A INFORMALIZAÇÃO DA (NOSSA) MODA

Quanta inteligência! O blog Dus Infernus, do Vitor Ângelo, tem um texto analisando a imagem e a informalidade no vestir da primeira dama dos EUA, Michelle Obama. No texto o Vitor cita historiadores pra relacionar a onda informal do comportamento (e das roupas) da primeira dama com a gente aqui no Brasil, com o nosso clima e mais. O texto é muito bom de verdade e esse nosso pensamento só fez sentido porque a gente leu -- a gente guardou o texto aqui no site também, clica que super vale a pena. tudo_informal

A observação de uma "onda de informalização" da moda não podia ser mais pertinente quando a gente observa o que tá acontecendo em volta. Aqui no BR, por conta do nosso clima (a gente sente calor na maior parte do tempo, né?) essa "descida do salto" faz ainda mais sentido -- não só pelo clima, mas também pelas tradições e pelo nosso estilo de vida.

Não foi a gente que inventou o dresscode profissional estabelecido aqui, e a gente não tem comemorações grandiosas como o Oscar. Nossas maiores comemorações são em estádios de futebol e em volta de trios elétricos -- e a gente trabalha de terninho em temperaturas inimagináveis! Pra gente, é muito mais inteligente conhecer os códigos de vestir inventados/trazidos pelos europeus como convenção pra, então, adaptar tudo ao nosso jeitinho. E já tá acontecendo, e tem dado certo!

Por isso, ó:

-faz super sentido embarcar nessa onda de camisetas e camisas de algodão combinadas com peças elegantes, de festchinhas e festonas

-é bom trocar camisas engomadinhas por blusas em algodãozinho fino, cortado elegantemente, pra usar com calças e saias "sociais"

-por isso também a jaquetinha de couro das celebridades de lá de fora é um par tão legal para vestidinhos de seda e pernocas de fora

-tricôs finos acompanham terninhos (descombinados!) e roupas formais de trabalho

-aliás, por isso bermudas frequentam hoje, tranquilamente, escritórios e afins!

-mais: foi-se o tempo em que meias opacas e sandálias com tiras espessas e solados altos não podiam acompanhar vestidóns em casamentos e tals. Né?

Conhecer os códigos tradicionais do vestir serve pra gente se sentir segura seguindo todos eles -- ainda vale, ainda rende looks "certinhos" -- mas serve também pra gente ter certeza de que pode inserir uma ou outra rebeldia-mais-informal em cada look, equilibrando elementos pra permanecer adequada em qualquer ocasião. Não é mesmo?

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