'COMUM' É DIFERENTE DE 'NATURAL'

Pensa com a gente: o que é comum não necessariamente é natural. Certo? Com essa clareza a gente pode então questionar por que é que a gente conversa tão corriqueiramente assim: "olha, Fulana tem 65 anos MAS NÃO PARECE, menina! ninguém diz!"--> Sabe esse jeito de 'desculpar' idade? Tem sido mais e mais comum geral se entregar a médicos e procedimentos pra tentar segurar a passagem do tempo, pra fingir que não tá ficando velha. Mas gente, não tá todo mundo envelhecendo desde agora, desde que nasce? Por mais que seja comum a gente encontrar peles superesticadas e rostos mais e mais sem expressão nenhuma, isso não é natural! Só fica jovem pra sempre quem morre jovem -- natural é envelhecer, e envelhecer é então uma bênção.

Só fica jovem pra sempre quem morre jovem -- natural é envelhecer, e envelhecer é então uma bênção.

É claro que envelhecer doente é ruim, envelhecer sem mobilidade ou com dor não deve ser nada fácil. E se a gente passar o tempo todo da vida se preocupando com o externo, com aparência e só, é pra esse tipo de velhice que se caminha. Mas né, se a gente entende que esse corpo e essa carinha podem aproveitar a vida por muuuuuito tempo ainda, e se a gente ESCOLHE cuidar das engrenagens e do combustível e do que faz as nossas máquinas funcionarem no seu melhor... então que coisa deliciosa pode ser envelhecer!

Procurar médico pra cuidar desse caminho pode ser incrível. E, ao contrário do que se pretende, ir ao médico pra manipular aparência com procedimentos que só alcançam a casca não faz ninguém parecer mais jovem: faz, sim, parecer não lidar bem com a passagem do tempo. Quem mexe muito demais da conta na cara passa a fazer parte de um "limbo etário", uma velhice indefinida -- não se sabe se com 55, 65 ou 75... mas se sabe que essa alma não parece estar tranquila.

Ao longo da vida toda a gente, em tudo, tem ônus e bônus. Quando a gente tem 20 e poucos anos o bônus é ter pele linda, ter musculatura durinha, estar com tudo em cima (que delícia!), colágeno aos litros. E quando passa pros 35, 45, 55... a gente pode perder esse tônus mas ganha super em sabedoria, em confiança, em segurança, a gente liga menos pras pequenas coisas, a gente releva mais, se permite mais, tem mais tolerância e compaixão, fica mais esperta, mais atenciosa. É ou não é?

Quanto mais a gente vive, mais experiência a gente ganha pra entregar o nosso melhor pro mundo. E o que a gente entrega pro mundo vai muito, mas MUITO além da aparência que a gente tem. Isso sim é natural, mesmo que não seja tão comum nos nossos dias. ;-)

+ um guarda-roupa que combine com quem você é + uma carreira que compartilha colaboração (e não comparação)