INCOMPLETAS E IMPERFEITAS

A gente tá convencida de que autoestima bem exercitada é chave pra se conquistar mais na vida, pra se descomplicar o guarda-roupa, pra crescer e brilhar. E autoestima tá 100% relacionada com AUTO-ACEITAÇÃO: é essencial entender que a gente é incompleta e imperfeita, que nunca vamos estar "prontas", que paralisar vida e escolhas pra que "um dia" o momento certo aconteça… é furada.

Tamos nessa vida pra fazer o melhor que a gente pode com os recursos disponíveis NO AGORA. Somos todas humanas -- e haja energia pra investir na idéia de ter tudo perfeito ao mesmo tempo agora. Querer alcançar o inalcançável é já perder a corrida desde a largada: expectativas inatingíveis nunca serão atingidas mesmo!

  • corpo perfeito: é o que se alimenta bem, se exercita e descansa direitinho
  • família perfeita: é a que vive as dificuldades do dia-a-dia com resiliência (e com uma dose de bom-humor na medida do possível!)
  • trabalho satisfatório: é o que paga um dinheirinho suficiente e, se possível :) permite a gente servir a algo maior que a gente mesma, dá sensação de produzir/entregar algo de bom pro mundo

E tudo tem dia bom e dia ruim, tudo tem um lado-luz e outro mais sombra… e compreender, desculpar e tolerar levam a gente pro (auto)amor. Quando a gente (se) desculpa, (se) compreende e (se) tolera, a gente tem mais facilidade pra entregar essas sensações também pra quem tá em volta da gente. E que ambiente bom se cria assim, com conexão, compreensão, empatia!

Todo mundo sente frustração, raiva, tédio, inveja. Toda vida tem essas sensações ou partes não tão legais -- tamos TODAS na jornada da tentativa, dando o nosso melhor: umas horas a gente erra e fica brava mas em tantas outras a gente acerta! Não existe humanidade em condição diferente dessa.

A gente administra melhor tempo e recursos quando deixa de querer criar a 'família da propaganda de margarina' e quando se desprende de idéias vazias de status/riqueza ou corpo "perfeito". E assim, aceitando quem a gente É e a vida que a gente tem (com parte boa e parte ruim, tudo lindo, tudo funcionando!), pode ser possível lidar melhor com quaisquer frustrações e raivas. E tudo passa, uma hora querendo ou não passa!

Desse jeito pode ser possível também que a gente passe a lidar melhor com vontades, e não precise comprar tanto, e tenha mais força emocional interna pra sustentar os 'nãos'  que precisa (ou quer) dizer pro sistema de consumo. E a gente assim passaria a descartar menos, e passaria mais tempo com as nossas coisas, e desenvolveria relação de amor com o que tem, e poderia ganhar serenidade na vida toda.

E isso pode irradiar, ó: "Quem consegue se aproximar da condição de aceitar ser como é irradia uma emoção tão positiva que sua aparência física vai para segundo plano." (Flavio Gikovate)