A IDÉIA É "DESARREDONDAR"!

Quando a gente tá acima do peso, se sentindo cheinha, é só se olhar no espelho pra se achar redonda -- é ou não é assim? Ainda que sempre seja exagerada, essa sensação de "redondice" tem alguma razão: quem tá cheinha fica com ombros e braços mais arredondados, geralmente as bochechas crescem pra acrescentar volume à parte lateral do rosto, a barriguinha e as pernocas também se alargam e tudo estica para os lados. E crescer para os lados é o contrário de ter altura, da sensação de longilínea, né. O olhar da gente é treinado para enxergar todo mundo na vertical, dos pés à cabeça -- quando a gente tá gordinha, o nosso próprio olhar fica viciado em procurar defeitos na horizontal, de uma borda à outra da silhueta, fazendo a gente enxergar redondo. De verdade! Antídoto bom, então, é desarredondar a aparência com elementos visuais de vestir. Roupa não faz perder peso, mas pode ajudar a gente a se enxergar com mais carinho.

desarredondar: uma fórmula para parecer mais magrinha (visualmente), emagrecedores (a foto aqui em cima tem um monte de exemplos de elementos visuais retos-verticais, ó. mais exemplos ainda nesse painel no Pinterest da Oficina: gordinhas maravilindas)

Pensa com a gente em experimentar essas substituições, ó. No lugar de:

-tecidos fluidos (que acompanham a silhueta bem molinhos, sem moldar mas seguindo o molde de quem veste), -tricôs, -decotes redondos, -mangas fofas nos ombros e nos punhos, -e tudo mais que reforça a forma curvilínea;

pode ser legal escolher:

-materiais mais estruturados (menos molenga), que tenham caimento mais firme e que criem linhas retas em volta da silhueta, -decotes em V ou canoa (retões, de ombro a ombro), -mangas que definam os ombros como eles são (e na altura em que eles estão) com costuras certeiras, -paletós (alô lapelas!) e jaquetinhas (alô golas pontudas!), -coletes como os de alfaiataria, -camisas em algodões finos mas menos molenga que sedas, por exemplo -e tudo mais que tiver muitas linhas retas na própria confecção e que crie outras linhas retas na gente, quando a gente usa.

Assim, a partir das nossas escolhas, a gente vai treinando o olhar pra enxergar o que verticaliza, o que desarredonda, o que chama atenção pro alto e pro centro -- e não pros lados. É simples mas né, faz pensar: o resultado compensa visualmente e também em empoderamento, com sensação de consciência e domínio do vestir todo dia.

Mais dessas artimanhas ilusórias que a gente exercita com as nossas clientes (e que funcionam de verdade!): + escolhas emagrecedoras de vestir + como trabalhar silhuetas x elementos visuais profissionalmente (na 3ª aula do nosso curso de FORMAÇÃO EM CONSULTORIA DE ESTILO) + alongadores e afinadores de silhueta + caimento é mais importante que etiqueta