ENSINAMENTOS DE OUTRORA COM DIANA VREELAND

Hoje todo mundo que gosta/se interessa pelo mundo da moda sabe quem é a Anna Wintour ou reconhece a Carine Roitfeld em qualquer foto. Mas editora de moda importante mesmo foi Diana Vreeland - que trabalhou muito muito antes dessas duas, a partir dos anos 30. Ela foi editora na Harper’s Bazaar e na Vogue, e é por causa dela que a Vogue americana tem tanto prestígio desde sempre.

diana

Foi com ela que começou essa história da Vogue ser “bíblia da moda” pra tanta gente. Ela “descobriu” um monte de coisas (e de pessoas), que fazem parte da história da moda e do armário de muita gente. Foi ela quem emplacou musas da época: Lauren Bacall, Lauren Hutton, Marisa Berenson e Twiggy. Hoje é comum a gente ver (e ter) sandálias rasteirinhas de dedo e blusas de gola alta, mas Diana introduziu essas peças na vida de mulheres que não estavam acostumadas a elas, numa época em que ninguém mostrava muita pele – muito menos do pé. E o pescoço, que era a única coisa que todo mundo mostrava, ela cobriu!

Ela parecia ser dessas mulheres com cara de brigona (Diabo Veste Prada feelings), mas também dessas que não perde sacadas espertas como: "Todos precisam de um pouco de mau gosto; o que eu não suporto é a falta de gosto".  Claro, cada coisa na sua proporção, mas isso não é muito bacana? Dá pra pensar que ter algum gosto (isso de bom ou mau é meio questão de opinião) é melhor que ser uma pessoa que não tem personalidade nenhuma na hora de se vestir. Que não exercita a reflexão do seu estilo próprio por medo de errar. E o importante é a gente gostar do que está vestindo, se sentir bem com quem a gente é. Palavras (interpretadas) de uma top editora de outrora.