APRENDENDO COM NIEMEYER

Pára pra pensar que a arquitetura do Niemeyer é diferente de tudo no mundo. No tempo em que ele começou a trabalhar todo mundo tava pensando numa arquitetura fácil de se reproduzir (industrialização, automação), com prédio retos e quadradões. Ele não: tudo saía redondo, sinuoso, único - impossível de se fazer de novo. Nosso herói (nesse post, haha!) prestava mais atenção nas suas vontades do que na onda arquitetônica do seu momento. Ele tinha mais interesse em olhar pra dentro, pensar na sua própria motivação e, aí sim, construir alguma coisa que fizesse essa motivação interagir com o que tava em volta. Percebe que quase tudo do Niemeyer "conversa" com o lugar em que está, com o chão, com as pedras e árvores do entorno, com o horizonte. Sem ligar pra "moda da época", mas fiel ao sentimento próprio e levando em consideração o que se vive no momento. niemeyer

Por conta dessas características o trabalho do velhinho é tão único e tão celebrado. A identidade é tão forte, as obras são tão únicas, que as construções são seus próprios "logotipos" - cada contorno desses podia ser uma marca, não podia? Bom pra gente pensar e aprender que identidade visual a gente acha/confirma assim, olhando pra dentro, colocando pra fora com coerência e interagindo com o que a gente tem em volta da gente. Se deu certo pro Niemeyer, tá mais fácil ainda de dar certo pra gente... em escala menor, em exercício mais frequente, com menos pressão e mais alegria. Eu acho! ;-)