Essa é a Sofia Coppola no trabalho, gente. Nessa hora ela tá nos bastidores da filmagem do comercial que fez pro perfume Miss Dior Cherie. Sofia tá no topo do mundo (profissional dela) e ainda assim tá bem firme no chão. Em volta de vestidos de sonhos, cores coloridas, litros de tecidos ricos e volumes e extravagâncias – mas de jeans, camisa confortável, teninhos. Sem afetação, sem nada que não precisa ter. Imagem de quem já tem tudo. Boa pra gente pensar no que realmente importa na hora de se vestir. E de viver a vida, né? ;-)
Nunca a gente teve tantos filminhos sobre gente da moda (ao mesmo tempo!) como agora, não? Que esse ano a gente teve Lagerfeld Confidential no festival Filme Fashion (só deu pra ver os últimos 15 minutos mas aqui tem tipo uma resenha de quem viu – Alexandra, empresta a fita!) e no ano que vem tem mais. Já saiu o documentário do Marc Jacobs na Louis Vuitton (mas não chegou aqui ainda, quem viu já amou!), que segue o estilista em NY, Tóquio e Paris e mostra muito do seu processo de criação e jeito de trabalhar, com direito a aparições de Sofia Coppola (musa!) e de Anna Wintour. E diz que vai ter documentário do Valentino também, e que o filminho já vai ser lançado na apresentação da alta costura agora em janeiro, quando o estilista se aposenta de verdade – aqui tem mil fofoquinhas já adiantando algum conteúdo. Ainda sobra expectativa pra ver Gucci (vááários bafos!), Tom Ford e Donatella Versace.
O bom de ver filminhos fashion como esses é que a gente conhece mais de perto os estilistas que a gente curte e seus trabalhos, e aí as roupas e as inspirações ganham valor, um valorzinho especial (plus a mais!). O que a gente percebe que há de vontade do estilista na hora de criar – sentimentos, pensamentos, referências, histórias, desejos – pode virar características que a gente quer acrescentar à nossa própria imagem pessoal, colocar no nosso look (via roupa da grife ou da inspiração!) elementos que a gente quer que o outro veja na gente. Que a roupa que a gente usa vai adquirindo uma história só dela na medida em que vive coisas com a gente, né? Pois a gente acha que tem roupa que já pode chegar no armário com uma historinha pronta, com referências que a gente buscou de antes pra mesclar com as que a gente ainda vai criar/incorporar! A gente tá na fila desde agora pra assistir tuuudo, que participar do trabalho dessas pessoas como se a gente estivesse lá pertinho é o máximo. =)
Durante quase um ano esse blog postou, comentou, citou, mostrou e criou a maior expectativa em torno do filme Maria Antonieta da Sofia Coppola, certo!?! Ontem a Fê, o Luigi e eu fomos ao Sarau FilmeFashion lá no cine Olido e finalmente assistimos ao filme mais esperado do ano e embora muita gente não tenha gostado e a crítica não tenha sido muito favorável, a Oficina de Estilo AMOU (e o Luigi também!!!).
Desde muito pequenininha tenho contato com a história da “pobre niña”, princesa da Áustria, que com quatorze anos se casou (por procuração) com o delfim da França (na época o país mais poderoso da Europa) e se tornou rainha de uma das cortes mais luxuosas e exigentes do mundo… minha abuelita é fã de Maria Antonieta e cresci vendo imagens e ouvindo sua triste história, mas nada disso me preparou para o olhar de Sofia Coppola.
O filme é lindo visualmente, todo em cores claras e suaves e o figurino de Milena Canonero é impecável e participa como se fosse mais um personagem, já que a rainha teve muita influência na moda da época. Vestidos e mais vestidos, uma quantidade infinita de sapatos (com um All Star no meio) e cabelos inimagináveis aparecem como se tivessem vida própria e seduzem não só Maria Antonieta, mas a todos nós! A evolução de menina entediada e deslocada (em tons mais azulados e rosados), passando por rainha frívola e festeira (corem claras e quentes), até mãe sofrida e nobre decadente (tonalidades escuras) é toda permeada pelas roupas que a personagem veste… realmente incrível!!!
A trilha sonora é mais um elemento de força: transita por The Strokes, Air e árias de ópera com a maior naturalidade e imprime emoção na maioria das cenas. A mais linda pra mim é o fim de festa com direito a visão do pôr do sol emoldurado pelo monumental palácio de Versailles ao som de Ceremony do New Order… queria ficar com essa imagem pra sempre na minha memória!
As críticas mais pesadas que o filme sofreu foram sobre não ser fiel à História e por conter alguns anacronismos e acredito que quem se apegou a isso realmente não entedeu nada!!! Tá certo que Luis XVI não era exatamente um Jason Schwartzman e que eles não bebiam champagne na época, mas acho que o que Sofia Coppola quis mostrar vai muito além disso… se a gente enxergar como uma narrativa (belíssima) da jornada pessoal de uma menina que troca sua vida “simples” e feliz ao lado de uma mãe zelosa e realizada em seu casamento por um ambiente de luxo e cheio de julgamentos fica tudo tão coerente! A expectativa, a frustação, o tédio, a ansiedade, as cobranças, as festas, a “fuga” em roupas e doces… Tudo isso não fez (e faz) parte das mudanças nas nossas vidas? E o “fascínio por celebridades” não é real na nossa sociedade?
E é por isso (e muito mais) que dia 23 de fevereiro vou correr pro cinema (com meu husband à tiracolo) pra assistir mais uma vez um dos filmes mais bonitos e originais que foi feito nos últimos tempos… E recomendo que todo mundo faça o mesmo e depois conte aqui pra gente o que achou!!!
Só como curiosidade final: diz que a célebre frase “se o povo não tem pão, que coma brioches” nunca foi dita por Maria Antonieta…
(update: o Frank deixou comentário nesse post dizendo que a distribuidora falou que não, que é tudo um equívoco, que o filme estréia dia 23 de fevereiro nos cinemas – e o Frank sabe tudo de cinema! ufa!)
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A Ilana mandou e-mail contando que viu no Terra que MARIA ANTONIETA NÃO VAI PASSAR NO CINEMA aqui no Brasil! E eu também tô passada! Diz que vai sair direto em dvd (pelo menos a gente já tem desculpa pra mais uma festinha!)…
Na mesma semana que a Veja publicou matéria falando do figurino espetacular da Milena Canonero pro filme vem essa bomba (sacanation, né?). Na matéria tem contando que o guarda-roupa da rainha-menina era aberto à visitação pública, tem um pouquinho de biografia (a gente sabe de tudo via Cris, que leu um livrão sobre), que Maria Antonieta e a galera que usava os penteados mega altos e elaborados tambem carregavam alguns piolhos lá no meio (e que usavam coçadores – !!!!!! – de ouro e diamantes) e tem que, mesmo com toda a opulência do filme, os figurinos que a gente vai ver (em dvd…) não se comparam com os que a rainha em si usava na vida real: “(…) seus vestidos de festa, com armações nos quadris que mediam quase 4 metros de uma ponta à outra, eram revestidos de pedras preciosas e adornos com laços, apliques, rendas e peles de cima a baixo, em monumentais criações (…).”
A matéria inteira tá no site da Veja (na seção Estilo – só pra assinantes, eu acho) e ainda tem uma galeria de fotos pra ilustrar. A gente vai torcer pra dona Alexandra organizer mesmo um Sarau Filme Fashion numa tela enooooorme pra gente não ficar na vontade – anyways, o dvd deve sair em fevereiro pra gente. Me lembrem de marcar festinha no apê pra assisitr!
Tá no fashionologie e no la femme a matéria da Sofia Coppola pra revista de turismo/viagens do NY Times de domingo passado – e o povo tem razão pra ter curtido tanto assim, o textinho super vale a pena! A repórter acompanhou a diretora que a gente ama em Paris por alguns dias em maio e conheceu lugares favoritos, ouviu impressões e histórias pessoais e publicou uma super revelação: Sofia Coppola fez estágio na CHANEL durante a adolescência (inveeeeja!)! Elas passearam por uma floricultura que separa as flores por cheiro e não por cor (!!!), passaram no camiseiro que estava reproduzindo camisas YSL da década de 70 (da mãe da diretora) em forma de vestidinhos (a gente também adora transformações) e procuraram um lustre pro apartamento que SC comprou em Paris com o charmosão Thomas Mars – eles vão ter o bebê lá!! Tudo a ver, né?
Sofia Coppola ainda falou da experiência de ter filmado Marie-Antoinette na França (diz que não podia ter feito o filme em nenhum outro lugar) e das diferenças do jeito francês pro americano: “In America, we’re all in such a rush. Here, they have lifestyle priorities. For instance, the French crew insisted on a proper lunch break. They set the table, and they had wine, and no matter what was happening, you could not cut their lunch short. In America, it would be a quick sandwich and back to work. Here, everyone takes their time.”
Mas ok que a melhor parte é quando ela fala da experiência na maison Chanel (passaaaadas!): “After I interned at Chanel in the 80’s, I went back home to my little town in the Napa Valley, but I was changed forever. Everyone thought I was strange because I was getting French Vogue.” No finzão do texto tem um guia de endereços separados pela moça – tem que guardar pra quando viajar fazer o ‘roteiro SC’, né?
E em breve a gente vai ter as impressões da nossa editora de moda favorita sobre a SC e seu filme-pra-estrear: tá na coluna da Alexandra Farah dessa semana a notícia. Ela tá em LA pra entrevistar a Sofia Copola e pra falar do filme, estamos ansiosas pra ler (specially se rolar conversinha sobre moda também!)!!! E pra atualizar a lista aqui do lado a gente tá incluindo o blog da AF/FilmeFashion. Oká??