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  • Ce sabe que a nossa metodologia junta técnicas de consultoria com o exercício da empatia, né? Essa fórmula permite que a gente consiga questionar, provocar debates (pr’além do eu apenas),  — que seguem sendo nossas maiores motivações em todas as nossas entregas profissionais: no compartilhamento de conteúdo, na nossa consultoria de estilo pessoal, nas aulas que a gente dá.

    Assim, ó:

    “Empatia é a compreensão respeitosa do que os outros estão vivendo”, na definição do filósofo Chuang-Tzu, e ele acredita que só a verdadeira empatia só rola quanto a gente “escuta com todo o ser”, quando a gente se descola das nossas referências pessoas e se abre pras referências do outro, e recebe, e acolhe — e então há possibilidade de crescimento pra todo mundo, de soma de idéias e de referências (no lugar da luta de sobreposição de opiniões que a gente vê acontecer nas caixas de comentários das redes sociais).

    pra entender o que é, o que não é, e como a empatia ajuda a gente a ficar mais forte e inteligente. ;-)

    Nos nossos trabalhos a gente também se mantém atentas ao que NÃO é empatia:

    -aconselhar: “acho que você deveria…”, “por que é que você não fez assim?”
    -competir pelo sofrimento: “isso não é nada, espere até ouvir o que aconteceu comigo”
    -educar: “isso pode acabar sendo uma experiência muito positiva para você, se você apenas…”
    -consolar: “não foi culpa sua, você fez o melhor que pôde”
    -contar uma história: “isso me lembra uma ocasião…”
    -encerrar o assunto: “anime-se, não se sinta tão mal…”
    -solidarizar-se: “ó coitadinho…”
    -interrogar: “quando foi que isso começou?”
    -explicar-se: “eu teria telefonado, mas…”
    -corrigir: “não foi assim que aconteceu…”

    Esse tipo de empatia não é natural pra gente (nesse mundo doido de hoje) e é especialmente difícil de exercitar. É preciso manter atenção com a gente mesma, estar alerta e QUERER se manter no exercício. A lista aqui em cima é bem ampla e, se a gente não insere esses comportamentos nas nossas conversas, o que sobra?

    Na nossa experiência tem sobrado espaço pra conexão real, pra cooperação, pra gente incrementar conversas significativas e livres de idéias pré-concebidas e de julgamentos, e tem sobrado um repertório mais abastecido e forte — pra que a gente cuide melhor das nossas próprias questões, sem precisar terceirizar esse cuidado pra quem quer que seja.

    Desse jeito a gente tem experimentado, com nossas clientes, alunas e leitoras \o/ um novo senso de autonomia, empoderamento, auto-responsabilidade e — melhor de tudo — satisfação, confiança, autoestima.

    Vale ler também o texto “Não quero mais mudar o mundo” do Daniel Larusso, que diz que “quando todo mundo está gritando, falar baixo e escutar o outro é um ato revolucionário”.

    + O QUE A GENTE ACHA É SOBRE A GENTE MESMA
    + GOSTO PESSOAL x CONSULTORIA DE ESTILO

    + LOOK DO DIA NÃO É PRA PERSONAL STYLISTS
    + POR QUE A GENTE SE COMPARA TANTO?

    (essas idéias de empatia — e também do que não é empatia — a gente aprendeu nesse livro aqui, ó)


  • Tempos atrás a gente compartilhou numa das nossas newsletters um texto do jornal Nexo que explica como opinião não é argumento, não rende debate benéfico. Essa idéia é o que sustenta a nossa decisão aqui na ODE de compartilhar conteúdo todos os dias na internet e incentivar conversas significativas, mas não abrir espaço pra comentários negativos ou mesmo neutros-não-positivos (decisão também explicadinha aqui!).

    No texto o autor ainda diz que “nós, brasileiros, temos péssima educação argumentativa; e que confundimos discussão com briga sem saber lidar bem com críticas”. Por conta desse compartilhamento na news, a nossa leitora Maria Rita mandou email perguntando pra gente:

    “Não soa contraditório? Quem quer dialogar não tem que estar aberto a críticas e comentários negativos — e não só a aplausos?”

    E a gente acha que não tem contradição aí não! Opinião não é argumento e também é algo bem diferente de crítica.

    opinião não é argumento e também é algo bem diferente de crítica.

    A gente mesma não produz conteúdo qualquer que diga somente “achamos verde e azul lindos juntos” ou “vejam que coordenação maravilhosa”. A gente estrutura toda legenda/todo post com os argumentos técnicos que conduziram pro resultado fotografado, sabendo que (isso sim) pode servir pra quem tá lendo. Nosso conteúdo quer propor idéias ilustradas em looks, pensadas pra entregar serviço de consultoria de estilo, questionamento, possíveis novas experiências a quem lê e se disponibiliza a exercitar, a raciocinar, se apropriar e personalizar.

    Sabe por quê? Porque o que a gente acha é sobre a gente mesma, e não sobre o objeto da conversa.

    Quando alguém responde ao nosso conteúdo com “eu não usaria isso” ou “acho isso feio”, a gente nem tem o que responder — é direito de todo serzinho humano usar ou não usar o que quiser, ou avaliar qualquer coisa como bonita ou feia de acordo com suas referências e gosto pessoal. E né, isso não rende conversa alguma, é fato e pronto-cabou.

    Bem diferente é quando a gente recebe comentários tipo “eu não usaria porque, diferente do que ces dizem nesse post, eu não acho que esse comprimento fotografado na cliente alonga as minhas pernas”. Aí sim a gente consegue seguir, argumentar tecnicamente de volta, sugerir outras possibilidades de se tentar/usar, mostrar maneiras da leitora fazer acontecer (se ela quiser).

    Entende? :)

    Opinião vem do EU e geralmente vem filtrada por hábitos/práticas pessoais, é povoadíssima de adjetivos, sem muita reflexão ou questionamento. Argumento tem mais a ver com idéias, com propostas, com perguntas, com expansão de horizonte intelectual. \o/

    Nessa forma de pensar, nem os comentários ultra-elogiativos tipo “achei isso maravilhoso, ficou lindo” rendem essa conversa que a gente AMA ter. E provocar esses debates (pr’além do eu) é a nossa maior motivação — não só no nosso trabalho de compartilhamento de conteúdo, mas em TODAS as nossas entregas profissionais. Na consultoria de estilo pessoal e nas aulas que a gente dá, nossa metodologia junta a técnica de consultoria de estilo com o exercício da empatia.

    Vale ler também o texto “Não quero mais mudar o mundo” do Daniel Larusso, que diz que “quando todo mundo está gritando, falar baixo e escutar o outro é um ato revolucionário”.

    + EMPATIA NA CONSULTORIA DE ESTILO
    + COMPETIÇÃO x COOPERAÇÃO
    + MENOS PATRULHA, MAIS APRENDIZADO
    + LOOK DO DIA NÃO É PRA PERSONAL STYLISTS


  • ‘Como construir um guarda-roupa inteligente’ teve tantos nomes antes de ter esse \o/ a gente aqui é mundialmente conhecida por não conseguir fazer títulos pequenos e objetivos, tanto quando a Fiona Apple. Importante pra gente era que já na capa se tivesse clareza de intenção — a palavra construção não tá lá de graça: melhorar relacionamento com o vestir demanda atenção e trabalho e, quando a gente põe em prática, rende resultado tããão satisfatório! A gente sabe disso na vida real, essa prática é o OURO do nosso trabalho com clientes de consultoria de estilo — e é também o assunto central desse nosso ebook, pensado pra ser uma sequência menos teórica e mais mão-na-massa do nosso 1º livro Vista quem você é: descubra e aperfeiçoe seu estilo pessoal (#títulosdeálbumdefionaapple).

    O livro propões questionamentos e exercícios que ajudam a fazer um detox certeiro — e que ajudam também a comprar menos e melhor, viu, valendo pra vida inteira. Vê aqui embaixo o 1º capítulo e a apresentação do ebook, anima e tenta experimentar na prática: a gente sente que esse livro pode ser um primeiro passo na direção de um vestir mais simples, mais fácil, mais humano e mais alegre. <3

    um ebook questionador e prático pra quem quer simplificar, facilitar e humanizar o vestir

    POR QUE ESTE EBOOK EXISTE
    #épossívelgostardoqueagentejátem

    Muito legal, muito bacana e engraçadinha toda a nossa conversa-de-sempre sobre estilo pessoal… mas né, o que permite exercitar (ou não) esse estilo é o guarda-roupa. Um espaço que deveria ser fonte de alegria e de satisfação, mas que acaba gerando ansiedade: nele a gente coleciona histórias de vida, mas também lembranças de pressa, aflição, contas malfeitas e arrependimentos.

    Perder tempo se sentindo oprimida e desamparada em frente ao espelho, entrar em pânico ao receber convites, deixar de colocar energia na vida pra desperdiçar energia pensando no que vestir pra viver a vida – nada disso é legal ou saudável.

    “Ai, meninas, eu sofro! Meu armário é o rascunho do mapa do inferno.”
    J.M., agosto de 2008

    Numa consultoria de estilo com a Oficina, nossas clientes cuidam dos próprios armários de mãos dadas com a gente, numa etapa chamada “revitalização de guarda-roupa”: nem sempre é super-gostoso desapegar, rever tudo, repensar escolhas e abrir mão de muito pra ter o suficiente. Mas elas confiam, seguem trabalhando em equipe com a gente e, olha, o resultado sempre vem. \o/

    Este livro foi pensado pra te trazer pra perto dessa etapa do nosso trabalho, do jeitinho como ele acontece na vida real. A gente quer, com este conteúdo, te ajudar a construir um guarda-roupa que funcione a seu serviço de verdade.

    Em forma de práticas a ser inseridas no dia a dia, nas próximas páginas a gente vai propor racionalizar escolhas e exercitar resistência a impulsos. E já nesse começo a gente acha importante ajustar expectativas: dá trabalho, é um processo mesmo, demanda atenção. Não tem expediente mágico, mas compensa demais!

    Pode acreditar na gente: é possível preparar o guarda-roupa pra ser feliz com ele todo dia de manhã, e não (só) sentir felicidade quando tem alguma coisa nova (vinda de lojas) lá dentro. Isso é substituir consumo por autoestima!

    COMO O CONTEÚDO TÁ ORGANIZADO

    Este é um livro pensado antes pra ser eletrônico (a gente ama novas experiências!), mas não por isso ele é pouco prático – é pra ser usado na vida real, como toda proposta da Oficina de Estilo: a gente trabalha no guarda-roupa pra que ele trabalhe pra gente.

    Nosso conteúdo tá organizado no ebook em três grandes partes:

    -na 1ª a gente conversa sobre os problemas mais comuns dos guarda-roupas das nossas clientes, sobre o que vicia o olhar e impede geral de enxergar os tesouros desses armários e sobre como se viabiliza um bom guarda-roupa (YAY!);

    -na 2ª a gente propõe pensar junto sobre o que é que faz (realmente) a diferença num guarda-roupa – e sugere pensar em eventuais compras futuras antes mesmo de sair às compras;

    -e a 3ª parte prepara o terreno pra exercitar tudo isso com fluidez, fazendo a versatilidade acontecer na prática, com tempo separadinho pra isso, com ambiente organizado e peças bem conservadas.

    Pra garantir que ninguém se sinta sozinha nessa empreitada, a gente resolveu compartilhar ao longo da leitura alguns comentários deixados no nosso site e nas nossas redes sociais nos últimos anos – #tamojunto! E a única garantia de que não vamos mais funcionar no modo “pânico e terror” em relação aos nossos armários é o propósito de estar atenta.

    Ao final de cada uma dessas três partes, vamos colocar a mão na massa: então esteja a postos, de frente pro seu guarda-roupa, com o ebook e também com um bloquinho de notas (de papel ou digital) à mão. Mas não só isso! É preciso se disponibilizar pra fazer os exercícios sem medo de experimentar e de fazer diferente do que se vinha fazendo – mesmo que de pouquinho em pouquinho. A gente dá todas as ferramentas, mas o resultado depende de quem faz acontecer.

    Por último, nenhuma das ideias compartilhadas aqui deve ser entendida como regra nem pode oprimir ninguém – mas podem, sim, incentivar questionamentos: esse é um convite a olhar pra dentro do seu armário com o mesmo carinho com que você pode olhar pra você mesma. Você merece. <3

    ========

    Tá aqui o índice completão com todos os temas e exercícios do livro, ó, junto com instruções pra baixar em todo tipo de telefone, tablet ou computador. E se você sente o chamado pra trabalhar relacionamento de guarda-roupa com outras mulheres, como profissão, anima e vem estudar a nossa metodologia no CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSULTORIA DE ESTILO!


  • Faz parte do treinamento das nossas clientes de consultoria de estilo pensar no custo-benefício do que a gente vai comprar, antes de comprar qualquer coisa — pra fazer valer o valor gasto e pra ter certeza de que a compra vai render tudo que tem pra render nos nossos armários! Então vale pensar em estilo de vida/rotina e em usos possíveis pra ‘calcular’ quanto é esperto gastar em cada tipo de roupa. Tipo:

    -se a gente trabalha 5 dias por semana,
    -faz baladinhas 2 vezes por semana (ó que muito! #véias),
    -tem um casamento ou uma festona 3 vezes por ano,
    -faz ginástica 3 vezes por semana (ahãm, rs),
    -e, por exemplo, tem 2 programinhas bacanas, de dia mesmo, a cada fim de semana,

    então a vida ficaria “dividida” assim:

    como fazer valer o valor gasto e pra ter certeza de que a compra vai render tudo que tem pra render nos nossos armários!

    Vê só: vale a pena gastar valores equivalentes às quantidades de uso de cada roupa! Que quanto mais a gente usa uma peça, mais ela vale o que a gente pagou por ela — e é assim que a gente aqui na Oficina ensina clientes de consultoria de estilo a calcular a relação custo x benefício do que se leva pro guarda-roupa.

    Essa conta é ótima pra lembrar que não vale tanto a pena gastar horrores naquele vestido longo pra ir à formatura da amiga: é bem mais inteligente gastar no que a gente usa todo dia, durante bem mais tempo, pra trabalhar! E procurar alternativas de uso no lugar de consumo: pegar emprestado, alugar, usufruir de um guarda-roupa coletivo, trocar, ser criativa!

    Ó um exemplo (simplão mas válido):

    -R$ 450,00 numa calça de alfaiataria em material natural pro trabalho, usada 30 vezes no período de um ano: R$ 15 por uso;
    -R$ 450,00 num vestido de couro lindo pra uma baladinha mais arrumada, usado 6 vezes no período de um ano: R$ 75 por uso.

    A calça sai mais barata do que o vestido, tão vendo?

    Raciocinar custo-benefício tem também um efeito afetivo: o que mais toca a gente na vida é a roupa que a gente veste — mais que namorado, mais que marido, mais que filho ou amigas… — então é um super carinho escolher o melhor que o nosso dinheiro puder pagar. Faz a sua conta e depois conta se não valeu! =)

    + como avaliar qualidade na roupa
    + cuidados pra fazer a roupa durar
    + ter menos, melhor e mais de perto

    QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE

    (esse post foi originalmente escrito em janeiro de 2009 — o tempo se diverte quando a gente voa, hein?)


  • Tempos atrás uma leitora pediu um post com direção do que usar numa entrevista de emprego — mas não uma entrevista pra qualquer emprego… um emprego no mundo da moda! A gente juntou nossa experiência como consultoras de estilo aos conselhos e direções que buscou ouvir de de Paulo Martinez, Manu Carvalho, Gloria Kalil, Adriana Yoshida e Erika Palomino e olha: eles disseram coisas que valem não só pro trabalho mas também pra vida.

    (post original de fevereiro de 2010, revisto e atualizado: o tempo se diverte quando a gente voa, né?)

    o que vestir, como se preparar e como ter sucesso numa entrevista de emprego no mundo da moda (spoiler: tem a ver com questionamento e autenticidade)

    PRÉ-PESQUISA

    Vale “estudar” o lugar em que se quer trabalhar e identificar suas características mais marcantes. Por exemplo, os perfis do FFW e do site da Lilian Pacce são bem diferentes — legal então é perceber o que cada ‘empregador’ pode ter de clássico, de moderno, de jovem, de elegante…, e então incorporar valores da empresa no próprio vestir (com a nossa própria cara de usar cada um desses valores: autenticidade é sempre tendência).

    SE VESTIR PRO TRABALHO

    Pro trabalho mesmo, de todo dia, e não só pra entrevista! Lá vem uma experiência pessoal, ó: minha 1ª entrevista de emprego em moda rolou 2 meses depois de eu me formar em Direito. Eu fui encontrar a figurinista com quem queria trabalhar (como assitente de produção de filmes publicitários) vestindo calça social preta, camisa de botão e escarpin baixinho de bico fino :) e a primeira coisa que a figurinista me perguntou era se eu sabia com o que ia trabalhar, porque né, não parecia (tadinha!). Se eu fosse de jeans, camiseta confortável e tênis/sapatilha — peças que têm mais a ver com as funções que eu tinha que desempenhar — provavelmente minha entrevista teria rolado menos tensa. Beijos, Fê. ;-)

    INFORMAÇÃO DE MODA

    É a indústria mais visual de todas, não? Vestir alguma coisa que tenha muito a ver com a gente mesma e que ainda tenha alguma informação de moda é imbatível. Quem entrevista saca se o look tá bacana pro tipo físico, se tem harmonia em cores, se tem coordenação interessante de proporções e, mais legal de tudo, pode identificar truques de estilo saídos da passarela e adaptados pra vida real! E nem precisa ser extravagante demais (entrevista de emprego é ocasião de look discreto, mesmo em moda), uma interessância num detalhe bacana que se destaque já é suficiente: autenticidade e atualidade!

    QUALIDADE, ATENÇÃO E ORGANIZAÇÃO SÃO METÁFORAS

    Tecido natural, couro bem cuidado e acabamento precisoso pode significar mais do que atenção ao que se veste. Quem procura qualidade transmite idéia de querer entregar qualidade no trabalho que faz, de primar pelo melhor. Maquiagem leve dá sensação de atenção consigo mesmo nas sutilezas — e por consequência isso também pode ser entendido como um valor profissional. E quem usa bolsa estufada ou demora pra achar o celular quando ele toca pode passar uma impressão de bagunça, de falta de controle, de desorganização. Sabe como? “Gente da moda” sabe decifrar esses códigos!

    MAIS PESQUISA

    E tempos de redes sociais frenéticas e super expostas, vale pesquisar o perfil de quem vai fazer a entrevista pra procurar coisas em comum com a gente — que possam ser traduzidas em detalhes ou acessórios, e talvez render conversa boa por conta disso!  Tipo se o um editor de site e a candidata que ele vai entrevistar amam praia, pode ser legal usar estampas floridas e solares que já estão no seu armário (haha). Oooou, se a editora da revista, assim como sua possível futura funcionária, também é fã da banda The Killers, porque não usar jaquetas legais com ombros marcados como num figurino do vocalista?

    É MELHOR SER VOCÊ DO QUE SER FASHION

    Profissionais da moda sabem “ler” looks. Não é porque a entrevista é com eles que todo mundo tem que se fantasiar de ‘fashion’: o que a gente usa todo dia pode ser uma boa direção do que não fazer. Se todo dia a maquiagem ideal é blush + rímel, por que usar sombra colorida em dois tons na entrevista? Se no dia-a-dia o vestidinho super funciona, porque na entrevista investir em sobreposições esdrúxulas? A gente impressiona mais quando tem segurança e auto-confiança, pode acreditar! \o/

    SE VOCÊ QUER TRABALHAR COM MODA, SEJA CHIQUE

    E esse chique não tá relacionado com roupas ou looks, tá relacionado com a vida que se tem. A gente pode ser “outdoor das próprias idéias”, e quem estuda (muito) tem mais e mais idéias né. Mais: pra se destacar (em qualquer circuito) não é preciso diminuir a outra ou tentar se aumentar — é preciso questionar, refletir, desenvolver opinião: educação, empatia e foco no trabalho fazem toda diferença. A gente tem que começar de algum jeito nesse mundo da moda, né, e humildade é chave de ouro pra todo aprendizado. “O importante não é ter a bolsa certa, mas a atitude certa”.

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Todo o conteúdo que a gente compartilha sobre roupas e referências visuais diz respeito a mensagens entendidas coletivamente, o que elas representam dentro dos códigos “convencionados” de vestir, os efeitos que cada elemento visual pode ter em quaisquer silhuetas. Mas a gente acredita que autoconhecimento vem ANTES desse conhecimento técnico de consultoria de estilo — e trabalha junto com ele. Todo mundo pode saber tudo que a gente mesma sabe e aplica no nosso trabalho como consultoras de estilo, mas cada uma usa esse conhecimento do jeito que quiser: sem precisar de aval ou referências externas.

    Escolher o que fazer, o que usar ou não usar, é responsabilidade de cada uma de nós :) a partir do que é importante PRA CADA UMA, PRA GENTE MESMA.

    um programa online pra botar a mão na massa e facilitar o vestir na prática \o/

    Na nossa prática, então, antes de escolher o que vestir é preciso procurar saber o que se quer sentir, como se quer parecer. Nossas clientes fazem esse trabalho de auto-investigação guiadas pela própria consultoria, pra entregar pra gente um briefing claro. E só então partimos pra técnica: a gente ensina cada uma delas a identificar elementos visuais nas roupas e acessórios que representem quem elas são e que vidas tão vivendo. Depois é só escolher certeiro, experimentar, viver o aprendizado.

    Facilita a vida, rende escolhas mais objetivas, dá uma satisfação deliciosa, uma sensação de “ser a gente mesma”. Mas né, antes, dá trabalho!

    Assumir essa responsabilidade abre caminho pra gente encontrar (boas!) respostas dentro da gente mesma. Sem precisar de propaganda ou de quaisquer “sugestões” de revistas, sem esoterismo, sem papo-cabeça: informação de moda e de estilo tá sobraaando nessa nossa internet, né, mas é na prática, na vida real, que a gente usufrui dos resultados de olhar pra si com carinho antes, e então aprender a ler imagens, decodificar signos — a gente vê acontecer todo dia com mulheres tão especiais quanto todas nós!

    Essa é a nossa motivação pra tocar, pela 1ª vez, o programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA: 35 dias pra botar a mão na massa e facilitar o vestir. Se você se sente oprimida por qualquer razão que envolva o que você mesma escolhe vestir, pode ser que o exercício de rever o que é importante e o que você quer sentir te dê uma luz — pensamos pra esse programa em encontros online e exercícios semanais pra entregar técnica certeira e tirar todo mundo da inércia, da paralisia… e mais: num círculo feminino de encorajamento, colaboração, acolhimento.

    Energia que a gente coloca em autoconhecimento é uma energia que sobra pra gente aproveitar a vida. Informação eficaz e exercício prático são parte da intenção de escolher melhor —  e a gente se recusa a aceitar que qualquer serzinho humano exatamente igual à gente diga o que se deve ou não deve vestir. Vambora descobrir na gente mesma nossas próprias referências, criar nossas próprias fórmulas! Quem vamos?

    + programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA
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  • Sabe essa história de que cada dia a gente acorda de um jeito? E que por isso se veste diferente todo dia? Coerência no vestir não quer dizer usar uniforme: tem jeito de ser diferente e ainda assim ser a mesma pessoa — é exatamente isso que a gente trabalha na consultoria de estilo. \o/

    Todo mundo tem preferências, vontades e demandas que guiam escolhas de vestir – direções que têm mais a ver com a vida do que com roupas, e que não acontecem separadamente. Por exemplo: tem cliente que é sempre elegante, até no fim de semana de chinelinho, a bichinha é elegante — tanto quanto em festas ou em reuniões. Mais: tem gente que sempre precisa estar confortável, e o que escolhe pra usar num jantar é tão soltinho e maleável quanto qualquer outro look de todo dia. Outras clientes são criativas/originais o tempo todo: seja em formas, em coordenações de cores, seja com acessórios, seja na combinação de opostos e na padaria, no trabalho, no casamento delas, na praia, em todo lugar e ocasião.

     

    identidade visual não é usar uniforme: tem como se vestir (se sentir!) diferente todos os dias e ainda assim não ter um guarda-roupa esquizofrênico!

    Quando uma das nossas clientes tem uma vibe clássica, é possível definir qual é o clássico DELA. Se uma outra tem uma pegada mais rock, tem um jeito de ser rock só dela. E se ela curte boho, tem um boho bom pra ela, com a carinha dela.

    Quando isso tudo tá direcionado pelas mesmas linhas (mais retas? mais arredondadas?), pelas mesmas proporções, pelas mesmas formas (mais durinhas, estruturadas? mais molengas?), pelo mesmo conjunto de cores, pelo mesmo tamanho e espaçamento de estampas, pelo mesmo tanto de contraste… então TUDO é coerente! Todas as escolhas que se faz tem um fundamento em comum: mil mulheres numa só, sem um guarda-roupa esquizofrênico!

    É possível se desprender de referências literais, aprender a “ler” e decodificar essas referências, treinar a identificação de elementos visuais e então procurar esses elementos no que se escolhe vestir. Vale também procurar ter clareza das sensações que se quer ter (na vida) e procurar essas sensações nas roupas que se veste — com todo esse aprendizado junto não tem escolha que dê errado!

    No nosso trabalho a gente monta esse quebra-cabeça na teoria, organiza referências e pensa “fórmulas” personalizadas pra cada uma dessas múltiplas-mulheres (não somos todas?), apresenta numa proposta de ID visual e então parte pra colocar isso em prática na revitalização do guarda-roupa de cada cliente, na experiência que faz juntas em lojas e na sessão de montagem de looks — etapas práticas de uma consultoria de estilo.

    E é assim que a gente constrói, junto com cada cliente, um guarda-roupa cheio de tudo, mas com a cara delas em todas as possíveis abordagens e aplicações. <3

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  • “O que eu ouço, eu esqueço.
    O que eu vejo, eu lembro.
    O que eu faço, eu entendo.”
    Confucio

    Quando a gente fez curso de consultoria de imagem, em 2002, o projeto final proposto tratava de elaborar “dossiê de estilo” pra um cliente imaginário: a gente tinha informação sobre o tipo físico dele, sobre gênero, profissão e algumas preferências de vestir. É claro que terminando esse curso a gente não tava se sentindo preparada pra atender clientes de verdade, na vida real — e a gente estudou em turmas diferentes, mas nas duas havia mais de 30 alunos e só 1 de cada turma segue até hoje como personal stylist.

    o que faz uma consultora de estilo, como funciona a consultoria de estilo

    A Oficina ministra curso de formação desde 2012 e a gente fundamentou toda a estrutura do programa querendo que as participantes se tornassem nossas colegas de profissão — e não apenas pagantes de mais um curso. Nossa proposta pra que a maior parte das nossas alunas se sinta realmente preparada pra atender clientes na vida real é: que a experiência seja vivida ainda no programa do curso, num atendimento de verdade, trabalhando com serzinhos humanos completos.

    Ou seja: seres humanos

    -com contradições de personalidade,
    -com vontades flutuantes e não-rígidas,
    -com dificuldades em relação às suas vidas profissionais e rotinas de trabalho,
    -com filhos pequenos que “atrapalham” os horários da consultoria,
    -com crianças que choram e demandam atenção,
    -com maridos e mães que tem opiniões super sólidas,
    -com silhuetas desafiadoras,
    -com traumas e experiências passadas ruins e marcantes,
    -com dias de muita vontade e outros dias de pouca vontade (com tudo),
    -com imprevistos.

    Quem se sente mais à vontade trabalhando com serzinhos humanos controlados, em ambientes controlados, pode ser bem feliz seguindo a profissão de stylist! Modelos contratadas pra fotos e filmes não reclamam (nem de salto nem da vida!), modelos não tem filhos chorando, modelos cumprem seu papel profissional estando 100% à disposição de quem contrata — nesse caso, modelo não tem nem opinião.

    ((E tudo bem quando se está consciente de que é isso que gera satisfação, é essa atividade que faz feliz: temos ex-alunas incríveis que foram honestas consigo mesmas e, ao passar pela experiência prática de atender clientes de consultoria, assumiram -pra si mesmas- que não é isso que curtem — e seguem felizonas em carreiras alternativas! Ninguém é obrigada a gostar de trabalhar com gente!))

    Mas quem sente a consultoria de estilo como vocação, como entrega profissional que satisfaz a alma, precisa exercitar o acolhimento de toda a complexidade do ser humano. É isso que acrescenta significado ao nosso trabalho, esse é o OURO dessa nossa profissão: clientes cheias de questões “contraditórias-atrapalhadoras” não são exceção, são regra! Todas nós temos todas essas questões!

    Cliente que tá sempre aberta a sugestões + tem o “corpo ideal” + tem roupas incríveis no armário, cheias de “bom gosto” + tem total disponibilidade de tempo + tem dinheiro sobrando pra fazer compras + topa tudo que a gente indica = não existe. É preciso exercitar flexibilidade o tempo todo pra atender cada uma das clientes que confiam na nossa entrega ao longo da nossa carreira. E a cada cliente atendida a gente cresce não só profissionalmente, mas pessoalmente também. <3

    Quem espera fazer curso de consultoria e receber moldes prontos de atendimento pra seguir replicando fórmulas prontas pode sentir mais satisfação em serviços que envolvam linha de produção. Na metodologia humanizadora da Oficina de Estilo a idéia é outra: a gente trabalha artesanalmente.

    + COMO FUNCIONA UMA CONSULTORIA DE ESTILO
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  • Os cozinheiros retratados na série documental Chef’s Table (no Netflix) dominaram, ao longo de suas carreiras, as culinárias mais clássicas: italiana, japonesa, francesa, tailandesa. Mas eles se sobressaíram de verdade no seu mercado quando questionaram o saber reproduzido com perfeição pra criar algo novo a partir disso, quando acrescentaram um pouco de si mesmos ao repertório clássico e então fizeram acontecer algo original.

    Na série a gente conhece o processo criativo e o desenvolvimento profissional de 6 cozinheiros incríveis, que já eram reconhecidos por sua capacidade — e ao longo dos episódios a gente vai entendendo que eles intencionalmente se colocaram à prova, questionaram seus próprios trabalhos. Todos eles apontam pras suas próprias histórias de vida e pros seus repertórios pessoais de opiniões como fundamentos de criatividade. Eles dizem ser esses fundamentos o que motiva a intenção de criar algo novo, inédito, inventivo — a partir do repertório clássico que já tinham.

    chef's table e a consultoria de estilo

    Os cozinheiros falam de novos sabores, de equilíbrio de ingredientes, de experiências com finalizações, novas proporções e novas combinações — que só são possíveis de acontecer quando se tem vontade de melhorar, de crescer, de expandir horizontes e de complementar o que já existe no universo com algo novo, único.

    Que paralelo LINDO a gente consegue enxergar aí com a nossa própria atuação profissional, com o nosso mercado — tão jovem e tão cheio de oportunidades de inovação e aperfeiçoamento. <3

    Um dos chefs, o americano Dan Barber, dá uma receita linda de caminhada de aperfeiçoamento. Ele diz que sua maior motivação é trabalhar pra orgulhar sua famílias <3 e mais:

    -que vale trabalhar duro, mas sempre com um sorriso no rosto,
    -que é preciso empreender intenção e energia em novas experiências,
    -que é bom estar preparado pra lidar criativamente com eventuais insucessos.

    A consultoria de estilo (exercida profissionalmente hoje no nosso mercado) poderia ser pensada assim, como “experimental”: cada cliente oferece novas possibilidades de raciocínio, de aplicação alternativa de técnicas, de possibilidade de se criar novos produtos e experimentar novas abordagens, novos nichos.

    Chef’s Table mostra com clareza os efeitos do compartilhamento do orgulho que se sente quando se cria algo genuinamente autoral — isso empodera e incentiva continuidade. Os profissionais conseguem fazer a gente sentir (junto com eles) o prazer e a satisfação de ser reconhecidos e respeitados, não só pelo público de seus restaurantes, mas também pelos críticos e pelos colegas também chefs de cozinha.

    Que delícia é pensar que há tanta oportunidade de nós todas, como consultoras de estilo, sentirmos também esse orgulho, esse reconhecimento a partir dos nossos próprios esforços de nos reinventar, de recriar métodos e aplicações, de contribuir com o mercado com práticas complementares, genuínas e originais.

    “If you’re doing something that’s unique, something that’s wonderful, people will find out about it.”

    + não somos artistas, somos artesãs
    + porque a gente ama o que faz
    + aliança entre cliente e personal stylist
    + espontaneidade de mentirinha


  • Não dá pra jogar todas as nossas roupas fora e começar um guarda-roupa do zero. Isso até pode acontecer em programas de TV, mas na vida real é inviável! Esperto é programar limpezas periódicas no próprio armário – e limpeza não quer dizer passar um pano e tirar o pó, mas sim tirar excessos e revisar nos nossos ‘acervos’ tudo que não funciona mais.

    Por isso mesmo, por ser uma atividade que coloca foco no que a gente tem de mais legal, aqui na ODE a gente chama essa etapa de trabalho de revitalização: o resultado dessa triagem faz parecer que as roupas que ficam são todas novas.

    Na prática funciona assim: a gente abre as portas do guarda-roupa e repassa, uma por uma de TODAS as peças de lá, procurando enxergar potencialidades mas também desapegando ~sem dó~ de tudo que se encaixa nos itens dessa triagem aqui:

    – tudo aquilo que não serve mais (tanto pro nosso corpo, quanto pra nossa vida)
    – tudo que já foi usado à exaustão e tá velhinho
    – peças manchadas, furadas, mal conservadas
    – peças que a gente põe-e-tira toda vez que vai sair
    – peças que só dão certo com uma única outra peça

    passo-a-passo de uma triagem certeira pra desapegar de excessos (que mais atrapalham que ajudam!).

    Quando a gente se propõe a exercitar essa revitalização periódica e mantém um guarda-roupa só com o que funciona de verdade (usando auto-honestidade e objetividade como aliados) consegue enxergar direitinho o que tem — e a quantidade de possíveis coordenações se multiplica e parece que cada peça vale por cinco!

    A cada revitalização a gente já detecta e define necessidades, pra então delinear lista de futuras aquisições. No trabalho como consultoras a gente tem experimentado mais e mais com as nossas clientes a sensação de voltar a gostar das próprias coisas <3 a partir desse novo olhar, dessa intenção de fazer a roupa durar no guarda-roupa sempre de maneiras diferentes, frescas.

    Mais sobre revitalização de guarda-roupa aqui no blog:
    _quantidades proporcionais de peças que constróem um bom guarda-roupa
    _como definir quantidades de cores neutras e cores coloridas pra se ter no armário
    _guarda-roupa inteligente em 5 lições valiosas :)


curtimos

ideias complementares às da Oficina