COMO AVALIAR QUALIDADE NA ROUPA

Faz muito sentido, na hora de cuidar do próprio guarda-roupa, procurar mais qualidade e menos quantidade. Na prática isso significa optar pelo durável, gastar mais dinheiro em menos peças. Tendo menos fica mais fácil visualizar possibilidades e exercitar versatilidade nas coordenações – como vamos ver mais adiante; tendo mais qualidade a gente sempre se sente garantida em segurança, confiança e “impecabilidade”... mesmo nos looks mais informais que escolhe usar. O primeiro e mais importante indicador de qualidade numa peça é o material/tecido de que ela é feita – vale pra roupas e também pra acessórios. Na sequência, pra identificar qualidade, a gente avalia bom acabamento e bom caimento. Vale provar a peça de pé, sentando, abraçando e dirigindo de mentirinha, pegando coisas imaginárias no chão, dançando (se a roupa for passear na pista com a gente!) e então prestar atenção nisso, ó:

um guia pra identificar roupa boa (de verdade) e custo-benefício que valha a pena.
um guia pra identificar roupa boa (de verdade) e custo-benefício que valha a pena.

_tecido a gente avalia pelo toque (quanto mais gostoso, melhor!) e pela composição – na etiqueta de dentro da roupa, geralmente na costura lateral, a gente conhece de que é feita cada peça e assim avalia custo x benefício do que tá sendo oferecido: quanto mais material natural tiver na composição, mais valiosa e durável a peça é;

_acabamento se avalia conhecendo a peça pelo lado avesso, por dentro: pensa que se as costuras são retinhas e reforçadas, se os encontros entre elas são cuidadosamente arrematados, se os bolsos e recortes estão protegidos internamente… então houve carinho e preciosismo nessa confecção. Se a peça é bem cuidada assim, escondidinha lá dentro, então a parte de fora (a que aparece com a gente quando se usa) também foi pensada com cuidado;

_caimento é avaliado única e exclusivamente no corpo – é vestindo que a gente comprova toque gostoso, que a gente se assegura de que o acabamento é mesmo reforçado, e que a gente pode perceber com atenção:

  • se a costura dos ombros tá onde deve estar, bem sobre a esquina em que o ombro encontra com o braço
  • se o entorno da gola tá com a forma bonita, encaixadinho no pescoço
  • se a abertura do decote tá descendo rente à pele no colo, se tá confortável
  • como o tecido cai nas costas, como cai na cintura
  • se há necessidade de ajustes nas alturas de barras (de partes de cima e de baixo)
  • se tá tudo bem com possíveis abotoamentos e amarrações
  • se tem sobrinhas de tecido no bumbum – e como a peça cai no bumbum
  • se a abertura dos bolsos tá suave, sem escancarar
  • se a largura das pernas proporciona conforto quando se movimenta
  • se as aberturas de saias e vestidos tipo envelope não mostram mais do que devem (especialmente quando se senta)
  • se as costuras estão tortas ou alinhadinhas, se elas enrrugam (não deveriam!)
  • se o material pinica, se puxa fio fácil, se demanda manutenção complicada
  • em eventual necessidade de lingerie especial pra usar com transparências ou fendas (e se já se tem ou se é preciso providenciar a lingerie pra isso)

E a gente avalia isso tuuuuudo a cada provador em que trabalha com nossas clientes -- tanto quanto avalia quando faz compras pra gente mesma ou revisita o próprio guarda-roupa pra descartar o que não funciona mais. E na medida em que a gente exercita conscinetemente essas direções, nosso cérebro vai se apropriando dessa atenção e passa a fazer essa "checagem" automaticamente, e a gente passa naturalmente a escolher melhor. Moda pra vida real é isso daí, viu?

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