CHEF'S TABLE E A CONSULTORIA DE ESTILO

Os cozinheiros retratados na série documental Chef’s Table (no Netflix) dominaram, ao longo de suas carreiras, as culinárias mais clássicas: italiana, japonesa, francesa, tailandesa. Mas eles se sobressaíram de verdade no seu mercado quando questionaram o saber reproduzido com perfeição pra criar algo novo a partir disso, quando acrescentaram um pouco de si mesmos ao repertório clássico e então fizeram acontecer algo original.

Na série a gente conhece o processo criativo e o desenvolvimento profissional de 6 cozinheiros incríveis, que já eram reconhecidos por sua capacidade — e ao longo dos episódios a gente vai entendendo que eles intencionalmente se colocaram à prova, questionaram seus próprios trabalhos. Todos eles apontam pras suas próprias histórias de vida e pros seus repertórios pessoais de opiniões como fundamentos de criatividade. Eles dizem ser esses fundamentos o que motiva a intenção de criar algo novo, inédito, inventivo — a partir do repertório clássico que já tinham.

Os cozinheiros falam de novos sabores, de equilíbrio de ingredientes, de experiências com finalizações, novas proporções e novas combinações — que só são possíveis de acontecer quando se tem vontade de melhorar, de crescer, de expandir horizontes e de complementar o que já existe no universo com algo novo, único.

Que paralelo LINDO a gente consegue enxergar aí com a nossa própria atuação profissional, com o nosso mercado — tão jovem e tão cheio de oportunidades de inovação e aperfeiçoamento. <3

Um dos chefs, o americano Dan Barber, dá uma receita linda de caminhada de aperfeiçoamento. Ele diz que sua maior motivação é trabalhar pra orgulhar sua famílias <3 e mais:

  • que vale trabalhar duro, mas sempre com um sorriso no rosto,
  • que é preciso empreender intenção e energia em novas experiências,
  • que é bom estar preparado pra lidar criativamente com eventuais insucessos.

A consultoria de estilo (exercida profissionalmente hoje no nosso mercado) poderia ser pensada assim, como “experimental”: cada cliente oferece novas possibilidades de raciocínio, de aplicação alternativa de técnicas, de possibilidade de se criar novos produtos e experimentar novas abordagens, novos nichos.

Chef’s Table mostra com clareza os efeitos do compartilhamento do orgulho que se sente quando se cria algo genuinamente autoral — isso empodera e incentiva continuidade. Os profissionais conseguem fazer a gente sentir (junto com eles) o prazer e a satisfação de ser reconhecidos e respeitados, não só pelo público de seus restaurantes, mas também pelos críticos e pelos colegas também chefs de cozinha.

Que delícia é pensar que há tanta oportunidade de nós todas, como consultoras de estilo, sentirmos também esse orgulho, esse reconhecimento a partir dos nossos próprios esforços de nos reinventar, de recriar métodos e aplicações, de contribuir com o mercado com práticas complementares, genuínas e originais.

“If you’re doing something that’s unique, something that’s wonderful, people will find out about it.”

+ não somos artistas, somos artesãs
+ porque a gente ama o que faz
+ aliança entre cliente e personal stylist
+ espontaneidade de mentirinha