PERSONAL STYLISTS NA TV E NA VIDA REAL

Dada a quantidade de programas que fazem "transformações" e promovem fotos de antes-e-depois na TV desses dias, a gente acaba tendo uma super idéia de como o trabalho do personal stylists pode ser, certo? Não, amigas, nem tão certo assim. Nesses programas os profissionais que comandam as transformações têm (geralmente) meia hora pra entreter quem assiste -- e, se sobrar tempo, ensinar alguma coisa.

Claro que a gente aprende um monte quando se dispõe a ver o que o outro tem pra aprender (em estilo), mas transmitir informação real sobre consultoria de estilo não é a prioridade de programas de TV. E na vida real a gente não julga o que a cliente veste quando procura a gente, a gente não usa palavras ofensivas de maneira nenhuma, a gente não joga nada no lixo nem pela janela nem nada disso! Na vida real a estória é bem outra: a gente quer trabalhar junto, quer aperfeiçoar, que direcionar e treinar e, mais que tudo, quer ensinar tudo isso pra que cada cliente viva a vida recebendo elogios e nos dando orgulho por ter feito um trabalho bom.

É mais sobre gente do que sobre a própria roupa. E é mais sobre ouvir com atenção tudo sobre a auto-imagem de quem procura a gente -- e aí trabalhar junto mesmo, em equipe, pra que essa auto-imagem corresponda às vontades e demandas de vida que cada uma das nossas clientes tenha. É sobre respeitar o que cada uma já tem no armário, o que cada uma viveu até hoje, como cada uma quer se sentir e parecer.

Não é de dar medo, é auto-conhecimento em forma de visita-guiada pelo próprio guarda-roupa: e gente só guia, quem opera a transformação (que não precisa ser radical, quase nunca é!) é a própria cliente. Ela é quem dá informação de personalidade, de estilo de vida, de preferência e objetivos; a gente só traduz pra "linguagem de guarda-roupa". E o resultado é tão marcante na auto-estima quanto na aparência!