MATEMÁTICA DE GUARDA-ROUPA

Pensa só: parte mais importante de qualquer silhueta, em todos os looks que a gente faz, é o rosto -- é com ele que a gente olha no olho, procura entender o mundo (e os outros), com ele que a gente fala e pra ele que a gente olha o tempo inteiro quando se relaciona com a vida. Faz sentido, então, ter em mente que o que a gente usa perto do rosto é o que acaba sendo mais notado, mais percebido, mais gravado na mente das pessoas. Imagina que se a gente repete a mesma calça nos 5 dias de uma mesma semana e coordena essa peça com 5 partes de cima diferentes: parece que a gente usou todo dia um look novo. Mas ao contrário, se a gente usa nos 5 dias da semana uma mesmíssima parte de cima e partes de baixo 100% diferentes... ainda assim parece que a gente usou a semana toda o mesmo look.

Choque, né?

Por conta dessa percepção, a gente se propõe a fazer conta nos guarda-roupas das nossas clientes e a matemática boa da versatilidade fica assim: 5 partes de cima pra cada parte de baixo que se tem. E a gente põe na conta tudo que vai em cima -- vale blusa, cardigan, colete, camisa, regata, jaqueta, etc. E mais: macacão, macaquinho e vestido contam como parte de baixo por que né, é muito possível acrescetar partes de cima (por cima ou por baixo) e assim versatilizar.

A conta então, pra fazer render o que a gente tem e botar em prática nossos superpoderes versatilizadores de roupas (!!!), é manter o guarda-roupa funcionando com mais partes de cima do que de baixo -- num mundo ideal, idealíssimo, nessa proporção de 5 pra 1. E essa é uma boa direção pra quem vai aproveitar liquidações: do que a gente precisa mais (nesse momento), partes de cima ou de baixo? ;-)

+ série de posts GUARDA-ROUPA DOS SONHOS