COMO REVITALIZAR O GUARDA-ROUPA

Não dá pra jogar todas as nossas roupas fora e começar um guarda-roupa do zero. Isso até pode acontecer em programas de TV, mas na vida real é inviável! Esperto é programar "triagens" periódicas no próprio armário, pra olhar objetivamente pro que se tem e tirar o que é excesso, o que não funciona mais. O resultado faz parecer que as roupas que ficam são todas novas – e, mesmo com quantidade menor, as possibilidades se expandem (de verdade!). 

Por isso mesmo, por ser uma atividade que coloca foco no que a gente tem de mais legal, aqui na ODE a gente chama essa etapa do trabalho de consultoria de estilo de revitalização de guarda-roupa: uma triagem pra procurar potencialidades e então, objetivamente, construir um momento novo no vestir.

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PREPARO + PRÁTICA

Vale separar um tempo só pra isso, e a gente sugere quatro horas, ou um período inteiro: manhã ou tarde, por exemplo). Pode ser gostoso preparar uma playlist pra tocar nesse tempo :) e cuidar de ter uma vela bem cheirosa ou um incenso por perto, pra criar um clima — ai que delícia, já tamos animadas aqui!

Aí é abrir as portas do guarda-roupa e repassar, uma por uma, TODAS as peças que estão lá — todas as blusas, todas as calças, todas as camisas, todas as saias, todos os sapatos, todas as bolsas, todas as pulseiras, todos os colares, todos os brinquinhos, tudo. É bom repassar por grupos de similares, por que a comparação entre cada peça ajuda a definir o que vale e o que não vale.

A ideia principal é enxergar potencialidades, olhar com atenção pro que se tem de mais legal HOJE, de mais usável, de mais versátil… e desapegar sem dó de tudo que não é legal, do que não é usável, do que não é versátil. Vale repassar cada peça por esse filtro triplo:

pensa em silhueta: 
cai bem no corpo? veste confortável?

pensa em cores: 
a cor favorece/valoriza/enfeita? e dá certo com as outras cores que se tem?

pensa em estilo de vida e vontades:
tem a ver com a vida, cabe na rotina? 
tem a ver com a personalidade e com as sensações que se quer ter (na vida)?

 

O QUE PODE SAIR

-tudo que não serve mais (pro corpo e pra vida)
-tudo que já foi usado à exaustão e tá velhinho
-peças manchadas, furadas, desgastadas, mal conservadas (ter essas peças no armário e nunca tirar de lá por que estão assim é a mesma coisa que não ter, certo?)
-peças que a gente põe-e-tira toda vez que vai sair (desapega, menina!)
-peças que só dão certo com uma única outra peça

 

SEM BAGUNÇA

Repassando todas as peças, passando tudo pela peneira das perguntas honestas que a gente pode se fazer e pelo olhar atento à manutenção e prazo de validade de uso das roupas, a gente segue devolvendo pro armário o que faz sentido manter, o que ajuda e rende possibilidades de se sentir LINDA. 

O que não passa nessa peneira, o que não tem função alguma (ou o que oprime, o que carrega lembranças ruins, o que rende frustração) sai do guarda-roupa direto pra uma pilha: durante a repassagem das peças é possível já organizar -em forma de pilhas- a parte prática dos encaminhamentos possíveis do que é excesso. Tipicamente a gente organiza, durante essa atividade com nossas clientes de consultoria, três pilhas:

pilha do que sai
Que ainda pode ser subdividida pra separar o que vai ser doado na igreja, o que vai ser compartilhado em família, o que eventualmente vai ser dado de presente pras amigas, o que pode ser re-vendido.

pilha dos consertos
Às vezes com pequenos reparos uma roupa volta a funcionar demais pra gente, de repente só um botão re-colocado, ou uma barra mais curta, ou uma pence num lugarzinho estratégico, ou um cerzido. Vale separar o que pode ser consertado na própria loja onde a peça foi comprada, o que vai pra costureira, o que vai pro sapateiro, o que vai praquela joalheira amiga que cuida de bijuterias e jóias.

(Não é o caso de quebrar a cabeça tentando fazer tudo e qualquer coisa funcionar: vale consertar tudo, até o que for pra doação, mas é pra manter no armário só o que faz sentido, hein!)

pilha do que precisa de limpeza
Roupa só tem função se tá pronta pra ser usada — se não tá então é como se não existisse. Dá pra separar o que vai ser lavado em casa mesmo e o que vai precisar ser cuidado numa lavanderia especializada.

--->>E essa organização pode rolar em pilhas na cama ou no chão mesmo, mas também pode ser feita direto em sacolas retornáveis, em malas pequeninas, em baldes, em cestos. A ideia é facilitar e já tirar da frente (e do quarto, e da casa!) o que não ajuda — pra não dar chance pra recaídas e pra não acumular tarefas (já tamos todas tão sobrecarregadas!).

 

SE DER DÚVIDA

Grandes chances da gente ter vivido um passado delicioso com cada uma dessas peças, mas né, revitalizar um guarda-roupa é um exercício de olhar pro futuro. E um guarda-roupa revitalizado, que funciona mais e melhor (mesmo com menos coisas) é 

-conciso/enxuto,
-tem peças muuuuito variadas,
-tem mais partes de cima do que de baixo.
-vai sendo atualizado aos pouquinhos, de modo raciocinado. 

É bom levar isso em consideração ao repassar todas as peças que a gente já tem, avaliando se elas se encaixam nesse planejamento, sabe como? Não vale a pena ter mais do mesmo, peças equivalentes/similares que cumprem a mesma função; também não vale ter muitas partes de baixo e poucas partes de cima; pior ainda ter muita coisa demais — melhor ter menos, usar até o fim e então comprar novos que substituam esses velhos, pra não entulhar de novo e de novo o mesmo armário.

 

GOLPE DE MISERICÓRDIA

Segura aqui na nossa mão, respira fundo, olha bem nos olhos de cada item do seu guarda-roupa e pensa com a gente: se você estivesse no shopping/na loja agora, você compraria isso? (POW!)

 

O QUE FAZER COM O EXCESSO

É chuva de solução em forma de links, ó! 

Se você pensou “ah, mas não tem como eu focar no que serve agora por que eu engordo e emagreço e sempre tenho mais de um tamanho das coisas no armário pra me garantir”, clica aqui em GUARDA-ROUPA PRA EFEITO SANFONA

Se você viu que suas coisas gastaram demais ou acabaram muito rápido, clica pra conhecer e estudar os nossos CUIDADOS PRA FAZER A ROUPA DURAR

Se você separou um monte de coisas que não usa mais mas que AMA, que têm significado, clica que a gente te ajuda a pensar nO QUE FAZER COM O QUE (SÓ) TEM VALOR AFETIVO.

Se você tirou do armário um monte de coisas legais, bem conservadas, de marcas boas — que não fazem mais sentido pra você mas que ainda dão um caldo ;-) de repente é o caso de re-vender! Clica pra ver nosso passo-a-passo pra montar uma lojinha online e VENDER DIREITINHO NO ENJOEI.

Se você quer se aprofundar nos assuntos desapego, encaminhamento de descartes, caridade e afins, ó, a gente recomenda fortemente a leitura dos nossos ebooks O QUE FAZER COM O QUE NÃO QUERO MAIS e GUIA DE DOAÇÕES. Um tem valor simbólico, o outro é de graça <3 e os dois ensinam por que a gente não pode jogar roupas no lixo, como encontrar instituições legais pra se doar e tanto mais.

 

PRA TERMINAR

Ter muita roupa demais dá uma falsa segurança: de que adianta um guarda-roupa lotado mas nunca ter nada pra vestir, nénão? 

Faz uma revitalização dessa, com tempo e com atenção, pra ver que SUPER exercício de autonomia, de carinho consigo e de consciência isso pode ser! E se você sentir essa satisfação que a gente sabe ser possível sentir \o/ se programa pra fazer disso um compromisso periódico: mínimo-mínimo duas vezes por ano. Isso enxuga excessos mas mais que isso, faz multiplicar possibilidades: as coisas vão sendo usufruídas de verdade, de muitos jeitos diferentes, na intenção de fazer a roupa durar no guarda-roupa sempre de maneiras diferentes, frescas.

A gente domina um tema assim, né, estudando, cuidando, experimentando. Essas revitalizações vão deixando a gente mais e mais confortável com as nossas próprias visões de auto-honestidade, de objetividade, de funcionalidade — e parece que a gente vai gostando mais das próprias coisas. Afiadas nesse tema importante: a gente mesma, o nosso vestir, as nossas vontades e demandas.

 
 
 
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