18.
nov.
08.

pense moda: nova moda pra novos homens (?)

publicado por: Fernanda

Qual é a real colocação da moda masculina brasileira?

Bem, difícil dizer. Mesmo depois desta terceira palestra do segundo dia de Pense Moda. Ivan Aguilar, Li Camargo, Vitor Santos, Thiago Ferraz, Sylvain Justum, Cacá Ribeiro e Renato De Cara discutiram e se posicionaram enquanto consumidores, mas nenhuma conclusão foi realmente arrematada. A velha questão de como inovar este segmento de mercado sem recair na questão da sexualidade – ou homossexualidade – foi abordada, bem como se o comportamento feminino influencia a maneira dos homens se vestirem. A adequação às exigências e expectativas do público consumidor também foi lançada como pauta – até onde ela deve interferir na criação do estilista?

Sim, todas estas questões são pertinentes e exigem discussão. Entretanto o debate de hoje não resolveu nenhuma delas, somente as direcionou. Ok, o grande disseminador da moda masculina pode ser o público homossexual, mas a sexualidade não é condição e pressuposto de inovação. Pode ser uma fronteira, mas jamais a causa. Sobre a influência feminina no vestir-se masculino, elas exercem, obviamente, significativa interferência, mas assim como a sexualidade, não são motor. E as expectativas do público enquanto direcionamento na criação dos estilistas só são válidas a partir do momento em que se fazem presentes juntamente com o repertório e os desejos do próprio criador (pois só assim a roupa terá autenticidade).

Por fim, Oliveros, editor de moda da revista Playboy, da platéia se colocou: 70% dos anunciantes da Playboy são de moda masculina. O homem se aceita, sim, vaidoso, mas não aceita que esta vaidade incite questionamentos sobre sua sexualidade. Colocação vinda de editor de revista feminina voltada ao público masculino a gente escuta e acredita. Ele sabe do que está falando.

Por Tati Rodrigues, do Avesso do Espelho. =)

16.
jan.
08.

o trabalho dos stylists

publicado por: Fernanda

Pessoa importante nas semanas de moda é o stylist. Esse profissional trabalha nos bastidores, junto com o estilista, cuidando do estilo e da aparência da roupa apresentada. Do mesmo jeito que a gente como personal stylist presta atenção em tudo que envolve a aparência da cliente – não é só comprar roupa! tem cabelo, tem a coordenação das peças, tem os acessórios, tem o make… – o stylist cuida de tudo que envolve a aparência da coleção. Ele imagina quem é a mulher que vai usar aquela roupa, de que jeito ela coordena as peças, que cabelo e que maquiagem usa, que música ouve, qual é a atitude dela, como ela anda… e monta esse “teatrinho” pra mostrar pra gente, de um jeito mais “alcançável”, qual é a sensação que aquela coleção quer passar.

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timão: jackson araújo, thiago ferraz, daniel ueda, davi pollack, chiara gadaleta, flávia lafer, mauriício ianês e paulo martinez

O legal desse trabalho é que a gente consegue entender as inspirações e motivações de quem criou a coleção, mas sem deixar de entender isso dentro do contexto de identidade do estilista, sem separar a vontade da coleção do ‘dna da marca’ (stylist trabalha também em editorial de moda, em catálogos de marca… não ’so em desfile!). Mais legal ainda é prestar atenção nesse trabalho pra adaptar insights e truques desses profissionais na vida real: eles são mega bons em sobreposições, em acessórios, em coisas legais no cabelo, jeitos de usar lenço, etc etc etc! Que todo mundo pode ter as mesmas coisas, mesmas peças, mas como a gente coordena e que acessórios usa junto faz toda a diferença, néam?

A gente já tinha falado do trabalho dos stylists aqui nesse post e a Thaís Losso entrevistou a Lelê Toniazzo, stylist queridíssima de todo mundo do mundjinho, pra explicar o que é, como faz e o que tem que estudar pra ser um stylist bacana (é incrível, passa pra ler!). No Pense Moda teve um debate com vários stylists e a conversa tá toda aqui (saudade desses dias!), e o Romeu já fez um “dossiê” com mini-perfil dos stylists mais legais que a gente tem no BR – e essa lista só cresce, tem muita gente fazendo trabalhos legais nessa área, tanta que a lista podia ser atualizada quase a cada temporada. A gente aprende um tanto com eles e vai ficar de olho durante todo o SPFW.

9.
nov.
07.

pense moda: último dia (aaaahhhhhhh)

publicado por: Fernanda

Não tem como dizer que hoje foi o melhor dia porque o evento inteiro foi bem rico de informações e insights, além de uma deglícia de fazer. De verdade. Todo dia a gente saía das palestras e ia almoçar com amigos mais que inteligentes, e os debates continuavam e a cabeça até agora não para de ferver. Que o propósito do Pense Moda era esse mesmo, né? Juntar um grupo de gente interessada pra pensar em como as coisas podem ficar ainda mais legais. E o dia começou com uma palestra super inspirativa e otimista e engraçada, mas bem densa de conteúdo importante e coerente – o primeiro a fazer a gente sorrir hoje foi o super stylist inglês Judy Blame (a palestra dele tá aqui).

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Camila muito linda de Neon e o super mega power Judy Blame

E ele é tão super, tão incrível, que vai render um post inteiro aqui na terça que vem (pode marcar na agenda!). O stylist chegou chegando com um look de fazer cair o queixo efalou pra gente de pé, sem sofá ou cadeira ou apoio – bem “palquinho” mesmo. Ele falou da paixão por moda e de como quando a gente tem paixão por alguma coisa é IMPOSSÍVEL essa coisa não dar certo. Ele falou disso muitas vezes, amigos, e a gente super acredita. Falou da importância do trabalho em equipe, de se ter um grupo bacana de pessoas interessantes junto da gente no trabalho e falou de novo (a gente repetiria isso mais mil vezes!): quando a gente ama alguma coisa (no caso a moda), quando a gente tem coração aberto pra isso, quando a gente tem força criativa e deixa acontecer (depende da gente deixar acontecer!!!), não tem como não acontecer – as pessoas mais legais vão vir até a gente, as coisas vão caminhar na nossa direção, vão acontecer. Todo mundo pode tudo, mas tem que abrir o coração, deixar acontecer e trabalhar muito muito muito, e muito duro.

Pode ser Poliana, pode ser mais otimista do que a gente precisa ser, mas a gente curte e acredita. E com a gente as coisas têm acontecido assim mesmo, na linha desse pensamento. =)

A mesa de debate hoje teve top stylists brasileiros: Paulo Martinez, Flavia Lafer e Chiara Gadaleta (chiiiiques!), Daniel Ueda, David Pollack (virei mega fã) e Thiago Ferraz conversaram sobre a profissão, sobre as dificuldades, sobre as revistas e editoras e sobre suas referências. Contaram que se acham “contadores de histórias” porque interpretam a roupa através da imagem que criam – disseram, inclusive, que nas histórias que contam a roupa é (quase) o que menos importa! Importa mais o fotógrafo, o cabelo e a maquiagem, a luz, a locação… a imagem é que vai comunicar alguma coisa e não a roupa! Nessa hora a Chiara Gadaleta acrescentou que quanto mais fantasia a imagem tiver, melhor – que imagem de vida real já existe na vida real, então não tem graça fazer sonhar com uma imagem “fácil”- achei tudo de-mais nesse debate (e a conversa inteira tá aqui). Eles também vão render todo um novo post, ainda sem data definida pra aparecer aqui (deu vontade de fazer uma mega pesquisa de imagens pra ilustrar, daí a gente precisa de mais tempo, né?!??).

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aqui tem o mediador jackson Araújo e aí os stylists Thiago Ferraz, Daniel Ueda, David Pollack, Chiara Gadaleta, Flávia Lafer, Maurício Ianês e Paulo Martinez (tchurminha incrível!)

E já já a gente enche isso aqui de fotinhos e vídeos e mais carinhas rindo, que é assim mesmo que a gente tá agora (mesmo mega correndo pra dar conta do trabalho na vida offline!). Já já também os textos completos aparecem no site do Pense Moda e aí a gente volta aqui e enche de links também – diz que o Oliveros fez mesmo a entrevista com a moça da bota pata de bode, sabia? E no domingo sai um post-resumão do Pense Moda, pra gente fechar essa semana inteligente com chave de ouro! =)

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.