PROPAGANDA ATRAPALHA ESTILO PESSOAL

Esse post faz parte de uma série de questionamentos, tem mais dessas idéias aqui, ó: COMO CONSUMIR MELHOR.

A quantidade de propaganda que a gente vê tá super conectada com a qualidade das escolhas que a gente faz. Especialmente em guarda-roupa: quanto menos propaganda, mais certeiras são as nossas escolhas. Em vez de olhar pra fora, pro que é sugestionado, a gente pode abrir espaço pra olhar pra dentro e escolher a partir da própria identidade!

Então ó: quer escolher melhor, pára de ver TV. Pára de seguir a blogueira na rede social, pára de ler revista de moda e de celebridades (mesmo quando se lê só no salão de beleza). E passa se engajar em atividades que te façam passar tempo com você mesma, com seu corpo e com seus pensamentos: vai ser legal, a gente garante!

"O consumismo é um ciclo vicioso em que tanto indústria quanto consumidores tem parcela de responsabilidade." É isso: só de estar vivo a gente já impacta. Tem que escolher impactar pro mal ou pro menos-mal. E isso daí é escolha diária e individual!

+ por que a gente prefere comprar em lojas pequenas (em especial nas não-estrangeiras)
+ ter menos, melhor e mais de perto

Ajuda DEMAIS se expor menos a gatilhos que induzem ao consumo (menos propaganda, menos blogueiras, menos e-commerces, menos celebridades) e se propor a usar mais e melhor as nossas coisas, enxergar valor, dar tempo pra gostar (se permitir!). Toda a mídia trabalha pra alienar, pra instaurar rapidez e voracidade, as lojas tocam música alta demais, tudo induz ao não-raciocinio, ao nao questionamento.

((Aqui vale um parêntese: o que a "digital influencer" ganha pra expor venda é só uma fração do dinheiro que rola, tem gente ganhando demais com a pobreza alheia. E no fim tudo é v-e-n-d-a: "influenciadores" são pessoas com grandes audiências transformados em canais de venda -- e quanto mais gente exposta à essa propaganda, mais chance de vender qualquer coisa.

Por isso blogueiras não ligam pra grandessíssimo número de comentários negativos que suas redes recebem: o que importa é o numero de pessoas pra quem elas expõem produtos e influenciam compras, é assim que essa neo-indústria ganha seu dinheirinho(ão). Tanto faz se as pessoas que tão nas redes odeiam tudo das blogueiras, o que importa é ter um número exorbitante de gente por lá. Entende como essa conta fecha?))

A indústria (a vida) é tão maluca que até idéias ligadas à sustentabilidade viram produto, e 'consumo consciente' passa a ser entendido como uma tendência... de consumo: "lowsumerism", colunas de "eco-consumo" em revistas de moda, "eco-stylists" -- tudo ao contrário! :\

A idéia tem que ser exercitar atenção, e não compras. Valorizar o NÃO CONSUMO, numa lógica de cuidado no lugar da lógica da compra. Recusar o excesso, não tirar da loja, escolher o não-acúmulo e a não-exploração.

Toda/qualquer mudança não depende do sistema nem da indústria. Mudança é escolha pessoal. E quando a gente não liga pra propaganda e pro que "sugerem", sobra atenção pra gente escolher melhores materiais, acabamentos, caimentos -- e uma atenção que a gente põe na gente mesma é energia pra viver melhor a vida. #dicona