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  • Não tem nenhuma cliente de consultoria de estilo que não tenha essa mesma dúvida (na hora de comprar calças): “vamos marcar a barra pra usar com salto alto ou pra usar com sapato baixo?”. Tem até essa lenda urbana de que vale marcar a barra descalça, com a calça chegando bem pertinho do chão, pra conseguir usar com quaisquer alturas de sapato… mas na prática não é bem assim!

    SAPATO COMENDO A BARRA DA CALÇA

    Lindo é quando a gente tem no guarda-roupa algumas calças pra usar com salto e outras pra usar sem salto, já com as barras devidamente feitinhas pra cada uma dessas possibilidades. Aí a quantidade de calças pra cada tipo de sapato precisa ser proporcional ao seu uso: quem usa salto na maior parte do tempo pode cuidar de ter maaais calças com barras longas, e umas poucas com barras curtas; quem usa salto uma vez na vida e olhe lá :) pode ter quase tudo já mais curtinho que né, não tem sentido ter um monte de barras longuíssimas sem vontade de usar salto.

    _ ideal pra barras longas é que a frente da calça não esconda a frente do sapato, e que cubra a parte de trás do salto (alto ou baixo) sem encostar no chão!

    _ um adianto pra gente no trabalho é treinar nossas clientes pra coordenar proporções diferentes e marcar as barras em alturas alternativas — no tornozelo, na panturrilha, um tanto abaixo do joelho. Essas vão bem com quaisquer saltos ou com quaisquer rasteiras, e podem funcionar até alongando silhuetas (a gente te jura!).

    Também dá pra dividir esses grupos de peças de acordo com atividades/estilo de vida. Quem trabalha sempre de salto alto mas vive de rasteira no finde, ó, pode marcar as barras das calças em alfaiataria mais longas e as calças informais mais curtas. Por isso na hora da compra a gente já define em que circunstâncias a calça vai render mais: é pra balada? é pra passear de tênis? E então marcar pro melhor sapato da categoria. No nosso trabalho a gente convoca clientes a levar consigo os sapatos favoritos pra usar como medida e marcar barras certeiras nas lojas, sabia?

    Tipicamente calças de modelagem flare, mais ajustadas no quadril e nas coxinhas com pernas mais amplas, ficam mais bonitas com barras longas. Também tipicamente calças mais ajustadas com pernas afuniladas e bem justinhas caem melhor com barras curtas, pelo menos na altura do tornozelo, pra não engruvinhar sobre o sapato. E algum tempo atrás só se pensava em pantalonas com barras também bastante longas — mas né, dá-lhe pantacourts em toda vitrine (e nos nossos corações!). Então não tem regra definitiva pra nada, tem é que se permitir experimentar tudo.

    + sapato comendo a barra da calça
    + barra da calça bem dobradinha
    + como usar pantalonas
    + truque pra dobrar a barra afunilando (em vídeo)
    + (quase) tudo que já foi conversado aqui sobre calças


  • Guarda-roupa de mulher é BEM mais que uma caixona de madeira cheia de pedaços de panos cortados e costurados em forma de roupas, a gente sabe. Nesses nossos anos trabalhando como consultoras de estilo a gente já conheceu guarda-roupa ocupado por camisas do pai da cliente, por paletó do avô, quase que inteiro ocupado com as roupas da irmã que se foi cedo, até com vestido de noiva pendurado no cabide junto com os vestidos de dia a dia.

    Não é só roupa, né. Então, na etapa de revitalização de guarda-roupa do nosso trabalho, tá sempre prevista a criação/administração de um ‘cantinho sentimental’ em todo armário — desde que esse canto não ocupe tanto espaço, que não atrapalhe a parte funcional do armário.

    O QUE FAZER COM O QUE (SÓ) TEM VALOR AFETIVO(prioridades: Bnegão)

    É possível manter peças com valor afetivo numa gaveta separada pra isso, ou penduradas em cabides numa porta do canto do armário. E é bom que a gente cuide dessas peças com carinho — se é pra ser lembrança, que a lembrança dure: vale deixar a porta do armário aberta de tempos em tempos, tirar as peças e pendurar em lugar fresco e aberto pra ventilar, lavar uma vez por semestre ou por ano, pelo menos.

    E o canto sentimental é um espaço definido: não tem sentido deixar a calça sentimental junto com as outras calças, o vestido da formatura com os vestidos de trabalho: des-espalhar essas peças especiais do armário e juntar tudo que tem valor emotivo num lugar só é muito muito importante! E informativo: se juntando tudo o espaço demandado pra acomodar é considerável, pode ser o caso de se fazer uma repassagem pra desafogar o armário e descolar outros jeitos de se manter essas lembranças por perto.

    A gente tipicamente separa 6, 8 cabides no máximo pra esse canto sentimental, e seleciona com cada cliente as memórias mais sensacionais de se ter ali, as que valem a energia, as que precisam estar protegidas pelas portas do armário, de tão preciosas. Pra outras (também lindas, também preciosas!) a gente sugere soluções que já experimentou com sucesso e alegria:

    -aprender a fazer (e fazer!) ou encomendar almofadas usando o tecido lindo de uma peça
    -aprender a fazer (e fazer!) ou pedir à costureira que faça um big lenção pra usar na cintura, no cabelo, na bolsa, no pescoço
    -aprender a fazer ou encomendar um conjunto de necessáires usando o material da peça
    -descolar um sapateiro pra forrar um par de sapatos com o tecido (ou aprender a fazer e fazer :) por que não, né?)
    -conversar com o moldureiro do bairro pra confeccionar uma estrutura que permita emoldurar a peça lindamente, e usar na decoração

    E assim a gente substitui acúmulo por exercício mental, estagnação por criatividade! Num exercício de priorizar, de pensar no que é MAIS especial, e de procurar alternativas inventivas pros nossos apegos. <3 Mas né, essas são só as soluções que a gente conhece — não são todas as possíveis. Ce conhece alguma outra? Já transformou alguma peça sentimental em outra coisa? Como é o seu canto sentimental? A gente adoraria trocar idéias!

     

    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE
    + CONSULTORIA DE ESTILO PESSOAL


  • Roupa comprada pronta não é feita pra gente: ninguém (ou quase ninguém) tem tamanho padrão homogêneo e equilibrado no corpo inteiro — tem gente que é 38 na parte de cima e 40 na parte de baixo, ou mesmo -super comum!- tem bumbum 42 e cintura 40. Quem faz compras com a gente aprende isso demais porque quase nunca a gente sai de uma loja com a sacola: 99% das peças que a gente experimenta/compra com clientes de consultoria de estilo vai pra costureira ajustar/personalizar caimento antes da cliente levar pra casa.

    Fazer ajustes e reformas pra que uma peça funcione no seu melhor PARA OS NOSSOS CORPOS é se apropriar do processo de fazer roupas. <3

    Pode ser esperto entender o que é ajuste e o que é reforma — pra não sobrecarregar as costureiras das lojas ultrapassando o limite das pequenas intervenções, mas também pra não se inibir em levar mirabolâncias maravilhosas pras nossas costureiras ‘particulares’ mais afiadas, capazes de reformular peças com a gente. Indicativo certeiro de que uma peça vale os ajustes/a reforma que a gente tem vontade de fazer é a qualidade dela: quanto mais qualidade, mais vale o trabalho. E simplificando, se considera ajuste:

    -o que adapta a peça à anatomia específica de quem usa,
    -o que melhora a performance da roupa no corpo de quem vai usar;

    e se considera reforma:

    -o que influi no design da peça
    -o que modifica o trabalho intelectual da/o estilista.

    Então conta como ajuste, por exemplo: diminuir a cintura, criar pences a partir do cós da parte de baixo pra fazer caber o quadril, subir alcinhas, arrumar alturas de punhos e barras, tirar excesso de tecido na costura debaixo dos braços — tudo sem mudar as características originais da peça. E conta como reforma acrescentar pences pra acinturar uma peça que é mais soltinha, mudar a costura do ombro de lugar, inserir botões extra no decote, tirar detalhes como pregas ou fendas, tirar zíper e mais. Até fechar bolsos pode influir no trabalho intelectual da estilista, então conta como reforma, veja só!

    Isso é autonomia: fazer ajustes e reformas pra que uma peça funcione no seu melhor PARA OS NOSSOS CORPOS é se apropriar do processo de fazer roupas. <3 Se a blusa calça vestido jaqueta é pensada em moldes e medidas “padrão”, com alfinetes e disposição é possível fazer tudo (ou quase tudo) funcionar em 3D nessas formas únicas que todas nós somos.

    Não é empoderador? A gente acha que sim, e que também é aperfeiçoador de paciência, um lembrete de humanidade quase. Faz sentido a roupa não estar perfeita pros nossos corpos no primeiro minuto que a gente veste — se ela não foi feita a partir do nosso molde. Então escolher a roupa, experimentar, fazer ajustes pra melhorar a performance dela nos nossos corpos (nas nossas vidas) dá esse respiro, esse tempo da gente se desconectar do instantâneo, de valorizar o manual, o artesanal.

    + as costureiras e a personalização
    + ordem de preocupação na costureira
    + vale a pena consertar nossas roupas
    + costureira em casa todo mês


  • Roupa de trabalho tem que comunicar mais ‘capacidade produtiva’ e não tanto ‘graça, beleza, molejo’. Acontece que, aqui no nosso climão-tropical-quentura-máxima, é imprescindí­vel que roupa de trabalho seja, antes de tudo, fresquinha e confortável, nénão?

    Esse post, então, é sobre looks profissionais “ventilados” mas também sobre pontos de vista: a gente propõe olhar pro calor não como atrapalhador, mas como mais um afinador de escolhas certeiras de vestir — tanto quanto outros fatores que influenciam nossas decisões de roupa pra trabalhar (alô reuniões, deslocamentos, clientes, apresentações).

    Sacou?

    A idéia é mapear atentamente as nossas vontades mais autênticas, pra que elas se conectem com elementos visuais que garantem frescor pr’além de looks óbvios ou pelados demais. E assim raciocinar/esquematizar o vestir pra que ele seja uma atividade simples, possível, não drenadora de energia — e fazer essa energia transbordar na execução do trabalho, na vida!

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.

    MAIS FORMAS NA ROUPA, MENOS ACESSÓRIOS

    Vale pensar assim: pra não ter que carregar muita coisa, pra não ter que sobrepor nada, bom é escolher peças que impactam já na sua própria modelagem, com suas próprias formas. Tipo pantalona e pantacourt, blusa com uma modelagem mais diferentona, saia longa ou mídi, bermuda ou camiseta pólo… e quaisquer outras peças que tragam interessância em proporções e recortes e modelagem, sabe como? Tem mais impacto ainda se a coordenação tem mais peças em tecido plano do que em malha.

    ACESSÓRIOS DE IMPACTO, ROUPAS LEVÍSSIMAS

    Se é o caso de se sentir confortável com mais malha do que tecido plano — e também se é o caso de só conseguir viver com peças leves-levíssimas… então a fórmula contrária funciona bem. Quem sente muito muito calor mas não tem vontade de parecer diáfana, etérea ou delicada demais com peças super finas ventildas molengas aeradas, pode acrescentar força no look com acessórios pesadões, grandes, cheios de presença — que não ocupam tanto espaço e por isso não acrescentam calor, né.

    CORES CLARAS

    Diz a lenda que cores escuras absorvem calor e puxam a quentura pra si, e que cores claras refletem o calor, por isso “esquentam” menos. Coordenações de cores claras entre si, então, são mais frescas — e são sempre muito elegantes: pensa cáqui, branco, bege, caramelo, cinza claro. Vale também experimentar com cores mais “solares”, que ó, essas clarinhas dão muito certo junto com laranjas, amarelo, verde militar, terracota.

    TECIDOS NATURIAS

    Tecido feito em fibra natural ventila e deixa o calor que o corpo gera passar pra fora, ao mesmo tempo em que deixa o arzinho de fora passar pra dentro pra refrescar. (Tecido feito de fibra não-naural permite que isso aconteça bem menos, e quanto menos natural mais “prende” o calor do corpo lá dentro, fazendo suar, criando ambiente pro cheirinho de nhaca.) O exercício é escolher pelo toque e pelo caimento fresco, mas não deixar de investigar a etiqueta interna da peça pra escolher também pela fibra — tem uma aula de como escolher tecidos aqui, ó. Pensa assim: num dia quente de verdade, vale mais usar uma blusa de manga longa de tecido natural do que uma regata de tecido sintético — assim vale até tricô no calor, viu!

    CAIMENTOS SOLTINHOS

    Não precisa ser larguíssimo pra refrescar: caimento que não gruda na pele, que forma um colchãozinho mínimo de ar entre o corpo e a roupa, ajuda demais! E é fator crucial pro conforto, já que deixar circular o ar também ajuda a secar qualquer suor mais rapidamente — roupa justa demais no calorão pode ficar melada/marcada o dia todo roçando o corpinho de quem usa, nénão. Exemplo maravilhoso de se ter em mente é a alfaiataria feita em tecidos mais rústicos, como linho, que balançam gostoso junto com o movimento do corpo.

    SAPATOS LEVES OU MAIS ABERTOS

    Quanto mais pelado o sapato, mais informal ele é: isso significa que ambiente profissional regula a quantidade de pé que fica à mostra, dependendo da formalidade. Aí é adequar proporções e possibilidades: se pode muito pé de fora, vale compensar cobrindo braços ou pernas (com tecido fresco, rs); se não pode muito pé de fora, pode ser legal procurar sandálias com tiras grossas e calcanhar fechado ou assandalhados, que cobrem mas não tanto. A sacada é ventilar o pezinho, de preferência com materiais mais tradicionais pra equilibrar mensagens. ;-)

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.


  • Roupa nenhuma -muito menos biquíni!- faz a gente perder quilos, ou ganhar centímetros em altura, ou opera qualquer modificação real — mas roupa pode fazer a gente se enxergar com mais amor. O que ajuda a gente a escolher certeiro, então, é racionalizar, procurar conhecer elementos visuais e efeitos em silhueta, experimentar muito. Mas né, especialmente em tempo de calor e de recesso e de praia, pode ser um exercício extra esse de se permitir <3 e desencanar de padrões/exigências irreais… pra dar lugar à disposição de viver a melhor vida que a gente puder, com boa vontade e atenção ao que importa (de verdade).

    biquíni nenhum faz a gente perder quilos, ou ganhar centímetros em altura, ou opera qualquer modificação real -- mas pode fazer a gente se enxergar com mais amor.

    Aqui a gente pode ajudar compartilhando “inteligência visual”.
    Ó:

    QUEM SE SENTE COM QUADRILZÃO + PEITINHOS PEQUEÑOS

    Pode escolher partes de cima mais chamativas que partes de baixo, com preguinhas, recortes, estampas, cores mais vivas e mais claras e todo tipo de detalhe — tipo bordados, babados, aplicações e brilhinhos. Vale modelagem cortininha, frente única e tomara que caia. As partes de  baixo podem ser mais discretas, em cores neutras, sóbrias e mais opacas. A calcinha pode ter a lateral mais espessa e pode até ter faixinhas pra amarrar — garantindo que essas faixas não sejam tão finas que cortem a lateral do corpo (numa explosão deliciosa de carne em cima e embaixo do laço \o/ que pode ser bem desconfortável, nénão?).

    QUEM SE SENTE COM PEITÃO + QUADRIL MAIS LEVE

    Quem tem peitão e quadril menor pode fazer tudo ao contrário: partes de baixo mais chamativas e com mais detalhes e cores e formas, e partes de cima mais calmas. Atenção para as alças, que podem ser mais largas pra sustentar melhor os peitos – mas que demandam, ao mesmo tempo, atenção pra marquinhas que restrinjam determinados decotes. O bojo do top pode cobrir/acomodar com conforto os seios, sem apertar demais ou deixar gordurinhas sobrando dos lados (de fora) do bojo. E pra essas, os modelos meia-taça e frente-única são os mais certeiros.

    QUEM CURTE COBRIR A PANCINHA COM MAIÔ \o/

    Pode escolher altura de cavas pensando em alongar as pernas. Não precisa ressucitar o modelo asa delta dos anos 80 com cavas lááá no alto, mas também não precisa ter cavas tão baixas que façam o maiô parecer um macaquinho: na medida do possível (e do digno!), quando mais alta a cava for, mais longa a perna parece. Maiô com faixas diagonais ou transpasses afinam visualmente a cinturinha, e *faixas laterais em tons mais escuros que a cor do meio do maiô também podem render sensação de largura de tronco suavizada. E aí, direções de larguras e alças e decotes funcionam como as dos biquínis.

    *a gente sempre raciocina ‘tons mais escuros’ em comparação entre cores, sem precisar escolher sempre tudo preto: pensa só — cinza pode ser escuro se comparado com bege, mas pode ser claro se comparado com marinho. sacou?

    UM SINCERÃO PRA TERMINAR

    No verão, na praia, quem mais aparece é o corpão mesmo — bem mais que qualquer micro pedacinho de lycra que a gente use (pra tentar disfarçar os milkshakes do ano todo!). A gente sabe que relação tipo de biquíni x tipo físico é guiada pela auto-estima e pelo carinho que a gente tem pelo próprio corpo: pensa na mulherada do RJ, sortida de silhuetas, usando os menores biquininhos do mundo!

    Negócio é assumir que o corpo que a gente tem é resultado de escolhas que a gente vem fazendo ao longo da vida, respirar fundo e arcar com novas escolhas: a gente pode escolher alocar energia em reclamação, mas pode muito mais (amém!) vibrar nossa energia na frequência das oportunidades que a vida dá pra gente por o pé na areia, molhar o cabelo na água salgada, fazer caminhada com o vento do oceano beijando nossas bochechinhas, sentir o calor do sol abraçando a pele.

    Isso sim é valioso. <3


  • 1.

    Não é porque é praia e férias que a gente perde personalidade, deixa de ser quem é no resto do ano ou pode se permitir se sentir feia. A desculpa de que ‘as coisas velhinhas do guarda-roupa podem ser usadas na praia’ é furada! Se no dia-a-dia a gente escolhe o melhor que o nosso orçamento pode comprar, porque seria diferente com as férias — já que a dona do orçamento é a mesma pessoa, e se ama na praia tanto quanto na cidade?

    a gente não deixa de ser quem é só por que tá na praia \o/

    2.

    Guarda-roupa de praia também merece qualidade — essas pecinhas tocam a nossa pele, vivem momentos tão gostosos com a gente, acompanham a gente nas fotos (que são sempre as preferidas pra por no porta retratos… é ou não é?). Aqui a gente é a favor dessa máxima, personalizável/adaptável pra quaisquer realidades: pagar mais por menos peças.

    3.

    Tudo é identidade, tudo rende alguma sensação: saída que cobre o corpo todo ou saída shortinho/sainha (com barriga de fora!), saída justinha ou saída folgadona, chapéu de tecido ou chapéu de palha dourada, abas curtinhas e dobradas ou abas largas com lenço, chinelinho com pedras ou chinelo de borracha, óculos coloridos ou óculos com armação em metal, bolsa de nylon ou sacola de vinil, bolsa molenga ou bolsa mais durinha… tudo isso tem relação com sofisticação, informalidade, despojamento, feminilidade, originalidade — já parou pra pensar nos elementos  que você escolhe pra compor o conjunto da aparência na praia? E de como um elemento compensa/equilibra o outro? E de como essas escolhas podem se relacionar com tuuuudo que se escolhe ao longo do ano, até mesmo no trabalho? ;-)

    4.

    Não tem como ter praia sem água salgada, areia, vento e calor. Então cabelo, pele e o que tá em volta pode ser pensado/preparado. Bom ter à mão pauzinhos fofos de fazer coque, fivelas bacanas, tiaras e grampinhos, né? Filtro solar que já vem com pigmento e que funciona meio como base podem ser os melhores amigos da “pele boa na praia” (alô nós todas quarentonas maravilindas) — que né, maquiagem funciona tão melhor de banho tomado!

    5.

    Acessório de praia é acessório prático, que não atrapalha nem na hora de tomar sol ou entrar na água — e tem um tipo de praticidade pra cada estilo/pra cada serzinho humano, né? Delícia é ter acessórios lindos-com-função: bolsa ampla de tamanho pra carregar tudo e deixar mãos livres pra água de côco, chinelos/sandálias que protejam pezinhos na chegada e na saída, pontos de personalidade que comuniquem o que é importante pra gente mesmo que em pequeninas proporções: brinco, colar, pulseira, relógio — mesmo que o importante seja não usar nada disso! \o/

    *

    E você, como pensa no aparato praiano? Como se prepara pra por os pés na areia, tem alguma idéia extra pra compartilhar?


  • A gente aqui na Oficina trabalha a consultoria de estilo a partir de sensações (da vida!), pra escolher roupas que ajudem a gente a ter essas sensações. A gente quer se sentir confortável? Quer se sentir bem-sucedida? Quer se sentir aconchegada, feminina, descolada? Quer se sentir jovial, inteligente, impactante? Quer se sentir criativa, quer se sentir leve, quer se sentir adequada, alegre?

    Em intimidade com a gente mesma <3 com essas sensações mapeadas, aí sim a gente parte pra escolher o que vestir. E vai experimentando até chegar na frente do espelho se sentindo exatamente como se quer. Vale pra todo dia, pro look do trabalho, pro fim de semana… e vale demais pra looks de ocasiões especiais! Imagina que look de reveillón pode honrar o que a gente viveu de mais legal no ano que acaba (de repente até pode servir pra gente se despedir do que não quer levar pro ano novo!), e também pode carregar em si as sensações que se quer viver no ano que chega.

    As idéias que a gente mais exercitou com nossas clientes nesse fim de ano tão aqui embaixo e ó, todas tão boas de se apropriar/personalizar pra descolar looks bons no próprio armário. Mas né, a melhor direção pra escolher esse look nasce DENTRO, antes mesmo de direcionar pra escolha de roupas: o que você quer sentir nesse 2017? <3

    GLAMOUR COM CONFORTO: BRILHO INFORMAL

    Se o brilho dá idéia de “arrumadinha demais”, legal é coordenar opostos: pensa em paétes nas peças de modelagem mais larguinha e confortável — alô batas, modelagem saruel, quimonos soltos! Vale também pensar em criar monocromáticos com peças metalizadas e outras opacas, tipo prata com jeans clarinhos, douradão com peças em malha creme/off-white, metalizado-rosado (tipo cobre!) com algodão em nude.

    ACESSÓRIOS EM METAL PRA ACRESCENTAR FORÇA

    Pensa que metal é o material das tachinhas das jaquetas mais roqueiras que existem, das correntes mais pesadas… o elemento metálico deixa qualquer look de menininha com mais cara de mulher do que de princesa, sabe como? Legal é pensar em quanto de força e quanto de doçura se quer sentir e então coordenar todo metal com sedinhas, saias femininas, formas delicadas e mais.

    SANDÁLIAS E SAPATOS ATUALIZADORES

    A gente achou que 2016 foi o ano do conforto pros pés: teve tanto mocassim, tanta mule, tanta flatform (essas plataformas mais retonas, grandes desde a parte da frente até o calcanhar), tanto tênis branco nénão? Vale procurar equilíbrio entre peso e leveza, entre herança do guarda-roupa masculino com elementos ultra-femininos, entre o que é mais inormal com outras coisas bem elegantonas. :)

    FORMAS, TEXTURAS E PROPORÇÕES

    O look já é todo branco (ou todo clarinho), bom então é pensar em coordenar tudo branco com mangas interessantes, com alguma transparência, em materiais/texturas diferentes, com recortes estratégicos, com saias que tenham volume, com shorts de preguinhas e saias drapeadas, com sobreposição de barras com alturas diferentes…! (E, se for o caso, ficar de olho pra escolher refinadamente as formas com que se quer complementar/harmonizar silhuetas, né?)

    CABELO PRESO COMO ACESSÓRIO

    Essa vale pra vida: se o look tá simples demais, se precisa incrementar ou acrescentar formalidade… dá-lhe cabelo preso! Junto com uma maquiagem bacana pode dar mais cara de festa do que o look em si, né?

    + LISTA DE FÓRMULAS BOAS DA OFICINA DE ESTILO
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE
    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?


  • Isso da gente querer raciocinar o vestir dá possibilidade de exercitar inspiração o tempo todo, em tudo. <3 Por isso esse post começa com uma receita, e segue pra frente do espelho, ó!

    Uns anos trás a gente aprendeu a fazer essa delicinha de fim de ano:

    + lava e põe as cerejas no freezer (por pelo menos umas 4 horas, ou de um dia pro outro)
    + tira na hora de abrir o espumante
    + bota uma cerejinha no fundo de cada taça tipo flauta (essa mais alta, de champagne)
    + serve o espumante bem gelado e deixa a cereja dançar boiando nas bolinhas douradas \o/

    Agora pensa com a gente: se verde-e-vermelho parece uma combinação ‘natalina demais’ pro look da ceia em família, esse drink aqui aponta pra uma outra coordenação de cores — também festiva, mas menos fantasiosa. A idéia é: juntar a força (e ao mesmo tempo a feminilidade) do vermelhão-cereja + a elegância e mansidão dos tons de creme/nude. E embalar essa coordenação de cores em tecidos levemente transparentes -como o espumante!- pode ser, ó, a cereja desse bolo. (Rá!)

    MAIS IDÉIAS PRA JUNTAR COM ESSA DAQUI \o/

    + roupa de todo dia adaptada pra festonas
    + como usar cores: vermelho
    + jeitos bons de usar transparências (e mais aqui)
    + cozinhando e recebendo com a mesma roupa

    uma idéia de look festivo inspirada numa receitinha de drink natalino <3

    ((post original de 2011 \o/ agora revisado e atualizado: o tempo se diverte quando a gente voa!))


  • Natal pra gente aqui no BR é fresquinho, né, e no lugar de neve a gente tem brisa do mar (sorte de quem tem!!!). A gente aqui na Oficina acha que calor, aconchego da família e coração tranquilo em fim de ano tem a ver com cores calmas, com pouco contraste (contraste = força), com feminilidade, com serenidade. Segue aqui com a gente que o post traz essa idéia organizadinha, explicadinha, pronta pra usar. Ó!

    natal brasileiro, sem neve e com calorzinho, tem a ver com cores claras e fresquinhas e femininas e serenas! nénão?
    (registro de sessão de montagem de looks de uma das nossas clientes de consultoria)

    CORES COLORIDAS E CLARINHAS

    Nesse fim de ano, nas nossa sessões de montagem de looks com clientes de consultoria de estilo, essa foi uma idéia que a gente personalizou demais (pra cada uma delas): a de coordenar looks em blocos de cor… mas com cores coloridas mas calmas, suaves, delicadas! E se a gente junta cores diferentes em tons parecidos (tipo assim, todos bem clarinhos/calminhos) o look ganha ares monocromáticos — o que rende sensação de silhueta mais alongada and longilínea.

    ELEGÂNCIA e FEMINICE :)

    De quebra, com a mensagem feminina e doce que essas cores-claras-e-coloridas transmitem quando são coordenadas entre si, a gente ganha também a aura elegante que só as heroínas que nunca se sujam tem! Sabe sensação de que pode cair o mundo e a fulana continua impecável toda imaculada de branco? Então. ;-)

    PRA ALONGAR GERAL

    Mesmo entre tons claros é possível “calcular” que efeitos se quer ter em silhueta, viu. Tons mais claros expandem visualmente e chamam mais atenção, tons menos claros retraem e chegam depois, lá longe. Vale comparar tonalidades: branco é mais claro que bege; bege é mais claro que cinza; lilás é menos claro que bege; cinza é menos claro que amarelinho… por exemplo. E aí a gente escolhe pra partes de cima e de baixo os claros que eventualmente podem suavizar o que a gente acha que é maior na própria silhueta, e também os mais claros ainda que vão expandir e fazer brilhar o que a gente tem de mais lindo pra valorizar. ;-)

    EXTRAS INSPIRADORES-AJUDADORES

    + como usar saias longuete ou mídi
    + como coordenar bons looks com tênis
    + como usar pantacourt \o/
    + como coordenar colares e decotes
    + lista de ‘fórmulas boas’ da Oficina

    natal brasileiro, sem neve e com calorzinho, tem a ver com cores claras e fresquinhas e femininas e serenas! nénão?

    natal brasileiro, sem neve e com calorzinho, tem a ver com cores claras e fresquinhas e femininas e serenas! nénão?

    (registros de sessões de montagem de looks das nossas clientes de consultoria)


    (imagens do Pinterest)

    ((post original de 2011 \o/ agora revisado e atualizado: o tempo se diverte quando a gente voa!))


  • É bem nessa época que nossa capacidade de multiplicar espaços de agenda se põe à prova: infinitos amigos-ocultos e happy hours e compromissos de fim de ano e programinhas de grupos diferentes de amigas começam a rolar… bem na sequência do trabalho.

    Todas as montagens de looks das nossas clientes de consultoria de estilo nessa época tem essa ‘categoria’, a das coordenações que podem funcionar desde cedinho até à noite. A gente junta aqui as fórmulas mais personalizáveis, pra que essas mesmas idéias encontrem equivalência em todo tipo de guarda-roupa — até aí no seu. Ó:

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!

    BRILHO + CLÁSSICOS

    Juntar brilho com peças em tecidos super opacos (como as lãs de alfaiataria ou jeans) feitas em cortes tradicionais/clássicos (como calças mais retinhas e paletós) rende segurança + originalidade. O segredo é ousar um pouquinho e garantir adequação no resto todo — vale ocupar o maior espaço do look com o que não brilha tanto, e então pontuar o look-certinho assim:

    -com uma peça “luxuosa”, tipo uma camiseta de veludo, coordenada com uma calça em sarja ou jeans
    -com acessórios que incrementem a alfaiataria: imagina colarzão de pedras ou bracelete de metal super lustroso ou sapato cheio de glitter com a calça do terninho ;-)
    +roupa de todo dia pra festonas

    MONOCROMÁTICOS IMPACTANTES

    No dia-a-dia a gente faz pouco isso, né, mas tá fácil de arranjar um espacinho nesse fim de ano pra experimentar: parte de cima e parte de baixo coordenadas na mesma cor… mas uma cor bem colorida (vale também pro combo vestido/macacão + terceira-peça). Pensa em tecidos informais, sem brilho, com cara de todo dia mesmo — mas junta tudo em roxo, ou em vermelho, ou em turquesa, ou em verdão! Daí dá pra completar com sandálias pra deixar bastante pézinho à mostra ou com outros modelos que não chamem tanta atenção (pra não competir com a explosão colorida do look!) e com acessórios também como coadjuvantes. São as mesmas peças de sempre, coordenadas com um ponto de vista novo e muito específico — isso é festivo, né!

    ALFAIATARIA + PEÇAS ULTRA FEMININAS

    Essa idéia é especialmente eficaz quando se tem comemoração de fim de ano do próprio trabalho, com o grupo de pessoas com quem a gente passa o ano todo: essa é a festa em que a gente quer estar arrumadinha mas ainda é ‘ambiente profissional’, né? Juntar seda bem levinha com paletó pode ser uma boa, juntar camisa levemente transparente com a calça do terninho também pode funcionar — ou juntar uma camisa super masculina com uma saiona bem rodada e feminina, ó, pode render um visual adequado e também festivo.

    + como coordenar looks de camisa com saia
    + o que usar nas festas do trabalho

    CAMADAS ESTRATÉGICAS

    Aquela idéia velha conhecida: vestir por baixo algo festivo com uma terceira-peça mais sóbria por cima, pra abrir mão dessa terceira-peça assim que o expediente acabar. Essa é a idéia mais fácil de fazer acontecer quando a gente pensa em se arrumar cedinho pra estar prontíssima até o último minuto da baladinha de noite — e não precisa funcionar só com blusa arrumadinha/sexy com jaqueta cardigan paletó por cima! Pensa em vestido tomara que caia com colete, pensa em macacão frente-única com quimono, pensa em outras roupas pra usar por dentro e outras peças pra sobrepor!

    01 EXTRA

    -Sapato, bolsa, maquiagem e cabelo são itens que mudam TOTALMENTE qualquer look, né migas. Passar o dia com um look usando sapatilha tem uma energia, trocar a sapatilha por um saltão (com o mesmo look) já tem outra! Vale igual pra bolsa: carregar tudo nos ombros até o computador numa sacolona ou numa mochila rende uma postura; colocar o essencial numa bolsinha pequeña e carregar sacolona/mochila na mão (como um extra) rende outra.

    Daí qualquer happy hour tá salvo com maquiagem que tem cor ou brilho + cabelo pra cima — quem sabe com um brincão bem cheio de movimento pra já incrementar o look com ritmo. ;-)

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!

    o que vestir desde cedinho pra passar confortável pelo dia de trabalho e chegar ainda festiva ao happy hour de fim de ano!


curtimos

ideias complementares às da Oficina