SOBRE COMIDA, CORPO E PRAZERES

Participamos de um bate-papo numa clínica de emagrecimento aqui em SP e olha, saímos de lá tão cheias de inspiração quanto levamos com o nosso conteúdo. Tivemos contato com mulheres fortes e conscientes que, ao lidar com frustrações e limites em relação à comida, acabaram ensinando um monte de coisas pra gente sobre guarda-roupa e sobre a vida toda. Faz parte do tratamento proposto pela clínica entender que comer é um prazer, mas que não é o único prazer da vida. Outras coisas também dão prazer -- porque né, festa não engorda, viagem não engorda, TPM não engorda... o que engorda é o que se come nessas ocasiões, e há tanto pra se fazer em todas essas (mesmo nas ruins!).

Tipo: um exercício bom de se fazer todo dia é dar nome ao que a gente sente. Ó o que a gente aprendeu: tristeza não é fome, carência não é fome, alegria não é fome, sucesso não é fome -- mas a gente se permite comer "extra" ou 'errado' em todas essas circunstâncias... é ou não é? E aí que indulgências precisam ser compensadas com equivalência: do que a gente REALMENTE precisa quando se sente assim? De amigos? De um abraço? De uma música alta pra dançar? De uma caminhada no parque? De descanso? De um telefonema pra uma amiga? :)

A idéia é deixar de ser objeto pra passar a ser sujeito na relação com a comida. Encontrar estratégias pra substituir o prazer de comer (quando em excesso ou de um jeito ruim) por prazeres que façam bem, que não detonem a gente depois! ALÔ GERAL ENVOLVIDA DESSE MESMO JEITINHO COM ROUPAS E ARMÁRIO E COMPRAS! A gente não precisa ter tudo e nem ter tudo agora. Fazer escolhas pensando num bem maior pode levar a gente a lidar com frustrações e isso não é ruim -- pelo contrário! Lidar com frustração fortalece a gente, faz colocar as coisas/os problemas  no tamanho real que eles tem, faz a gente relativizar importâncias e olha, quando é assim pra um bem maior... rende alegria.

Abastecer nossos corpos e armários com "combustível bom" é o que se pode fazer de melhor -- pensando em alimentação, em investimento e na vida que se quer viver atéééé ficar velhinhas. A gente não é só corpo, a gente é MAIS, mas né vale cuidar com carinho e consciência desse corpo que embala tudo que a gente é!