INTELIGÊNCIA NO VESTIR

Tem cinco minutos (valiosos!) de inteligência em moda com Alber Elbaz, estilista da Lanvin, nesse vídeo aqui. Com a admiração dele pela mulherada de hoje - "por mim o novo James Bond seria JANE Bond!" -, com ele curtindo rugas e não curtindo botox, com ele dizendo que um vestido vermelho pode substituir um Tylenol e com essa idéia, ó: "Nesses nossos tempos, várias áreas diferentes do design - em carros, em computadores, em arquitetura... - têm falado sobre 'design inteligente'. E na moda a gente ainda tá estagnado com 'glamour', com idéia de 'sexy'. Se a gente toca de leve na parte 'inteligente', a coisa vira 'intelectual demais'."

(Uma tradução super livre, claro, do que ele fala pertinho do quarto minuto de vídeo em 3:38.)

Ele quis dizer de como "moda intelectualizada" soa pejorativo, soa pesado. Parece distante e pra poucas, parece difícil. Se a gente simplificar, moda intelectualizada é toda aquele que rende algum pensamento pra além da roupa, ou que veio de alguma idéia que não foi motivada só pelo pano.

Essa é uma grande motivação do nosso trabalho de consultoria: procurar sentido, procurar identificação, acrescentar significado e relevância pra cada peça que a gente escolhe, entender o valor da roupa e da coordenação. Não só porque intelectualizar é tendência em várias áreas do design (o que por si só já é lindo, incrível!), mas porque a gente é mais feliz com a moda assim. Com sentido e com sentimento.

Sem pretensão, sem esse 'peso' que se dá às coisas - quase sempre sem precisar, podendo ser mais leve! Bem anti-perfeição, como Alber Elbaz diz. Né? ;-)

+ o vídeo foi sugestão da @BellaCabral no twitter!