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  • Um amigo querido (que fez faculdade de cinema) explicou tempos atrás que o cinema é um sistema todo pensado e preparado pra envolver quem se dispõe a participar da estória que vai ser mostrada. Tudo escurinho, com roteiro minuciosanente trabalhado, com imagens cuidadas, com lugares confortáveis, com isolamento de outros sons que não sejam o áudio do filme… e mais: quanto menos contato com o exterior a gente tem (alô celulares desligados!), mais a gente se deixa seduzir e entender a estória que tá sendo contada. É muito verdade né?

    E aí é bem possível pensar que com desfiles acontece quase a mesma coisa. Tudo ali tá preparado pra gente conhecer e entender uma estória com início (a inspiração!), muitos meios (tecidos,formas, proporções, cores, sapatos, acessórios, maquiagem, cabelo) e um fim que acaba fazendo parte das nossas vidas, na prática. Tem elementos pensados e preparados pra embalar a gente no decorrer da narrativa – tipo no cinema! – com trilha escolhida a dedo, iluminação e cenários elaborados, modelos selecionadas com critério e tals.

    Então a gente vai fazer força pra participar integralmente dessas “contações de estórias de moda” a partir dessa temporada, pra desligar celulares – e twitter! – durante cada “show”, pra absorver tanta informação e poesia quanto for possível… e depois, então, dividir e comentar com todo mundo aqui no blog. ;-)


  • A gente trabalhou na apresentação de uma coleção da Renner, e esse post compartilha o resultado do que a gente fez por lá. :)

    Foi uma oportunidade da gente estar junto de um grupo de stylists incríveis, observando de perto o trabalho deles – e aprendendo. Agora a gente admira ainda mais esses profissionais: eles são FONTE de todas as idéias de “como usar” que editoriais e passarelas dão pra gente. É da cabeça deles que sai um monte de inteligência-fashion que a gente exercita no dia-a-dia! E estar junto com eles fez com que a gente prestasse atenção extra no nosso próprio trabalho. Olha só!

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    Vestidinho cinza com camisa lilás com meia azul com sapato marrom cria uma coordenação linda de cores neutras. Tudo opaco, tudo em tom médio, tudo coerente e sem se destacar muito, grupo bom de cores. Tão bom que pode parecer homogêneo demais! A gente pensou então que é legal na coordenação de neutros acrescentar padrão, textura, superfície e forma diferentes pra ter interessância: o sapato tem couro drapeado, o tecido da camisa é lustroso, o vestido tem  etc etc etc.

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    Tudo desse look faz parte do universo formal: calça alfaiataria (que pode ter brilhinhos), camisa branca (que pode ter gola diferente, abotoamento diferente, mangas e omrbos diferentes e mais), colete (que pode ser “montado” por pashimina e cinto).

    No lugar de cardigan ou paletó – que cobririam o volume legal das mangas da camisa – a gente quis usar um colete. Peça também pertencente ao código de vestir formal, derivada dos terninhos dos meninos. Adorno que esquenta, se for o caso – e não é essa a definição de uma pashimina? Pois a gente resolveu usar a própria como um colete, como já tinha fucnionado com uma cliente uns dois ou três anos atrás. E funcionou de novo!

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    Bermuda soltinha e não-tão-curta + bota + meia opaca super funciona como calça. Grupo de peças como alternativa pra uma outra sozinha: muito mais chance de se ter interessância! Pra completar a gente resolveu arriscar uma sobreposição de peças insobreposicionáveis (haha!). Camisa de laço dá certo com blusa de pedras preciosas se o detalhe de uma vira elemento importante da outra e vive-versa. O laço era detalhe na camisa e junto com a blusa vira centro das atenções; as pedras são centro das atenções mas viram detalhes junto com a camisa… tipo isso. E uma coisa não esconde a outra, tudo tá à mostra e se coordena com harmonia.

    ENTÃÃÃO a gente concluiu que, além de fugir da primeira idéia de coordenação de um look, vale também procurar mais de um jeito de usar a mesma peça. E variar não só jeitos de usar como também propósitos de cada uso. E que a gente pode ser como os stylists, experimentar e fazer-render uns próprios truques de estilo. Que Sylvain Justum, Thiago Ferraz, Gi Macedo, Rita Lazzarotti, Aninha Strumpf, Zuel Ferreira e Juliano Pessoa são gênios, mas não custa a gente tentar! ;-)


  • Tem muita gente que ainda acha que ter personal stylist é coisa de gente famosa. E a gente adora ver essas mudanças -quase sempre evoluções- na forma de se vestir e, por consequência, de se mostar das famosas que contam com a ajuda de alguém profissional.

    Legal mesmo é que esse negócio de ter alguém que te ajude a escolher o que vestir se aplica muito bem à vida real. Prova disso é a quantidade de novos profissionais/de gente que largou suas carreiras pra se dedicar à profissão de personal stylist nos últimos tempos. Quando alguém decide contratar uma consultoria de estilo, geralmente quer sim ajuda pra abastecer o guarda-roupa com inteligência, coerência e versatilidade… e assim, claro, se vestir da maneira como deseja-sonha. Mas cliente de consultoria quer também se descobrir através de roupas, quer sorrir em frente ao espelho todos os dias, quer ter clareza de preferências pra escolher ceriteiro. Por isso mesmo o serviço (feito pra gente-como-a-gente) não é jogar no lixo o que a pessoa já tem e comprar um armário novo: pra valorizar o acervo construído intuitivamente ao longo da vida — e quem sabe incrementar com uma comprinha ou outra — tem estudo, tem conversa, tem muuuuita pesquisa e tem mais conversa.

    E o que acontece é um tipo de aliança: a cliente confia no processo (super aprofundado em investigação, organizado em parte teórica e colocado em prática em forma de treinamentos!) e participa ativamente, entregando informação pra ser traduzida em técnica de consultoria. E quem performa a consultoria se despe de gosto pessoal pra mergulhar no universo da cliente e faz o serviço acontecer da forma mais bacana e adequada aos gostos, necessidades e rotinas de cada uma. Por isso que é personal stylist: é bem pessoal mesmo, uma a uma! Para cada cliente nova, estudo, pesquisa e papos novos.

    Quem tem interesse em contratar uma personal stylist pode começar um trabalho de busca de referências pra ver ver que tipo de trabalho que cada profissional já fez, o que estudou, há quanto tempo trabalha no mercado de consultoria de estilo… e tentar conhecer um pouco essa pessoa que vai trabalhar com uma coisa tão especial: a aparência que a gente tem e que dá suporte pra como a gente se comporta/se coloca na vida inteira. Pesquisar o site, buscar testemunhos de clientes, avaliar se linguagem e cronograma tem a ver com o que se quer, analisar experiência, testar empatia. :)

    O site da Gloria Kalil fez, tempos atrás, uma matéria pra falar do que faz uma personal stylist — com entrevistas legais pra conhecer pontos de vistas de profissionais variadas (inclusive a gente!). A própria Glória, num editorial antigo, deu dica pra escolher alguém pra chamar de “nossa personal stylist”: “olhar como ela se veste e que tipo de trabalhos já fez, se têm afinidades e se a pessoa presta atenção na sua individualidade“. Ensinamento pra guardar, hein?

    + pra entender como funciona uma consultoria de estilo
    + pra conhecer o que uma personal stylist estuda pra se profissionalizar
    + pra ter ferramentas pra ser personal stylist de si mesma ;-)


  • É que a gente não tinha um nome melhor pra esse apetrecho muito útil! ;-)

    Parece uma pinça, como o “tirador de etiqueta” pode passar despercebido e sua funcionalidade pode ser posta em dúvida. Mas qualquer pessoa que um dia puxou com muita força a cordinha da calça de amarrar e ela acabou saindo, sabe o suplício que é pra recolocar. Pra isso serve o passador de cordinha! Quer ver?

    Mais um item pra caixa de primeiros socorros, pra quem assume responsabilidade por cuidar do que tem e estender vida útil das roupas! \o/


  • Umas das coisas mais difíceis na profissão de personal stylist é se desprender do nosso gosto pessoal na hora de trabalhar com uma cliente e seu guarda-roupa. Seria hipocrisia da minha parte dizer que minhas preferências não interferem em nada no trabalho — mas tem que existir um esforço consciente e atento pra que isso interfira o mínimo possível, e cada vez menos.

    (Essa, inclusive, é uma vantagem de se trabalhar em dupla: uma ajuda a outra a identificar se o critério usado em determinado momento está baseado no que a gente acha bonito ou no que é bom e eficaz pra cliente.)

    de que modo é preciso flexibilizar referências pessoais pra dar espaço e valor pras referências das nossas clientes (na consultoria de estilo)

    E esse exercício de se desprender de gosto pessoal é contínuo. A cada cliente atendida a gente se sente um pouco menos bitolada, um pouco menos preconceituosa. Um dos grandes aprendizados que temos tido nesses 6 anos de trabalho na Oficina é esse: não gostar de alguma coisa tem muito mais a ver com preconceitos do que com o olhar estético. Muito mais a ver comigo mesma do que com a cliente — e sobre quem é esse trabalho? Não é sobre ela, não é pra cliente brilhar? ;-)

    Quando vejo uma imagem de moda — seja um editorial de uma revista, um desfile ou uma peça no guarda-roupa de uma cliente — é inevitável fazer um julgamento rápido: “acho bonito” ou “acho feio”. Depois desse 1º momento inconsciente, tento enxergar ali que mensagens essa imagem transmite, sensações que me desperta, o que posso aprender com ela. E no final eu sempre aprendo muito mais com o que a princípio achei feio!

    Se a gente simplesmente pára no “não gostei” ou –pior ainda– “não gosto”, perde a oportunidade de ampliar o universo de referências visuais, deixa de ganhar conhecimento, fica presa às mesmas ideias. Intolerância só atrapalha nosso desenvolvimento profissional.

    Tanto faz se eu acho bonito ou feio o que a Joelma veste. Tanto faz se a Sabrina Sato é sexy demais ou de menos. Tanto faz se eu gostei ou não do filme que eu vi, mas importa o que tem lá escondido pra ser “enxergado”. Em todos esses “desgostos” tem um infinito de coisas pra gente estudar e aprender — sobre os outros e, especialmente, sobre a gente mesma.

    + quer trabalhar como personal stylist?
    + como construir um guarda-roupa inteligente


  • Quem é stylist e quem é personal stylist trabalha com a imagem que a roupa comunica sobre quem veste. A roupa é a linguagem que os dois profissionais utilizam pra narrar suas “estórias visuais” – o que cada um conta, e como conta, é que faz diferença. Stylists contam estórias “de mentirinha”, com personagens (modelos) e ambientações idealizadas (cenário/locação, maquiagem, luz, design, música). Na estória que o stylist conta, a roupa pode estar presa por alfinetes, pode estar colada com fita-crepe, pode não facilitar mobilidade e mais. Stylists contam estórias de moda, fazendo a gente enteder direitinho temas e inspirações e tendências e idéias vindas das pasarelas (quase sempre) – dando inspiração pra gente usar essa moda.

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    Personal stylists têm que contar estórias de verdade: quem contrata esse serviço já tem uma história pra ser contada (de vida!), com ambientação também de verdade – casa, local de trabalho, rotina, hobby, deslocamentos, filhos, profissão e mais. A roupa tem que funcionar pra valer, de todo jeito. Em qualquer luz, em todo ambiente – muitas vezes durante o dia inteeeiro! Personal stylists fazem a inspiração fornecida pelo stylist se materializar, acontecer no armário e na vida de clientes – e aí a gente entende que o stylist trabalha pra moda e o personal stylist trabalha pra gente (é isso mesmo?). Personal stylists amam mais o pé do que o sapato – e essa lição a gente aprendeu quando entendeu essas diferenças!

    Esse texto tem colaboração da Tati Rodrigues, que transcreveu uma aula que a gente deu na Escola SP tratando do mercado e da profissão de personal stylists. Ontem a gente fez essa mesma aula pras turmas calouras de moda daqui do Senac/SP e pensou que nunca tinha postado essas diferenças aqui no blog! Na próxima aula a gente aproveita pra fazer vídeo! ;-)


  • O que a gente coloca por cima, o que coloca por baixo? O que sempre tem que levar? O que precisa levar pouco ou o que precisa levar muito? Tão aqui as nossas práticas mais comuns quando a gente faz malas pras nossas clientes de consultoria de estilo, ó:

    -Sempre muito importante: nunca colocar peças demais na mala.
    A gente procura selecionar apenas peças-chave que sejam super coordenáveis. Uma dica preciosa é escolher peças em três ou quatro cores apenas, que combinem entre si (independente da duração e destino). Quem é mais clássica pode optar por três cores neutras e uma cor-colorida, por exemplo cinza + bege + marinho + lilás. E quem é mais informal ou mais criativa pode escolher duas cores neutras e duas cores-coloridas, por exemplo cinza + marinho + lilás + vermelho.

    -Fazer um “check-list” de tudo que vai precisar diminui a chance de exagerar.
    E a chance de esquecer alguma coisa super importante é beeeeeem menor!

    + COMO FAZER MALAS INTELIGENTES
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE

    -Sapatos pesam e por isso devem ser levados em menor quantidade.
    Tem que fazer uma seleção bem rigorosa e levar sapatos que possam ser usados em diferentes ocasiões.

    -Ao contrário dos sapatos, acessórios como cintos, lenços, colares, chapéus, pulseiras, brincos não ocupam muito espaço e podem mudar completamente um look.
    Dá pra levar bastante. \o/

    o que coloca primeiro e o que coloca por último? como encaixar os sapatos? como amassar menos as roupas? essas e outras dicas no blog da Oficina!

    -Na hora de arrumar a mala o melhor é colocar os objetos mais pesados embaixo, junto com lingerie e meias.
    As camisas, calças e jaquetas podem ser colocadas por último. Blazeres e casacos podem ser dobrados pelo avesso pra que amassem menos. E tem que esvaziar todos os bolsos antes de colocar qualquer peça na mala!

    -Diquinha boa pra caber mais coisa na mala é colocar dentro dos sapatos as meias, os cintos e os itens pequenos (relógio e afins), e depois colocar os sapatos em saquinhos de flanela ou tecido.

    -Calcinhas e sutiãs podem também ser encaixados nos vãos do fundo da mala — pra nivelar, não perder esses espaços e amassar menos o que vai por cima

    -Camisetas podem ser colocadas em rolinhos que assim amassam menos.
    Pra evitar que as calças amassem o truque é colocar a calça esticada, com as pernas pra fora da mala e pôr algumas camadas de camisetas, saias e shorts por cima e depois dobrar as pernas da calça sobre esse volume. Deu pra entender?

    -Ideal é viajar usando os sapatos mais pesados e levar um par de meias quentes pros pezinhos não congelarem em lugares com ar condicionado.
    Quem for viajar de avião tem que levar xampus, cremes, sabonetes e quaisquer outros produtos líquidos em saquinhos plásticos (tipo “ziploc”). E é sempre bom levar saquinhos plásticos extras, pra guardar roupas de ginásticas usadas, roupas de banho molhadas, etc.

    -Como mamãe já dizia, em qualquer viagem é sempre bom levar um vestido mais arrumadinho — a gente nunca sabe as oportunidades que podem surgir, né!
    E mesmo que a gente vá pro Alasca tem que levar biquíni. E mesmo que a gente vá pro Saara tem que levar um casaco mais quentinho — nem que seja pra usar só no avião!

    -Bolsas só precisam ser três: uma grande, uma média e uma pequena/uma carteira pra usar nas baladinhas.

    -Por último… pra quem vai viajar de avião não é demais recomendar que se leve uma bolsa de mão (pode ser a bolsa grande do item de cima) com uma camiseta fininha, um cardigan ou pashmina, meias e um conjunto de lingerie pra, no caso de algum imprevisto ou extravio envolvendo a bagagem, a gente não correr o risco de ficar maltrapilha.


  • Dada a quantidade de programas que fazem “transformações” e promovem fotos de antes-e-depois na TV desses dias, a gente acaba tendo uma super idéia de como o trabalho do personal stylists pode ser, certo? Não, amigas, nem tão certo assim. Nesses programas os profissionais que comandam as transformações têm (geralmente) meia hora pra entreter quem assiste — e, se sobrar tempo, ensinar alguma coisa. Claro que a gente aprende um monte quando se dispõe a ver o que o outro tem pra aprender (em estilo), mas transmitir informação real sobre consultoria de estilo não é a prioridade de programas de TV. E na vida real a gente não julga o que a cliente veste quando procura a gente, a gente não usa palavras ofensivas de maneira nenhuma, a gente não joga nada no lixo nem pela janela nem nada disso! Na vida real a estória é bem outra: a gente quer trabalhar junto, quer aperfeiçoar, que direcionar e treinar e, mais que tudo, quer ensinar tudo isso pra que cada cliente viva a vida recebendo elogios e nos dando orgulho por ter feito um trabalho bom.

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    É mais sobre gente do que sobre a própria roupa. E é mais sobre ouvir com atenção tudo sobre a auto-imagem de quem procura a gente — e aí trabalhar junto mesmo, em equipe, pra que essa auto-imagem corresponda às vontades e demandas de vida que cada uma das nossas clientes tenha. É sobre respeitar o que cada uma já tem no armário, o que cada uma viveu até hoje, como cada uma quer se sentir e parecer. Não é de dar medo, é auto-conhecimento em forma de visita-guiada pelo próprio guarda-roupa: e gente só guia, quem opera a transformação (que não precisa ser radical, quase nunca é!) é a própria cliente. Ela é quem dá informação de personalidade, de estilo de vida, de preferência e objetivos; a gente só traduz pra “linguagem de guarda-roupa”. E o resultado é tão marcante na auto-estima quanto na aparência!


  • Todo mundo conhece ou já ouviu falar do programa ‘Esquadrão da Moda’ (no original é ‘What Not to Wear’), apresentado por Susannah Constantine e Trinny Woodal – passa no People & Arts. O programa é sempre divertido, tem informação inteligente sobre tipos físicos ou estilos, desperta alguma curiosidade sobre o assunto e às vezes um pouquinho de pena da “vítima”.

    Um monte de gente compara o nosso trabalho com o delas, e é bastante natural até porque a gente trabalha em dupla também. Mas a comparação faz sentido: a gente tem a mesma formação que elas têm (estudamos mais ou menos as mesmas coisas) e na vida real fazemos o que elas fazem, com diferenças importantes e um monte de resultados a mais.

    A primeira diferença é que nossas clientes não são indicadas por alguém, nem são espionadas, elas nos procuram porque sentem vontade de aperfeiçoar sua aparência e se conhecer melhor. Também não fazemos nenhuma imposição, tudo é bastante explicado, conversado e por fim sugerido: experimentamos um monte de looks pra mostrar para as nossas clientes, na frente do espelho, o que funciona melhor pra cada silhueta e pro estilo de cada uma. Temos mais tempo que elas, e isso é legal porque todo mundo tem tempo pra entender e absorver toda informação que a gente dá – elas têm meia hora no programa, a gente tem pelo menos 4 semanas junto com cada cliente. Mas a maior diferença é que nenhuma de nós duas é malvada! A gente não briga com ninguém, não ofende, não joga nada no lixo, não faz comparações cruéis e nem cria situações constrangedoras…..

    Ainda assim a gente é fã! e um passeio pelo site das ‘meninas’ prova que elas são consistentes e sabem o que estão fazendo. A gente separou pra reproduzir aqui umas dicas que valem pra todo mundo e que fariam do mundo um lugar mais agradável se conhecidas por todos… a gente concorda com elas em tudo isso:

    • “Sempre use cor com cor”: usar pink ou turquesa com preto empobrece a cor-colorida. Cores neutras e escuras (marinho, marrom, cinza, vinho, roxo, verdão…) são equivalentes do preto na hora de coordenar e deixam todo mundo mais estiloso.

    • “Preste atenção à marquinha da calcinha”: calcinhas que aparecem através das roupas ou que apertam tanto que dividem o bumbum devem ser banidas.

    • “Não use roupas justas-grudadas, use roupas que ‘deslizem’ sobre o corpo’ e acompanhem a silhueta”: não importa o tamanho ou peso de cada um, sempre há formas que devem ser delineadas e partes magras que podem ser destacadas – pulsos, pescoço, tornozelos…

    • “Sapatos são muito importantes”: uma mulher pode estar super bem vestida mas desapontar pelos sapatos que escolheu… tornozelos grossos parecem mais grossos ainda se as tiras do sapato se prendem nele, saltos super finos não devem ser usados por quem tem pernas grossas porque dão impressão de que vão quebrar a qualquer momento.

    • “Não use super maquiagem nos olhos e nos lábios ao mesmo tempo”: um dos dois deve se destacar e o outro deve ficar de ‘coadjuvante’ apenas. O mesmo vale pra pernas e seios – ou roupa curta ou decote, os dois ao mesmo tempo é too much.

    • “Calças um pouquinho mais largas que o tamanho que se usa fazem a silhueta parecer mais magra do que calças um pouquinho mais justas.” (Pra gente o que vale é a regrinha da “sobra de tecido” logo abaixo do bumbum – tem que ter essa folguinha!)

    No site tem mais “regrinhas de ouro” selecionadas por temas diferentes: tem pra guarda-roupa, pra silhuetas diferentes, pra usar mais cores…. o site é lindo e aprender desse jeito bem-humorado (!?!?!) é o máximo!

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    São Paulo, 02 de fevereiro de 2006

    Welcome até pra gente, super-iniciantes nisso de blog! Vamos ver se a gente consegue “estreitar” o contato com nossas/nossos clientes e com todos os “amigos da Oficina”…. e vamos ver se a gente consegue acrescentar informação através do que compartilhar do nosso dia-a-dia em guarda-roupas variados, andanças por lojas que a gente já conhece ou que ainda vamos conhecer, convívio com pessoas diferentes……!!!! Comentem, façam sugestões, critiquem e não nos deixem sozinhas nesse blog!!!!!!!!!!!!!!

    Beijos!
    Fê e Cris
    =)


curtimos

ideias complementares às da Oficina