas do nosso vestir — conforto, frescor (alô calorzão), estilo pessoal… Tem que colocar clareza no que é mais importante pra gente: disfarçar braço gordinho vale bancar o incômodo do calor, da sobreposição, tem a ver com quem a gente é?

    Se sim, vale tricô fininho quase quase transparente, blusa de algodão com manga comprida puxadinha até o cotovelo (sempre charmoso!), camisa de botão em tecido leve/soltinho usado por cima de regata, camisa jeans como jaquetinha fresca, camisetas que cheguem mais pertinho do meio do braço cobrindo a maior circunferência do braço.

    Climas mais amenos e ambientes com ar-condicionado dão chance da gente sacar jaquetinhas e casaquetos de manga curta ou paletós mais femininos. Esse tipo de terceira peça tem ainda mais efeito “suavizador” de peso visual porque, além de cobrir/esconder, tem formas retas — tecidos desestruturados acompanham as nossas formas como elas são, deslizando sobre a pele; tecidos estruturados como os das jaquetas e paletós tem a forma em si, já moldada pelo próprio tecido, e criam ilusão de que o nosso corpo “cabe” dentro desse formato, que tá contido ali dentro.

    Todas essas sugestões só tem efeito garantido se qualquer manga (seja de camiseta, blusa de seda, cardigã ou paletó) não seja super colada na pele. É importante deixar sobrar um “colchãozinho de ar” entre pele e tecido, pra garantir conforto físico e pra produzir sensação de que o que tá lá dentro — nosso bracinho-herança, no caso — é menor que a roupa.

    TIPOS DE MANGA CURTA
    Mas né, vai haver ocasião em que é impraticável pensar em usar terceira peça (país tropical, abençoado por Deus…!). Aí a gente escolhe camisetas que não tenham mangas bufantes, elásticos que prendem ou barras de mangas que acabem bem na linha mais larga da circunferência do braço. Pensa que os boys mais malhados da academia escolhem justamente esse tipo de manga pra ressaltar a largura do bração trabalhado deles.

    Mangas tipo machão ou japonesa (que acabam bem na esquina do ombro com o braço e o deixam todinho em evidência!) também não ajudam, viu. Alcinhas super hiper mega finas também não — sempre mais suavizador escolher camisetas com mangas convencionais ou alças mais espessas, com pelo menos dois dedos de largura. Essas alças mais largas, quando em cores que contrastam com a nossa pele, criam ainda mais efeito “encolhedor” de largura porque fragmentam o torso no sentido horizontal, sabe como?

    COADJUVANTES
    Toda intenção de verticalizar a direção em que a gente se vê no espelho e de chamar atenção pro centro do corpo (e não pras bordas) é eficaz pra suavizar parte de cima da silhueta: decote em V, costuras dos ombros no lugar certinho (sem ser caída, sabe?), lapelas mais fininhas, colarinhos de camisa mais pontudos, colares coloridos e brilhosos :) broches e até batom vermelho. Legal também tentar trabalhar mais elementos visuais na parte de baixo do look do que na parte de cima (comparativamente) — com calças, saias, bermudas e shortinhos com estampas, volumes, texturas e mais. É testar pra saber.

    AUTOACEITAÇÃO é a melhor coisa que existe
    Tudo isso daí, gente, é direção que cria ilusão de ótica e que faz com que (na frente do espelho) nossa atenção seja naturalmente colocada no que agrada… mais do que no que desagrada: braço continua tendo o mesmíssimo tamanho, a gente só enxerga menos, gasta menos energia desgostando. A gente aqui é grata por todas as partes dos nossos corpos que tão funcionando, levando a gente pra passear, permitindo que a gente abrace quem a gente ama e tudo mais. Tenta você também exercitar gratidão pelos seus “pedaços” colocando energia no seu todo — que a gente é bem mais que só braço ou só qualquer outra coisa. <3

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  • Diz que, em tempos de crise,  estão em alta o “luxo discreto”, tecidos/materiais sensuais, investimentos com prazo de validade bem longo (clássicos!), qualidade no lugar de quantidade e peças antiguinhas, vintage mesmo. A idéia vem de um texto ótimo de uma revista Baazar antiguinha. E mais: a repórter que escreveu o texto diz que mais importante é ter “itens que façam a gente se sentir bem” (que ela chama de ‘feel good items’). Faz super sentido, e pode fazer a gente pensar — e escolher melhor!

    ROUPAS QUE CONFORTAM A ALMA

    Luxo discreto é lei porque ostentar (em qualquer tempo) não acrescenta nada pra gente nem pro mundo. Materiais sensuais são essenciais porque namorar é de graça (bom pra crise, rá!) — não é coincidência que todas as últimas imagens projetadas em semanas de moda são MUITO femininas, mesmo quando fortes. Investimentos bons e a escolha da qualidade a gente aqui acha que é uma coisa natural, o nosso tempo é o da abundância da informação de moda e todo mundo tá comprando melhor mesmo (não é?). E há tempos a gente acompanha esse interesse pelo vintage, todo mundo curioso em relação a brechós e a camisetas antigas. Uma idéia de reutilização, de reciclagem, de revisitação.

    Agora, esses “ítens de fazer sentir bem” são a sacada do milênio! Em tempo de dificuldade –em todo tempo, né– o maior benefício que se pode ter com roupas é… segurança, confiança, paz de espírito! Difícil se sentir segura em frente ao espelho tentando ser outra pessoa, ou querendo ter outras coisas, ou fechando os olhos pro que a gente é e pro que a gente vive. SE CONHECER É O CAMINHO PRA SER FELIZ COM MODA. Tudo bem ter referências, super tudo bem admirar e se inspirar, mas ser a gente mesma não é pra qualquer uma — e quem consegue vive mais feliz, pode ter certeza.

    Coisas que podem fazer a gente se sentir bem (com moda, claro!):

    _modelagens boas pra nossa silhueta
    _decotes que deixem a gente se achando AS sedutoras
    _colar com pingentes que têm estorinhas pessoais
    _perfume com cheirinho das nossas mães (praquela hora em que a gente precisa de colo!)
    _peças de roupa feitas/reformadas a partir de antigos vestidos importantes (das nossas avós? do casamento? de uma viagem incrível?)
    _sapatos de salto, mas super confortáveis (milagre da vida)
    _cores que fazem a gente parecer maquiada, corada

    Vamos continuar a lista nos comentários? Que a gente sempre tem uns “ítens de sentir bem” como coringas no armário — quem quer contar qual é o seu?!?? ;-)

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  • Diz a lenda que, pra marcar a barra das saias ou vestidos das suas clientes, a Coco Chanel pedia que elas se ajoelhassem no chão do ateliê — e que onde a saia encostava no chão era a altura ideal pra marcar/ajustar a barra. Não tem como a gente garantir que isso daí acontecia de verdade, mas a estorinha faz sentido: bem nessa altura, na dobra do joelho, todo mundo tem uma voltinha mais fina na perna (dá pra ver direitinho de costas). E a gente sabe – de teoria de consultoria de estilo – que nosso olhar é atraído pra onde está o limite das nossas roupas: barras, mangas, punhos, cós, frentes de sapato. E é assim que a gente direciona o olhar (e o entendimento!) do outro: se esses limites rolam exatamente nas partes mais fininhas da silhueta, então o olho vê pequenices. E o que o olho vê é o que o coração sente, né!

    como usar saias como usar bermudas

    Portanto, muitas vezes quando se reclama de não ficar bem de saia por causa das coxas grossas, ou não conseguir usar bermudas por causa do quadril… pode ser que ajustar alturas de barras resolva a questão. Quem quer se vestir pra fazer a silhueta parecer mais alongada/mais afinada pode trabalhar pra alongar visualmente as pernas — e marcar barras exatamente nessa voltinha mais fina do joelho pode suavizar sensações de mais grossa ou menos longa.

    E aí a gente pode anotar: comprimentos que alongam pernas (e que por isso mesmo rendem sensação de silhueta toda mais longa/mais fina) são os longos até o pé, os curtinhos que deixam muita perna à vista e esse daqui na voltinha do joelho.

    Mas ó! Quem escolhe comprimento no meio da coxa pode sentir esse pedaço mais pesado, mais cheio (visualmente), mais grossinho mesmo —  mas ganha em jovialidade e informalidade. E quem escolhe comprimento mais longo mas não longuíssimo-até-o-pé, tipo longuete, pode se sentir inteira mais baixinha por conta do pedacinho encurtado de perna que fica aparente — mas ganha em atualidade, em cara de moderna, em feminice. A gente administra o que pode ter efeitos legais na silhueta e o que transmite as mensagens que a gente quer transmitir (o que faz a gente se sentir como quer!). Com raciocínio e clareza do que é importante pra gente!

    ((E sensação de perna encurtada/silhueta achatada a gente pode compensar usando salto alto, coordenando o tom do sapato com a cor da parte de baixo da roupa – tudo claro ou tudo escuro! -, escolhendo coordenações monocromáticas e também usando pontos de cor perto do rosto!))

    MAIS!
    como usar saias no comprimento longuete
    como usar bermudas <3
    sapatos que alongam as pernas — no post e também em vídeo
    jeitos de parecer um pouquinho mais alta
    emagrecedores visuais :)


  • Pensa só: colarzão, lenço, gola colorida e maquiagem bacana são alongadores de silhueta super eficazes por chamar atenção pro rosto, pra cima, e assim fazer com que as pessoas olhem a gente nesse movimento pro alto… certo? Então o contrário pode ter o efeito equivalente – se o que mais chama atenção na gente está pra baixo, puxando o olhar dos outros num sentido “achatador”, a percepção que se tem da gente é uma percepção baixinha, pesada pra baixo. Dá pra entender?

    Por isso a gente começou a pensar que quem sente que tem quadril grande, quem tem o peso visual na parte inferior da silhueta, pode ser mais feliz se usar mais salto alto, mesmo no dia-a-dia. Claro, sempre tem esses truques que a gente pode usar pra harmonizar o tipo físico e fazer com que (a partir do que a gente veste) o quadril pareça ter tamanho/formato equilibrado em relação ao resto da gente mesma: coordenação monocromática de cores, partes de cima mais soltinhas, partes de baixo em caimento reto, cores mais escuras e opacas cobrindo o quadril e tals. Não custa, então, arrematar essa ‘manipulação’ toda com centímetros extras – na prática e na vida real – pra não se deixar roubar “centímetros visuais” por quadril ou peso visual nenhum!

    Se o peso visual puxa pra baixo, negócio é levantar de antemão pra garantir que nada ponha a gente pra baixo – nem visualmente nem de verdade! Para o alto e avante, né!


  • Pensa se não funciona assim:

    As marcas desfilam coisas lindas nas passarelas e, na sequência, as revistas publicam matérias dizendo que só quem é alta e magra pode usar essas lindezas porque tudo achata e engorda… é ou não é?

    MAS NÃO PODE SER ASSIM, NÉ GENTE!

    Uma delícia ver em modelos de verdade as coisas que a gente acha mais difíceis de usar, por exemplo! Pelo menos pra gente aqui nada dá mais vontade de experimentar do que ver em gente-como-a-gente a coisa dando certo. E se essas saias mídi podem fazer a gente pensar em pernas encurtadas, em quadril largo, em imagem datada… as referências aqui embaixo dão uma lição (um monte de lições!) de como fazer funcionar esse look fresquinho, feminíssimo e, mesmo antiguinho, super moderno. Ó!

    dicas de consultoria de estilo pra fazer o comprimento intermedíario funcionar -- sem achatar a silhueta ou acrescentar volume extra!

    _Cintura marcada faz com que qualquer excesso de tecido ou de modelagem seja claramente identificável como parte da saia, e não do corpo que a veste — cintura no lugar dá dimensão (real) de silhueta humana e das proporções de quem usa!

    _Pra quem tem quadril e coxa mais grossa, mas tem bracinhos finos: deixar as partes menores da silhueta à vista pode render sensação de tudo mais alongado, suavizado, ó!

    + partes magrinhas da silhueta à mostra

    _O maior trunfo da saia longuete é deixar o começo da panturrilha e canelas à mostra, que sempre são partes (mais) finas da perna — pra otimizar esse efeito de finura vale escolher sapatos que enfatizem sem cobrir: com gáspea baixa, com tiras super ultra finas, com cores que acompanhem as cores da saia (saia e sapato claros, ou saia e sapato escuros, ou tudo neutro, ou tudo colorido).

    _Se a saia ocupa mais espaço no look do que a blusa (que por dentro fica mais “curtinha”), a coordenação de cores pode ter um efeitão na silhueta de quem usa: cores vivas e mais claras sempre expandem e cores opacas e mais escuras sempre retraem visualmente — quem tem peitinho e ombrinho pode querer usar parte de baixo mais chamativa, quem tem quadrilzão pode chamar a atenção pra parte de cima.

    + efeitos de silhueta e mensagens de estilo das cores

    • Já que as pernocas tão cobertas, um decotinho — na frente ou nas costas — pode ser super bem-vindo. Vale também pra dedinhos à mostra em sandálias. ;-)

    A gente que curte se vestir e experimentar coisas novas PRECISA manter em mente que todo mundo pode tudo! Se há restrição ou qualquer receio, o que vale é usar a inteligência — e a criatividade — pra manipular efeitos e vontades e então ser feliz em frente ao espelho, né? Tá tudo na nossa mão, depende só da gente. #revistasdemodanãonosrepresentam :)

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  • A diferença entre a gente e os animais é que a gente raciocina. Eles sentem tanto quanto a gente sente, todos temos instintos, mas eles ficam só nisso — e a gente pode pensar, exercitar o cérebro e com ele “comandar” emoções. É usando o cérebro que a gente pode introjetar idéias mais importantes e úteis do que as que a mídia de moda atual sugere pra gente: que tal no lugar de reclamar de não alcançar o inalcançável (esse ‘modelo ideal’ não-humano photoshopado), dar graças e celebrar o que a gente já tem?

    Os corpos que a gente tem AGORA tem função, é claro, mas não apenas isso — eles funcionam pra que a gente tenha a melhor vida que pode ter! A gente vai ao supermercado, andando a pé, carregando sacolas cheias de coisas gostosas, a gente dirige carro, a gente dança, se abraça… não é só a função, é a função numa vida muito boa, muito mesmo. Nossos corpos sustentam essa vida e toda as atividades que essa vida muito privilegiada nos permite ter.

    E mais: celebrando os nossos corpos — e as nossas carinhas lindas, com narizes imperfeitos e tudo mais — a gente tá também honrando uma genética que tá rolando desde o homem da caverna, muito provavelmente de uns índios também, que vem sendo misturada com mais um monte de gente interessante no universo que foi se apaixonando, trocando telefone (!!!), transando, até chegar… na gente! É muito maravilhoso conseguir abraçar essa carga genética tão rica — e não é só ciência, percebe?

    que tal no lugar de reclamar de não alcançar o inalcançável (esse 'modelo ideal' não-humano photoshopado), dar graças e celebrar o que a gente já tem?

    Se a gente raciocina, então, e não se deixa guiar somente pelas emoções, é possível RE-SIGNIFICAR a relação com corpo, forma, traços. O cérebro tem plasticidade (isso sim é ciência!) e vai sendo moldado pelo que a gente pensa e faz — e quanto mais a gente pensa numa coisa, mais o cérebro vai adquirindo esse pensamento como memória e referência. Se a gente se propõe a não ser como os nossos bichinhos de estimação e não se permite só sentir — mas todo dia exercita um pouco mais o reconhecimento, a tolerância, a gratidão pelo que tem, uma hora o cérebro vai pensar isso naturalmente.

    Sabe por que?

    Por que isso faz a gente crescer e brilhar. A outra alternativa, que é só ‘se sentir pouco magra, pouco bronzeada, pouco loira, com a barriga pouco definida ou qualquer coisa do tipo’, só faz a gente ir para baixo, se desgostar, afundar. E o que é que a gente quer na vida? Evoluir, brilhar, manifestar amor no mundo, gerar crescimento à nossa volta… ou ir pro buraco? Let’s colocar nosso raciocínio pra fazer a gente ser –e se sentir– melhor!

    ((Essa conversa rolou numa das nossas aulas no workshop Descubra e Aperfeiçoe seu Estilo Pessoal e foi filmado por uma aluna querida <3 que transcreveu tudo pra que a gente conversasse com mais gente aqui no blog também!))

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  • Comprimentos entre o joelho e o tornozelo podem achatar visualmente a silhueta. Por outro lado, exibir as partes fininhas do corpo, como o bendito tornozelo, pode passar uma sensação de pessoa mais longilínea.

    Essas ideias parecem se contradizer, certo? A pessoa que quer parecer mais magra pode ler as duas e ficar sem entender se, afinal, ela deve esconder ou mostrar o tornozelo. A verdade é que as dicas competem entre si na teoria da consultoria de estilo: criar linhas horizontais na silhueta expande visualmente, enaltecer o que é fino emagrece visualmente.

    Sabe aquele legume que é cheio de vitaminas, só que é também cheio de gordura? Pois então, o tornozelo é a batata da moda. ;-)

    Usar sapato de gáspea baixa -como sapatilha ou mocassim- e calça reta com a barra um pouco, um nada mesmo, levantada, mostrando só o ossinho do tornozelo, certamente tem efeito emagrecedor. Dessa forma, é como se a gente conseguisse unir as duas dicas: respeitando a “regra” de valorizar as partes finas e, ao mesmo tempo, alongar as pernas tanto quanto possível mesmo com o comprimento intermediário.

    QUEBRANDO AS REGRAS
    No entanto, a coisa mais legal que essa pequena questão do tornozelo traz é que essas manipulações de aparência são mesmo muito subjetivas e equivalentes.  É por isso que a gente acha que dá para usar tudo de forma legal, desde que quem usa tenha clareza de suas prioridades!

    Dá para compensar uma blusa volumosa que não te favorece com uma combinação de tons monocromáticos. Dá para compensar um festival de cores contrastantes com acessórios que chamam atenção para o rosto.

    Para parecer mais magra com o que escolhe vestir, a pessoa não precisa virar um recorte de todos os clichês e ‘regrinhas de como parecer magra’. Às vezes, quebrar um pouco as regras dá um efeito muito melhor. Um efeito de: “Olha, essa garota não é a gordinha caricata que usa preto, colar longo, listras verticais, sapato de gáspea baixa, tudo-ao-mesmo-tempo-agora”.

    Usar elementos “inapropriados” para o seu tipo físico de maneira pensada passa uma ideia de que você tem muito controle da própria imagem, tanto que se permite escapar das regras. Quase como um artista que domina tanto a tradição que pode inovar.

    *Juliana Cunha é jornalista e colaboradora do blog da Oficina de Estilo, que sorte a nossa :) ce pode ler outros textos dela pra Oficina aqui — e os textos autorais dela no Já Matei Por Menos, ó!

    + ‘MAGRA’ NÃO É ELOGIO
    + FUNÇÃO, GENÉTICA E GRATIDÃO
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    + ESCOLHAS EMAGRECEDORAS DE VESTIR


curtimos

ideias complementares às da Oficina