FUNÇÃO, GENÉTICA E GRATIDÃO

A diferença entre a gente e os animais é que a gente raciocina. Eles sentem tanto quanto a gente sente, todos temos instintos, mas eles ficam só nisso -- e a gente pode pensar, exercitar o cérebro e com ele "comandar" emoções. É usando o cérebro que a gente pode introjetar idéias mais importantes e úteis do que as que a mídia de moda atual sugere pra gente: que tal no lugar de reclamar de não alcançar o inalcançável (esse 'modelo ideal' não-humano photoshopado), dar graças e celebrar o que a gente já tem? Os corpos que a gente tem AGORA tem função, é claro, mas não apenas isso -- eles funcionam pra que a gente tenha a melhor vida que pode ter! A gente vai ao supermercado, andando a pé, carregando sacolas cheias de coisas gostosas, a gente dirige carro, a gente dança, se abraça... não é só a função, é a função numa vida muito boa, muito mesmo. Nossos corpos sustentam essa vida e toda as atividades que essa vida muito privilegiada nos permite ter.

E mais: celebrando os nossos corpos -- e as nossas carinhas lindas, com narizes imperfeitos e tudo mais -- a gente tá também honrando uma genética que tá rolando desde o homem da caverna, muito provavelmente de uns índios também, que vem sendo misturada com mais um monte de gente interessante no universo que foi se apaixonando, trocando telefone (!!!), transando, até chegar... na gente! É muito maravilhoso conseguir abraçar essa carga genética tão rica -- e não é só ciência, percebe?

que tal no lugar de reclamar de não alcançar o inalcançável (esse 'modelo ideal' não-humano photoshopado), dar graças e celebrar o que a gente já tem?
que tal no lugar de reclamar de não alcançar o inalcançável (esse 'modelo ideal' não-humano photoshopado), dar graças e celebrar o que a gente já tem?

Se a gente raciocina, então, e não se deixa guiar somente pelas emoções, é possível RE-SIGNIFICAR a relação com corpo, forma, traços. O cérebro tem plasticidade (isso sim é ciência!) e vai sendo moldado pelo que a gente pensa e faz -- e quanto mais a gente pensa numa coisa, mais o cérebro vai adquirindo esse pensamento como memória e referência. Se a gente se propõe a não ser como os nossos bichinhos de estimação e não se permite só sentir -- mas todo dia exercita um pouco mais o reconhecimento, a tolerância, a gratidão pelo que tem, uma hora o cérebro vai pensar isso naturalmente.

Sabe por que?

Por que isso faz a gente crescer e brilhar. A outra alternativa, que é só 'se sentir pouco magra, pouco bronzeada, pouco loira, com a barriga pouco definida ou qualquer coisa do tipo', só faz a gente ir para baixo, se desgostar, afundar. E o que é que a gente quer na vida? Evoluir, brilhar, manifestar amor no mundo, gerar crescimento à nossa volta... ou ir pro buraco? Let's colocar nosso raciocínio pra fazer a gente ser --e se sentir-- melhor!

((Essa conversa rolou numa das nossas aulas no workshop Descubra e Aperfeiçoe seu Estilo Pessoal e foi filmado por uma aluna querida <3 que transcreveu tudo pra que a gente conversasse com mais gente aqui no blog também!))