DA INTERAÇÃO DA ROUPA COM O MUNDO

No fim de semana eu fui pela primeira vez a um show do Quinteto Villa Lobos, um grupo só com instrumentos de sopro. A música era linda (clica pra ouvir!), o auditório do Masp é um passeio por si só (e tem o museu todo pra visitar junto, né?!??) mas o figurino dos músicos me fez pensar... no nosso jeito de usar moda (!!!). O combinado pra "roupa do palco" pareceu ser calça preta + camisa colorida usada assim, pra fora, "descontraída". E as escolhas de cores tavam super variadas - essa é a parte legal: uns escolheram coloridos-coloridos, uns escolheram coloridos-neutros, uns criaram contraste entre instrumento e camisa, uns procuraram mesclar tanto quanto possível o que usavam com o espaço e com o próprio instrumento. Vê que na foto (que não é a do 'meu' show mas que super tá no clima) tem músico que aparece mais que os outros, e tem quem quase some na imagem. Tudo porque a roupa não existe só na gente, mas no espaço em que a gente vive e com as coisas que a gente "carrega". essa foto é de cristiano prim e veio desse flickr aqui!

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A gente também pode pensar nessa interação: a gente não tá no palco, não tem suporte pra folha de música nem toca instrumento... mas tem escritório, tem lugar em que vai almoçar, tem mesa, tem sacola, tem cadeira em que senta e mais! Se a gente pensa como figurinistas de si mesmas, ó quanta coordenação de cores extra a gente tem pra fazer. Vale como exercício de cores e também como exercício de personalidade - isso do contraste faz com que a gente apareça super ou desapareça. E tem dias que a gente faria de tudo por um poder mágico desses, o de aparecer ou de desaparecer - não é mesmo? ;-)