UM POUQUINHO DE HISTÓRIA DA MODA COM BALENCIAGA

Hoje a gente escuta esse tanto sobre Balenciaga, sempre com referência a uma moda muito atual, ligada nas ruas e no mundo globalizado, mas a história da maison é antiiiiiiga! E a simplicidade apresentada em suas coleções de agora - seja nas formas ou nas idéias, tudo sempre é simples mas muito impactante - acompanha a imagem da marca desde sempre. Cristóbal Balenciaga começou a costurar ainda jovem, com sua mãe (que era costureira), e foi incentivado a se aperfeiçoar por uma senhora da sociedade espanhola, chamada Marquesa de Casa Torres. Tempos depois ele abriu seu próprio ateliê e, pra se especializar em alta costura, comprava vestidos de grandes costureiros franceses, desmanchava todas as peças e as refazia do seu jeito! Com o começo da Guerra Civil Espanhola, Balenciaga foi obrigado a deixar seu país e partiu pra França - onde logo logo abriu um outro ateliê - isso era 1937. Os compradores franceses não demoraram a reconhecer o talento do jovem espanhol, mesmo que ele fosse esquisito: diz que Cristóbal Balenciaga tinha uma relação super ruim com a imprensa, por medo de que suas criações fosses copiadas. E mais: diz que ele apresentava suas coleções em desfiles tipo um mês depois de todo mundo, por conta desse mesmo medo!

balenci

A simplicidade sempre foi a marca registrada das criações de Balenciaga, mas não uma simplicidade qualquer: o corte de suas peças é considerado o mais preciso de todos, o mais genial. Quando todos os costureiros franceses de sua época moldavam formas com corsets ou com camadas de tule como suporte, Balenciaga conseguia seus volumes (inimagináveis!) sem suporte interno nenhum. Em 1958 Balenciaga se juntou a um tecelão suíço pra desenvolver o gazar de seda, seu tecido preferido por permitir tais construções, diáfanas e rígidas ao mesmo tempo (genial de novo). A modelagem balonê, a manga de quimono, vestidos camisola, golas modeladas milimetricamente pra alongar o pescoço de quem usa e outras construções renderam a Cristóbal a fama de "arquiteto da moda". O visual era muito limpo, sem pequenos detalhes, mas impactante pelas formas e pelo design. Pra Balenciaga, menos definitivamente era mais. Os anos 60 marcaram a apoteose de sucesso de sua maison, mas logo depois (em 1968), o sucesso de seu antigo colega André Courréges o fez abandonar a moda e fechar seu ateliê. Nos anos 90 a maison contratou Nicolas Ghesquiére para o post de diretor criativo, e desde então a marca Balenciaga experimenta um sucesso ainda maior do que o dos tempos de seu criador. Ghesquiére é celebrado por toda a imprensa de moda por revisitar os arquivos do criador da marca, adicionando a esses elementos de moda globalizada, antenada, de olho nas ruas e nas vontades contemporâneas. ;-)

Esse post foi resgatado de uma série desses que a gente fez num trabalho antiguinho, mas que valem pra vida! E vai ter mais resgate toda semana - pra se adiantar, clica pra ver o que já foi feito e que logo logo aparece aqui de novo!