CAIMENTO É MAIS IMPORTANTE QUE ETIQUETA!

Toda peça de roupa tem mil variáveis nela mesma: tecido, modelagem, tingimento, acabamento, detalhes, tipos de costura, aplicações e mais. Todo dia a gente vê, no provador, um monte de teorias caindo por terra ou funcionando exatamente ao contrário de como deveria acontecer. Tipo: peças que tem tudo pra dar certo podem mudar completamente dependendo dessas variáveis -- e do corpo que vestem! Dependendo do cós, uma peça pode dar certo pra uma pessoa e pra outra não; dependendo da caída do tecido, pode ficar linda ou horrenda; dependendo do tingimento, pode vestir maior ou menor.

Só dá pra sentir sensação boa ou ruim com quaisquer peças de roupa com elas no corpo, vestidas. Esse é O ÚNICO jeito de se certificar de que QUALQUER PEÇA dá certo ou errado num determinado corpo: provando! Ainda lidamos com uma indústria não padronizada em relação a números (e distâncias e alturas e circunferências corporais brasileiras-miscigenadíssimas), então os números marcados nas etiquetas de tamanhos variam de marca pra marca -- às vezes até dentro da mesma loja, a depender dos vários fornecedores que abastecem suas araras. Na prática a gente vê muito acontecer assim: a mesma pessoa veste tamanho 38 numa loja e 40 ou 42 numa outra. A gente precisa manter em mente que a humanidade é sortida, que cada uma de nós é uma mistura muito louca e apaixonada de genéticas e características, e que roupa tem que VESTIR BEM, independente de número de etiqueta.

O que acontece quando a gente pede pra provar uma calça num número que não veste tão bem é: UMA PEÇA INADEQUADA PARA O QUADRIL e não o quadril errado pra calça. Não existe quadril errado, existe peça que não cai bem! A gente é única (que lindo isso!) -- e peças de roupa, no nosso mercado, só são únicas quando feitas por costureiras pra gente, com as medidas do nosso corpo. Não tem peça perfeita na arara, feita com medidas de outra pessoa -- mesmo quando essa outra pessoa é chamada de "modelo de prova": até as modelos de prova são únicas! Pessoas que vestem "o mesmo número" de etiqueta podem vestir a roupa diferente porque, claro, podem ter cinturas em alturas diferentes, podem ter pernas mais curtas ou mais longas, podem ter braço mais ou menos cheinho, pescoço fino ou não, mais peitinho ou colo magrinho, etc etc etc.

A idéia de que roupa feita em massa é 'pronta pra usar' é incompatível com uma população de seres humanos que é interessantíssima exatamente porque é toda diferente entre si.
A idéia de que roupa feita em massa é 'pronta pra usar' é incompatível com uma população de seres humanos que é interessantíssima exatamente porque é toda diferente entre si.

A idéia de que roupa feita em massa é 'pronta pra usar' é incompatível com uma população de seres humanos que é interessantíssima exatamente porque é toda diferente entre si. E se essa idéia é assim tão "raciocinadamente" incompatível, toda expectativa de se enquadrar num padrão que não tem como existir é furada! A gente tem que é procurar o que é melhor pra gente, aprender a pedir ajustes e a se observar em detalhes, respirar fundo e fazer com que toda roupa caia tão bem quanto é possível nos corpos funcionais e úteis que a gente tem. E pra isso a gente tem que experimentar tudo, muito!

+ ninguém tem que ter medo de experimentar
+ tudo no tamanho certinho
+ diferença entre ajuste e reforma

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