A parte mais legal do nosso trabalho com a Renner foi estar junto com um grupo de stylists incríveis, observando de perto o trabalho deles – e aprendendo. Agora a gente admira ainda mais esses profissionais: eles são FONTE de todas as idéias de “como usar” que editoriais e passarelas dão pra gente. É da cabeça deles que sai um monte de inteligência-fashion que a gente exercita no dia-a-dia! E estar junto com eles fez com que a gente prestasse atenção extra no nosso próprio trabalho. Olha só!
Vestidinho cinza com camisa lilás com meia azul com sapato marrom cria uma coordenação linda de cores neutras. Tudo opaco, tudo em tom médio, tudo coerente e sem se destacar muito, grupo bom de cores. Tão bom que pode parecer homogêneo demais! A gente pensou então que Read more
A segunda entrevista da nossa série de mesmas-perguntas pra profissionais-diferentes do mundo da moda é essa daqui, com a Letícia Toniazzo. Ela é stylist de primeira hoje aqui no BR, cuida da imagem da Ellus 2nd Floor e de campanhas e editoriais lindos. Trabalho reconhecido e respeitado, mais um monte de opiniões pé-no-chão pra dividir aqui – com um super bom humor, olha só!
COMO COMEÇOU?
Comecei trabalhando em Porto Alegre fazendo produções pequenas para um estúdio de fotografia de lá. De vez em quando o fotógrafo chamava alguns stylists de sp para fazer trabalhos e numa dessas ele chamou o Dani Ueda que, por causa da verba do trabalho, não pode levar assistente. O fotógrafo então perguntou se eu poderia fazer assistência pra ele. Depois do trabalho ele me convidou para vir para SP e ficar um tempo trabalhando com ele. Vim para ficar dois meses e nunca mais voltei! Read more
Quem é stylist e quem é personal stylist trabalha com a imagem que a roupa comunica sobre quem veste. A roupa é a linguagem que os dois profissionais utilizam pra narrar suas “estórias visuais” – o que cada um conta, e como conta, é que faz diferença. Stylists contam estórias “de mentirinha”, com personagens (modelos) e ambientações idealizadas (cenário/locação, maquiagem, luz, design, música). Na estória que o stylist conta, a roupa pode estar presa por alfinetes, pode estar colada com fita-crepe, pode não facilitar mobilidade e mais. Stylists contam estórias de moda, fazendo a gente enteder direitinho temas e inspirações e tendências e idéias vindas das pasarelas (quase sempre) – dando inspiração pra gente usar essa moda.
Personal stylists têm que contar estórias de verdade: quem contrata esse serviço já tem uma história pra ser contada (de vida!), com ambientação também de verdade – casa, local de trabalho, rotina, hobby, deslocamentos, filhos, profissão e mais. A roupa tem que funcionar pra valer, de todo jeito. Em qualquer luz, em todo ambiente – muitas vezes durante o dia inteeeiro! Personal stylists fazem a inspiração fornecida pelo stylist se materializar, acontecer no armário e na vida de clientes – e aí a gente entende que o stylist trabalha pra moda e o personal stylist trabalha pra gente (é isso mesmo?). Personal stylists amam mais o pé do que o sapato – e essa lição a gente aprendeu quando entendeu essas diferenças!
Esse texto tem colaboração da Tati Rodrigues, que transcreveu uma aula que a gente deu na Escola SP tratando do mercado e da profissão de personal stylists. Ontem a gente fez essa mesma aula pras turmas calouras de moda daqui do Senac/SP e pensou que nunca tinha postado essas diferenças aqui no blog! Na próxima aula a gente aproveita pra fazer vídeo! ;-)
“Uma das maiores provas da profissionalização do mercado de moda no Brasil é a chegada e crescimento das agências de moda. Nos EUA e Europa o negócio existe há um bom tempo e praticamente todo grande fotógrafo e stylist é representado com alguma grande agência. Para entender um pouco melhor essa nova área de agenciamento que começa a aparecer em território nacional é que o Pense Moda convidou a agente Flora Velloso, o consultor e também agente Marcelo Sebá dono da São Sebastião, Gustavo Aguiar da Super Produções e Keka Menezes e André Faria da agência de publicidade F/Nazca.” O resto do texto, contando como foi a segunda palestra desse último dia de Pense Moda, tá no site oficial do evento – clica pra ler! Ou assiste ao vídeo que o Filme Fashion fez, ó:
O arquivo é loooongo, mas essa é uma boa oportunidade de ouvir gente bacana conversando sobre um mercado tão tão novo, e tão promissor ao mesmo tempo. Vale a pena. =)
A gente ama as Vogues francesa e americana aqui na Oficina, são as duas leituras que não faltam em mês nenhum. As duas servem de guia pro nosso trabalho, as duas inspiram, as duas são super consideradas pelos fashionistas – mas as duas são super diferentes, porque têm editoras super diferentes: a Anna Wintour e a Carine Roitfeld. Bom é que as duas meio que são complementares, e a gente resolveu pensar porque a gente curte cada uma delas. E a gente pensou em grupo, junto com os amigos stylists Fabio Ishimoto e Heleno Jr., porque amigos fashionistas sempre acrescentam. =)
olha umas capas da vogue américa
e umas da vogue paris
A Carine Roitfeld é mais jovem, mais moderna, mais ousada e mais sexy – a Vogue Paris também é tudo isso porque é mointo a cara da sua editora. A Anna Wintour é mais tradicional, mais clássica, se arrisca menos e é mais classuda, mais elegante – e a revista que ela comanda, a Vogue América, também tem essa cara certinha, mas chique. A Vogue Paris é inovadora, é provocadora, tem um projeto gráfico todo não linear, quase maluco. A Vogue América é politicamente correta, não dá chance pra ser criticada, é mais conservadora. Carine põe nas capas da VParis modelas magérrimas, peles e cigarros. Dona Wintour põe atrizes de Hollywood (ninguém mointo magra pra não reclamarem das questões de distúrbios alimentares e tals), com mointa jóia que a mulher-vogue-américa é rica.
Fabio Ishimoto lembrou que a VAmérica pode até ser caretinha, mas que mostra a roupa como ela deve ser usada – sempre do jeito mais glamouroso, da forma mais elegante e ao mesmo tempo mais atual. Inspira e faz sonhar, mas o que se vê é um sonho alcançável: a gente pode ser daquele jeito. O Heleno defendeu a VParis e disse que tem que fazer sonhar mais alto, tem que sacudir quem lê a revista com mais que o possível – ele entende que imagens de moda precisam ser inusitadas, precisam causar algum estranhamento, pra que a gente estude mais, tente decifrar códigos, leia elementos e assim, cresça em inteligência-fashion. O Fabio contou que Anna Wintour uma vez explicou porque a VAmérica ama tanto a Carol Trentini: diz que a Carol é (na opinião da editora) supermodela linda magra e tals, mas que tem cara de gente de verdade e gera identificação com a leitora da revista. E aí o Heleno disse que as modelas de VParis não são tão “vida real”, mas vendem desejo, mexem com a imaginação.
Os dois amigos disseram pra gente ficar bem de olho nas próximas edições das duas revistas, por conta de uma troca de profissionais de uma e de outra: o diretor criativo da Paris foi trabalhar numa outra revista (a Interview) e uma editora de moda, também da Paris, foi trabalhar na Vogue América! A gente vai prestar atenção sim e vai continuar lendo as duas, que a VAmérica é mais vida real, é mais comercial e é mais a nossa cara meishmo, mas a vida real se abastece de sonho e a VParis cuida disso aqui pra gente. Alguém mais tá empatado em preferência? Ou acha que vale mais o $$$ de uma ou de outra (que elas são caaaaras, né, minha gente?)?!??
E o primeiro dia de São Paulo Fashion Week, pra gente, é sempre o mais corrido, o mais bagunçado. É quando a gente sente como vai ser o resto todo do tempo, e quando a gente começa a entender (e adivinhar) tudo que a gente vai ver em to-dos os desfiles dessa edição de verão do evento. E a gente tá numa temporada de tanta inspiração em anos 70, que é natural que a gente veja mointa modelagem tipo saruel – teve no Fashion Rio e hoje teve na Osklen e no 2nd Floor, em forma de calça, de bermuda, de shortinho e até de macacão! Essa modelagem é a que tem o cavalo/gancho super baixo, e que (diz que) tem origem marroquina, tipo roupa religiosa.
Daí, pra aproveitar os amigos fashionistas nos corredores da Bienal, a gente pediu dicas de como usar essa modelagem que é difícil, mas é bem estilosa. E a gente abre com a nossa própria dica: como a modelagem é ampla na parte de baixo, quem tem quadril e quer usar pode escolher partes de cima em cores claras (mais claras que as da parte de baixo do look) ou bem coloridas. A idéia é chamar mais atenção pra parte de cima pra equilibrar, entende? E o Heleno Jr., nosso amigo super stylist, completou essa dica: “o segredo é usar partes de cima bem ajustadas, pra mostrar a proporção real de quem tá usando, sem parecer que o corpo tem a forma da saruel”. Tipo deixando bem claro que a silhueta maluca (mais cheia embaixo) é uma proposta de moda e não uma nova forma não humana (rá!).
E mais gente entendida deu opinião. A Thaís Mol, também stylist, deu uma dica bem boa pras magrinhas: ela sugeriu usar calça saruel com paletó pra criar uma silhueta quadradinha! E quem não é tão magrinha mas curtiu a idéia de se esquentar, pode escolher um paletó mais ajustadinho. O paletó só precisa ser curtinho pra não sobrepor volume com o volume da calça, ali embaixo. A Thais Losso prefere short saruel no lugar de calças, pra deixar mais perna à mostra e parecer mais alta – e ela prefere que a modelagem saruel seja feita em tecido bem molinho, que é pra não estruturar e aumentar ainda mais o volume (a gente amou essa dica!).
E a Manu Carvalho, super consultora de moda e imagem (a gente é fã!), acrescentou acessórios à produção: ela acha mais legal usar tudo saruel sem salto, com sandálias rasteiras ou sapatilhas ou teninhos. A modelagem saruel é bem informal, não ia combinar com salto meishmo. Se a saruel é feita em tecido sofisticado, é melhor que seja coordenada com rasteiras elegantes em couro metalizado ou com pedras! E vamos pensando todos juntos em como usar, que até o verão que vem a gente ainda vai ver e rever mointas referências com essas peças tããão confortáveis e tão descoladas.
Cada vez mais eu acho que stylists e personal stylists têm funções parecidas: um trabalha a imagem da marca, o outro trabalha a imagem do cliente, considerando que imagem é mais do que só roupa e alcança mais. E não se trata só de moda pra nenhum dos dois trabalhos, que tanto o stylist quanto o personal stylist estão mais interessados em definir estilo e firmar identidades. Por isso o trabalho dos stylists gera tanto interesse, porque quem consegue trabalhar/definir identidades tão bem e tantas vezes (a cada editorial, em vários desfiles a cada temporada), tem muito pra ensinar pra quem quer definir identidade pessoal, estilo próprio. Não é?!??
Felipe Veloso é o meu stylist favorito desde sempre. Que admiração vem de identificação, e eu adoraria dominar estampas e texturas e misturas de tudo como ele domina. É ele o responsável pela imagem da Regina Casé, pela imagem da marca da Isabela Capeto, pelo styling de desfiles memoráveis da Zapping (tipo o da China e o Holiday on Ice) e pelo styling do desfile da marca Sommer pro último verão (amo essas imagens!). O Felipe em si se diz “um liquidificador” por conta do gosto por misturar coisas, tendências e cores. Ao mesmo tempo, ele também cuida da imagem do Caetano Veloso (pra premiações), e mostra que também é mestre em sofisticação e elegância: “taí o mais bacana da minha profissão, poder passear por todos os estilos e fazer coisas diferentes”. Cada imagem “construída” por ele é uma aula de harmonia, de equilíbrio de (muitos!) elementos, de referências e de senso estético. Sabe mais o que? Ele tem uma cachorra que se chama Gata! =)
E se o visual do stylist pode parecer uma bagunça (uma bagunça bem boa!), no trabalho diz que ele é mega organizado, metódico. Diz que ele faz fichas técnicas de tudo, documenta e arquiva todos os trabalhos: “ter tudo organizado é tão importante quanto a criação e a produção porque agiliza o trabalho”. E dá mais lição: “vá atrás da informação, tanto da marca quanto das coisas que estão acontecendo ao redor (…), leia bastante, porque tudo pode ser usado como informação para o seu trabalho – tem que ser antenado!” Felipe quase virou dentista, mas se “formou” como stylist na prática: “só estando aberto ao que a vida e o mundo têm a lhe oferecer, sem preconceito e julgamentos, conseguiremos aprender e conhecer as coisas e as pessoas como elas são. Vivo lapidando o meu olhar pra me tornar um ser humano e um profissional melhor, sempre fazendo coisas diferentes e de qualidade”.
Por isso tudo, por toda lição e todo aprendizado, por toda imagem inspiradora e pela coincidência de tê-lo mencionado duas vezes na útlima semana (num texto pra revista Catarina e no vídeo do Lula Rodrigues), ontem foi um dia de glória, pra mim, na Bienal: nem pensei em nada na hora em que vi o Felipe EM SI quase na saída e corri lá pra me declarar fã, pra abraçar, pra tirar foto de tiete e pra ficar tanto tempo quanto possível perto dele, pra ver se aprendia mais um pouquinho. Fe-liz-da-vi-da.
Pessoa importante nas semanas de moda é o stylist. Esse profissional trabalha nos bastidores, junto com o estilista, cuidando do estilo e da aparência da roupa apresentada. Do mesmo jeito que a gente como personal stylist presta atenção em tudo que envolve a aparência da cliente – não é só comprar roupa! tem cabelo, tem a coordenação das peças, tem os acessórios, tem o make… – o stylist cuida de tudo que envolve a aparência da coleção. Ele imagina quem é a mulher que vai usar aquela roupa, de que jeito ela coordena as peças, que cabelo e que maquiagem usa, que música ouve, qual é a atitude dela, como ela anda… e monta esse “teatrinho” pra mostrar pra gente, de um jeito mais “alcançável”, qual é a sensação que aquela coleção quer passar.
timão: jackson araújo, thiago ferraz, daniel ueda, davi pollack, chiara gadaleta, flávia lafer, mauriício ianês e paulo martinez
O legal desse trabalho é que a gente consegue entender as inspirações e motivações de quem criou a coleção, mas sem deixar de entender isso dentro do contexto de identidade do estilista, sem separar a vontade da coleção do ‘dna da marca’ (stylist trabalha também em editorial de moda, em catálogos de marca… não ’so em desfile!). Mais legal ainda é prestar atenção nesse trabalho pra adaptar insights e truques desses profissionais na vida real: eles são mega bons em sobreposições, em acessórios, em coisas legais no cabelo, jeitos de usar lenço, etc etc etc! Que todo mundo pode ter as mesmas coisas, mesmas peças, mas como a gente coordena e que acessórios usa junto faz toda a diferença, néam?
A gente já tinha falado do trabalho dos stylists aqui nesse post e a Thaís Losso entrevistou a Lelê Toniazzo, stylist queridíssima de todo mundo do mundjinho, pra explicar o que é, como faz e o que tem que estudar pra ser um stylist bacana (é incrível, passa pra ler!). No Pense Moda teve um debate com vários stylists e a conversa tá toda aqui (saudade desses dias!), e o Romeu já fez um “dossiê” com mini-perfil dos stylists mais legais que a gente tem no BR – e essa lista só cresce, tem muita gente fazendo trabalhos legais nessa área, tanta que a lista podia ser atualizada quase a cada temporada. A gente aprende um tanto com eles e vai ficar de olho durante todo o SPFW.
A stylist/editora inglesa Isabella Blow morreu na semana passada e deixou todo o povo da moda passado. Isabella era super exêntrica no seu jeito de vestir e bem inteligente no trabalho. Ficou conhecida por descobrir e incentivar talentos tipo o chapeleiro Phillip Tracey (ela sempre usava suas criações mais malucas!),os estilistas Alexander McQueen, Hussein Chalayan , o fotógrafo Juergen Teller e minha modelo quase preferida, Sophie Dahl. Ela trabalhou com a Anna Wintour na Vogue América, com Michael Roberts na revista Tatler e na revista do Sunday Times – tudo super importante.
E eu acho que esse é o exemplo deixado por ela é o mais legal: fazer força pra enxergar coisas novas e dar espaço pra elas deixarem de ser novas e crescerem. Que aqui no BR tem um zilhão de coisas acontecendo, mas falta gente com olho bom pra selecionar e espaço na mídia pra esse monte de trabalhos legais aparecer. Tem espaço pra todo mundo, tem público pra estilos e preços e propostas diferentes…. quem perde é a gente, consumidor. Não é?
O mundo da moda deve um tanto à Isabella Blow, e podia pagar com incentivo e boa-vontade diante do ‘novo’. Ia ser bom pra todo mundo e ela ia ficar feliz se soubesse que influenciou pro bem. Tem mais sobre IB aqui e aqui. **E eu tinha guardado no meu delicious um post do Style Bubble (sou mega fã!) de agosto do ano passado com 10 razões pelas quais a Susie-dona-do-blog ama a Isabella Blow (tem um comentário meu lá que nem eu lembrava que tinha feito!) e com galeria de fotos. Super fofo, super vale o clique.
** post gigantesco escrita à quatro mãos, por mim e pelo Luigi,
que não ia rolar sem a Cris e o Fabio Ishimoto…
somos quantas mãos ao todo?? **
Eu e a Cris somos personal stylists: trabalhamos o “conceito de imagem” – estilo, aparência – de cada cliente nosso, individualmente e de forma personalizada (por isso personal stylists). Se a gente tirar o ‘personal’ e ficar só com o stylist, estamos tratando de outro profissional, com função diferente da nossa (mas relacionada, em outra proporção, claro!).
O stylist é o profissional que concebe, junto com a marca e seus estilistas, a “cara” da coleção a ser apresentada primeiro no desfile e depois ao mercado (”conceito de imagem = estilo, aparência!). Desde o início da criação das peças o stylist trabalha em parceria com a equipe de estilo: juntos eles pesquisam referências, determinam formas, modelagens e cartela de cores a serem trabalhadas e desenvolvem peças-chave que trarão em si as informações de moda mais importantes de cada coleção.
Hoje à noite eu, Cris e Luigi acompanhamos uma prova de roupas na fábrica de uma marca bem importante que vai desfilar no SPFW (a gente também acha um saco não poder – ainda! – contar qual é…), capitaneada pelo Giovanni Frasson: super stylist, editor da Vogue Brasil. Depois da coleção pronta, o stylist agrega a função de editor e seleciona peças especiais, cria looks incríveis com essas peças, ordena os looks e define que modelos vão usar o quê na hora do desfile. Os looks ficam agrupados em araras, numerados e pendurados na ordem de entrada (dos modelos).
modelo (quem?) sendo fotografado e carol trentini provando seu look
O stylist faz o casting (seleção de quem vai desfilar) junto com os estilistas da marca, e os modelos têm um dia reservado antes do desfile só pra provar seus looks. Nesse dia todos vão até a fábrica (ou o showroom ou whatever) e, um por um, provam as peças separadas pra eles, desfilam com elas, são analisados e fotografados. A equipe* que acompanha esse processo presta atenção nos tamanhos das peças (muitas calças ficavam largas nos modelos!), em possíveis ajustes, faz anotações, observa caimentos e movimentos e cuida pra que tudo esteja perfeito na hora do desfile de verdade.
*No caso da marca que visitamos hoje, a equipe tinha mais ou menos 20 pessoas! Eram 5 estilistas (1 de masculino, 1 de acessórios, 1 que só faz jeans e 2 de feminino), funcionários de marketing e assessoria de imprensa, modelistas, estagiários, diretor de desfile, donos da marca… e os stylists!
Durante a prova a equipe toda é guiada por um super quadro de referências: os looks são fotografados em ‘modelos de prova’ e colados em sequência nesse quadro, pra que se tenha uma idéia geral de como está a edição do desfile. Quando as provas são feitas nos modelos que vão mesmo desfilar aqueles looks, tudo é fotografado pra que um quadro igual a esse – mas com as fotos dos modelos “definitivos”- seja levado pro backstage do desfile pra guiar os profissionais que trabalharão lá, na hora.
O stylist ainda pensa em referências para cabelo e maquiagem e define esses elementos em parceria com o profissional escolhido (na nossa experiência, o Giovanni escolheu o Max Weber – super colaborador da revista Vogue – para cuidar da beleza desse desfile). Às vezes o maquiador/cabelereiro até dá opiniões, mas quase sempre o stylist já sabe bem o que quer.
And that’s not all for today, folks. A assessoria dessa marca (grande e estabelecida!) não nos deixou falar mais nada…. até quinta, quando acontece o desfile. Juntando esse monte de pistas que a gente deixou all over this text, vamos aos comentários tentar adivinhar onde fomos hoje???
Se você chegou até aqui, saiba que o primeiro a acertar vem conhecer a gente no lounge da motorola na quinta-feira e ainda bate um papinho com o Fabio Ishimoto, que é um mega talento da nova geração de stylists, assistente do Giovanni nesse ‘trabalho-mistério’ e um amigo querido. Tá?