O QUE FAZER COM O QUE JÁ NÃO QUERO?

Limpar o armário do que já não cabe no corpo (e na vida da gente) costuma ser o primeiro passo de qualquer revisão de estilo, além de um bom hábito para todo mundo levar para a vida e repetir periodicamente, tipo exame de rotina. Liberar os chakras do guarda-roupa dá uma sensação de leveza e ajuda a gente a enxergar melhor o que tem - as possibilidades mais versáteis de uso dessas coisas! - mas deixa a cama repleta de roupas sem uso, com as quais a gente não sabe o que fazer. Para tentar acabar com o dilema da cama abarrotada reunimos quatro boas sugestões de destino para as peças que um dia você já amou e que muita gente pode continuar amando.

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Passe adiante

Há quem encontre verdadeiros achados no próprio guarda-roupa, mas tenha medo de dar para uma amiga que combina mais com a peça com medo de ofendê-la. A gente acha que quando a seleção é feita com carinho, o tom nunca é de “fica com a minha sobra” e sim de “isso vai ornar melhor em você do que em mim”.

Pense no quanto é legal ir tomar um café com uma amiga e, de repente, ganhar uma blusa linda só porque ela não está mais com vontade de usar.

Venda

Se a peça custou um valor considerável e está impecável, é natural que surja a ideia de reaver uma parte do dinheiro investido, afinal, a gente está se desfazendo de uma compra impensada, não de uma roupa velha. Nesse caso, vale a pena procurar brechós como Capricho À Toa e Trash Chic, organizar uma “swap party” (festinha de trocas e compras entre amigas ou colegas de trabalho) ou recorrer ao Enjoei, site que seleciona e anuncia peças legais com descrições impagáveis. (O Enjoei cobra comissão de 20% sobre o valor final da peça, que é definido pelo antigo dono. Já os brechós não divulgam o quanto acrescentam no preço de revenda.)

Se você tem uma grande quantidade de peças boas a serem desovadas, vale montar um blog com fotos e preços e divulgar para as amigas (mesmo no Facebook!), assim é possível fugir das comissões. Se os posts estiverem recheados de coisas realmente bacanas, vale até pedir que as amigas divulguem pra outras amigas. ;-)

Doe

A doação é de longe o destino mais nobre que a gente pode dar às roupas que não usa mais. Essa época do ano, quando estamos nos aproximando do inverno, muitos estados fazem campanhas de coleta de agasalhos. No site da Campanha do Agasalho do Estado de São Paulo há uma lista de todos os postos de coleta. Dá pra buscar o ponto mais perto da sua casa usando o CEP. Fora das épocas de campanha, quase todas as instituições de caridade como asilos e orfanatos aceitam doações de roupas em bom estado. Aqui em SP o Exército da Salvação e o bazar da Unibes retiram doações em casa mediante ligação/agendamento.

Na hora de doar é preciso ter o mesmo carinho que a gente tem ao separar uma peça para dar para uma amiga: não vale entregar nada sujo ou rasgado.

Das mais de 6 milhões de peças arrecadadas pela Campanha do Agasalho de São Paulo em 2011, cerca de 40% acabarem leiloadas para empresas que, depois de passá-las por um moedor, transformam os trapos em estopa. Isso porque tem gente que doa roupas sem nenhuma condição de uso. Para não pagar o mico de ter suas doações transformadas em estopa, seja fina como Hebe Camargo na antiga propaganda da campanha e doe os paetês que te ajudaram a brilhar na televisão (brinks).

Reaproveite

Essa dica vale sobretudo para roupas com estampas incríveis. Se ficou velhinha e já não satisfaz como roupa, vale tentar usar a estampa luxo para outra finalidade como almofadas, faixas para o cabelo e até ecobags.

*Juliana Cunha é jornalista e colaboradora do blog da Oficina de Estilo, que sorte a nossa :) ce pode ler outros textos dela pra Oficina aqui -- e os textos autorais dela no Já Matei Por Menos, ó!