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  • Esse post não é nosso, mas é (inteirinho) uma tradução muito solta e livre desse texto, sobre todo um movimento falando de amar os nossos corpos. Mas esse parece ser um grandessíssimo esforço, pular da insatisfação direto pro amor. Algumas pessoas vão naturalmente chegar em sentimentos neutros em relação ao corpo — um caminho no meio, entre se odiar e se amar. Como uma bandeira branca, um lugar de calma.

    Um problemão do “amor pelo corpo” (além de parecer inalcançável) é a demanda que cria pra que mulheres regulem suas emoções — e não só seus corpos. A pressão não parece diminuir, pelo contrário: supostamente a gente precisa ter, ainda por cima, uma autoestima à prova de bala. “Amar o próprio corpo” bota o foco no corpo, e os momentos mais felizes que a gente tem são exatamente os que a gente não tá nem pensando sobre o corpo.

    No lugar da imposição (“ame seu corpo” vem sempre com imperativo, né?), uma abordagem mais realista e propensa ao sucesso é pensar que: a gente tem o corpo que tem e pode aceitar isso que é nosso; esse corpo é uma parte essencial de quem a gente é.

    uma tradução que alinha uma quebra de paradigma (bonita e possível) com a nossa metodologia aqui na ODE.

    Se dispor a neutralizar as emoções em relação ao corpo pode liberar toda a energia e atenção que a gente tipicamente devota à aparência e, no lugar, ter energia sobrando pra cuidar do que importa de verdade. A gente vive a vida através desse corpo, junto com ele — se a gente não consegue amar o próprio corpo, a gente precisa ser capaz de aceitar (ou não viveremos a vida direitinho). Que importante essa idéia de que é possível estar em paz com o corpo que a gente tem, que liberade! E não é o caso de se negligenciar esse corpo, mas sim de estar conectada serenamente com ele e com as funções que ele desempenha.

    O texto ainda fala de como a gente pode se alimentar pra nutrir o corpo, e se exercitar pra celebrar o que ele é capaz de fazer — no lugar de se impor ginástica e dietas pra moldar, manipular as formas desse corpo. Uma virada da escassez pra abundância: deixar de olhar pro que não se tem e então cuidar com carinho do que a gente já tem. (E a gente tem tão mais do que pensa que tem). Num comparativo, esquece de você mesma por um segundo e pensa na sua melhor amiga: ela é perfeita? Provavelmente não. Você é malvada com ela por isso?

    Tá vendo?

    Ninguém é perfeito física ou emocionalmente e ainda assim todo mundo se apaixona por todo mundo o tempo todo. Neutralizar emoções em relação ao corpo não é algo estático, é processo que se desenvolve e continua — e tem a ver com como a gente quer alocar tempo e foco. É um trabalho que demanda disposição e que convida a honrar e respeitar nossos corpos, e que pode fazer com que a gente se sinta forte… sem que seja preciso amar da noite pro dia. No lugar de pensar nisso como um fracasso, vale pensar como parte do processo: neutralizar nossas emoções em relação ao corpo é uma experiência pra se sentir diferente, e pode acontecer um pouquinho de cada vez.

    + 1 PENSAMENTO EXTRA BEM INSPIRADOR
    + “MAGRA”NÃO É ELOGIO!
    +CONSULTORIA DE ESTILO PRA COLOCAR
    ESSAS IDÉIAS EM PRÁTICA


  • Sophie Fontanel, jornalista e Instagrammer francesa, disse isso daqui sobre estilo pessoal — prestenção que é valioso DEMAIS:

    Pra ser ‘bem vestida’, a pessoa tem que ser bem estudada.
    Se você quer ser bem vestida, você tem que aprender assistindo filmes antigos, indo ao museu, navegando na internet. Passa rapidex na internet pra dar uma olhada na Marilyn Monroe. Ela era super bem vestida, mesmo com uma calça simples. É muito importante ver outras coisas, diferentes das coisas que estão nas revistas. Você tem que ler bons livros, ler poesia. E é só quando você abastece a sua alma com boas coisas que entende como se vestir bem.”

     

    uma receita francesa bem esperta. ;-)

    Uma tradução livre daqui, um tem-que-ter com que a gente concorda redondamente. Se vestir é parte (deliciosa) da vida, mas não é tudo que a gente vive. E mais importante que a roupa é essa vida vivida dentro da roupa. ;-)


  • Quase todo mundo tem mais coisas no guarda-roupa do que precisa, especialmente mais coisas do que efetivamente se usa. E a gente sabe da dificuldade que é se tentar se vestir com os 20% usáveis de um guarda-roupa quando os outros 80% inúteis/encostados teimam em atrapalhar a escolha e a coordenação dos looks. Essas nossas idéias de ter menos e melhor e de só comprar pra incrementar só funcionam se a gente tem um armário construído pra facilitar, pra versatilizar, pra ajudar a gente a por energia na vida — e não no que a gente vai vestir pra viver a vida.

    uma comparação precisa com relacionamentos mal-sucedidos e sem futuro. ;-)

    Dá pra comparar a nossa relação com as roupas que precisam sair dos nossos armários com mil outras coisas que precisam sair das nossas vidas — aqui a gente vai fazer a comparação relacionamentos mal-sucedidos, porque né são iguaizinhos ao que a gente tem com as roupas que só ocupam espaço sem ser usadas na vida real.

    Que geral sabe que se alguém diz que ama mas tá emocionalmente indisponível, então esse amor não vale, não é um amor tããão amor assim. Com roupa é a mesma coisa: a função da roupa é cobrir, garantir que a gente sinta uma sensação (importante pra quem usa, tudo a ver com estilo pessoal e estilo de vida e atividades e tals) e deixar quem usa mais bonita e segura, traduzir a identidade dessa pessoa. Se a roupa não tem como cumprir alguma dessas ‘promessas’, não tem motivo algum pra ela estar/permanecer no guarda-roupa.

    Vestidinhos casaquinhos camisetinhas sainhas bolsinhas existem aos montes em mil lojas em volta da gente — mas a gente devia deixar entrar nas nossas vidas/nos nossos armários somente o que certamente vai fazer a gente feliz. Esse é o espaço que precisa ser aberto, disponibilizado… a gente merece!

    + FAXINA DE GUARDA-ROUPA
    + LIMPEZA ESTRATÉGICA DE GUARDA-ROUPA

    A parte boa é que quando a gente trata da relação com as roupas tudo tem como funcionar super mais fácil do que com relacionamentos: se a gente sabe exatamente o que esperar de uma determinada peça de roupa, só de olhar (com um olhar bem crítico, sem misericórdia!) já se sabe se é o caso dessa peça permanecer ou não nos nossos armários (e nas nossas vidas).

    Se tá manchada permanentemente, se rasgou ou puxou fio, se foi comprada só porque tava em liquidação, se tem bolinhas ou desgastes (de uso mesmo) que não saem mais, se não serve mais (presente > passado-futuro), se não é usada há milênios ou se simplesmente não cai bem… então DESAPEGA! Às vezes as razões pelas quais uma peça pode ser tirada (definitivamente) dos nossos guarda-roupas vêm acompanhadas de motivos subjetivos — e é um exercício e tanto se propor a prestar atenção nisso: mudanças de peso, de silhueta, de vontade, de trabalho, de companhias, de cidade e mesmo de vida (casamento, filhos, etc). E uma boa limpeza no guarda-roupa pode aliviar pesos e dores da vida real, não pode?

    #DESAPEGAMENINA!

    Quando a gente consegue abrir espaço físico no guarda-roupa, automaticamente abre também espaço mental pra organizar importâncias, valores e necessidades — e assim é natural comprar melhor, de um jeito mais “certeiro”. E saber a hora de parar/de deixar aquela peça seguir o caminho dela (pro lixo/pro destino mais conveniente) é fundamental.

    A gente só enxerga novas possibilidades, outros caminhos, novas coordenações e looks diferentes (perspectivas diferentes!) quando deixa pra trás o que é velho e não acrescenta mais nada de bom: acrescentar só volume ou só quantidade não adianta. “Um bom encontro é de dois”, e mesmo que a gente ame muito uma roupa, mesmo que ela seja quase essencial pra manter a gente viva, ela tem que viver com a gente o dia-a-dia, fazer valer a presença dela por perto. Senão só atrapalha. <3

    ((post originalmente publicado em dezembro de 2007, agora revisto e atualizado. o tempo se diverte quando a gente voa!))


  • A gente tá convencida de que autoestima bem exercitada é chave pra se conquistar mais na vida, pra se descomplicar o guarda-roupa, pra crescer e brilhar. E autoestima tá 100% relacionada com AUTO-ACEITAÇÃO: é essencial entender que a gente é incompleta e imperfeita, que nunca vamos estar “prontas”, que paralisar vida e escolhas pra que “um dia” o momento certo aconteça… é furada.

    Tamos nessa vida pra fazer o melhor que a gente pode com os recursos disponíveis NO AGORA. Somos todas humanas — e haja energia pra investir na idéia de ter tudo perfeito ao mesmo tempo agora. Querer alcançar o inalcançável é já perder a corrida desde a largada: expectativas inatingíveis nunca serão atingidas mesmo!

    querer alcançar o inalcançável é já perder a corrida desde a largada: expectativas inatingíveis nunca serão atingidas mesmo!
    (foto de adelaide ivánova)

    _corpo perfeito: é o que se alimenta bem, se exercita e descansa direitinho
    _família perfeita: é a que vive as dificuldades do dia-a-dia com resiliência (e com uma dose de bom-humor na medida do possível!)
    _trabalho satisfatório: é o que paga um dinheirinho suficiente e, se possível :) permite a gente servir a algo maior que a gente mesma, dá sensação de produzir/entregar algo de bom pro mundo

    E tudo tem dia bom e dia ruim, tudo tem um lado-luz e outro mais sombra… e compreender, desculpar e tolerar levam a gente pro (auto)amor. Quando a gente (se) desculpa, (se) compreende e (se) tolera, a gente tem mais facilidade pra entregar essas sensações também pra quem tá em volta da gente. E que ambiente bom se cria assim, com conexão, compreensão, empatia!

    Todo mundo sente frustração, raiva, tédio, inveja. Toda vida tem essas sensações ou partes não tão legais — tamos TODAS na jornada da tentativa, dando o nosso melhor: umas horas a gente erra e fica brava mas em tantas outras a gente acerta! Não existe humanidade em condição diferente dessa.

    A gente administra melhor tempo e recursos quando deixa de querer criar a ‘família da propaganda de margarina’ e quando se desprende de idéias vazias de status/riqueza ou corpo “perfeito”. E assim, aceitando quem a gente É e a vida que a gente tem (com parte boa e parte ruim, tudo lindo, tudo funcionando!), pode ser possível lidar melhor com quaisquer frustrações e raivas. E tudo passa, uma hora querendo ou não passa!

    Desse jeito pode ser possível também que a gente passe a lidar melhor com vontades, e não precise comprar tanto, e tenha mais força emocional interna pra sustentar os ‘nãos’  que precisa (ou quer) dizer pro sistema de consumo. E a gente assim passaria a descartar menos, e passaria mais tempo com as nossas coisas, e desenvolveria relação de amor com o que tem, e poderia ganhar serenidade na vida toda.

    E isso pode irradiar, ó: “Quem consegue se aproximar da condição de aceitar ser como é irradia uma emoção tão positiva que sua aparência física vai para segundo plano.” (Flavio Gikovate)

    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?

  • Lista de tarefa é com a gente mesma, nénão? Umas listas infinitas, cheias de coisas encavaladas, acumuladas, sem hierarquia de prioridades, emboladas entre o que é importante e o que é urgente. A gente sente isso em comum com as nossas clientes de consultoria de estilo: tipicamente tá todo mundo fazendo mil coisas ao mesmo tempo, sem estar satisfeita com o desenvolver de cada uma delas, às vezes começando tudo sem conseguir terminar nada (direito).

    presenca-facilita-estilo-pessoal

    Quando a gente se propõe a fazer uma coisa de cada vez, quando classifica cada atividade como A MAIS IMPORTANTE a ser feita naquele minuto, quando põe atenção e exercita o foco… a chance daquela coisa dar certo é muuuuito maior. Satisfação vem do fazer concentrado, atento, com envolvimento real. A gente aqui não sabe se é a idade (#véias) ou se é uma defesa do nosso próprio corpo diante do cansaço que a vida multitarefas faz a gente sentir — mas temos sentido (as duas!) vontade de arrumar as agendas pra conseguir fazer uma coisa de cada vez.

    Mesmo que em tarefas “bobas”, do dia-a-dia.
    Tipo se vestir de manhã pra viver o dia, tipo fazer mala de viagem.

    Que né, essas são bem esse tipo de tarefa que a gente não escolhe fazer ou não fazer — elas precisam ser feitas e pronto. Quando a gente viaja, é preciso fazer mala, não tem pra onde correr. Quando a gente acorda de manhã é preciso se vestir, aqui no Brasil é contra a lei sair de casa pelada (sabia?).

    Se tem que ser feito, melhor então escolher fazer com alegria. A gente tem se policiado pra tentar fazer tudo nessa vibração da alegria — em especial as tarefas tipicamente enjoadas de se fazer (e guarda-roupa que não ajuda faz com que se vestir seja uma terfa dolorida, a gente sabe bem). O contrário disso seria reclamar e fazer emburrada mas né, trazendo essa idéia pra nossa atuação profissional, ó o que acontece: não é a energia da reclamação e da gente emburrada que a gente quer emapcotar numa mala. Nem é essa mesma energia baixa vibração que a gente quer envolver no look com que escolhe viver o dia.

    É fácil fazer uma coisa de cada vez? Não. É tranquilinho botar alegria no fazer das coisas menos deliciosas da vida? Nénão. Mas nenhuma das duas coisas é impossível.

    É possível, até, criar ambiente pra facilitar essas práticas. :)

    Se a gente quer fazer uma coisa de cada vez com atenção e alegria, pode ser uma boa diminuir a quantidade/possibilidade de distrações durante a tarefa em questão. Prepara a manhã pra se vestir: desliga a TV, fecha a porta do quarto nem que seja só nesses 20 minutinhos pós-banho, deixa as crianças do lado de fora, não abre espaço pra marido ou amiga ou funcionária dar palpite, bota o celular no mudo, se desconecta mentalmente do whats app, do facebook, dos emails do escritório.

    E se conecta com você e com o que você quer sentir.
    Pode ser que role toda uma equivalência entre sensações e as peças de roupa que se escolhe, sabia?
    A gente experimenta isso daí direto no nosso trabalho. É possível! :)

    Daí a gente entende por que não é legal deixar esse tipo de tarefa pro último minuto, pra fazer na correria e na pressão. Assim parece mesmo ser impossível se colocar nesse lugarzinho da disposição e da alegria. A gente aqui tem tentado demais entrar nessa onda: deixar pra última hora só o que é imprevisto mesmo — e cuidar com antecedência e calma e serenidade do que pode ser previsto!

    Tem esse exercício prático que ajuda a se desconectar do medo e do passado e do futuro — pra e que reconecta a gente com o aqui e com o agora, que recoloca no prumo (e que a gente faz demais com nossas alunas e com nossas clientes de consultoria) que é assim: bota os dois pés firmes no chão e respira fundo três vezes. Só.

    Não precisa ter nome em inglês, não precisa fazer curso pra desenvolver em forma de mil técnicas, não precisa ter nomenclaturas marqueteiras: isso é presença. É a gente querendo reconquistar o foco intencional, mesmo nas pequenezas da vida (que não são tão pequenas quando não rendem satisfação, né). Presença, então, facilita demais estilo pessoal — e também exercita coração e olhos mais e mais sensíveis.

    <3

    + METODOLOGIA DE CONSULTORIA DE ESTILO
    FUNDAMENTADA EM ESCUTA E PRESENÇA
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA
    QUE RENDE SATISFAÇÃO


  • Aperfeiçoamento em moda e em estilo pessoal depende de ação. Quando a gente se olha no espelho e não se encontra na aparência que vê — ou quando não tá feliz com o que tem no armário ou quando não “acerta” o que escolher pra vestir — é preciso fazer alguma coisa.

    Não adianta só conscientizar, não adianta botar as mãozinhas na testa e intuir, meditar, adianta menos ainda reclamar. Tem que partir pra ação meeeeesmo!

    Nem que seja zapeando o Pinterest atrás de inspiração e, de repente, refazer a pastinha de referências de sempre (ajuda DEMAIS carregar umas idéias no celular ou colar na porta do guarda-roupa). Ou fazer à gente mesma o favor de acrescentar ao look aquela cor que nunca foi usada antes, ou provar formas diferentes pra mangas, pra caimentos de calças… ou coordenar proporções diferentes, ou usar um saltinho mais alto (ou mais baixo!), ou juntar acessórios diferentes no visual… tem que ter AÇÃO.

    um estímulo pra deixar de lado a inércia fashion e experimentar novas idéias: por um estilo pessoal atualizado e cheio de vida!

    Geralmente essa ação implica sair da nossa “zona de conforto”.

    Se a gente sente que pode mais, que tá do mesmo jeito há muito tempo ou que não é mais aquilo que o espelho tá mostrando, o jeito é esse: dar aquele passinho adiante, se permitir experimentar, dar a cara-fashion à tapa mesmo e ver qual é o resultado. Nem é o caso de saltar pra muito muito longe dessa zona de conforto — mas também não adianta só folhear a revista, ou só fazer o mural, só idealizar. Tem que experimentar e tentar fazer funciona toda e qualquer idéia na prática! Mesmo que aos pouquinhos, em detalhes, é assim que a gente atualiza o nosso próprio estilo e faz a nossa aparência “evoluir”: fazendo novas escolhas, se permitindo ir além daquele ‘mais do mesmo’.

    A gente tá aqui intuindo que tem coisa aí no seu guarda-roupa que ainda não foi usada — ou que pode ser experimentada de um jeito todo novo. ;-)

    ((post original de outubro de 2009, atualizado — mas com os comentários mais legais desde a 1ª postagem!))

    + QUER TRABALHAR COM MODA SEM FUTILIDADE?
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • A gente aprende na escola de personal stylists que em 5 minutos se causa uma 1ª impressão, que é nesse tempo que o cérebro humano faz todo um julgamento sobre quem a gente é — estritamente baseado em aparência, antes mesmo da gente dizer qualquer coisa. Se a gente pensar nesse 5 minutos como definitivos, então como a gente se veste, como usa o cabelo, como se movimenta… passa a ter muita muita importância, né?

    PÉRA!

    A gente, serzinhos humanos munidos de raciocínio, deixa passar o fato de que existe toda uma vida anterior e todo um futuro ainda pra acontecer além desses 5 minutos de 1ª impressão? Como assim pessoal?

    Esse julgamento depende só da pessoa julgada — ou especialmente de quem julga?

    Na teoria essa “decodificação” que o cérebro faz diante da aparência das pessoas dura 5 minutos exatamente por que seria involuntária, inconsciente. Sem nem perceber a gente já tá “lendo” as pessoas de acordo com os nossos alfabetos particulares, construídos com as nossas próprias referências e gostos pessoais (e também com símbolos que o mundo/o sistema associa a determinados valores).

    (E vamocombinar que leitura feita a paritr dos nossos universinhos pessoais são super ultra hiper mega restritas, diante de toooooodas as referências possíveis de existir no universo inteiro, não?)

    Então \o/ é possível trazer VOLUNTARIAMENTE pra consciência a disposição de transpassar esses 5 minutos insconscientes. Ir além dessa 1ª impressão só por saber que é possível (e razoabilíssimo!).

    Se a gente ouve nas nossas próprias mentes a leitura feita (alô julgamento inconsciente) e então se permite 5 minutinhos extra pra rever essa leitura, o que acontece é: expansão das nossas percepções sobre alguém (sobre o mundo e a vida) pr’além das aparências apenas.

    é possível desconstruir julgamentos e abrir possibilidades de todo mundo ser MAIS do que somente o que a gente lê nas aparências.

    Podemos sozinhas fazer o exercício de desconstruir o julgamento e abrir possibilidades de todo mundo ser MAIS do que somente o que a gente lê nas aparências. Isso fica mais fácil de acontecer quando a gente tem oportunidade de conversar, de conhecer melhor, de passar tempo juntas… mas não depende disso, depende só da gente querer.

    Pessoa loira de saltão, estereotipada como Barbie: pode ser o contrário ou o que quiser ser. Pessoa malhada de legging e tênis fluorescente, estereotipada como superficial: pode ser o contrário ou o que quiser. Pessoa engravatada engomadinha de pasta e óculos, estereotipada como materialista: pode ser o contrário ou o que quiser.

    Estereótipos aprisionam pessoas estereotipadas, mas aprisionam mais ainda quem julga, quem não se permite ir além. Quem é a gente pra achar que sabe ou que entendeu qualquer coisa sobre qualquer serzinho humano — especialmente se só baseadas em aparência?

    Seguimos firmes no exercício consciente de descolar julgamentos de aparência, por mais surpresas e espaços livres de conceitos rígidos. Certas de que é possível fazer disso um comportamento! \o/

    “Ninguém se torna bom tentando ser bom, e sim encontrando a bondade que já existe dentro de si mesmo e permitindo que ela sobressaia.” (Eckhart Tolle)


  • Que coisa LINDA pensar em consertos assim:

    _ o que acontece com a roupa faz parte da vida vivida com ela/nela;
    _ vale a pena consertar e usar mais vezes essa roupa;
    _ ao ser consertada a roupa não perde valor, mas se torna ÚNICA por isso mesmo;
    _ o conserto não precisa ser invisível, mas sim pode ser um registro da nossa história com a peça, desse valor singular.

    A gente não pensou nessa sequência de idéias sozinha: uma amiga contou do trabalho da Mari Watanabe, que faz consertos de roupas, em especial com cerzido — que é uma técnica de cobrir pequenos furos ou pequenos pedacinhos rasgados de tecido unindo tudo com linha, de um jeito bem discreto, quase imperceptível.

    a gente pode entender consertos como celebrações de resiliência e vida-bem-vivida com nossas roupas, registro da nossa história com elas! <3

    Acontece que o cerzido da Mari é especialmente costurado pra aparecer, é a celebração da vida-bem-vivida com a roupa. Pra trabalhar assim ela se inspirou na técnica japonesa que conserta vasos de cerâmica quebrados… com uma cola de ouro! Isso se chama KINTSUGI e a idéia é essa mesma: valorizar imperfeições como parte da própria utilidade comprovada da peça.

    Ó que demais relacionar consertos (de cerâmicas e de roupas) com resiliência, com um novo senso de vitalidade: “ao invés de se envergonhar pelas “feridas” expostas, eles as embelezam para que sejam uma celebração constante da vida cotidiana. Dos pequenos e grandes erros que cometemos e da possibilidade que temos de aprender com isso.” (daqui)

    Junta tudo: disposição pra consertar roupas + cerzido aparente + celebração do cotidiano + história da vida vivida com a peça + mais tempo com a roupa, menos pressa e menos ansiedade pra trocar pelo novo = mais versatilização, mais criatividade, mais recurso interno fortalecido, mais confiança, menos dependência de compras pra se sentir satisfeita.

    E assim a gente se coloca num círculo virtuoso: quem ama, cuida. <3

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    + costuras e costureiras no blog da Oficina

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  • Esse post faz parte de uma série de questionamentos, tem mais dessas idéias aqui, ó: COMO CONSUMIR MELHOR

    Comprar roupa nova é uma delícia, a gente sabe. Mas depender de compras pra se virar bem no guarda-roupa, pra se sentir bonita, pode ter um gostinho amargo: a gente se coloca num lugarzinho afobado, mergulhada em escassez, amparada em recurso externo, em produto, em coisas.

    Por outro lado, quando a gente se propõe a exercitar criatividade, a experimentar novos usos pras roupas que a gente já tem, o que acontece é empoderador: esperteza e aprendizado (sobre moda e sobre a gente mesma) são recursos internos — e, no lugar de buraco na conta bancária, rendem satisfação, orgulho da gente mesma.

    Não tem a ver com quantidade de coisas, tem a ver com um novo olhar pra fazer render o que já tá no armário.

    menos produtos/coisas, mais criatividade! substitua consumo por autoestima!

    Empoderamento é isso: se sentir linda redescobrindo peças que a gente já tem no armário, sentindo que o dinheiro gasto valeu um pouquinho mais a cada (re)uso das nossas roupas, sem precisar comprar coisas novas.

    CRIATIVIDADE = recurso interno
    PRODUTO/COISA = recurso externo

    Sacou?
    A gente se fortalece emocionalmente (pra vida) quando finca os pés no aperfeiçoamento dos nossos recursos internos, deixando de depender dos externos pra se sentir ótima.
    + comprar deveria ser consequência de ser
    + um capítulo inteiro do nosso ebook COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE pra exercitar um novo olhar pro que a gente já tem, com fórmulas pra desconjuntar conjuntinhos, misturar cores e estampas e texturas, experimentar novos jeitinhos de se sentir sexy
    + pra comprar menos e melhor

    + quer trabalhar como personal stylist?


  • A revista de moda publica um texto explicativo da retomada do “visual militar” (a volta dos que não foram né, desde quando se deixou de usar verde oliva?). O título da matéria é: “aliste-se já na tendência…”.

    Sérião.

    Serviu de gatilho aqui pra gente questionar esse surto de afetação que toma conta da comunicação de moda feita aqui no BR: é um tal de “aposte nisso” — aposte o quê? fichas? dinheiro? prendas?; “corra antes que acabe” — péra, ou a gente corre pelo bem-estar da atividade física, ou corre de algum perigo iminente… não? Uma onda de artificialidade, de expressões que querem ser engraçadinhas mas que não funcionam na prática. Você ou alguém que você conhece diz com naturalidade, numa conversinha corriqueira, algo como “esse look está em sintonia com o mood artsy“?

    A gente tem tido impressão de que se faz um esforço pra se falar/vender as mesmas coisas de sempre, mas com palavras diferentes. Desde que não tamos mais na era das grandes tendências — e sim das vontades plurais e singulares, sem regra, sem pode-não-pode — não tem nenhuma grandessíssima novidade a ser comunicada por revistas de moda, nénão? “Turbine o seu closet” com mais do mesmo, essa parece ser a sugestão.

    Nesse nosso tempo/na nossa sociedade as coisas todas tão sendo cuspidas tão no piloto automático, tão rapidamente e sem qualquer reflexão, que essa linguagem toda vazia de significado fez a gente esticar o pensamento: tem mesmo assunto pra fazer tanta revista de moda? Todo mês? Pra gente a lógica parece estar inversa — no lugar de caçar/requentar assunto pra publicar, seria legal escrever quando houvesse o que dizer. Mas né, revista tem compromisso com anunciante que tem compromisso com vendas, que hoje tem total conexão com pressa e superficialidade e descarte inconsequente.

    + carreira em moda sem futilidade, com significado

    Todo o fundamento de se sugerir sensação de escassez (“não fique fora dessa”) pra incentivar o desejo pelo extra/pelo excesso faz oposição ao que é necessário, funcional, atemporal, precioso. Tira atenção do que é recurso interno –criatividade, novo olhar pro que já se tem no armário, habilidade pra versatilizar peças e usos — e põe o foco no que é recurso externo: no produto, na compra, na marca. E nutrir recurso interno empodera, fortalece emocionalmente, mas depender do recurso externo (pra sentir satisfação) só esvazia a conta bancária, cultiva ciclos de ansiedade, estimula comparação e competição.

    No fim do dia, esse dress é um vestido, esse jumpsuit é um macacão como outro qualquer, essa clutch é só uma bolsinha. Por favor vamos maneirar, pessoal.

    CONSULTORIA DE ESTILO, METODOLOGIA QUE HUMANIZA E O VAZIO DA COMUNICAÇÃO DE MODA NO BRASIL

    “Não deveria ser surpresa alguma saber que há lugares que hostilizam o luxo; e que Rolex, Louis Vuitton, Prada e Aston Martin se saem espetacularmente mal na Dinamarca, país com terceira maior renda per capta do mundo, com distribuição de riqueza super equilibrada.

    O caso da Dinamarca ilustra uma grandessíssima possível solução para a questão do luxo. O desejo pelo luxo é inversamente relacionado ao nível de dignidade de uma vida típica; na medida em que a dignidade aumenta, o desejo pelo luxo diminui. Nunca teve a ver com cobiça ou ganância, o amor pelo luxo foi apenas uma resposta a um fracasso político: a inabilidade dos governantes para garantir que uma vida típica possa ser uma vida próspera.” (daqui)

    + pra entender como a humanização + a naturalidade são fundamento
    na nossa metodologia de consultoria de estilo
    + pra compartilhar questionamentos com a gente via email
    + pra entender como funciona uma consultoria de estilo
    + pra conhecer o que uma personal stylist estuda pra se profissionalizar


curtimos

ideias complementares às da Oficina