CADÊ MEU VENTILADOR?

Não, esse não é mais um post sobre como driblar o calor insuportável que tem feito (mesmo porque nada, além de um bom ar condicionado, é capaz disso!). Nesse caso, o ventilador é aquele vento estratégico que anda de mãos dadas com Mariah Carey em (quase) todo os seus clipes. Aquele vento que faz nossos cabelos voarem, nossos vestidos subirem, fazem com que a gente ande em câmera lenta, como num filme ou numa propaganda de xampu, sabe!?! Acontece que desde que Marilyn foi surpreendida pelas correntes de ar do metrô de NY, em seu vestido branco plissado e criou uma das imagens mais sexy (e famosas) do cinema, não tem como a gente não associar roupas esvoaçantes com feminilidade.

ventilador

Mas já reparou que pra roupa voar ela precisa ser feita num tecido bem fluido, bem leve, bem delicado? Mais um ponto a favor do "ventilador" em busca da mulherzinha que tem dentro de todas nós! Não precisa esperar um casamento, uma formatura, uma festa importante pra usar esse tipo de tecido. Por que a gente não se permite usar sedas e afins no nosso dia a dia? Não precisa ser um vestido todo esvoaçante. Pode ser uma blusa, pode ser uma faixa numa blusa, pode ser uma saia, pode ser um lenço no pescoço, pode ser uma pantalona...

A gente sempre fala que a roupa reflete a nossa personalidade, mas o nosso comportamento pode refletir o que a gente está vestindo também. Um exemplo: meninas que só usam calça, quando usam um vestido andam de um jeito diferente, se mexem de um jeito diferente, ficam mais femininas não só na imagem, mas também na atitude. Então imagina do que a gente é capaz quando a seda toca a nossa pele o dia todo? Imagina o conforto, a segurança, a delicadeza, o frescor que a gente sente e é capaz de transmitir? Uma mulher com uma roupa esvoaçante com certeza é uma Marilyn por algumas horas!

As imagens - lindíssimas btw - são da coleção resort da Vionnet, que hoje é dirigida por um designer que trabalhou na Prada durante um tempão, Rodolfo Paglialunga. E tem bem a cara do que foram as criações de Madame Vionnet, cheias de drapeados, de feminilidade... e de tecidos esvoaçantes, é claro!