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  • O Enjoei é uma boa alternativa pra vender o que não serve pra gente, mas que ainda dá um caldo (alô encaminhamento responsável de descartes/excessos). Funciona em forma de site e também em forma de app, com linguagem e aparência e ferramentas que facilitam organizar uma lojinha só sua e acompanhar as vendas. Daí as fotos do que vai ser vendido e como a gente comunica valor fazem o resto do serviço, ó!

    como trabalhar pra vender direitinho no Enjoei (e descartar com responsabilidade os excessos de guarda-roupa).

    FOTOS MANEIRAS

    Fotos maneiras = em luz natural, direto da janela \o/ com cores bem definidas, com nitidez, num cenário discreto mas fuefo. O próprio Enjoei tem um vídeo com dicas de como produzir essas fotos, ó. Aí é tentar pensar com a mente de quem vai comprar: a gente quer ver o produto de frente, de costas, quer ver os detalhes e né, quer ver como veste num corpinho real. A gente aqui, que ensina clientes a avaliar qualidade e custo-benefício, quer ver até por dentro da roupa: como é o acabamento, como são as costuras. ;-)

    Na vida real é bom juntar tudo que vai ser fotografado, separar por categorias e, já com o cenário arrumadinho, passar/vaporizar e ir fazendo as fotos — todas de uma vez só, pra agrupar trabalhos e otimizar o tempo. Vale fazer pelo menos 5 fotos diferentes pra cada peça, pra aproveitar do melhor jeito os espaços disponíveis na página de venda — e ó, a gente sente que as fotos funcionam melhor em formato vertical, já que muita gente vê na tela do celular.

    DESCRIÇÕES ESPERTAS

    Com as fotos feitas, é hora de contar que peça é essa em título e descrição: de que marca é, por que é legal, de que jeito pode ser usada, de que material é feita (alô etiqueta interna!), como deve ser cuidada (alô manutenção), que sensação ela rende quando vestida. :) É legal tentar inserir na descrição palavras-chave sobre o produto (quanto mais palavras, mais oportunidade de ser encontrada nas buscas dos usuários!). E muito muito importante é dizer quais as medidas da peça! Sabemos que P-M-G ou 38-40-42 não são medidas padrão, então vale verificar com fita métrica quais as circunferências e alturas de cada peça — atenção pra peito, cintura, quadril, mangas, barras, ganchos, decotes.

    COMBINADO NÃO SAI CARO

    O Enjoei tem toda uma política pra facilitar as vidas de quem vende e de quem compra, e pra isso trabalha com parceiros e… também ganha um dinheirinho, claro. No próprio site dá pra estudar que facilidades o site oferece, como funciona a política de frete, que comprometimentos demanda (como tratar perguntas/respostas, como cuidar de devoluções, como como receber reembolsos, etc), quais as taxas de intermédio cobradas e que parceiros vão fazer parte do trâmite do dindin que se ganha com as vendas. Clica aqui pra conhecer a área de ajuda do Enjoei que é bem completona, e então estudar antes mesmo de botar a lojinha pra jogo.

    + tutorial bem explicadinho de como vender no Enjoei
    + instruções dos Correiros pra embalar encomendas diferentes
    + um guia simpático de como tocar a lojinha
    + depoimento de uma moça que ganhou R$ 2.000 no primeiro mês de vendas no Enjoei

    01 EMPURRÃOZINHO

    É preciso ajudar o Enjoei a te ajudar a vender \o/ e contar pra amigas, parentes, colegas de trabalho que a lojinha tá no ar, funcionando, pronta pra vender. Dentro do próprio site/app é possível se fazer conhecida: tem como seguir outras lojinhas (como em rede social) e, através de notificações, as donas dessas lojinhas vão ver que você tá seguindo, e assim a energia já vai circulando, né?

    01 extra bem importante

    A consultoria de estilo funciona como uma revisão do nosso relacionamento com o próprio guarda-roupa desde sempre (pra se definir um novo relacionamento, mais eficaz, objetivo, afetivo, consciente), e por isso é até natural que haja um grande descarte num primeiro processo de reflexão e auto-conhecimento e definição de objetivos de vida. A idéia é olhar pro que foi comprado em excesso e não fez sentido e, então, fazer melhores escolhas a partir do aprendizado PRA NÃO COMPRAR MAIS EM EXCESSO E NEM PRECISAR RE-VENDEROU RE-DESCARTAR TUDO DE NOVO EM CICLOS INSANOS DE DESPERDÍCIO. Não somos a favor de se manter lojinhas sazonais pra desovar consumismo!

    Outro extra

    Esse conteúdo é o que a gente aqui na ODE tem pra compartilhar: nossa experiência (orientando clientes a vender no Enjoei) tem sido bem boa, serena, eficaz. A gente sente muito se você teve ou tem uma experiência diferente, mas né, permanecemos todas em good vibes. \o/

    + LIMPEZA ESTRATÉGICA DE GUARDA-ROUPA
    + ABRINDO ESPAÇO FÍSICO E MENTAL NO ARMÁRIO


  • A Garance Doré, ilustradora francesa que abastece um blog bem elegante sobre estilo de vida e consumo, publicou um artigo delicioso em que explica quais são seus “novos mandamentos de estilo”. A gente concorda BASTANTE e tem aplicado, tanto na própria vida quanto no trabalho de consultoria com nossas clientes, todas essas direções.

    No texto a Garance diz que está cansada de acumular tanta coisa/roupa e que os amigos dela também se sentem assim (podemos ouvir um AMÉM irmãs?) — diz que todo mundo quer comprar menos mas melhor, e que geral tá querendo vestir as mesmas roupas por muuuuuuitas e muitas temporadas. Ela completa assim:

    “talvez seja essa órgia’ de streetstyle e semanas de moda em que a gente esteja inserida nos últimos anos… em todo caso, mudei várias coisas e já sinto diferença: tenho viajado mais leve, só compro roupas que eu realmente vou usar e estou amando incrementar meu guarda-roupa a cada estação ao invés de refazê-lo por completo.”

    É possível, não precisa ser radical, é só querer e aproveitar. Ó!

    garance doré explica por que ela, a gente, todo mundo quer simplificar, comprar menos, usar as mesmas roupas por muito tempo.

    #1
    MENOS ESCOLHAS = MAIS CRIATIVIDADE

    Quanto menos a gente tem, mais a gente pode exercitar versatilidade e fazer tudo render (de jeitos diferentes, inusitados). Quando a gente resolve ter só o melhor-do-melhor, só o que a gente ama (como se o armário fosse uma mala de viagem!), a gente pode experimentar usar cada peça que tem com pelo menos outras três e multiplicar nosso universo visual. Assim nada fica estagnado, perdido, deixado pra trás, a gente usa de verdade tudo que tem. Isso vale também pra quem tem restrição em relação ao próprio tipo físico, sabia? Quem tem menos roupa usa mais roupas.

    #2
    PEÇA PERFEITA = DELICIOSIDADE ETERNA

    Conhecer o guarda-roupa tão precismente a ponto de sempre ter em mente o que realmente pode fazer a diferença é um privilégio — e uma delícia. Procurar por uma peça específica por um tempããããão não é ruim se a gente encara a busca como parte da diversão, como possibilidade de mais e mais aprendizado sobre a gente mesma. E é tão gostoso idealizar, procurar procurar procurar e então… encontrar!

    No texto original a Garancé diz que coisas boas são, agora, cada vez mais raras de se encontrar. A gente concorda. Então esperar e procurar pelo que realmente vale a pena faz sentido — e faz a sensação de leveza e objetividade ser uma delícia duradoura mesmo.

    #3
    QUALIDADE = LONGEVIDADE

    Gostoso ver uma peça “envelhecer bem” junto com a gente, na medida em que a gente vai usando. Camisas que vão ficando mais molinhas, sapatos que vão se moldando aos pés, casacos que acompanham a gente em fotos de muitas épocas diferentes, tipo isso. Mas né, só envelhece bem o que tem qualidade — e o que não tem qualidade não envelhece, acaba. Não precisa ser caro pra ter qualidade (a Garance diz que tem peças da Zara que tão durando anos — a gente aqui também tem, nos próprios armários!) — mas pra encontrar qualidade a gente precisa procurar, tocar as peças, olhar etiquetas, observar acabamentos. Quem quer ser interessante precisa estar interessada!

    #4
    GISELE ≠ A GENTE

    Tem roupas/looks/ideias que funcionam 100% bem nas moças da internet ou da revista ou da TV — e tem roupas que nunca vão funcionar pra gente exatamente como funcionam pra elas (ou pra quem quer que seja). Se conhecer, identificar o que é importante pra gente e buscar o que se quer sentir em frente ao espelho — usufruindo de inspiração, mas inspiração PERSONALIZADA, adaptada pro nosso universo particular — é o caminho pra ser feliz com moda.

    #5
    COMPRAR MENOS = COMPRAR MELHOR

    Quando a gente compra muito a gente perde essa DELÍCIA de sensação de satisfação que se sente com uma compra perfeita, desejada, batalhada. A emoção, sabe? A Garance explica em etapas essa gostosura (muito legal!):

    – a gente vê pela primeira vez o objeto de desejo
    – vai lá e compra — o que às vezes faz doer um pouquinho, mas a gente esquece rápido
    – daí a gente chega em casa e tira nosso pequeno tesouro da sacola, um primeiro momento a sós com o objeto de desejo (EMOÇÃO!)
    – a primeira noite que a peça dorme em casa HAHAHHAHAHHAHAHA engraçado mas verdade! isso conta né ter uma coisa muito legal em casa com a gente pela primeira vez!
    – a primeira vez que a gente sai “oficialmente juntas” (hahahahhhaahha)
    – e depois, claro, a primeira foto pro instagram!

    Sabe isso? Se a gente compra loucamente, isso daí se perde. Consumir com consciência não é não comprar — pelo contrário, comprar pode ser essa delícia, e pode ter função NA REAL. Quando a gente compra muito passa a tratar nossas compras como sacos de batata, compra e joga no armário sem excitação ou exercício extra de pensamento.

    E se a gente resolve comprar menos, com mais pensamento, com mais dedicação e auto-observação… essa emoção volta super. A gente pode preservar as histórias que vem com cada roupa/peça nova. Substituir consumo por autoestima é muito isso. Ó que delícia.

    <3


  • (post original de 22 de junho de 2012)

    A revista Moda da Joyce Pascowitch entrevistou o psicanalista Flávio Gikovate sobre comportamento, consumo, vaidade e claro, moda. Compartilhamos aqui os trechos que poderiam render reflexões ativas nas cabecinhas de todo mundo que curte roupas e internet. Ficou longo mas vale a pena ler até o fim: pode render identificação e pode dar vontade de viver de um jeito diferente em relação a compras e looks. Vê se não faz um super sentido (e que delícia seria conscientizar isso tudo pra viver melhor, hein?):

    moda: Quando a vaidade deixa de ser saudável?
    FG: Ela nunca é. Estamos diante de um mundo em que bem-estar, felicidade e saúde não significam nada. A modernidade líquida, conceito definido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é quando você se orgulha do que consome, mas não do que produz. A vaidade é essencialmente aristocrática. O indivíduo quer estar entre os poucos que têm bens quase inacessíveis como carro, roupa ou jóia. Apenas 0,1% da população tem beleza, magreza, fama e fortuna. Os outros 99,9% são infelizes.

    ((misericórdia. que vergonha. mas senta que lá vem história.))

    reflexões valiosas do psicanalista Flavio Gikovate sobre consumo, moda, vontades e o mundo em que a gente vive.

    moda: Pessoas mais maduras emocionalmente precisam de menos símbolos?
    FG: Sim, mas elas continuarão vaidosas porque não se trata de uma característica física apenas, pode ser intelectual. É cada vez mais difícil encontrar alguém em paz consigo mesmo, feliz com seus vínculos de amor e amizade. Essas pessoas têm menos necessidade de bens materiais. Infelizmente, a competição e o consumo afastam os indivíduos e aumentam a vaidade, enquanto o amor é cada vez mais raro. Isso faz com que as relações percam estabilidade, solidez e continuidade, e causa frustração. A sociedade não tem interesse em pessoas mais felizes porque elas consomem menos, ou seja, o capitalismo se alimenta da infelicidade humana. Os mais alegres gastam seu tempo com coisas que realmente gostam, em vez de comprar. E a vaidade continua existindo: vaidade de ser alguém decente, de ter vínculos afetivos de qualidade, bons amigos. Existem fontes de felicidade mais baratas e não excludentes como a dança. Tem música para todo mundo, assim como amor, mas o foco é, cada vez mais, em aspectos como beleza e riqueza.

    ((ó como a gente tem que ficar ESPERTA nessa vida! e cuidar da gente mesma, identificar o que importa de verdade, focar no que faz a gente viver melhor — e não no que põe a gente pra baixo.))

    moda: O desejo é ruim?
    FG: É impossível não desejar, mas vivemos numa cultura que valoriza muito esse sentimento. Isso leva ao sexo casual, por exemplo.Você não pode pensar em casais monogâmicos estáveis porque o interesse por outra pessoa pode surgir. Ora, o desejo não é uma ordem! O máximo que pode acontecer quando ele não é realizado é uma pequena frustração, mas ninguém suporta passar por isso. A mesma coisa acontece com o desejo de consumo. Queremos algo até obtê-lo e, assim que conseguimos, parte-se para o próximo objetivo. A vida fica infernal. A situação oposta seria focar no aspecto sentimental, o apego. Em vez de trocar de aparelho celular, posso perfeitamente começar a gostar dele. O consumismo vem de uma relação erótica com objetos no lugar de um elo romântico em que se tem o mesmo relógio para a vida inteira.

    ((quem quer parar AGORA de fazer sexo casual com as roupas mais baratinhas do mercado e começar a namorar com roupas de qualidade levanta a mão \o/ e quem quer se encher de coragem pra não ter medo de experimentar frustração em prol de amadurecimento emocional e economia levanta também \o/))

    moda: É possível definir uma pessoa pelos objetos que ela consome?
    FG: Se ela usar uma roupa que a defina, sim. Quem se veste só com grifes mostra apenas sua posição econômica: você pode até dizer que ela é esnobe, mas não saberá nada sobre sua personalidade. Para conhecer alguém, é preciso que a pessoa se vista sempre da mesma forma. Há uma enorme diferença entre a cultura européia e americana. Os europeus consomem boas coisas em quantidades pequenas. É o apego aos objetos. Uma roupa bacana é aquela que deixa você aparecer, que te caracteriza. O consumo não deixaria de existir, as peças precisariam ser trocadas eventualmente. Até porque a roupa que escolhemos é a primeira coisa que aparece aos olhos dos outros.

    ((isso que o psicanalista chama de “se vestir sempre da mesma forma” a gente chama de coerência — que vem de estilo pessoal definido e aperfeiçoado de tempos em tempos. quando a gente sabe quem a gente é e o que é importante pra gente, é possível (e até simples!) escolher o que vestir de acordo com isso, pra transparecer isso. mas né, tem que olhar pra dentro!))

    moda: Como lidar com essa troca frequente de desejos?
    FG: O desejo é induzido pela indústria. Você sobe ou desce a cintura da calça jeans pra vender mais. Para encarar isso de forma saudável é preciso se fortalecer internamente. Com o crescimento emocional, você ganha mais consciência e não se deixa seduzir tão facilmente. O problema é que a maioria das pessoas não tem controle nenhum sobre o tema e aceita sugestões da publicidade. Em uma época em que, teoricamente, a liberdade é máxima e todos poderiam ser superirreverentes, as pessoas nunca foram tão parecidas e obedientes às normas. Não existe nenhum impedimento para não consumir e a maioria o faz loucamente. Não é proibido andar fora da moda.

    Todo esse conteúdo causou impacto demais aqui na Oficina, por isso a gente não pensou duas vezes pra compartilhar — e quem descolar um print da revista ou um link com a entrevista toda pode colaborar nos comentários. O próprio Flávio Gikovate publicou o PDF da entrevista inteirinha, tem que ler!


  • Faz parte do treinamento das nossas clientes de consultoria de estilo pensar no custo-benefício do que a gente vai comprar, antes de comprar qualquer coisa — pra fazer valer o valor gasto e pra ter certeza de que a compra vai render tudo que tem pra render nos nossos armários! Então vale pensar em estilo de vida/rotina e em usos possíveis pra ‘calcular’ quanto é esperto gastar em cada tipo de roupa. Tipo:

    -se a gente trabalha 5 dias por semana,
    -faz baladinhas 2 vezes por semana (ó que muito! #véias),
    -tem um casamento ou uma festona 3 vezes por ano,
    -faz ginástica 3 vezes por semana (ahãm, rs),
    -e, por exemplo, tem 2 programinhas bacanas, de dia mesmo, a cada fim de semana,

    então a vida ficaria “dividida” assim:

    como fazer valer o valor gasto e pra ter certeza de que a compra vai render tudo que tem pra render nos nossos armários!

    Vê só: vale a pena gastar valores equivalentes às quantidades de uso de cada roupa! Que quanto mais a gente usa uma peça, mais ela vale o que a gente pagou por ela — e é assim que a gente aqui na Oficina ensina clientes de consultoria de estilo a calcular a relação custo x benefício do que se leva pro guarda-roupa.

    Essa conta é ótima pra lembrar que não vale tanto a pena gastar horrores naquele vestido longo pra ir à formatura da amiga: é bem mais inteligente gastar no que a gente usa todo dia, durante bem mais tempo, pra trabalhar! E procurar alternativas de uso no lugar de consumo: pegar emprestado, alugar, usufruir de um guarda-roupa coletivo, trocar, ser criativa!

    Ó um exemplo (simplão mas válido):

    -R$ 450,00 numa calça de alfaiataria em material natural pro trabalho, usada 30 vezes no período de um ano: R$ 15 por uso;
    -R$ 450,00 num vestido de couro lindo pra uma baladinha mais arrumada, usado 6 vezes no período de um ano: R$ 75 por uso.

    A calça sai mais barata do que o vestido, tão vendo?

    Raciocinar custo-benefício tem também um efeito afetivo: o que mais toca a gente na vida é a roupa que a gente veste — mais que namorado, mais que marido, mais que filho ou amigas… — então é um super carinho escolher o melhor que o nosso dinheiro puder pagar. Faz a sua conta e depois conta se não valeu! =)

    + como avaliar qualidade na roupa
    + cuidados pra fazer a roupa durar
    + ter menos, melhor e mais de perto

    QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE

    (esse post foi originalmente escrito em janeiro de 2009 — o tempo se diverte quando a gente voa, hein?)


  • E se no lugar das listas de peças e pesquisas de preços e endereços de outlets, a gente levasse expectativas de experiências pra viver em viagens?

    Um exercício bonito que a gente aqui na Oficina propõe pras nossas clientes de consultoria de estilo é esse: o da gente se permitir não precisar abastecer guarda-roupa quando se está em ocasião de conhecer lugares novos, sentir outros cheiros e comer comidas diferentes, viver outros modos de vida :) encontrar surpresas pelo caminho.

    uma idéia pra procurar no destino locais originais de compras -- e voltar com peças cheias de significado!

    Tamos falando disso e pensando num broche encontrado numa lojinha ao lado do restaurante do almoço, ou no xale bordado vendido na saída do museu, ou nos óculos escuros garimpados no passeio à feira de antiguidades da cidade visitada, ou na bolsa vendida pela artesã na rua, na calçada. Sabe como? O que faz diferença nos nossos armários, o que é único pela originalidade mas também pelo encanto — além do que pode ser encontrado igualzinho em qualquer filial de fast-fashion ao redor do globo terrestre.

    + do que a gente precisa?
    + mala de viagem leve e completona

    Nada contra listas ou busca pelo “mais em conta” — mas né, quando a gente cuida pra que o guarda-roupa funcione todos os dias da vida, pra todas as ocasiões que se tem, pode ser possível experimentar essa sensação de “não preciso comprar nada”. E se tem necessidade/demanda de algo específico, pode ser legal:

    -procurar blogs locais de moda de rua, e ver as fotos e checar os créditos pra entender que lojas fazem sucesso com as pessoas que vivem no destino

    -pesquisar lojas legais no destino, usando palavras-chave no google como ‘moda original em xxx’ ou ’10 lojas legais de roupa feminina em xxx’ (em português mas também na língua de lá)

    -checar se o destino tem semana de moda (mesmo que pequenina) e procurar a lista dos designers que se destacam por valorizar elementos da cultura local

    E então tentar suprir demandas nesses lugares! A idéia (sustentável) de apoiar produção local faz ainda mais sentido quando a gente tá fora de casa, nénão?

    Se na vida toda a idéia é procurar o essencial, não atravancar o guarda-roupa com excessos, cuidar das roupas que a gente tem pra que se viva por maaais tempo com o significado que elas carregam… compras feitas em viagem pode ser souvenirs, lembranças dos dias vividos no destino em que se esteve. Como pequenas materializações dessas lembranças que voltam com a gente e trabalham pra estender memórias alegres.

    + pra garimpar gostoso nos brechós do destino \o/
    + como descobrir que cores fazem a diferença no seu guarda-roupa
    + fórmula pra diagnosticar que peças (e tipos de peças) podem fazer a diferença
    (num exercício prático no fim da 1ª parte do nosso ebook!)
    + mais malas e viagens aqui no blog \o/

     

    +QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    +COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • (com colaboração preciosa da Luciana Diniz e da Chris Tarricone, consultoras de estilo da LEVE DE VESTIR)

    Na consultoria de estilo pessoal a gente trabalha o não-consumismo pra facilitar o vestir na prática, pra evitar guarda-roupa entulhado, pra exercitar raciocínio não-voraz, respirado, sem pressa. Isso tem a ver primeiro com roupas, mas né, se estende pra tantas outras áreas da vida! Então se esse nosso trabalho esbarra em questões éticas e de sustentabilidade… que bom, que ótimo.

    É esse o caso aqui: quando a gente se propõe a visitar brechós pra incrementar nossos armários, a gente tem vantagens reais no nosso universo pessoal-particular — que impactam pro bem também pro mundo todo. Ó!

    E se as araras (tipicamente) lotadas dos brechós desencorajam o garimpo, esse nosso MANUAL DE BOAS ESCOLHAS DE SEGUNDA MÃO pode render surpresas úteis pra quem se animar a experimentar na prática. \o/ Se liga, tem que ter intenção: é menos sobre passeio e mais sobre caça ao tesouro!

    um guia completo pra escolher qualidade, economizar dinheiro e exercitar criatividade - consumindo consciente!

    POR QUE COMPRAR EM BRECHÓ

    ROUPAS DE QUALIDADE
    A gente se impressiona demais com a quantidade de roupa boa descartada pelas pessoas: não tem mais essa idéia de que brechó só tem coisa antigona, velha, puída, maltrapilha. As araras tão sendo abastecidas, no geral, com peças das marcas que a gente costuma desejar — e que usam bons materiais, tem acabamentos preciosos, caimentos legais. Tem clientes de consultoria que já levaram seus descartes pra vender, por isso sabemos que as peças são selecionadas com critérios que levam em consideração a conservação/manutenção, a boa aparência, o pouco uso.

    USO ESPERTO DO DINHEIRO
    Mesmo quando pouquíssimo usadas, as peças de marcas boas -com ótima qualidade- são vendidas em lojas de segunda mão por uma fração do preço que se pratica nas lojas convencionais. O dinheiro vale mais por que a gente gasta melhor!

    TREINA O OLHAR E APERFEIÇOA ESCOLHAS
    Tem espaço pra ooooutras idéias surgirem quando a gente tá fora do contexto de uma coleção inteira da mesma marca, pensada pra facilitar coordenações. Em toda ocasião em que a gente voluntariamente se propõe a fazer algo funcionar (mesmo que não seja a coisa mais fácil/fluida do mundo), isso acontece: a gente expande possibilidades, exercita ultrapassar o limite da zona de conforto. Então estar disponível pra ver ver ver ver experimentar pensar ver ver pensar mais sobre muita coisa, procurando o que faz sentido e o que faz a diferença… é um treino e tanto pro olhar (de moda, das coisas, da vida).

    PLANEJAMENTO GARANTE EFICÁCIA

    Antes mesmo de sair de casa, vale:

    -Telefonar antes de ir pra pesquisar se tem dia da semana específico em que as araras são abastecidas: alguns brechós fazem isso somente uma vez por semana, depois de fazer triagem e limpeza de grandes quantidades de peças. E então programar a visita pra sequência desse abastecimento!

    -Dar uma geral no próprio armário e mapear o que tá fazendo falta, tipo: calça pra trabalhar, saia pro fim de semana, camisas leves.

    Especificar tanto quanto possível essa lista de possibilidades — imagina algo como ‘calça escura pra trabalhar’, ou ‘saia jeans com lavagem mais clara’, ou ainda ‘camisa de seda colorida pra combinar com minhas partes de baixo mais neutras’.

    +tem aqui uma fórmula pra saber que cores fazem diferença no armário
    +e aqui (no fim da 1ª parte do nosso ebook!) um esquema pra fazer diário de looks que dá resultado certeiro pra saber o que pode estar faltando

    -Quem sai de casa com um bom ‘uniforme de prova’ não se deixa abalar por provadores precários (que não são regra, mas né, podem rolar): vale ir vestindo legging e top e sapato fácil de tirar/calçar pra experimentar tudo com conforto.

    O QUE PROCURAR

    BOA CONSERVAÇÃO
    Tem que fiscalizar: o tecido tá áspero, tem bolinhas? Tem manchas? Tem fio puxado, botão soltando? O sovaquinho da peça tá amarelado? O cavalo (na ppk) da peça tá puído pelo atrito entre as pernas? Tem rasgos?

    BONS TECIDOS
    Sabemos que materiais de origem natural valem mais do que outros materiais — e as etiquetas internas das peças precisam ser inspecionadas pra gente averiguar se o preço tá justo mesmo. Tem aqui 2 boas aulas sobre tecidos, pra entender melhor efeitos que eles criam na silhueta e também mensagens de estilo que comunicam, ó:

    +tecidos naturais e tecidos não-naturais
    +como escolher: malhas x tecidos planos

    POTENCIAL x MÍNIMA NECESSIDADE DE AJUSTES
    Vale ficar atenta ao potencial das peças: às vezes, com pequeninas intervenções das nossas costureiras, a roupa ganha toda uma vida versátil no nosso armário. Mas tem que levar em consideração o gasto total se tiver que intervir demais: vale a pena arcar com o custo da peça + custo do ajuste?

    VERSATILIDADE
    Devia ser lei: só pode comprar o que vai render looks com pelo menos 3 outras peças que a gente já tem no guarda-roupa. Essa lei tá explicadinha aqui, ó!

    CAIMENTOS CONFORTÁVEIS (E NÃO SÓ NUMERAÇÃO)
    Tem que estar disposta a experimentar TUDO, de todos os tamanhos: especialmente em lojas de segunda mão, os números da etiqueta não servem como guia definitivo pro que veste bemNumeração varia demais de marca pra marca, e né, roupa usada pode ter sido ajustada, pode ter encolhido na lavagem, pode ter partes folgadas pelo uso…. sabe como?

    INSTRUÇÕES DE CUIDADOS
    Vale mais pras roupas mais delicadas: tem que verificar antes de levar pro caixa se a roupa tem a etiqueta interna bem nítida, com todas as instruções de lavagem/cuidados legíveis. Se não dá dúvida, tudo bem; mas se dá, não vale a pena levar –mesmo com preço bom– se depois vai custar dinheiro extra pra levar na lavanderia (ou se vai ficar encostada, sem uso, por conta disso!).

    AMOR ETERNO AMOR VERDADEIRO
    Não pode (não pode mesmo!) comprar nada que fique mais ou menos, que fique apenas ok, que não desperte entusiasmo e que não dê vontade de vestir játem que AMAR MUITO, MUITO MESMO pra levar pro caixa.

    DICAS EXTRA

    -Roupas com bordados e aplicações demandam uma fiscalização ainda mais cuidadosa: a chance de um monte de penduricalhos já ter despencado com o uso ou de ter um lugarzinho ou outra mais desfalcado é maior, né?

    A gente sugere evitar: roupa que tem cheiro forte. Os brechós costumam higienizar as peças antes de expor nas araras, e se o cheiro não saiu… pode ser que não saia mesmo, nem com reza.

    -Se a vibe vintage não tem a ver com o estilo pessoal, é legal botar atenção na atemporalidade da peça: quanto menos cara de datada a roupa tiver, mais chances ela tem de render looks bons (misturada às coisas que a gente já tem no armário). Fica de olho em ombreiras, lapelas muito largas, botões e brasões muito chamativos, estampas que lembram as coisas da vovó.

    -A gente recomenda: lavar/vaporizar a compra feita no brechó mais uma vez chegando em casa, antes de usar. Assumindo que muita gente tocou/vestiu/passou pelas roupas do brechó, esse cuidado pode render frescor extra (e renovo de energia!).

    UM SINCERÃO PRA TERMINAR

    As araras dos brechós são tipicamente lotadas por conta do funcionamento desse esquema aqui:

    -velocidade insana de produção da indústria
    -preços baixíssimos às custas de precariedade de materais e falta de dignidade com trabalhadores
    -pressão da propaganda pra todo mundo comprar muito com frequência
    -falta de conhecimento generalizado em relação à responsabilidade pelo próprio descarte (de tudo, não só de roupas).

    A gente deixa de contribuir com esse esquema-malígno quando se compromete a não consumir o que é extra, o que não faz diferença — a não produzir desperdício. E ó: roupa encostada = desperdício.

    Então a visita a qualquer brechó (a qualquer ocasião de consumo) pode terminar com uma etapa de re-avaliação do que foi selecionado pra se comprar. As peças que a gente escolheu são parecidas entre si? (Se sim, tem que definir qual a mais confortável e optar somente por essa!)

    Ou: as peças são parecidas com o que a gente tem no armário? Vão fazer diferença mesmo? Levar mais do mesmo é ruim pro mundo e pro guarda-roupa também: variedade é a CHAVE pra um guarda-roupa versátil, com menos peças mas com muitas possibilidades de coordenação. ;-)

    +como consumir melhor
    +guarda-roupa que combina com a vida que a gente leva
    +guia consciente de compras online
    +pra comprar menos e melhor

    +QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    +COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Esse post faz parte de uma série de questionamentos, tem mais dessas idéias aqui, ó: COMO CONSUMIR MELHOR

    A quantidade de propaganda que a gente vê tá super conectada com a qualidade das escolhas que a gente faz. Especialmente em guarda-roupa: quanto menos propaganda, mais certeiras são as nossas escolhas. Em vez de olhar pra fora, pro que é sugestionado, a gente pode abrir espaço pra olhar pra dentro e escolher a partir da própria identidade!

    Então ó: quer escolher melhor, pára de ver TV. Pára de seguir a blogueira na rede social, pára de ler revista de moda e de celebridades (mesmo quando se lê só no salão de beleza). E passa se engajar em atividades que te façam passar tempo com você mesma, com seu corpo e com seus pensamentos: vai ser legal, a gente garante!

    “O consumismo é um ciclo vicioso em que tanto indústria quanto consumidores tem parcela de responsabilidade.” É isso: só de estar vivo a gente já impacta. Tem que escolher impactar pro mal ou pro menos-mal. E isso daí é escolha diária e individual!

    propaganda atrapalha estilo pessoal, e se desconectar do que "influencia" compra faz com que a gente preste atenção na gente mesma (e consuma melhor!).

    + por que a gente prefere comprar em lojas pequenas (em especial nas não-estrangeiras)
    + ter menos, melhor e mais de perto

    Ajuda DEMAIS se expor menos a gatilhos que induzem ao consumo (menos propaganda, menos blogueiras, menos e-commerces, menos celebridades) e se propor a usar mais e melhor as nossas coisas, enxergar valor, dar tempo pra gostar (se permitir!). Toda a mídia trabalha pra alienar, pra instaurar rapidez e voracidade, as lojas tocam música alta demais, tudo induz ao não-raciocinio, ao nao questionamento.

    ((Aqui vale um parêntese: o que a “digital influencer” ganha pra expor venda é só uma fração do dinheiro que rola, tem gente ganhando demais com a pobreza alheia. E no fim tudo é v-e-n-d-a: “influenciadores” são pessoas com grandes audiências transformados em canais de venda — e quanto mais gente exposta à essa propaganda, mais chance de vender qualquer coisa.

    Por isso blogueiras não ligam pra grandessíssimo número de comentários negativos que suas redes recebem: o que importa é o numero de pessoas pra quem elas expõem produtos e influenciam compras, é assim que essa neo-indústria ganha seu dinheirinho(ão). Tanto faz se as pessoas que tão nas redes odeiam tudo das blogueiras, o que importa é ter um número exorbitante de gente por lá. Entende como essa conta fecha?))

    A indústria (a vida) é tão maluca que até idéias ligadas à sustentabilidade viram produto, e ‘consumo consciente’ passa a ser entendido como uma tendência… de consumo: “lowsumerism”, colunas de “eco-consumo” em revistas de moda, “eco-stylists” — tudo ao contrário! :\

    A idéia tem que ser exercitar atenção, e não compras. Valorizar o NÃO CONSUMO, numa lógica de cuidado no lugar da lógica da compra. Recusar o excesso, não tirar da loja, escolher o não-acúmulo e a não-exploração.

    Toda/qualquer mudança não depende do sistema nem da indústria. Mudança é escolha pessoal. E quando a gente não liga pra propaganda e pro que “sugerem”, sobra atenção pra gente escolher melhores materiais, acabamentos, caimentos — e uma atenção que a gente põe na gente mesma é energia pra viver melhor a vida. #dicona

    NOSSA NEWSLETTER SEMANAL chega aí no seu email com mais questionamentos, facilitadores de vida e idéias práticas sobre estilo pessoal e consumo consciente. ASSINA PRA RECEBER!


  • A gente faz valer o dinheiro que gasta em roupas quando cuida pra que elas duuurem bastante, viu. E a vida útil da roupa pode ser mais longa ou mais curta dependendo de quanto cuidado a gente dedica à manutenção das nossas coisas. Assumir essa responsabilidade dá retorno não só em consciência de consumo (!!!), mas também em empoderamento: tamos num tempo em que tá fácil (e barato) não depender de tinturarias e lavanderias, sabia? Esse post compartilha o que a gente vem aprendendo de mais legal nesses anos trabalhando como personal stylists — e também compartilha quem são as várias gênias que ensinaram isso tudo pra gente, ó.

    CUIDADOS PRA ROUPA DURAR :: uma aula de manutenção simples e possível, pra fazer valer o dinheiro que a gente gasta com moda!

    CUIDADO ANTES MESMO DE COMPRAR
    A etiqueta interna diz pra lavar a seco ou lavar somente à mão e eu não tenho nem disposição, nem tempo nem dinheiro extra pra isso? A peça não é pra mim. Ou a etiqueta diz pra cuidar em lavanderia profissional, mas eu sinto segurança pra cuidar em casa, tenho tempo e disposição pra fazer acontecer? Aí sim, a peça pode ser pra mim. Ou ainda: diz na etiqueta que a peça é delicada, mas eu topo treinar a minha ajudante em casa pra que ela lave com cuidado especial, e então ela cuida pra mim? Ótimo, a peça é pra mim. A gente aprendeu com a Flávia Aranha, estilista, a estar ligada nisso: todas as peças vendidas na loja dela vem com uma pequena apostila de cuidados simples e eficazes (veja aqui).

    LAVAR MENOS = VIDA ÚTIL MAIS LONGA
    Roupa usada uma ou duas vezes, se não tá suja de verdade ou impregnada de cheirinho de suor… não precisa ser lavada ainda. Antes de guardar, vale “refrescar” a roupa pra que a semi-limpeza segure mais uns usos antes de se lavar a peça: no fim do dia ce tira a roupa, pendura do lado avesso num cabide, deixa ventilar durante a noite, guarda só no dia seguinte. Tem até um desodorante de roupas pra borrifar e ajudar nesse processo (com receita aqui), que a gente aprendeu a fazer e a usar com a personal organizer Ingrid Lisboa, ó.

    01 extra: ter um conjunto de peças que componham um ‘guarda-roupa de ficar em casa’ ajuda demais a preservar roupas mais especiais — tipo chega em casa, troca pra um look dessa ‘gaveta do conforto’, aí sim vai preparar o jantar, vai cuidar da vida… sabe como? Nosso ebook tem um capítulo só sobre como compor esse guarda-roupa gostosinho, viu.

    TIRAR MANCHAS ANTES DE LAVAR
    Melhor hora pra se tirar manchas: assim que o pingo cai na roupa, ou no primeiro momento em que der pra administrar. Quanto mais tempo a mancha fica na roupa, mas ela se fixa! Vale correr no banheiro, tirar a peça e, na pia mesmo, molhar com água fria pra mancha nem secar. E tem que ser em água fria: temperatura alta faz a mancha grudar ainda mais — não pode nem lavar com água quente, nem passar a ferro a roupa manchada, viu. Se tiver difícil de sair só com água, vale diluir um pouquinho de detergente líquido em água fria e fazer um carinho na mancha com uma escova de dentes bem molinha (tem que ser carinho mesmo, pra não ficar com peça sem mancha mas desbotada/desgastada no lugar da escovada!) — dica da Ana, funcionária espertíssima de uma das nossas clientes de consultoria de estilo.

    LAVAR PEÇAS DELICADAS À MÃO
    Se é de seda, se é finíssima, se a gente acha delicada e AMA a peça, a lavagem é manual! E não é difícil, viu, a gente faz/ensina assim:
    -enche um balde com água fria e dilui um pouquinho de sabão de côco ralado (ou líquido),
    -mergulha as peças delicadas e deixa em molho por uns 15-20 minutos, só isso — sem esfregar a peça inteira ou friccionar tudo no tanque. vale fazer aquele mesmo carinho só no sovaquinho da peça pra evitar mancha amarela de desodorante ou cheirinho ruim (dica da nossa leitora Cláudia Alves)
    -enxágua as peças umas 2 vezes e não torce, mas amassa delicadamente uma a uma dentro de uma toalha (vale ter uma de rosto, clarinha, só pra isso na área de serviço).

    LAVAR NA MÁQUINA COM MENOS PRODUTOS
    Diz que a gente só precisa de metade das quantidades recomendadas de produtos pra usar na máquina de lavar, sabia? E que os sabões em pó podem deixar a roupa durinha (com resíduos deles mesmos) e que os amaciantes típicos do mercado são potenciais estragadores de máquinas. Então vale testar quantidades menores de tudo, ou substituições mais saudáveis (e bem mais baratinhas). A Bia Martins, organizadora de lares, ensinou pra gente essa fórmula aqui: no lugar do sabão em pó a gente usa a mesma quantidade de sabão de côco ralado; no lugar do amaciante, uma tampinha de vinagre branco + uma tampinha de álcool; 2-3 gotinhas de óleo essencial pra dar cheirinho em tudo; 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio só pras roupas claras.

    + 01 extra: tipos de lavagem pra cada tecido
    + receita de sabão em pó caseiro (e natureba e cheirosíssimo)
    + como ler os símbolos de lavagem das etiquetas

    MENOS PREGADOR DE ROUPA, MAIS CABIDE NO VARAL
    Vale tirar da máquina e pendurar em cabides, bem esticadinhas, as peças feitas em tecido plano (pra precisar passar menos, ou nem usar o ferro). Peças feitas em malha e tricô podem esticar desse jeito, então é bem melhor deitar as peças sobre as cordinhas do varal pra que elas sequem na horizontal, viu — essa quem ensinou foi uma cliente que durante toooda a juventude cuidou de lavar/passar as próprias roupas. E ó: no geral, pregadores de roupa podem marcar as peças fazendo ceder as fibras do tecido com o aperto/atrito — se não for o caso de usar os cabides, vale dobrar a peça na própria cordinha do varal pelo meio, sem precisar usar o pregador. (A gente não usa e aconselha clientes a não usar: máquina de secar. Pra roupa de cama, mesa e banho, tudo bem — mas pras nossas roupinhas preciosas, melhor não!)

    NÃO PASSAR O FERRO DIRETO NA ROUPA
    Sabe que muuuitos anos atrás a gente fazia aulas de manutenção pras funcionárias das nossas clientes? O conteúdo mais impactante dessas aulas recheia 2 posts aqui no blog: aula fácil de manutençãoapostila da roupa bem passada. Com esses posts a gente aprendeu um extra com a Maria Estér, nossa leitora do coração <3 que deixou a dica num comentário (e a gente incorporou pra sempre!): é bem bom ter, na área de serviço, um pano de prato ou fralda ou tecido/algodão bem liso pra proteger as roupas da quentura do ferro de passar — mesmo se o ferro tem proteção “anti-brilho”. Assim, com o pano esticadinho sobre a roupa, o ferro não marca e a gente tem mais garantia de não queimar peça nenhuma (Deus defenda a gente!).

    GUARDAR TUDO DIREITINHO PROLONGA VIDA ÚTIL, Ó:
    + organizando o guarda-roupa (e a vida) 
    + o que guarda dobrado e o que pendura em cabide
    + roupas guardadas em capas precisam respirar

    Por fim: tem aqui um poster incrível com instruções de lavagem caligrafadas pra fazer download e embelezar a área de serviço com info útil, ó, que foi antes enviada como um presente na nossa newsletter #13, com outras dicas bem boas. <3

    E se alguém tiver dúvidas e quiser compartilhar na nossa caixa de discussão aqui embaixo, a gente se compromete a buscar soluções com essas mesmas gênias citadas no post e compartilhar de volta nas respostas dos comentários. Essa mesma caixa de discussão tá aberta também pra mais compartilhamento de dicas e  práticas eficazes que possam incrementar ainda mais esse conteúdo! \o/ \o/


  • Esse post faz parte de uma série de questionamentos, tem mais dessas idéias aqui, ó: COMO CONSUMIR MELHOR

    Consumir melhor pra gente e pro mundo começa quando a gente procura entender que, como consumidoras, temos deveres e obrigações. Não adianta colocar a culpa no mundo, no mercado, em quem produz via trabalho escravo: a gente tem a maior responsabilidade desse sistema.

    questionamentos pra comprar menos, mas melhor: no blog da Oficina http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/tag/como-consumir-melhor/

    Comprar é uma ação individual, de consciência pessoal — mas né, impacta no coletivo. Pensando assim fica claro: se questionar ajuda a melhorar a qualidade do consumo. Comprar com consciência não é só querer saber de onde o produto vem ou como foi produzido, mas também cuidar da manutenção e do descarte. Perguntas importantes podem ser:

    – Vou cuidar dessa peça pra que possa usá-la por pelo menos 30 vezes?
    – De onde o produto vem?
    – É daqui de perto ou vem viajando de longe?
    – Quem fez? Vem de pequenas empreitadas humanas ou de grandes varejistas/acionistas/banqueiros?
    – Qual o tamanho da produção: pequena, média ou gigantesca?
    – Do que é feito? De materiais duráveis, que não demandam manutenção delicada, impossível?
    – Vai render looks diferentes com o que já está no guarda-roupa? Pra ocasiões diferentes? (E não só pra trabalho, ou só pra lazer, ou só pra balada?)
    – Consigo estender a vida útil desse produto ao máximo?
    – Pra onde essa peça vai quando eu não for mais usá-la? (Vale até pensar que algodão é material natural e um dia se desfaz, e que poliéster é petróleo e nunca vai deixar de existir, mesmo que não mais em forma de roupa!)
    – E quando essa vida útil chegar no limite, tenho meios de descartar com responsabilidade?

    E se a gente começa a achar difícil saber de onde o produto-matéria-prima vem ou como foi produzido, e se não consegue viabilizar descarte adequado… MELHOR NÃO COMPRAR! A gente é muito mimada e acha que morre por que deixa de comprar qualquer produto, que “precisa” daquilo… mas ó: não precisa e nem morre quando não compra. Muitíssimas vezes o que há de mais sustentável a fazer é NÃO COMPRAR. Tirou da loja, tem que se responsabilizar pelo descarte. Por isso vale pensar bem ANTES de tirar qualquer coisa da loja.

    + Lucid Bag: aluguel de peças num guarda-roupa compartilhado
    + Roupa Livre: movimento que incentiva um novo olhar no lugar de mais coisas
    + A costureirinha: aulas práticas de costura (em SP e em vídeo)
    + Dress and Go: aluguel de looks de festa

    Por isso também as iniciativas de troca de roupas e de aluguel temporário de peças/acessórios são tão legais. Essas práticas estendem de verdade a vida útil de tudo que a gente pode usar, rendem versatilidade e incrementam nossos armários sem que a gente faça compras, minimizam nossas preocupações com descarte adequado.

    Aceitação e criatividade são super antídotos contra o consumismo (e ainda proporcionam uma vida com mais satisfação). E consumo consciente/inteligente demanda raciocínio claro e calmo (com tempo!).

    Por fim, ó, julgar e apontar o dedo pro outro não ajuda, ninguém é 100% sustentável em tudo todo dia. É preciso botar energia em fazer O MELHOR QUE SE PODE COM OS RECURSOS QUE SE TEM no agora, e de novo a cada oportunidade. Vamos pensar nisso, conversar sobre isso, tentar vigiar nossas intenções pra conseguir colocar em prática pelo menos um pouquinho a cada dia.

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Esse post faz parte de uma série de questionamentos, tem mais dessas idéias aqui, ó: COMO CONSUMIR MELHOR

    Antes da gente começar a conversar sobre o que se compra, é preciso pensar em como se compra — sem essa reflexão a gente aqui na Oficina não acredita que possa acontecer mudança efetiva em hábito de consumo.

    Como a gente se relaciona com a atividade COMPRAS faz com que seja possível comprar tudo ou quase tudo, em qualquer lugar com qualquer preço. A consciência e a disponibilidade pra intencionalmente agir diferente em relação à compra é que muda a coisa toda. É possível praticar consumo consciente até no fast-fashion: tem mais a ver com comportamento do que com produto ou marca/loja.

    é possível praticar consumo consciente até no fast-fashion: tem mais a ver com comportamento do que com produto ou marca/loja :: http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/nao-e-sobre-o-que-mas-sim-sobre-como/

    Pensa só em 2 tipos imaginários* de pessoa:
    *qualquer semelhança com a vida real nem é tão mera coincidência!

    -pessoa que toda semana compra sacolas e sacolas de roupa 100% ética e sustentável, com garantia de procedência e mão-de-obra digna e bem remunerada;

    -pessoa que vai até a Forever 21 uma vez a cada 3 meses e compra 1 ou 2 peças.

    Qual desses consumos é mais responsável, consciente, sustentável?

    Quem compra muita roupa demais acaba não conseguindo usar tudo que tem: ou porque não enxerga no guarda-roupa abarrotado, ou por não ter ocasiões suficientes durante a existência humana pra vestir tanta coisa. Por outro lado, se todo mundo que faz compras na Forever 21 só comprasse 1 ou 2 peças a cada 3 meses, a rede de fast-fashion nem seria tão gigantesca como é, nem precisaria usar métodos desumanos pra produzir mais e mais pra abastecer loucamente as lojas.

    E mais: a consumidora não precisaria experimentar o sistema de não-presença e rapidez/voracidade que é estrategicamente instalado nas lojas (alô música altíssima, alô araras confusas, alô provadores disputados). Percebam com a gente que isso rola em todo tipo de grande rede de fast-fashion: um esquemão orquestrado em loja pra que a gente não consiga raciocinar, pra que a gente esteja alienada e conte com a facilidade do self-service pra “resolver” logo as nossas compras.

    Se os nossos maus hábitos de consumo persistem, tanto faz o que se compra… a gente permanece sendo consumista. E esse é o problema. Consumo e consumismo são coisas bem diferentes, ó:

    CONSUMO: ato ou efeito de consumir; extração de mercadoria; aplicação das riquezas na satisfação das necessidades econômicas do homem.

    CONSUMISMO: excesso de consumo; ato de comprar produtos/serviços sem necessidade ou consciência; compulsivo, descontrolado, que se deixa influenciar pelo marketing das empresas que comercializam produtos/serviços, sistema caracterizado pelo excesso.

    O que faz mal pro planeta Terra (e pra gente, que né, só tem aqui pra morar) não é o consumo, mas o consumismo. Nós aqui na Oficina não somos contra o consumo, somos contra o consumismo!

    E mais: se o comportamento voraz e inconsciente rola no consumo de produtos éticos e sustentáveis, ainda temos um problemão, pessoal. Ó: colunas de “eco-consumo” em revistas de moda, por exemplo, ainda são colunas sobre consumo! Não tem a ver com produtos, tem a ver com COMO se faz compras, com intenção de melhorar nossa relação com o consumo.

    consultoria de estilo pra por essas idéias em prática com a gente, em teoria aprofundada e prática certeira \o/


curtimos

ideias complementares às da Oficina