SOBRE O QUE REALMENTE IMPORTA

A gente aqui na Oficina tem pensado bastante sobre a relação da gente mesma com a aparência e em como essa relação evolui a cada aniversário - e tem percebido essa "evolução" também com cada cliente nova (especialmente as que tem mais ou menos a nossa idade, ou mais). A Cris leu um texto que dizia que "a confiança da mulher em relação à sua aparência tem mais a ver com expectativas do que com a realidade", e né, quando se tem vinte e poucos aninhos a gente é rondada por uma certa expectativa de ter corpo bacana, pele ótema, energia e frescor "da juventude". Na medida que a gente chega pertinho dos trinta - e passa adiante! - a expectativa vai ficando pra trás e a gente pode então se importar com o que  vale a pena de verdade: se quem a gente é não tem importância suficiente, então a aparência que a gente tem passa a ser super importante - e não é esse o caso, né?

Talvez por isso hoje a gente esteja super entendendo isso de "ah! se eu tivesse meu corpo de vinte com a cabeça de agora!". Quem a gente é não depende da aparência que a gente tem, e quanto menos expectativa existe, mais segurança a gente vai adquirindo pra ser feliz com o corpo que se tem, com a cara que se tem. Porque não dá pra apoiar toda a felicidade da vida sobre esse assunto - confiança em relação ao look vem justamente da não-preocupação excessiva com isso. A gente tem que fazer exercício diário e constante pra se preocupar menos com o look e mais com quem a gente é - e com a vida que a gente leva. ;-)