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  • A gente já é “velha” nessa profissão/nesse mercado tão jovens (especialmente aqui no BR). E desde o início, sem muitos modelos disponíveis pra gente pesquisar ou usar como referência, ficou definido aqui na Oficina que a nossa satisfação pessoal e os nossos valores seriam sempre guia pras estradas que a gente escolhesse trilhar ao longo da nossa experiência, na medida em que crescesse. A gente desenvolveu e testou nossa metodologia autoral assim: acreditando que todo mundo é diferente e que essa é a beleza da vida; que a gente por ser diferente e topar fazer diferente ia “atrair” clientes essencialmente interessadas nisso mesmo. E agora, tanto tempo depois – véias! – a gente começa a entender que esse nosso modelo-vindo-do-não-modelo tá inserido nessa idéia da economia criativa. Que orgulho!

    Se a humanidade é sortida e se cada pessoa é única, então uma consultoria de estilo – que quer assessorar clientes num melhor relacionamento com seus próprios guarda-roupas – só funciona de verdade-verdadeira quando parte do cliente; quando transita por caminhos de autoconhecimento. E se a relação de cada cliente consegue ser melhorada substancialmente através desse ‘olhar pra dentro’, dessa troca de referências (não mais as externas, mas sim as internas!), então é natural que consultoria de estilo (aplicada assim!) renda também resultados em autoestima. Se conhecer e entender é a essência de ‘substituir consumo por autoestima’. Pensa em ‘melhora de relacionamento com o próprio guarda-roupa’ acontecendo quando o que se tem no armário deixa de ser um problema diário e passa a ser solução; quando a gente pode dar a importância devida ao que veste (muito muito pequena!) pra dar importância real à vida e ao que a gente vive (muito maior e mais importante!). Melhorar relação com o próprio armário também rola quando a gente aprende a comprar menos, mas melhor; quando a gente entende que pode ter um armário conciso, mas muito versátil — em que cada peça seja tão usada e de tantas maneiras diferentes que seja justificável fazer substituições periódicas: abrir mão do que tá velhinho/desgastado pra abastecer nosso repertório coordenáveis com peças novas… e assim esse armário conciso passa a estar também sempre atualizado.

    A gente escolheu moldar o nosso negócio – e assim estruturou a nossa metodologia: querendo entregar com inteligência e treinamento a possibilidade das nossas clientes construírem guarda-roupas que representem quem elas são e a vida que vivem. Diferente de vender o guarda-roupa do momento, da temporada ou da atriz/personalidade X ou Y. Só dá certo porque nossas clientes entendem que o autoconhecimento é ponto de partida e de direção pra aplicação desse método, e que o resultado por isso mesmo é certeiro –> parte da cliente e volta pra ela mesma! Consultoria de estilo entrega, em forma de treinamento, melhor relação com o guarda-roupa e pode sim render resultado em autoestima, pode abrir outras portas que não só as do guarda-roupa… mas depende de cada cliente. A possibilidade existe, é só querer arriscar, assumir responsabilidade, se aprofundar. Assim como na economia criativa!


  • Desde que começamos a formar colegas de profissão no nosso curso tem sido um orgulho sem tamanho conhecer os novos caminhos que nossas pupilas criam e começam a trilhar. Pra gente, ensinar em detalhes e na prática a nossa metodologia autoral – criada a partir das nossas vocações, demandas pessoais e referências – significa exatamente isso: a possibilidade de se apropriar dessa metodologia para transformar e aperfeiçoar o trabalho de consultoria, mais e mais personalizadamente (de acordo com quem entrega e com quem recebe!). Em nenhum momento a gente duvida da capacidade dessas alunas de acrescentar suas próprias histórias a esse método para então testar suas versões autorais do que foi ensinado: é bonito ver idéias tomando forma, clientes se encantando por abordagens frescas e inovadoras, práticas que jamais foram pensadas por nós duas aqui na Oficina ganhando corpo e adeptas na vida real — tudo através da coragem e da autenticidade das nossas pupilas. :)

    No curso a gente entrega tudo tudo tudo que sabe e que vem aprendendo desde 2003 com a prática dessa nossa metodologia, e essa entrega é feita com toda energia, coração e consciência que há na gente aqui. Fácil seria aplicar tim-tim-por-tim-tim o que se recebe em aula, sem tirar nem por — e ainda reproduzir as mesmas fotos no Instagram, os mesmos pensamentos no Facebook, soltar pro vento as mesmas palavras de ordem que a gente usa mas que, assim, seriam vazias de sentido pessoal e de propósito eficaz. Que orgulho e que alegria (e que alívio!) a gente tem sentido quando, sem fazer alarde nem nada, nossas alunas nos apresentam seus trabalhos autorais, refletidos atraves “do difícil”! :)

    página 198 da WHATABOUT MAG em sua edição #0
    por Carol Eva, consultora de estilo pessoal que trabalha com as relações existentes entre corpo, roupa e moda 

    ROUPA COMO MÍDIA

    “Mídia: qualquer suporte de difusão de informações (rádio, televisão, imprensa escrita, livro, computador, videocassete, satélite de comunicações, etc) que constitua simultaneamente um meio de expressão e um intermediário capaz de transmitir uma mensagem a um grupo; meios de comunicação, comunicação de massa.” Fonte: Dicionário Aurélio On-line

    Vestir-se é um pequeno ritual diário, dentre os muitos hábitos essenciais que permeiam nosso cotidiano. O corpo é a base, o palco, para esse ritual; é o movimento desse corpo que gera movimento também nas roupas que o cobrem, dando origem a um texto que se comunica. Assim como a dança, ou qualquer outra atividade física, vestir-se estimula nossa vivência corporal.

    Não existe relação com o vestir que não passe pela relação física com o corpo: o quanto olhamos para ele, o quanto usamos esse corpo, o quanto o entendemos, que consciência temos dele, o quanto queremos adorná-lo, protegê-lo ou escondê-lo.

    Enquanto matéria, a roupa é a “coisa” com a qual o corpo terá o mais pleno e intenso contato físico durante toda a sua vida: o corpo toca a roupa o tempo inteiro, todos os dias. A roupa dá ao corpo a forma e a aparência que quisermos.

    Tão fundamental para o desenvolvimento de nossa relação com o vestir, o corpo atua como suporte para a roupa que o veste, construindo nossa imagem e transmitindo aos outros não só quem somos, mas também de que forma somos ou queremos ser.

    Esse vínculo entre corpo e roupa faz a gente perceber que “corpo-vestido” é mídia, é meio, na medida em que nos apropriamos dele como ferramenta de comunicação consciente.

     


  • A gente aqui na Oficina entende que estilo é algo sobre o qual a gente tem controle – e imagem não. Pensa só!

    Imagem faz referência a muito mais que roupas e é um tanto subjetiva já que, em parte, é definida pela maneira como os outros vêem a gente (e inevitavelmente nos julgam). Um monte de dicionários cita “reputação” quando define imagem: não tem como manipular as opiniões que se formam sobre a gente porque elas são baseadas em experiências vividas por quem tá formando tais opiniões – o que se ouve, o que se sente, o que se faz… e também o que se vê -, e em referências super pessoais que podem gerar crenças (muitas vezes) independentes da realidade.

    Então a gente tem muito pouco controle sobre a própria imagem, e esse pouco controle é super indireto.

    Maaaas, em relação a estilo (pessoal) a história é bem outra!

    Estilo é escolha – e é fácil manipular as variáveis que juntas compõem a aparência. Todo mundo que é alguém e que tem uma vida acontecendo, uma rotina, horários e compromissos… faz escolhas — e portanto tem estilo. Pode não estar mostrando com clareza, mas tem.

    A gente tem liberdade de, conscientemente, escolher cores e peças de roupas e acessórios e combinações de tudo junto. E se parte da imagem que se faz da gente é formada pelo que se vê, então o “eu real” de cada uma de nós é (também) uma experiência visual para o outro. A gente se olha, se enxerga, quer entender, tenta decifrar, responde ao que vê, reage ao que vê – é assim que começa nossa experiência de interação com qualquer pessoa. É nessa experiência que a gente tem possibilidade de mostrar direitinho do que se trata esse “eu real”.

    Por isso tudo a gente aqui trabalha com consultoria de estilo pessoal — individualmente e agora também com grupos (ô delícia!). Consultoria de imagem é mais do que a gente pode entregar — parece querer manipular o que todo mundo em volta pensa da gente. E a gente quer assumir responsabilidade pelo que entrega (e pelo que nossas clientes/alunas entregam) e não pelo que todo mundo em volta entende.

    A gente raciocinou isso tudo enquanto lia livros da nossa área e preparava o material teórico das nossas primeiras turmas de formação em Consultoria de Estilo, em janeiro de 2013. A intenção era, aqui entre a gente mesmo, pensar no motivo de tanta gente se descrever como “consultora de imagem, consultora de estilo e personal stylist” assim tudo ao mesmo tempo agora — mas né gente não é tudo mais ou menos a mesma coisa? Porque nomenclatura (especialmente essa em inglês?) acrescentaria algum status extra pras mesmas funções? Faz algum sentido raciocinar e encontrar propósito, né?

    P.S. De repente, gente, vale usar consultoria de imagem quando se trabalha com clientes-empresa, no ambiente corporativo — em que é esperada sim alguma reputação visível no vestir de quem trabalha pra determinada empresa, né?

     


  • Manu Carvalho é personal-stylist-referência no nosso mercado profissional. Top musa da elegância aqui na Oficina desde sempre (maravilhosa!) , a Manu distribuiu essas dicas aqui num curso de produção de moda que eu fiz com ela em 2002, na universidade Anhembi Morumbi! O título do post é o mesmo título da folhinha que ela entregou, e as dicas são valiosas pra uma vida inteira – e não só pro mercado de moda. Vê só:

    SE VOCÊ QUER TRABALHAR COM MODA SEJA CHIQUE!

    …E SER CHIQUE NÃO É TER A BOLSA CERTA, MAS A ATITUDE CERTA.
    É importante prestar atenção nos alicerces das relações que construímos no nosso mercado de trabalho. Pra você que entra nesse mercado agora, saiba que ser chique não é ter a bolsa certa, mas a atitude certa.

    1. TRATE BEM TODAS AS PESSOAS que passam pelo seu caminho, da telefonista ao dono da marca. Em primeiro lugar, por uma questão humana. E por mais que você conheça o dono, é ela quem passa sua ligação, e num outro dia ela pode virar a pessoa que atende produção de moda.

    2. SUA PALAVRA É UMA DAS SUAS MAIORES MOEDAS, por isso seja sempre direto, nunca minta nem omita nada, e leve muito à sério os acordos que faz. Devolva no dia marcado, e se não der, ligue pra comunicar o atraso e se desculpar.

    3. SEJA SEMPRE EDUCADO. “Por favor” e “obrigado” devem pontuar todas as suas conversas.

    4. SE FOQUE NO TRABALHO e não entre na rede de fofocas e intrigas. Aqui vale o clichê: não faça para os outros o que não gostaria que fizessem para você. E também vale lembrar que a consequência desse tipo de coisa na vida adulta e no trabalho tem uma dimensão bem diferente da que tinha na época do colégio.

    5. PRODUÇÃO É UM TRABALHO ESTRESSANTE POR NATUREZA, NÃO LEVE ESSE ESTRESSE PARA AS RELAÇÕES. Não seja óbvio, não chegue falando como está cansado e como tudo está corrido….. Mantenha sempre a calma e a paciência. Se está morrendo de pressa, se ofereça para ajudar quem está ajudando você para ir mais rápido.

    6. INVISTA NO SEU ESTILO, partindo de suas próprias necessidades, vontades e limites. Treine em você e seja o maior outdoor das suas idéias.

    7. SEJA VOCÊ MESMO, não perca tempo tentando andar num trilho que não é o seu. O único jeito de acrescentar alguma coisa para o mundo é ser plenamente você.

    8. SEJA HUMILDE E VERDADEIRO. Afetação é velho, passado, demodé como se dizia antigamente.

    9. ESTEJA SEMPRE ABERTO E PRESTE ATENÇÃO EM TUDO. Inspiração de moda se tira da vida, de música, do cinema, da arquitetura, da natureza, de gente….. tudo que nos cerca.

    10. LEIA MUITO. Informe-se. Comece pelas revistas brasileiras, treine o inglês para ler as americas e inglesas que são bem didáticas, depois parta para as francesas e para as italianas, e para outras publicações mais alternativas. Livros, devore todos que puder, principalmente os de moda. A maior fonte de poder hoje é a informação. E ninguém é verdadeiramente poderoso sem ter conteúdo.

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • A gente entende, em muitos sentidos, que todo mundo faz o melhor que pode com os recursos que tem – e que quando a gente enxerga propósito nas próprias vontades, elas fazem a gente brilhar: “é só querer o bem e aceitar”, como diz a música. Se a gente se conhece pouco, ou disponibiliza pouca atenção pra si mesma e pro que veste, então a gente faz um ‘melhor’ restrito, limitado. E na medida que olha pra dentro, identifica o que move a gente na vida, estuda os elementos visuais necessários pra comunicar o que é importante pra nós mesmas e exercita isso tudo na pratica… tudo melhora! O look melhora, a autoestima melhora, a vida melhora. Se na hora de se vestir há uma certa “fidelidade” ao que é importante pra gente – e definir o que é importante é pessoal e intransferível! – não tem look que precise de julgamento ou aprovação: tá bom pra gente mesma!

    Se a gente deixa de ser quem é (ou abre mão de identidade única, própria), automaticamente a gente produz não-admiração no outro, em quem tá em volta. É preciso querer brilhar exatamente como a gente é, assumir a responsabilidade que tem no mundo, essa de ser única –> fazer o melhor que a gente pode com os recursos que tem AGORA. Não depende de perder um, dois, cinco, dez quilos. Não depende de casar ou de separar, de mudar de emprego, de mudar de cidade. Não depende de plástica nem de silicone. Depende de se gostar. Você pode ser incrível agora, nesse minuto (todo mundo já é!), e é isso que a gente adoraria que todo mundo exercitasse, como num ‘manual de vestir a própria existência’: viver o momento, se enxergar com amor, encontrar o que tem de mais legal sem ansiedade ou euforia – mesmo que você ainda possa melhorar (e a gente sempre pode). Uma coisa de cada vez, cada look aproveitado/curtido, fazendo todo momento ser o mais legal, olhando pra dentro pra fazer brilhar fora. Querer já é um movimento muito válido – e brilho que faz diferença é brilho autêntico, brilho original, esse que a gente só consegue refletir de verdade-verdadeira se vem de dentro. Só nosso.

    Missão de vida pode ser essa de resolver ser você mesma… tarefa que a gente vai aperfeiçoando todo dia um pouquinho mais, sendo mais e mais a gente mesma todo dia um pouco mais. Se a gente brilha, ascende junto tudo em volta: se enxergar com mais amor próprio e cuidar com carinho da própria autoestima faz da gente um canal de entrega de todo esse amor pro mundo, mais e mais. <3


  • A gente entende que estilo pessoal é a soma das preferências, do estilo de vida e da personalidade de cada uma de nós − e por isso, estilo pessoal também pode ser chamado de identidade visual. Não é estático e se aperfeiçoa na medida em que a gente amadurece − ou que se adapta a diferentes circunstâncias da vida! Como nós mesmas, ele tem uma essência e evolui. É quem a gente é, só que em forma de aparência.

    É possível enxergar elementos desse estilo em referências do passado (na maneira como cada uma foi criada, no jeito de vestir de mães, tias e colegas de infância e adolescência, no que a gente foi ensinada a ver valor), em que tipo de vida a gente leva hoje (que meios de transporte usamos, quais os nossos horários, qual a nossa rotina, que pessoas estão sempre à nossa volta e em que ambientes) e, especialmente, no que inspira a gente – no que faz nosso olho brilhar.

    Sendo assim, todo mundo tem estilo! Pode ser que essa identidade visual ainda não tenha sido descoberta ou “conscientizada”, ou até que não esteja sendo mostrada ou evidenciada… Pode não estar claro (visualmente), mas o estilo existe pra todo mundo que tem uma rotina, referências de vida e inspiração. :)

    E se estilo pessoal é a soma das preferências, do estilo de vida e da personalidade de cada uma de nós, então todo mundo tem estilo. Escolhas (não só de guarda-roupa) são super guiadas pelo conjunto de sensações que envolve referências do passado + rotina/horários/compromissos/companhias + o que fascina, o que faz o olho brilhar. Então, chave pra investigar, identificar e construir estilo pessoal é procurar sentidos e importâncias nos pormenores desses elementos. Muito na prática, muito programado pra ter eficácia e uso real: o que se está preferindo agora, mas também o que já foi preferido; de que jeito a rotina, os horários, as companhias e os compromissos  estão acontecendo hoje e de que jeito eles evoluem; o que é importante e o que é prioridade; como a gente é, como se sente, como quer se sentir e de que jeito quer viver. 

    E a gente não é árvore, mas é rio: NINGUÉM É, TÁ TODO MUNDO SENDO. É um exercício de vida, então, investigar, descobrir, identificar, conscientizar e colocar pra fora tudo que a gente é por dentro. Como potes de geléia com o conteúdo mais doce e precioso, a gente vai se embalar com um rótulo pertinente, autêntico, objetivo e eficaz!

    ((essa é uma provinha do nosso primeiro livro, VISTA QUEM VOCÊ É: DESCUBRA E APERFEIÇOE SEU ESTILO PESSOAL))


  • Toda vez que a gente vai a Paula Ferber e encontra a Paula em si (top fazedora de sapatos incríveis) a gente fica puxando assunto pra ver se aprende alguma coisa – e ela sempre dá aaaaulas de couro e modelagem e fôrmas e saltos e mais. Sabe tu-do de sapatos! No nosso último trabalho juntas a Paula ensinou pra gente esse truque ótemo pra “amaciar” couro de sapato e as duas bobinhas aqui nunca se tocaram que essa info renderia um post… mas né gente, antes tarde do que nunca. Então lá vai.

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    Couro é pele, e como a nossa pele tem elasticidade – tipo quando a gente engorda a pele estica pra fazer caber nossas gordurinhas, depois quando a gente emagrece ela volta ao normal. Com pele de animal também acontece assim. Então, se o sapato é feito de couro de verdade (ou pele de animal de verdade, tipo cobra e avestruz e tals) ele também estica! E pode ter a forma do nosso pezinho, super confortável! O truque vem agora: a Paula ensinou pra gente que, do jeito que o hidratante amacia a nossa pele, ele também amacia o couro. Então vale lambuzar o sapato por dentro do creme mais gostoso que a gente tiver, e também lambuzar os pezinhos, e calçar e andar um tanto em casa antes de sair pela primeira vez (com os sapatinhos em questão): assim a gente garante que o couro vai estar amaciado e “moldado” na forma que mais conforta a gente na hora de usar. E olha, a Paula sabe das coisas. Não é demais?!?? Alguém já conhecia ou já testou?


  • Desde 2003 trabalhando como consultoras de estilo a gente esteve em com mais de 230 clientes em provadores diferentes e com grupos formados em mais de 50 empresas. Foi muito natural, a partir do que a gente aprendeu na escola, desenvolver e experimentar metodologia autoral através do próprio trabalho — mais interessadas em gente que em roupa, com foco em autoestima. O que é uma delícia: hoje a gente trabalha com a certeza de entregar nossas convicções mais genuínas a cada nova oportunidade, e ainda se sente realizada profissionalmente por ser fiel a isso em que a gente acredita — que o fim do trabalho não é o fim, que ninguém tá “pronta” nunca, que estilo pessoal tem mais a ver com autoconhecimento do que com looks e que guarda-roupa tem mais a ver com qualidade de vida que com moda. É nisso que a gente tá interessada, é isso que a gente acredita que entrega pro mundo com o trabalho da Oficina: autoestima, qualidade de vida e oportunidade de crescimento através de autoconhecimento.

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    É isso também que a gente agora quer compartilhar com nossas colegas de profissão. Quanto mais gente tiver acesso a essa metodologia, quanto mais consultoras de estilo aplicando essas idéias na prática nos seus trabalhos… mais gente satisfeita no mundo, mais crianças sendo educadas com vontade de estar felizes em frente ao espelho, mais gente com vínculos de amor e amizade fortalecidos, menos consumismo, menos vazio, mais gente brilhando e acendendo tudo em volta. A gente quer formar personal stylists com a nossa metodologia pra fazer, juntas, um mercado — e um mundo — mais real, mais cheio de energia, mais consciente e mais eficaz. Por isso tamos com tudo pronto pra 1ª turma do CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSULTORIA DE ESTILO da Oficina, com direito a um projeto prático em que cada participante atende uma cliente de verdade, com a nossa supervisão, pra ter uma primeira experiência ainda dentro do curso — assim todo mundo já experimenta a metodologia (e vai adaptando, customizando, personalizando ao seu jeitinho!), sem medo de ser feliz, sem empacar o início da carreira. E essa primeira cliente já pode, com indicações, render outras… e assim a energia flui!

    O curso vai trata também, é claro, de técnica profissional relacionada a estilo, silhuetas e colorações pessoais, da comunicação profissional, da estruturação do negócio (com plano financeiro bem amarradinho) e da própria entrega, passando por todas as etapas de uma consultoria completa de estilo — e esse conteúdo encontra lugar numa apostilona incrível pra ser consultada enquanto for preciso. A gente acredita que essa pode ser uma jornada incrível de encorajamento, de segurança, de conhecimentos e ferramentas prontos para ser compartilhados. As inscrições estão abertas e a gente tá esperando vocês. :)

    CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSULTORIA DE ESTILO: programa detalhado, datas, valores e inscrição


  • Tempos atrás a gente colaborou com uma matéria pro portal Terra e o texto rendeu 12 boas e verdadeiras dicas pra fazer aquela faxinooooona no armário. Além de ser uma delícia abrir espaço físico (e mental!) no próprio guarda-roupa, cada vez mais a gente comprova no trabalho de consultoria de estilo que ninguém precisa de tanta coisa, viu. E que com mais qualidade e menos quantidade a gente rende mais — em tempo de se arrumar, em satisfação em frente ao espelho, em inteligência ao gastar do dindin que a gente ganha. A matéria do tá transcrita (e um pouquinho adaptada) aqui embaixo, ó!

    dicas certeiras pra fazer aquela faxina no guarda-roupa e abrir espaço (físico e mental) na vida toda.

    1 Promessa boa de fazer pra gente mesma é essa: a cada peça nova que entrar no guarda-roupa, uma velha pode ser doada, vendida ou trocada. Assim entra ano, sai ano e o armário permanece ventilado, sem abarrotar.

    2 Não usou aquela blusa ou saia no verão passado? Tem uma chance grandessíssima de não usar neste também. Então ó, a peça pode sair do guarda-roupa – e da vida.

    3 Tipicamente faz mais mal do que bem estocar roupas pra se usar um dia: quando perder peso, quando isso ou aquilo acontecer. A gente aqui pensa sempre que, mesmo com quilos a menos (ou em qualquer outro tempo que não o presente) o corpo da gente muda Mesmo com alguns quilos a menos, o corpo vai mudando com o passar do tempo. E a gente, você, todo mundo merece se presentear com o que veste melhor AGORA, nesse exato minuto.

    Peça vintage não é a mesma coisa que peça velha! E a não ser que se tenha tudo-a-ver com o estilão antiguinho de brechó, não vale guardar peças de outros tempos — mesmo quando “a moda volta” a forma das peças é outra, os materiais são diferentes, a construção da roupa é toda outra.

    5 Um armário cheio demais limita a criatividade: geral se acostuma a usar uma blusa só com uma calça específica, ou um vestido só com um sapato… geralmente repetindo uma única fórmula que já deu certo, sem experimentar novos usos, sem versatilizar peças e fazer render o que se tem. Guarda-roupa enxuto funciona melhor e facilita o exercício de aprender/explorar possibilidades e combinações. Se liga: se uma peça não rende pelo menos 3 looks diferentes, ela não é nem prática nem tão funcional.

    6 Se tem peça parada no armário por conta de comprimento, tipo de manga, ombro fora de lugar… vale descolar uma costureira pra tentar ajeitar e estender vida útil da peça, né? (Só vale pra peças MUITO AMADAS, e se não for esse o caso é melhor repassar a peça do que gastar com ela).

    7 Fica ligada que sapatos que já passaram muitas vezes por consertos uma hora podem deixar a gente na mão. Até sobrevida tem limite! ;-)

    8 Muitas vezes a gente compra por emoção, ou se apega às lembranças que uma ou outra roupa carregam — vestido de noiva, blusa da formatura, presente de alguém querido, look do dia em que se conhece alguém importante, etc. Tudo bem ter no armário um ‘cantinho sentimental’ mas né, esse cantinho não pode ocupar tanto espaço que atrapalhe a parte funcional do guarda-roupa.

    9 Roupa tem que servir pra vida que se tem: não adianta ter uma dúzia de terninhos se você não trabalha mais na multinacional ou se largou o Direito há anos. Também não vale a pena ter um monte de vestidos de festa ou blusas de balada se no fim de semana seu programa favorito é ir pro parque com as crianças ou com o catioro.

    10 Essa a gente vê direto nos armários das nossas clientes: geral deixa de usar coisas que não estão à vista. Saquinhos capinhas sacolas caixas só vale se ventilam e, principalmente, se permitem visualizar/acessar facilmente o que acomodam! No nosso trabalho de revitalização de GR a gente faz a maior força pra deixar tudo à vista, inclusive acessórios!

    11 Tiro de misericórdia: se der dúvida de tirar uma ou outra peça, faz um experimento e guarda essas (POUCAS) peças numa mala, ou lá no alto do guarda-roupa. Daí bota na agenda pra revisitar essa peça em 6 meses pra ver se o coração ainda bate forte — e se não bater, é trocar ou vender ou doar sem dó.

    12 Fica fácil, no fim de toda faxina de armário, visualizar novas possibilidades. Faz uma listinha do que ainda não tem no seu acervo e que faria diferença… e segue a vida com essa listinha pra fazer compras futuras bem certeiras.

    <3

    + limpeza estratégica de guarda-roupa
    + abrindo espaço físico e mental no guarda-roupa


  • A gente é muito a favor de tudo tudo tudo que se compra passar por ajustes antes mesmo de sair da loja: cada cliente nossa, quando experimenta qualquer peça, é ensinada a checar alturas de barras, sobrinhas de tecido na altura dos bolsos, costuras dos ombros, caimento no bumbum e tamanho de cintura. A única peça que a gente deixa pra ajustar depois é a calça jeans: sabe quando a gente usa uma ou duas vezes e a cintura da calça já tá super mais larga, “laceada” como a gente diz quando o jeans cede e fica mais soltinho? É exatamente depois desses dois usos que a gente ‘opera o milagre’. Só depois de usar o suficiente pra que a calça já esteja ‘moldada’ de acordo com os nossos volumes – quase quase caindo! – é que a gente leva a calça pra costureira ajustar a cintura… ANTES DE LAVAR! Calça jeans laceia mesmo, não tem jeito – e jeans é um algodão super espesso, que quando se movimenta junto com a gente vai amaciando, vai deixando a trama se acomodar e se abrir pra dar espaço ao corpo de quem usa. Quando é lavado o jeans retoma o molde original, a trama se junta de novo e se coloca no lugar. Por isso a gente tem a sensação de que quando o jeans tá lavado ele fica mais justinho. Solução então é usar uma ou duas vezes, marcar a cintura, ajustar e só então lavar – e aí a cintura já fica arrumada pra vida toda. Testa e diz pra gente se não funciona mesmo!

    **Sem esquecer das barras, né gente: barra de jeans a gente faz na loja mesmo, pra ficar bem parecida com a barra original da calça. Daí o jeans vai pra casa e então, depois dessa laceada básica a gente ajusta a cintura. Certo?

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