SOBRE LOOKS E COMIDAS

Passei vinte dias em Nova Iorque e fiz força pra ter vinte dias de férias sem moda, sem desfiles, sem pensar em fórmulas de looks e tals. Fiz amigos que amam comer e que me tiveram de acompanhante em mil programas gastronômicos deliciosos. Eu passeei muito, andei SUPER muito e conheci lugares incríveis -- tudo no caminho dos restaurantes em que almoçava e jantava! E aí, a cada comidinha, a cada milkshake, a cada prato novo, todo mundo conversava sobre... mais comida! Eu aprendi um monte de coisas. E não teve jeito: minha mente me levou demais pro pensamento na moda, nas roupas, nos looks.

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Tive impressão de que não tem como se desligar totalmente da moda em NY: a expressão através do que se veste tá na rua, em volta da gente o tempo todo, sem que ninguém faça (tanto) esforço pra ser percebido -- essa é a parte mais legal. E eu comecei a pensar em como fazer/gostar de comida pode ter a ver com roupas e looks. Em comida super importa ter texturas diferentes num mesmo prato (pra não ter monotonia!), ter cores bacanas combinadas nos ingredientes (o que é gostoso também pode ser bonito), até movimentos e alterações químicas e tals. Todo mundo podia comer só pra se alimentar, só pra ter saúde, só pra viver bem -- mas comer é um prazer, um dos maiores!

E tem gente que estuda, que assiste programas de TV pra aprender mais, que se aplica e experimenta misturas novas -- não só pra preparar, mas pra aproveitar. Esses são os que escolhem melhor, os que têm mais recompensa e os que mais se deliciam com a "atividade".

A gente também podia se vestir só pra cobrir o corpo, e mais nada. Não tem uma lei que obrigue todo mundo a ter estilo, a escolher consciente e a se aperfeiçoar nas escolhas do vestir -- quem se aplica, quem "corre atrás", faz pelo prazer 'da atividade', pela recompensa que se tem... em frente ao espelho! A gente também pode experimentar texturas novas, acrescentar cores e combinações inusitadas delas, pode exercitar coordenações novas. O prazer maior, a melhor recompensa é a de quem veste. Não é? ;-)

Beijos, Fê